Friendship Colored
5 O primeiro beijo de verdade.
Notas iniciais
Annabeth.
Quando acordei, dei de cara com o abdome de Percy. Suas mãos ainda me abraçavam e me mantinham junto a si. A luz do sol invadia o quarto devagar. Fitei o rosto de Percy, ele ainda dormia, mas no mesmo instante abriu os olhos devagar.
– Bom dia. – Sorriu.
– Bom dia. – Respondi voltando meu olhar para seu abdome.
Nós ficamos alguns instantes em silêncio, não um silêncio constrangedor, apenas um silêncio.
– Posso perguntar uma coisa? – Percy me soltou, e eu reclamei mentalmente.
– Sim.
– Porque você estava se agarrando ao Leo?
– Quem? – Sentei na cama e me espreguicei.
– Leo, o garoto de cabelos encaracolados.
– Ah sim... Nós não estávamos nos agarrando.
O moreno permaneceu em silêncio, parecia estar pensando em uma forma de agir o que não demorou muito tempo.
Percy me deitou na cama, e então me beijou. Não um beijo qualquer, um beijo de verdade. Nossas línguas dançavam a mesma dança, e suas mãos subiam e desciam pelo meu corpo, de forma que minha camiseta estava um pouco abaixo do busto. Meu corpo inteiro estava arrepiado com seu toque, e minha boca formigava.
– Isso... – Ele respirou fundo. – Não é agarrar?
– Nã-ão. – Gaguejei.
– E isso?
O moreno possuía um sorriso safado no rosto quando me colocou sentada em seu colo. Eu entrelacei minhas pernas em sua cintura e ele me puxou para mais um beijo. Percy retirou meu sutiã e massageou meus seios. Eu estava excitada, mas ele não ficava muito atrás nesse termo.
– Percy. – Gemi entre o beijo, querendo me bater por ter feito isso.
Ele se levantou comigo no colo, em seguida me prensou na parede e foi soltando aos poucos. Terminou o beijo com selinhos que desciam em meu pescoço, o que me arrepiou. Depois, voltou os olhos verdes para mim e seu sorriso estava mais safado do que nunca.
– E-eu não estava fazendo isso com Leo.
Ele deu de ombros, ainda sorrindo, e se dirigiu para o banheiro.
– Percy volta aqui, você não pode simplesmente me agarrar e ficar por isso mesmo! – Bati o pé. – Argh! Sério que você vai parar agora?
– Eu sei que você é virgem Annabeth. – Ele encostou-se ao batente da porta, com apenas uma toalha amarrada em sua cintura.
– Foda-se eu quero você, eu preciso de você. – Me vi implorando.
Percy ficou em silêncio com um sorriso bobo no rosto.
– Você não sabe o quanto eu te quero Annabeth, você... Você me desconcerta, eu fico praticamente louco ao seu lado e suas provocações não me ajudam em nada, mas agora não é o momento.
– Como você tem tanta certeza de que não é momento?
– Sei lá, eu só tenho. – Ele deu de ombros, e adentrou o banheiro.
Peguei algumas roupas e me dirigi ao banheiro de hóspedes, por sorte eu tinha uma escova reserva e a levei comigo. Quando adentrei o chuveiro, foi inevitável não pensar nos lábios de Percy e em suas mãos que me acariciavam durante o beijo, suas palavras haviam me desconcertado, ele me queria, mas ao mesmo tempo não queria, pelo menos, não agora. Já eu precisava dele, agora, depois, amanhã e para sempre.
Sai do banho, escovei os dentes e vesti um short de cintura alta, regata branca e chinelo. Deixei meus cabelos soltos, e assim que sai do banheiro, fui para cozinha suprir minhas necessidades básicas de ser humano.
– Bom dia. – Disse Poseidon.
– Bom dia.
– Annabeth... – Poseidon pigarreou. – Sua mãe e eu temos algo para contar.
– Pelos deuses! Ela está grávida?! – Sorri eufórica.
– Quem está grávida?! – Percy desceu as escadas.
– Eu ouvi grávida? – Minha mãe se juntou a nós.
– Não, não e não! – Sorriu Poseidon. – Ninguém está grávida.
– Grávido? – Perguntou Percy.
– Cala a boca Percy. – Soquei seu ombro. – Então, o que vocês precisam nos contar?
– Bom... Desde que nos conhecemos. – Disse minha mãe. – Estamos planejando uma viagem para o Hawaii.
– Nós vamos para o Hawaii? – Perguntei.
– Tecnicamente sim! – Sorriu Poseidon.
– Porém... – Continuou minha mãe. – Nós vamos primeiro, vocês irão três dias depois.
Olhei para Percy, e nossos olhos travavam uma disputa. Os meus diziam “Festa” e os dele diziam “Não”, mas eu sabia que o convenceria depois.
– E nós... – Pigarreou minha mãe. – Sabemos que vocês aprontam no quarto.
– Nós... – Tentou dizer Percy, mas abanei minha mão em frente ao seu rosto.
– Também sabemos o que vocês... – Aponto para ela e Poseidon – aprontam no quarto, e o que Percy e eu fazemos nem se compara ao chacoalhar da cama e gemidos.
Atena e Poseidon coram instantaneamente.
– Tudo bem. – Sorri minha mãe. – Só não façam nenhuma besteira enquanto estivermos fora.
– Isso eu não posso prometer. – Disse Percy.
– Como disse Perseu? – Poseidon lança um olhar severo para o filho.
– Pelo que eu entendi, ficarei sozinho com essa loira aqui. – Ele passa o braço pelo meu ombro. – E pelo que eu sei, Annabeth é uma puta loira gostosa... E se eu não conseguir me controlar?
– Só experimenta “não se controlar” moleque! Paz e amor crianças, nós estamos indo. – Poseidon arrasta minha mãe, que faz várias caretas, antes que ela comece a gritar comigo ou com Percy.
Quando eles deixam a cozinha, o moreno olha pra mim e eu faço o mesmo.
– Loira gostosa? – Sorri batendo palmas. – Pena que nada vai acontecer. – Levantei-me e fui até a geladeira.
– Você está brava comigo?
– Eu quero passar com um rolo compressor em cima de você Perseu, mas fora isso, nós estamos bem.
Ele sorri, e como eu já disse, sua risada é música para os meus ouvidos.
– Então... – Bebo um pouco de leite. – Quando vamos fazer a festa?
– Que festa? Eu não concordei com isso.
– Para de ser estraga prazeres, só hoje você fez isso duas vezes.
Percy sorri novamente.
– Tudo bem, vamos dar uma festa.
– Sério?
– Sim, amanhã à noite.
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