Friends,Love, So crazy.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
POV Emily
Depois de comer nós vamos para Academia St. Augustin, no caminho para lá, encosto a cabeça na janela e vou curtindo a música que Dallas escolheu My Chemical Romance – Sing. Vejo as pessoas na rua, o mundo já está despertado. Eu não sei por que, mas minha mente sempre viaja. Tenho tanta sorte de estar no mesmo carro que esses malucos, meus amigos são muito importantes para mim, penso em como era no passado ,sorrio ,olho para frente e Dallas tá na maior empolgação cantando junto com Peter, me lembro deles quando nos conhecemos. Eu sempre os via, afinal estudamos na mesma escola desde o primário, mas só nos tornamos amigos aos 13. Eu sempre os observava, na verdade a todos. Uma das regras da minha mãe é: “Observe tudo e a todos e nunca baixe a guarda, porque sempre vem alguém pra ferrar com você se demonstrar fraqueza”. Eles são melhores amigos desde o jardim de infância, diferente de mim e da Amber, nos conhecemos aos 13 anos também e só então nos unimos.
Petter é um dos meus melhores amigos, amigos que fazemos para o resto da vida, sabe o mais engraçado de tudo isso é que cada um de nós é fodido de uma maneira e quando nos tornamos amigos nenhum pensou que fosse melhor que o outro pelo contrario acreditávamos que nossa bagagem era pior, mas não, e não sei bem como explicar... Nós só nos aceitamos como um todo e cravamos um amor que nem sabíamos que tínhamos um pelo outro, cada um do seu jeito porque afinal pra alguns nem sabíamos o que era amor ou contar com outra pessoa.
Quando penso em cada um deles eu consigo ver um bom ser humano e alguém que não vai magoar outro por prazer, alguém que não vai quebrar outra pessoa por querer. Petter é o mais centrado para se dizer assim desde que nasceu é esperado dele o melhor sempre o melhor, e isso levou dele uma boa parte da sua vida algo que nenhuma criança precisa na sua infância, ter um pai de merda que te enche de maneira que são quebráveis e com cicatrizes filhas da puta que demoram pra sarar, eu o amo por compartilhar da mesma merda, na verdade todos nós estamos cheio de bagagem cada um com seu próprio preço a superar e lidar, e essa não é minha história para compartilhar, mas estamos aqui e conseguimos até agora então damos um lindo foda-se pro mundo e principalmente pra aqueles que causaram nosso ponto de ruptura.
Dallas é lindo extrovertido, mas sabe muito bem esconder seus sentimentos de quem quiser, tem os olhos cinzentos mais puros que eu já vi, mas que já começaram a lutar e sobreviver desde o momento que eles se abriram para esse mundo. Meu amor por ele é tão grande por ele como pelos outros. De todos nós ele é o que ama o que sente verdadeiramente e pra isso leva tempo, ele já superou bastante merda pra um ser humano que era apenas uma criança, ele quase desistiu, mas a vida é uma cadela às vezes não é?! Mas graças aos pais deles ele foi salvo, salvo seja do que for porque acredito que Deus os colocou um no caminho do outro, ninguém merece viver num lugar ferrado sem a porra de amor nenhum e ser adotado foi uma das melhores coisas que podia acontecer a ele.
E tem a Amber... Suspiro quando a vejo olhando pela janela e o canto de sua boca se curvando, esse pequeno gesto me deixa contente causando o meu próprio sorriso. Amber é tão ferrada como nós, mas viver oque ela viveu não é fácil se hoje ela está de pé pode apostar que ela é a única responsável por isso, ninguém a salvou quando deviam ninguém lhe disse que a vida era uma filha da puta e gostava de foder com quem ela quisesse. A garota aprendeu a sobreviver do jeito que pode e as cicatrizes mesmo imperceptíveis são prova do que ela aguentou e do ela teve que fazer pra se salvar e o seu cabelo não serve só pra esconder isso, acho que ela se apegou a ele e o fez uma lembrança de que ela pode fazer o que for e superar a merda que a vida lhe der, por mais que eu não tenha estomago pras decisões que ela fez eu seria capaz de faze-las se isso me desse poder de salvar a vida de uma mãe e um irmã e a minha própria se tivesse que me colocar em seu lugar naquele momento.
Acho que a vida não é fácil pra ninguém, mas o que já passamos para mim já tá de bom tamanho, chega de sofrimento. Hoje em dia agradeço a vida que levo com meus amigos e minha família. Minha mãe está feliz com Sebastian, o amor que eles encontraram era o que ambos mereciam. Sebastian salvou minha mãe, deu uma vida de verdade para ela e eu ganhei o Sam, meu irmão. Ele tem sorte de ter uma família aonde ele é amado incondicionalmente por todos os lados, sem precisar se preocupar com nada, a não ser seguir o exemplo do pai.
Meu padrasto, Sebastian Petroni, é um homem com H maiúsculo. Depois de se casar com minha mãe e salvar o resto de sanidade que lhe restava, trouxe um novo começo a nossas vidas, um bom pai, amoroso e que fez de nós uma família. Meu pai como eu o chamo agora, me ajudou tantas vezes que seria cansativo contar, alguém que me mostrou como toda a raiva que sentia podia ser administrada em um só lugar. Foi ele que me levou para minha primeira aula de judô, sua grande paixão. Ele é dono de uma das academias de maior prestígio do estado, um dos seus vários negócios. E graças a essa entrada no mundo das artes marciais, consigo me livrar de todo estresse que sinto durante o dia socando um caso de areia. Sou faixa preta no judô e depois dos catorze, mudei meus treinos para o MMA, as Empresas Petroni investem em várias áreas, logo não foi difícil conseguir patrocínio.
É incrível como o tempo passou voando, já estar na hora do almoço.
– Folego eu tô morrendo de fome!
– Tá, depois a gorda sou eu, qual é Dallas! Eu vi você comendo um sanduiche a dez minutos atrás! – bato no braço dele, o menino come, acho que isso é regra pra homens, sei lá.
– Ei, eu estou em fase de crescimento! Como você acha que eu sobrevivo aos treinos de futebol?
– Sei lá, vivendo de luz e água. Eu sei que você precisa comer, né. Bebesão! Sobreviva que eu faço espaguete a bolonhesa – e como eu imaginava, um belo sorriso aparece na cara dele, é simples lidar com os meninos, regra básica: saber cozinhar. E particularmente eu sou foda na cozinha.
– Ótimo! Valeu querida – ele me da um beijo estalado – Agora cadê aquele filha da mãe?! Eu juro que se ele me fizer perde as pizzas do restaurante vou chutar o traseiro dele.
Um sorriso simples me sai. Dallas continua resmungando sobre como as pizzas do restaurante da escola tem alguma coisa, porque elas são divinas, ele não consegue reproduzir elas quando está cozinhando. Meu irmão ama comida e pode ser engraçado na maioria das vezes quando se trata disso, mas só nós entendemos, porque ele ague assim. Para quem já passou fome durantes anos da infância, poder comer a vontade é um grande manjar. Então, ele aproveita de cada oportunidade que tem para saborear um belo prato de comida. Seus pais antes tinham que força ele a comer, porém quando ele entendeu que não tinha algo por trás, que era somente amor que lhe era dado, ele começou a aproveitar a vida, sem medo de que tudo pudesse ser tirado dele.
– Graças a Deus! Porra, por onde vocês estavam? – Dallas já estava praticamente em cima do Peter e da Amber.
– Ow, cara, eu sei que você me ama, mas tá bom. – brinca Peter – A gente só ficou preso na aula de biologia, alguma merda que o professor estava falando sobre um trabalho. Enfim, bora comer, eu quero pizza!
– E vocês estão esperando por nós? Não precisava queridos, se fosse eu já estava comendo – Amber pisca pra mim.
– Viu! Porra, eu falei pra gente ir logo, sabia que se fossem eles já estariam na segunda rodada. Bastardos devoradores de pizza! – Dallas se ressentiu como sempre – Bebê, o que foi que eu prometi? – pisco pra ele – vem, vamos logo antes que bata em alguém!
– Emily, é melhor você fazer uma panela de espaguete grande! Muito grande!
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