Ele pega seu café e depois põem seu boné do ALABAMA CRIMISON TIDE e saímos, vou dirigir então vamos no meu carro minha picape de duas cabine preta da Chevrolet ,é um carro grande mas aqui é comum se vê meninas dirigindo grandes carros, nosso caminho não é longo e logo depois de uns trinta minutos chegamos, estamos na frente do centro comunitário da nossa igreja, aonde se tem muito a fazer, a cada fim de semana que posso venho ajudar o reverendo Thomas, à lidar com as pessoas, Dallas vem comigo também acho que esse foi um dos meios que encontramos para superar nossos demônios internos.

– E ai vamos?

– Claro vamos.

Saímos e logo vejo as pessoas a nosso redor, esse é dos meus lugares especiais, as crianças correm livres no gramado enquanto os outros voluntários fazem jogos com os adolescentes, sobreviver aquilo me fez mais forte com certeza, mas a dor que veio depois me fez muito mais forte mentalmente e ver que o que passei nem se compara a dor dos outros me da mais vontade de segui em frente e ajudar a quem precisa aqui no centro me voluntario a ajudar as crianças ver nelas tudo de bom que elas merecem por mais que elas não tenham um lar ou pais estáveis.

Me doar a elas foi o modo de terapia que encontrei ver a diferença servindo comida no restaurante comunitário ou ajudando no abrigo fez mais por mim do que deitar na porra de um divã e derramar a minha merda a um desconhecido para ouvi algo que eu já sei respostas para as perguntas que eu já fiz, a diferença entre doar uma porrada de dinheiro e esquecer que essas pessoas existem é enorme, dou graças todos os dias por ter encontrado esse meio de ajudar eles ... E a mim.

– Amber! – umas das crianças logo veem que cheguei então corre até mim.

– Hey! E ai baixinha tudo bem? – Melissa chega a altura da minha coxa, me curvo e bagunço seu cabelo, as vezes elas só precisam que alguém pergunte como foi o seu dia ou quanto tirou na prova de matemática.

– Tudo! – ela se joga em mim e me abraça forte, Melissa já passou, portanto e mesmo assim continua com um sorriso de cem megawatts. – Reverendo Thomas acabou de dar aula de artes para nós eu fiz um desenho muito, muito incrível ele disse.

– Parabéns Melissa, deve estar de mais, vai pegar para eu ver. – ela corre para a sala de artes, enquanto me dirijo para falar com o reverendo Thomas. O centro comunitário conta com jardim enorme, um prédio para administração com sala de arte, salão dança um ginásio e um restaurante, logo a uma quadra temos o abrigo também.

– Dallas você já viu o Thomas?

– Não até agora, acho que ele deve estar lá fora no jardim, vamos.

Encontramos ele lá, é uma das melhores áreas aonde as crianças podem brincar e todos podem aproveitar o dia. Dallas e chamado para participar do jogo de beisebol acho que vai ser ótimo para curar a ressaca dele.

– Reverendo Thomas.

– Senhorita Parker. – sorrio pra ele e nos abraçamos.

– Você não se cansa de me chamar assim não é moleca.

– Não! – sorrio amplamente pra ele – Te faz parecer mais velho, e essa é a graça Tommy.

Tommy me pega num abraço de urso me fazendo quase perder a respiração. – Ah! Seu cretino me larga!

– Ei olha boca menina que tipo de exemplo você quer dar as crianças daqui. Finalmente me solta, mas mantem seu agarre.

– Ah! Qual é não tem nenhuma criança por perto, e como se você fosse lavar minha boca com sabão bobão.

– Olha não me tente garota – ele me olha com sua cara de sem vergonha – E ai você está me devendo um jantar Parker, que tal eu você e um prato de espaguete.

– Isso parece ótimo Tommy, é só agente marcar. – isso já me deixa feliz.

Começamos a conversar sobre o centro e tudo mais, Tommy é o filho do Revendo da nossa comunidade pastor Dean, Tommy é o responsável pelo centro comunitário quando está aqui, um grande amigo que sempre me faz feliz e adoramos sair, ele está na Alabama Crimison Tide, vai ser alguém conhecido quando me mudar para lá. Nos conhecemos desde de criança e quando ele era mais jovem Tommy foi minha primeira paixão de adolescente e meu primeiro beijo, agora ele está com 20 anos na faculdade fazendo serviço social, e quando ele está na cidade sempre saímos. Melissa nos encontra e me mostra seu desenho, e para uma criança de cinco anos ela já sabe fazer uma bela paisagem, porque eu espero que seja isso.

Emily

Amber saiu então estou sozinha sem nada para fazer decido arrumar a casa uma faxina cai bem depois da dor de cabeça que acordei me ajuda a aliviar, já estou na sala escutando AC/DC e limpa tudo quando meu celular toca. Vejo mãe escrita na tela suspiro e atendo.

– Hey mãe! E ai?

– Emily, esses não são modos de uma menina atender ao telefone! – reviro os olhos, eu sempre me esqueço dessa merda quando falo com ela pelo celular.

– Hum, OK. O que a senhora deseja?

– Não posso ligar para minha filha para saber como ela está?

– Claro que pode mãe, só acho que você quer algo a mais, certo?

– Sim quero saber se você vem para a festa da empresa, certo? – Puta merda achei que ela tinha esquecido essa.

– É claro mãe, mal posso esperar.

– Ótimo querida nos vemos lá esteja apresentável, te amo.

– Te amo.

O telefone fica mudo e é isso. Fala serio uma porra de festa da empresa era oque me faltava, minha mamãe vai encher meu saco e querer me exibir a alguns futuros pretendentes, nem fodendo isso vai rolar colega, acho que o maior sonho dela é que me torne uma esposa troféu NEM FODENDO literalmente, isso me trás graça isso sim, eu só tenho dezoito anos e por mais que a ame e sei que ela é feliz do jeito que é com Sebastian eu não quero isso, não agora só quem sabe depois de alguns anos, acho que é por isso que ela se preocupa por eu nunca ter namorado ninguém, mas isso não significa que eu não de minhas escapadas, porque o grande premio eu estou guardando para o meu futuro marido ou se eu estiver muito, mas muito, muito ligada mesmo e acabar cedendo, oh vida. O jeito vai ser empurrar ela para aquele bando de socialites do clube, ou me esconder a maior parte da festa, provavelmente vou me esconder.

Minha mãe de certa forma ama ser mimada por Sebastian ela já superou muita coisa e se fechou no seu próprio mundo e eu fiquei sozinha com ele, mas com Sebastian ela voltou a ser alegre e feliz e com o Sam isso só a completou mais, mas nem por isso tiro os defeitos da minha mãe ela é de outro tempo aonde às meninas eram criadas para serem verdadeiras damas e se prostrarem ao lado de seus maridos, infelizmente para ela esse sonho não deu certo de primeira, mas agora tudo está bem e mesmo que ela se negue a ver o mundo como ele é eu não faço isso.

Minha sorte que nesses eventos estou sempre com meus amigos, nossos pais estão quase sempre no mesmo meio, eu provavelmente vou ter que adoçar algum filhinho de papai e tirar informações desse para os negócios da família, os idiotas nunca suspeitam da filhinha do cara rico.

Depois de algumas horas Amber logo chega e nos sentamos para ver TV é algo pelo qual somos viciadas assim como livros, comidas, filmes, animes entre outras coisas.

– E ai, já começou?

– Ainda não. – ela pega o controle põem na Werner ela ama Friends desde que o Ian e ela começaram a ver ano passado.

– Adoro essa temporada, sério não tem como no ri do Joe, incrível oque eles faziam nos anos noventa – ela mete uma mãozada de pipoca na boca e começa a comentar e falas juntos com os personagens, reviro os olhos pra ela e me divirto também.

– Minha mãe ligou hoje – falo enquanto tomo minha Coca.

– huuuu! Ai vem, oque ela queria?

– Ela veio me lembrar da festa da empresa – solto uma baforada.

– Caralho pensei que ela tinha...

– Esquecido?! Não.

– Droga se ela se lembrou, nem preciso ligar pra casa pra saber que meu pai vai me querer lá, ótimo vou ter que aturar minha madrasta dando palpite na minha roupa – ela revira os olhos, sua relação com sua madrasta é boa a não ser quando Ellem se mete na vida dela, elas são comédia para mim.

– Espero não ter nenhum drama familiar para resolver na noite, foda-se da ultima vez tive que controlar a situação da April, ela está me enchendo com o seu comportamento “ sou adolescente e estou na faze de fazer merda” caralho quero saber se isso é obrigação ou algo do tipo eu não tive essa merda e estou muito bem. – ela faz aspas quando fala e faz careta, maluca – eu sou perfeitamente normal. — ela faz aquela coisa dramática e ri.

– Tá até parece, querida nosso nível de normalidade para alguém da nossa idade é... 0! Tu de normal não tem porra nenhuma j atentou ter uma conversa sem chamar um palavrão na frase ou se comportar “dignamente”?

– Ho! Você me ofende assim, que tipo de ser humano você acha que sou, estou indignada que pense algo do gênero a meu respeito minha cara, sinto muitíssimo por sua falta de hora na minha pesou, mas caibo a lhe demonstrar que consigo essa proeza e muito mais para graça de minha pessoa.

– Foda- se! – me afogo com meu refrigerante – Essa foi boa vossa senhoria, mas me refiro a algo desse século, por favor, eu sei que a maioria do povo lá é velharada, mas não exagera.

– Por que tu não falou logo. Vou mandar o papo reto pros chegados lá, tipo e ai belê? Tudo em cima? Nossas aquisições tão fodasticas esse semestre!

– OK, nada de gírias e sem essa de fodastica acho que acabariam entendendo como um insulto.

– Oque! Quer que eu fale “chuchu beleza, tudo na paz” – pffs – Por favor, né! Cê sabe que eu to brincando, meu pai me esfola viva se eu abrir minha linda boquinha pra um dos futuros negócios, de boa relaxa eu só tenho que gesticular e inclinar a cabeça com um belo sorriso, Deus como isso cansa ter que aturar aqueles manés!

– Mas sabemos que faz parte dos negócios ter uma boa relação com todos, e ser bem visto como uma influencia poderosa na sociedade afina nossos inimigos devem nos ter e nos admirar.

– Belas palavras do tio Sebastian – ela bate palmas.

– Ainda bem que quando assumirmos lidaremos com o futuro das outras empresas as quais também estarão a frente jovens como nós.

– Ao futuro com jovens no poder amiga – levanta seu copo e brindamos.