Friends (amigos)
1 Friends Amigos
Notas iniciais
Friends (Amigos)
Alguns anos haviam se passado desde que Keirin fora para a faculdade. Agora, ela já estava formada e voltava para a casa de seus pais.
– Mãe, eu estou indo ao parque, tudo bem? – Keirin falara, já colocando seus sapatos.
– Sim, mas volte para o jantar, está bem? – sua mãe falara da cozinha.
– Sim. Estou indo. – após dizer isso, ela saíra de casa.
Ao descer a rua, ela parara na esquina que costumava encontrar Keiji.
Tooku made aruite mita nani mo motazu ni aruita
Kimi ni atta ano hi no koto wa ima demo takaramono
Sem coisa alguma, nós tentamos andar até aquele lugar distante
Dentre os acontecimentos daquele dia, ter te encontrado é um tesouro ainda agora
Ao olhar bem para um homem, ela o reconhecera.
– A-ah, Keiji? – perguntara receosa, se aproximando do homem.
– olhara para trás, vendo Keirin. – A-ah, Keirin? – olhara um pouco surpreso. – Há quanto tempo! – sorrira um pouco.
– sorrira. – Pois é... Eu não sabia que você estava na cidade.
– Ah, sim... Voltei há alguns dias... Eu estava indo para o parque agora, você quer vir?
– A-ah, si-sim. – sorrira um pouco. – Eu estava indo para lá mesmo. – os dois caminhavam juntos, indo em direção ao parque que costumavam ir juntos. – Como você tem passado? –olhara para o Keiji.
– Bem. Ainda falta um ano para me formar. – sorrira um pouco e olhara para a Keirin. – Mas e você? Já terminou a faculdade?
– Ah, sim, me formei esse ano. – sorria um pouco. – Voltei para cá exatamente por isso, agora preciso arranjar um emprego. – falara, meio sem jeito.
– E você já sabe por onde começar?
– Talvez... Andei falando com a Ri-chan e ela disse que uma tia dela poderia me ajudar.
– “Ri-chan”? – lembrara-se depois que era de Ritsuka que ela falara. – Ah, a Ritsuka Minami?
– Sim. – sorria. – Eu e a Ri-chan nunca perdemos contato!
Um pouco depois, Keiji e Keirin haviam chegado ao parque e olhavam o pôr-do-sol.
– olhava para a paisagem. – Que saudade daqui... – Keirin estava com um sorriso nostálgico no rosto.
– Sim, faz muito tempo que eu não venho para cá... – olhava para a paisagem.
– olhara para o Keiji. – Você vai ficar aqui até quando?
– olhara para a Keirin. – Como assim? Você já quer que eu vá embora, é?? — brincara com ela.
– A-ah, nã-não é isso!... – não queria que ele tivesse entendido errado. – É que eu queria saber quando suas aulas começam... – voltara a olhar para a paisagem, um pouco corada. – Fiquei com saudades de vir aqui, com você, ne. Como eu vou ficar na cidade, eu queria saber quando você voltaria para cá de novo...
Yuuyake de kakushita yokogao miraretakunakatta
Chippoke de potsuri namida nante rashikunakute
Sono te wo sotto hanashita
Eu não quis que você visse meu rosto escondido pelo pôr-do-sol
Mesmo que esse sentimento seja tão insignificante que não valha derramar uma única lágrima
Assim, nossas mãos suavemente se separaram
– olhava para a Keirin. – Ah, bem, eu vou embora ao final do mês só... – voltara a olhar para a paisagem.
– olhara para o Keiji. – Então podemos voltar aqui outro dia, ne? – sorrira um pouco.
– olhara para Keirin. – Por mim, tudo bem. – sorrira um pouco.
Eles ficaram lá por mais um tempo e depois voltaram até àquela esquina.
– Então, até outro dia. – Keirin sorrira um pouco, estava um pouco tímida, mas muito feliz por ter encontrado Keiji e passado esse pouco tempo com ele.
– Sim, até outro dia. – Keiji sorrira um pouco, se despedindo de Keirin e fora para sua casa. Keirin acenara para ele e fora para a sua casa.
Chegado o fim de semana, Keirin havia marcado de se encontrar com Ritsuka para almoçarem juntas.
– Kei-chan!! – sorrira, animada, indo até Keirin e a abraçara. – Que saudades!!!
– sorria, retribuindo o abraço. – Sim, faz muito tempo! – olhara para Ritsuka. – O que você tem feito Ri-chan??
– as duas iam para o restaurante escolhido. – Bem, como eu voltei ontem, eu estou arrumando algumas coisinhas. Aliás, Kei-chan, parece que a minha tia está vindo passar alguns dias em casa e ela queria te conhecer, para poder fazer as indicações e tudo mais...
– A-ah, por mim, tudo bem. Isso é maravilhoso, Ri-chan, muito obrigada! – sorrira.
– Tudo bem. – sorria. – Aliás, Kei-chan, onde você foi no dia em que chegou na cidade? Eu havia ligado para a sua casa, mas sua mãe havia me dito que você tinha dado uma saída... – perguntara curiosa.
– A-ah, e-então, Ri-chan... – não sabia como dizer, estava feliz e ficara um pouco corada. – Le-lembra que eu havia lhe dito que eu tinha uma novidade?...
– Hummm, o que é, hein?? – Ritsuka mantinha um tom malicioso na pergunta.
– A-ah... – ficara corada ao tom utilizado por Ritsuka. – Nã-não é nada do que você está pensando, Ri-chan!... É que... – havia um pequeno sorriso no rosto. – O Keiji também está na cidade...
– Keiji?... – lembrara-se quem era. – Ah... – olhara para Keirin, um pouco surpresa- Kei-chan, você...?
– olhara para Ritsuka. – Hum? O que? – Keirin ficara sem entender o que ela queria dizer.
– Kei-chan, você ainda gosta do Keiji?
Sayonara tte ietara kitto
Motto kantan ni wasurerareta no?
Certamente, se eu pudesse dizer adeus
Teria sido mais simples esquecer?
– Keirin ficara corada, olhando um pouco para a amiga. – A-ah... E-eu...
– Isso é um sim? – via o jeito embaraçado da amiga e até sorria um pouco.
– A-ah, be-bem... – sorrira um pouco, ainda tímida. – Talvez.
– abraçara a amiga. – Aiiin!... – sorria, animada. – Sério?? – olhava para ela, curiosa. – E vocês conversaram bastante?? Como foi??
– A-ah, ca-calma Ri-chan. – achava que Ritsuka estava se exaltando demais. – Não foi lá muita coisa, ne... – sorria, meio sem jeito.
– Onde vocês foram??
– Ah, sabe o parque que íamos no fundamental? Eu e o Keiji íamos de vez em quando lá, no colegial, para conversar... Bem, quando eu cheguei, eu resolvi ir ao parque, ver o pôr-do-sol e, quando eu estava indo para lá, eu encontrei o Keiji e fomos para lá juntos. – sorrira um pouco. – Conversamos um pouco... Ele ficará aqui até o final do mês.
– Ah é, ele tem mais um ano, ne? – suspirara um pouco. – Que sorte...
– rira um pouco. – Você ainda tem dois anos, ne?
– Sim, mas talvez fique um a mais... Não sei se conseguirei finalizar minha pesquisa em um ano... – falara sem certeza.
– A-ah, espero que consiga, Ri-chan. – sorrira um pouco, tentando animá-la.
– Obrigada, Kei-chan! – sorrira.
Moshi mata itsuka aeru toki ni wa
Arigato tte ieru you ni
Se algum dia nos reencontrarmos
Estarei pronta para agradecer
Alguns dias se passaram, Keirin falava com Ritsuka por mensagem no celular.
– “Kei-chan, quando você vai se encontrar com o Keiji??” – Keirin lia a mensagem enviada por Ritsuka e logo escrevia outra mensagem para ela. – “Eu não sei, não marcamos nada... Além disso, nós só nos falamos naquele dia, eu não sei como ele tem estado depois que entrou na faculdade e perdemos o contato, ne...” – após alguns minutos, recebera outra mensagem. – “Kei-chan, não perca as esperanças! Vá até a casa dele chamá-lo para sair! Ou os pais dele mudaram de casa??” – Keirin logo respondia. – “A-ah, não é bem assim, ne Ri-chan... Mas acho que os pais dele ainda moram no mesmo lugar. Bom, para eu encontrá-lo no mesmo caminho de antes, então acho que eles não se mudaram, não...” – Keirin recebera outra mensagem de Ritsuka. – “Kei-chan, vá lá. Poxa, mesmo vocês tendo perdido contato, parece que continua a mesma coisa, não??” – e Keirin respondia para Ritsuka. – “Não sei dizer com certeza... A distância, o tempo... A verdade é que eu não esperava encontrá-lo. Eu até havia me esquecido desse sentimento depois que perdemos contato, afinal, você deve se lembrar que eu acabei ficando triste por muito tempo, não?... O Keiji... Eu nunca quis perder contato com ele, ne. A amizade dele, para mim, era muito preciosa. Eu o agradeço por tudo. Eu não imaginava que o encontraria e, ainda mais, lembraria deste sentimento!...” – Keirin digitava, com lágrimas nos olhos, mas um sorriso no rosto. – “Ele continua maravilhoso como sempre, ne, Ri-chan”.
Ano sashin kara kikoeru waraigoe
Dokomademo hibiiteta ne
Posso ouvir sua risada desde esta foto
Que ecoa por todos os lados
Alguns dias se passaram, Keirin havia ido ao parque e estava sentada em um dos bancos.
– Keirin?
– Hum? – olhara para trás, vendo Keiji. – A-ah, Keiji. – ficara um pouco surpresa.
– sorrira. – Como você está? – ia se sentar ao lado dela.
– E-eu estou bem e você?? – falara, sem olhar para ele, mas um pouco corada.
– Estou bem. – olhava para a paisagem. – Keirin, sabe o que eu achei, mexendo em minhas coisas esses dias?
– Hum? – olhara para o Keiji, um pouco curiosa. – Não, o que?
– A foto de uma viagem que fizemos no fundamental dois...
– A-ah? – olhara surpresa, ficando um pouco corada. – O-o que?
– olhara para Keirin. – Eu li novamente o poema que estava escrito atrás. Eu me lembro do dia em que você me entregou esta foto. Foi no dia em que você partiu, não foi?
– A-ah... – desviara o olhar. – E-eu não me lembro...
O Keiji guardou a foto?? Por que ele está falando dela agora?? Espere, o que ele quer com isso?... Co-como ele se lembra disso?
– Mesmo? – olhava para frente. – Eu me lembro de que, depois que você me entregou a foto e entrou no trem, eu li o poema e, quando eu olhei para você, você estava chorando. O trem partiu... – Keirin estava surpresa, com lágrimas nos olhos e corada, sem acreditar que Keiji lembrava-se disso tudo.
Po-por que ele está falando sobre isso?...
Ikuji nashi potsuri namida nante
As pequenas lágrimas que derramei eram tão bobas
– Keirin havia entrado no trem, mas olhava pela janela para Keiji, com os olhos se enchendo de lágrimas. – Keiji... – falara um pouco baixo, sentindo seu coração apertar, ficando triste por ter de se separar dele e sem dizer nada a ele. Enquanto isso, Keiji olhava para Keirin do lado de fora. — Adeus, Keiji... – algumas lágrimas escorriam por seu rosto, olhando para Keiji, com um sorriso triste. Ela colocara uma mão na janela, querendo estar ao lado dele, mas sabia que não estaria mais, deixando mais lágrimas caírem. Keiji vira que tinha algo escrito atrás da foto, lendo. Keiji olhara surpreso para Keirin, mas o trem começou a andar. Keirin levantara, colocando as duas mãos na janela, olhando para o Keiji, uma última vez, sentindo seu coração doer e chorando cada vez mais pela separação. — Keiji...
Nasakenakute wazato iya na yatsu no furi shita
Que fingi de maneira horrível
– Keirin sentia seu coração acelerar, estava corada, mas apenas ouvia o que Keiji dizia. — ...
Itsumo no you ni ietara kitto
Motto kantan ni waraeta no kana
Certamente, se eu pudesse falar com você como sempre
Talvez tivesse sido mais sincero sorrir
– Demorou um pouco, mas conseguimos continuar conversando normalmente. – Keiji dizia. — Você não quis tocar nesse assunto, então eu não falava nada, mas com os estudos, acabamos nos afastando... Eu perdi contato com você. – tentava se desculpar, mas não sabia como.
Moshi mata itsuka aeru toki ni wa
Itsumo no you ni ieru you ni
Se algum dia nos reencontrarmos
Estarei pronta para agradecer
– sorrira um pouco. – Tudo bem... – interrompera o Keiji.
Wasurenaide tte ietara kitto
Donna koto mo shinjirareta no?
Certamente, se pudesse dizer não te esqueci
Eu seria capaz de acreditar em tal coisa?
– E-eu, na verdade, havia ficado bem chateada, porque você era um dos meus melhores amigos, mas...
Hon no sukoshi tsuyoku naritai
Motto sunao ni nareru you ni
Quero ficar apenas um pouco mais forte
Para ser mais sincera
– ... Eu posso entender. – Keirin sorria um pouco, mas ainda se sentia muito triste por ter perdido contato com ele. – E-eu...
Sayonara tte ietara kitto
Motto kantan ni wasurerareta no?
Certamente, se eu pudesse dizer adeus
Teria sido mais simples esquecer?
– ... Não tinha coragem de falar com você sobre isso... – com um olhar triste, olhava para frente, sem encará-lo. – Eu fui sem dizer nada...
Moshi mata itsuka aeru toki ni wa
Arigato tte ieru you ni
Se algum dia nos reencontrarmos
Estarei pronta para agradecer
– Desculpa. — Keirin sorrira um pouco e o olhara, com uma lágrima escorrendo por seu rosto. – Ir embora, sem dizer o que eu realmente sentia e, mesmo depois, ficar sem coragem de falar com você sobre isso... – o olhava, ficando cada vez mais difícil de falar sobre isso, mas não podia mais voltar atrás. – E-eu o agradeço por tudo, Keiji, de verdade. – o olhava com sinceridade e um sorriso. Logo, levantara-se do banco. – Ma-mas, e-eu acho que é melhor eu ir, ne... – ficara meio sem jeito, por ele ficar sem dizer nada. Virara, ficando de costas para ele.
Tooku made aruite mita nani mo motazu ni aruita
Sem coisa alguma nós tentamos andar até aquele lugar distante
– “Por que sinto falta de você?” – Keiji interrompera Keirin. – “Por que esta saudade?” – olhara para ela, que virara e parecia estar surpresa. – “Eu não te vejo, mas imagino suas expressões, sua voz, teu cheiro.” – olhava-a nos olhos. – “Sua amizade me faz sonhar com um carinho, um caminhar, a luz da lua, a beira mar. Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...” – levantara do banco, ficando de frente para ela. – “Só não quero perder sua amizade, esta amizade...” – pegara na mão dela. – “Que me fortalece me enobrece por ter você.”
Kimi ni atta ano hi no koto wa ima demo takaramono
Dentre os acontecimentos daquele dia, ter te encontrado é um tesouro ainda agora
– Keirin o olhava surpresa. Keiji sorrira e se aproximara dela, olhava-a e ia fechando os olhos lentamente, assim como ela, e encostara seus lábios nos dela. Ao se afastarem, Keiji segurava Keirin pela mão e sorria para ela. – Keirin, eu te amo e quero ficar ao seu lado.
– Keirin sorria, feliz, mas derramava lágrimas de felicidade. – Eu também... – estava corada. – Eu também te amo, Keiji, e quero ficar ao seu lado!... – o abraçara, muito feliz.
Após um mês de namoro, Keiji e Keirin estavam no parque.
– Mas tudo bem você ficar esse fim de semana? – Keirin olhara preocupada.
– Sim. – sorrira. – Afinal, eu só consigo vir para vê-la em alguns finais de semanas...
– Mas eu posso entender, ne... O último ano deve ser puxado... Pelo menos para mim era.
– Sim, é um pouco, mas eu posso dar conta. – falara, confiante.
– olhara um pouco emburrada. – Ah é, esqueci de que eu estava falando com o Keiji super prodígio...
– rira um pouco e dera um selinho em Keirin. – Não fique assim. Além disso, eu queria comemorar, já faz um mês que estamos juntos. – sorrira para Keirin e ela sorrira para ele. Keiji estava feliz por estar com Keirin e, segurando sua mão, ele a olhava. – “Amar é... Sorrir por nada e ficar triste sem motivos. É sentir-se só no meio da multidão, é o ciúme sem sentido, o desejo de um carinho; É abraçar com certeza e beijar com vontade, é passear com a felicidade, é ser feliz de verdade”. – pegara uma caixinha de seu bolso e a abrira; a caixinha continha um anel de prata. Ele o pegara e o colocara no dedo anelar da mão direita de Keirin. – Keirin, eu te amo.
– Keirin ficara surpresa com isso, mas muito feliz, ela sorria para ele. – Eu também te amo. Eu te amo muito, Keiji. – o abraçara e dera um selinho nele.
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