Notas iniciais
HAAAAAAALLO LEUTE! Desculpe a demora! Bom, sabem como é... Nossos estudos, vida pessoal... Enfim... Temos uma boa e uma má notícia. A má primeiro: ESSE É O PENÚLTIMO CAP DA HISTÓRIA D: E agora a boa: ESTAMOS COM NOVOS PROJETOS PRÉ PRONTOS! Assim que a fic acabar iremos postar novas histórias, no mesmo dia. Só quero saber, vocês gostam de Titanic? ;) É... Um romance está no ar! Espero que gostem do penúltimo capítulo, foi meu favorito! Tschüss, Anis und Mohamed.

Como tudo que é bom dura pouco, não demorou muito para que a noite de ambos acabasse. Ao acordar na manhã seguinte cada um estava em sua própria cama, como se nada tivesse acontecido. A única diferença dessa manhã para as outras é que a sensação de satisfação era muito maior do que a causada por uma masturbação antes de dormir. As lembranças do que suas mentes obcecadas por sexo os fizeram fazer na noite passada vieram à tona, despertando-os completamente.

Tom se espreguiçou e levantou de sua cama sentindo o corpo pegajoso por algo além de suor. Ele cheirava a sexo e a cada momento revivido em sua cabeça o deixava em dúvida entre sorrir ou se sentir completamente arrependido. Será que valeria a pena colocar uma amizade de anos em risco apenas por satisfação sexual? Com certeza nenhum dos dois pensou seriamente em como seria o dia seguinte. Afinal, desde o início ambos pensavam “era só sexo, que mal teria nisso”?

Tentando afastar qualquer pensamento desagradável, Tom saiu de seu quarto levando a toalha consigo, não dando tempo o suficiente para seu cérebro recém acordado pensar. No banheiro, ele se despiu da cueca que era a única coisa que estava usando e percebeu que além do cheiro de sexo também havia o perfume do amigo, o que consequentemente trouxe mais lembranças da noite passada e Tom não sabia se ficava excitado ou envergonhado por se sentir excitado. De repente, a idéia que ontem parecia perfeita agora parecia a maior burrada que já fez.

Ele não demorou muito no banho, nada além do tempo usual. Ao sair do banho, apenas enrolado com a toalha da cintura para baixo, Tom foi até a cozinha preparar seu café. Normalmente, por ser domingo (e considerando a noite cansativa), Bill dormiria até depois do meio-dia, mas para sua surpresa seu amigo estava na cozinha preparando o café na cafeteira. O cabelo era uma enorme bagunça e ainda usava a mesma cueca de cor azul escuro, além de estar com uma cara emburrada e sonolenta. Tom imediatamente se sentiu incomodado pelos trajes em que ambos estavam.

– Hrm. – Tom pigarreou. – Bom dia. – Completou, constatando que quando as palavras saíram pareciam ser estúpidas demais para se dizer.

Bill olhou para cima e apenas cumprimentou o amigo com um aceno de cabeça. Ele devia estar dormindo, mas quando acordou no meio da noite simplesmente não conseguiu mais descansar. De manhã havia tirado um pequeno cochilo que fora completamente atormentado pelas lembranças da noite. Havia algo teimando em sua cabeça, perturbando-o pelo o acontecido, dizendo que seu amigo não era apenas mais um na balada. E agora, a tensão evidente entre eles, só confirmava o motivo da perturbação em seu sono: as coisas não seriam como antes.

Assim que a cafeteira terminou de passar o café Bill se afastou dela, dando passagem para Tom. O café estava mais forte que o comum, o que Tom sabia que isso significava tensão e estresse para Bill. Talvez ele até soubesse o que fazer, mas no momento não tinha coragem para isso. A proximidade dos dois tinha aumentado, o que deixava Bill ainda mais desconfortável com a situação, já que usava somente uma peça de roupa, que ao menos cobria a parte mais importante de seu corpo, enquanto seus braços tentavam cobrir o resto.

Tom se sentia tão desconfortável quanto o amigo, mas assim como ele não tinha muito que fazer, a não ser se afastar, dando mais espaço para Bill. Ao passar pelas bancadas da cozinha dispensou qualquer comida, pensando o que falaria com Bill, se falasse com o amigo. Poderia muito bem dizer que o acordo estava desfeito e que esqueceria tudo. Seria como se nada tivesse acontecido. Mas sabia que isso não funcionaria, pois nenhum dos dois jamais esqueceria. Uma das desvantagens de um contrato é não poder rompê-lo.

Bill se juntou a Tom, dessa vez vestindo uma regata branca muito maior do que o necessário para seu corpo, batendo em suas coxas. Assim como Tom, Bill também segurava uma caneca com o café que já começava a esfriar, sem se quer pensar em comer alguma coisa. O moreno foi até a televisão e a ligou, procurando pelo controle que deveria estar por ali. Mais uma vez Tom teve uma vista privilegiada da bunda empinada e definida de Bill, não conseguindo desviar sua atenção para qualquer outra coisa ali presente. Para sua sorte, Bill não notou.

Talvez agora que o amigo estava ao seu lado, atirado no sofá de uma forma mais elegante, trocando de canal aleatoriamente fosse uma boa hora para falar sobre o que fariam daqui pra frente em relação ao seu “acordo”. O que mais preocupava a ambos é que não estava sendo tão simples assim se desfazer, muito menos se esquecer de qualquer coisa que tinham combinado.

– Bill... Eu acho que esse lance que agente fez- Tom, que mal havia começado a falar fora imediatamente interrompido por Bill que erguera sua mão, pedindo para o amigo parar de falar.

– Foi uma loucura!

– Exatamente! – Tom disse, sentindo-se imediatamente aliviado. Pelo visto os dois compartilhavam o mesmo pensamento.

– Nós não devíamos ter feito. – Bill confessou, e era esse pensamento que o perturbou a noite inteira. – É claro que já transamos várias vezes sem compromisso, mas foi idiota pensar que seria a mesma coisa com nós dois.

– É isso! Nós dois estamos ficando sem jeito e eu não quero perder a sua amizade.

Bill sorriu para o que o amigo disse. Eles sempre concordaram em tudo e é claro que nisso não seria diferente. Seus olhos rolavam pela sala, como se procurasse por alguma coisa que Tom não fazia idéia do que poderia ser. Ele levantou-se do sofá, levantando as almofadas e olhando para debaixo delas, vendo se encontrava algo ali. Olhou também em cima da mesa de centro, não encontrando muito mais do que chaves de carro, do apartamento, restos de comida e copos de bebida.

– Bill, o que você está procurando? – Tom perguntou confuso, desencostando-se do sofá para ver se tinha algo atrás de si.

– Shh! – Bill o repreendeu, deixando a sala.

Não demorou muito tempo para que retornasse, dessa vez falando no celular. O que Bill tanto procurava era o aparelho que vibrava, anunciando uma ligação insistente. Tom voltou sua atenção para a televisão a sua frente, assistindo a um filme qualquer que mostrava uma cena não muito desconhecida para ambos. Havia uma mulher realmente bonita, e um cara junto a ela. Ambos estavam vendo um jogo de futebol, quando falaram alguma coisa que Tom nem se deu ao trabalho de entender, fizeram um cumprimento como bons e velhos amigos, logo se agarrando. Até a televisão o levava a querer uma amizade colorida.

– Anda Tom, vai se arrumar. – Bill falou trazendo Tom de volta a realidade, indo para o banheiro.

– Por quê? – Tom perguntou ainda no sofá, não se lembrando de fazer planos para sair.

– Porque nós temos que trabalhar.

– O QUE? POR QUÊ? – Tom gritou desesperado, não acreditando que tinha ouvido a palavra trabalho em um domingo.

– Hora extra, e vão pagar muito bem. – Bill estava mais preocupado em passar algum tempo ocupado e longe de Tom do que com o dinheiro.

– Ah Bill, qual é! Nós não estamos precisando de dinheiro, e é domingo! Nem fodendo eu vou trabalhar. – Tom cruzou os braços, suspirando ao ver o amigo desligar a televisão.

– Fodendo ou não você vai sim. Afinal, quem é que digitaliza meus editoriais de moda? Pode levantar essa bunda daí e se arrumar.

Vendo que não conseguiria fazer Bill desistir Tom foi se arrumar, amaldiçoando tudo e a todos por ter que ir trabalhar em pleno domingo, de manhã. Ele não se produziu muito, colocando apenas uma camisa básica junto a uma jeans larga e seus inseparáveis óculos. Bill estava fantástico, como sempre, usando uma blusa que mostrava seus ombros, junto a um jeans cinza claro, touca e óculos. Já estando atrasados para o trabalho os dois foram juntos, não conversando muito durante o trajeto.

Quando chegaram lá encontraram a agencia praticamente vazia, somente com alguns dos – melhores – funcionários, junto ao chefe de Bill e Tom. Logo ambos foram fazer suas tarefas, encontrando-se em alguns momentos do pequeno turno. A cada vez que Tom via Bill tinha a certeza de que o moreno estava cada vez mais irritado, embora não soubesse o porque. Um assistente e amigo de Tom, Sebastian, também reparou que Bill não estava a pessoa mais serena do mundo, e tudo o que Tom sabia dizer é que desconhecia a irritação do amigo.

Bill e Tom não ficaram mais do que quatro horas no escritório, saindo pelo inicio da tarde, sem nenhum plano para o resto do dia. Dessa vez Tom diria o carro, a pedido que Bill que não dissera muito mais do que um “oi” durante todo o trajeto de volta. Tom conhecia muito bem Bill, a ponto de saber que não adiantaria nada perguntar o que tinha acontecido até que chegasse em casa, o que não demorou muito.

Tom estacionou o carro, logo saindo da garagem com Bill ao seu lado. O porteiro os cumprimentou, como de costume, enquanto os dois esperavam que o elevador chegasse ao térreo. O de tranças olhos para os lados, vendo que não tinha ninguém, vendo que talvez fosse o momento certo para conversar com Bill, não somente sobre o que tinha acontecido, mas também sobre o maldito acordo que tinham feito.

– Bill... – Tom o chamou, ganhando a atenção do moreno. – Está tudo bem?

– Não. – Bill respondeu ríspido.

O jeito como Bill respondia dificultava tudo. Não demorou muito para que o elevador chegasse, levando-os para o décimo primeiro andar. Bill abriu a porta, deixando que Tom a fechasse. Logo que entrou no apartamento retirou seus sapatos, indo direto em direção a cozinha, pegando uma cerveja extremamente gelada. Assim que Bill retornou a sala encontrou Tom novamente atirado no sofá, trocando aleatoriamente os canais como fazia há horas atrás.

Bill bebericava sua cerveja, observando Tom no sofá. O corpo moreno completamente relaxado, a blusa mostrando um pequeno pedaço de seu abdômen definido, os braços torneados dando apoio à cabeça prendiam sua atenção de uma maneira incrível e viciante, sem nenhuma comparação. Para sua sorte o amigo parecia completamente distraído – e assim estava – dando a Bill uma oportunidade extra de aproveitar a visão.

Nesse momento toda a certeza – e até mesmo arrependimento – que o moreno tinha esvairou-se por seus pensamentos, assim como seu bom senso. Bill ainda segurava a cerveja quando se aproximou de Tom, ficando em frente à grande televisão. Tom estava tão distraído que demorou alguns segundos para ver que a sua imagem fora obstruído pelo amigo, não tendo tempo o suficiente para reclamar. Bill andou rapidamente até o sofá, atirou-se ao lado de Tom, deixando seus pés apoiados sobre a mesa de centro e o rosto sobre as costas do sofá.

Tom se assustou um pouco com a atitude repentina do amigo, mas mesmo assim não se importou, porque tudo isso mostrava que talvez as coisas pudessem ser como antes. O semblante de Bill estava calmo, mas mesmo assim com um brilho misterioso, e até mesmo travesso, como uma criança prestes a aprontar. Ele não se importou, lembrando-se de como conhecia o amigo, e que em algumas das vezes era apenas sua imaginação, enquanto nas outras Bill realmente aprontava. No momento tudo que o mais velho queria era um pouco de cerveja, e assim a teve, pegando a garrafa da mão de Bill e tomando-a até o último gole.

Poderia até ser sua imaginação novamente, mas Tom poderia jurar que depois que pegou a garrafa de Bill o amigo se aproximara ainda mais, criando um pequeno contato entre suas pernas. Mesmo que o clima ainda estivesse se recuperando da tensão anterior a estática que um pequeno toque poderia causar em ambos era inimaginável. Tom logo se livrou da garrafa, ficando na mesma posição que Bill. Seus rostos estavam perigosamente pertos um do outro, convidando-os a ceder à tentação.

Os minutos passavam enquanto ambos ficavam apenas em uma troca intensa de olhares, talvez esperando para ver quem tomaria a alternativa. Esta, que surgiu de Bill, foi lenta e sensual, talvez até mesmo com a mesma necessidade que ambos sentiam na primeira vez, mas agora de forma controlada e sinuosa. Bill arrastou-se sobre o sofá, deixando cada uma de suas pernas nas laterais do corpo de Tom, quase sentando sobre seu colo. Um beijo que iniciara calmo logo se tornara rápido e necessitado, perfeito para ambos. Logo se afastaram, o suficiente para que pudessem encarar um ao outro.

Assim como da primeira vez que ficaram juntos ambos não se restringiam apenas a beijos, ou demorando-se com cerimônias. Tom espalmou as mãos no traseiro do amigo, puxando-o para si e voltando a beijá-lo com intensidade, talvez até mesmo mais intensidade do que todos os beijos que já trocaram antes. Mesmo quando os lábios se separavam em busca de ar, em seguida estavam de volta beijando a pele do pescoço, ombros, rosto até voltarem desesperadamente em busca dos lábios novamente.

De forma ágil Bill se afastou novamente, logo suas mãos levantaram uma pequena parte da camiseta do outro, revelando o abdômen. Suas unhas começaram a criar uma ardência gostosa na pele pelo toque e quando o mais velho percebeu que queria naquele momento, mais que tudo, o carinho por todo o corpo, pausou o contato pelo o tempo suficiente para se livrar da blusa incomoda.

Bill o observava com certa atenção, voltando a se aproximar de Tom, que agora estava com a parte superior de seu corpo livre. Ele umedeceu os lábios e com a ponta do nariz sobre o tórax do amigo absorveu todo o cheiro de Tom que só agora percebeu o quanto adorava, a língua fugiu de sua boca e lambeu a pele até o pescoço, seguido por um chupão. O gosto era ainda melhor que o cheiro. Se ele não tivesse bebido, teria percebido isso com mais foco na noite anterior.

Tom agora segurava a cintura de Bill com mais força, reparando em certos detalhes que não tinha observado na noite anterior. Os lábios do amigo eram macios e suaves, criando um toque ainda mais excitante e até mesmo relaxante sobre sua pele. Ele queria sentir isso de novo, sentia que precisava disso. Tudo o que Tom precisou fazer foi segurar o corpo de Bill com um pouco mais de força para que pudesse se levantar, logo deixando que Bill se soltasse para ir até seu quarto.

Durante o caminho Bill tirou a camiseta, deixando-a por algum canto do corredor. A porta do quarto estava aberta e antes que pudesse chegar até a cama outra peça de roupa, dessa vez sua calça, ficou sobre o chão do quarto. Tom andou até o amigo que agora estava ajoelhado na cama, o tórax alinhado com suas costas, ajoelhando-se sobre a cama para que ficasse na mesma altura e de frente para as costas de Bill, acariciando-lhe o mamilo com as pontas dos dedos enquanto o beijava o pescoço.

– Você se lembra dos avisos, não lembra? – Bill perguntou, afastando-se de Tom enquanto esperava uma resposta, aproveitando para tirar alguns dos anéis que usava que os jogava sobre o criado mudo.

Mesmo antes da pergunta – e aviso – de Bill, Tom já tinha o cuidado de ser delicado e suave com o toque, lembrando-se de quando Bill lhe disse que tinha mamilos sensíveis. O mais novo ergueu um dos braços até que a mão agarrasse a nuca de Tom que estava atrás de si e jogou a cabeça para trás, até que estivesse deitado no ombro do amigo. Suas mãos desceram pela lateral do corpo de Tom, parando na barra de sua calça, tudo para aproximá-lo ainda mais.

Tom abandonou os mamilos endurecidos e segurou a cintura do amigo, empurrando-o de forma que ele ficasse de quatro na sua frente. Bill olhou para trás com um sorriso pervertido e empinou-se sensualmente em direção ao Tom. Bill sabia muito bem o que Tom poderia fazer, e lembrava-se muito bem de como a sensação era intensa e viciante.

O mais velho umedeceu os lábios e se aproximou de Bill, o suficiente para com a ponta de sua língua traçar um caminho desde a base das costas de Bill até a nuca, chupando a pele quando chegou ao seu destino. Tom também deslizava as mãos pelo corpo de Bill, prendendo os dedos na barra da cueca boxer do amigo, retornando o caminho com a língua para a base das costas e conforme descia, seus dedos desciam a cueca também, levando-a até os tornozelos de Bill.

– Vam... – Antes que pudesse formular uma frase, a língua de Tom já estava de volta a sua pele, lambendo ao longo do vinco apertado do mais novo. Bill gemeu pelo o contato repentino.

As mãos de Tom apertaram cada uma das nádegas do amigo, afastando-as, facilitando a sucção no orifício à sua frente. Sua língua pressionou mais sobre Bill, macio e depilado, circundando a entrada sem parar um segundo. Seus músculos contraiam-se conforme o penetrava cada vez mais rápido e mais fundo, intensificando cada toque a cada gemido que saia dos lábios de Bill.

– Agora sinta o tornado. – Tom murmurou com um riso abafado.

O mais novo olhou para trás, vendo o outro mergulhado no que estava fazendo e franziu as sobrancelhas, começando a se sentir incomodado pelo os movimentos agitados e profundos da língua de Tom. Bruscamente, Bill se afastou, deitando-se na cama, deixando o amigo assustado, ainda com os lábios abertos e a ponta da língua para fora da boca.

– O que você está fazendo? Um buraco até a China? – Bill perguntou com o semblante retorcido, arqueando as sobrancelhas, perguntando-se o que diabos Tom estava fazendo.

– Não, só até a Grécia. – O outro respondeu descontraidamente, com um sorriso no canto dos lábios.

Bill, que já se sentia incomodado com a língua descontrolada de Tom agora se sentia completamente inútil, não tendo como responder para Tom, apenas rolando seus olhos para o amigo. E mesmo que Bill tivesse uma boa resposta Tom não lhe dera tempo nenhum, puxando novamente suas pernas, colocando-as sobre seus ombros. Ele estava de joelhos no chão ao lado da cama e Bill agora deitado de barriga para cima. A posição dava uma inclinação aos quadris do mais novo, deixando-o favorável ao sexo oral que Tom estava praticando.

Agora a língua de Tom era mais calma, mais suave e mais certeira, tocando o lugar certo dentro de Bill que agora gemia descontroladamente sobre a cama. As calças do mais velho começavam a incomodá-lo, apertando o volume que começava a se formar no meio de suas pernas. Bill agarrava alguns dos travesseiros que estavam perto de si, sentindo falta do corpo do menor perto do seu, principalmente das costas de Tom, que eram definidas com a pele macia, reparando em mais uma coisa que não percebera na noite anterior.

Bill estava em pleno êxtase, tão imerso em prazer que não percebeu quando Tom afastara os lábios de sua entrada, deixando-o sozinho no cômodo. Sua visão estava um pouco confusa e seu corpo mole, descartando a hipótese de ir procurar pelo amigo. Bill não conseguia sentir algo além de raiva por ter sido deixado na melhor hora, puto da cara com a suposta fuga de Tom.

– Porra Tom, onde é que você está? Foi pra Grécia, é? – Bill gritou, ajeitando-se sobre a cama.

Alguns segundos depois o moreno apareceu, segurando sua blusa e a de Bill, enquanto conversava com alguém no telefone. Bill, por birra, começou a gemer em alto e bom Tom, rindo no meio da própria brincadeira, arrancando gestos um tanto obscenos e palavrões do amigo. Tom, percebendo que Bill não iria parar foi até a cama, tapando a boca do amigo para que finalmente pudesse falar ao telefone sem nenhum constrangimento. Isso apenas deixou Bill com mais raiva, agora também com vontade de morder Tom.

– Poxa, dá pra calar a boca enquanto eu falo com o nosso chefe? – Tom reclamou, soltando a boca de Bill.

– O n-nosso chefe? – Bill gaguejou, não pegando a blusa que Tom jogara em seu corpo.

– Sim, o nosso lindo e querido chefe, que paga nossos salários no fim do mês e que não admite erotismo no período de trabalho, ele mesmo, Billy. – Tom disse em um tom debochado, olhando para Bill com um sorriso nos lábios.

– Puta merda... – Bill estava receoso, imaginando se seu chefe havia ouvido seus gemidos. Ele provavelmente o reconheceria. – Mas espera aí. – Bill se levantou, segurando a blusa na frente de seu corpo. – Nosso chefe? O que ele queria?

– O que mais um chefe pode querer além do nosso trabalho? Ele quer que façamos um turno de mais três horas porque tiveram problemas no editorial que é para amanhã. – Tom respondeu vestindo a blusa que usava antes.

– Ah não, Tom. Nem vem. Agente já fez nosso turno, e olha como estamos! – Bill apontou para a ereção de ambos, imaginando-se no trabalho enquanto todos olhavam para seu volume um tanto anormal.

– Bill, antes eu estava quase dormindo e você me obrigou a ir. Agora eu estou te obrigando a ir. – Tom respondeu com um sorriso de canto nos lábios. – Agora você tem duas opções quanto a isso... Ou você vai ao banheiro ou coloca uma calça mais larga.

– E você não pode me ajudar? – Bill perguntou um tanto malicioso, passando a mão por seus cabelos.

– Não amiguinho, não dessa vez. – Tom riu, e assim saiu do quarto.

Bill, além de já estar atrasado, estava encrencado. Como ele iria cuidar de uma ereção em cinco minutos? Para sua sorte poucos conseguiriam notar, já que sempre tivera tal parte do corpo avantajada. Ele pegou os anéis que tinha tirado há pouco tempo atrás, colocando a camiseta, logo pegando uma boxer e a colocando com certa dificuldade. Para sua sorte ele tinha algumas jeans que não eram tão justas, fazendo que qualquer coisa “anormal” desaparecesse.

Não demorou muito para que os dois fossem para o trabalho, já que Tom já estava pronto, esperando Bill na garagem. Novamente o percurso até o trabalho fora silencioso e pequeno, já que ambos estavam cansados e, principalmente, necessitados. Assim que chegaram ao trabalho encontraram somente seu chefe e Sebastian, junto a sua assistente. Bill tentou fugir do homem de todas as maneiras, lembrando-se de cada gemido estridente que o chefe deveria ter ouvido. O que o salvou é que todos estavam com pressa e tinham tarefas a cumprir.

Assim que Bill acabara de escrever e desenhar os editorias foi ao escritório de Tom, não batendo antes de entrar, como sempre fazia. Tom estava tão concentrado que não se deu conta da presença de Bill, continuando a arrumar seu editorial. O amigo sorriu ao ver a sua concentração, reparando em como ficava bonito até mesmo quando estava concentrado, não deixando de sorrir ao vê-lo trabalhar. Bill não se deu conta de quando começou a caminhar na direção da mesa de Tom, sentando-se em uma das cadeiras estofadas em frente à mesma, finalmente despertando a atenção do moreno por causa de seu salto delator.

– Já terminou o editorial? – Tom perguntou, parando de digitar.

Percebendo a demora de Bill para responder Tom o encarou, vendo o sorriso um tanto encantado do amigo que segurava as folhas em sua mão imóvel. Tom não pode deixar de rir, imaginando o motivo para Bill estar assim. Ele se levantou, fazendo a pequena volta de sua mesa até a cadeira em que o amigo estava sentado, girando-a até que Bill ficasse a de frente para si.

– Então gosta de me ver trabalhar, é? – Tom perguntou sorrindo enquanto se ajoelhava de frente para o amigo, pegando as folhas que estavam em sua mão e deixando-as sobre a mesa, logo segurando o queixo de Bill delicadamente.

Bill não respondeu, passando os braços pelos ombros de Tom, puxando-o para mais perto. Tom, por sua vez, inclinou o corpo, deixando sua testa colada ao do amigo, apenas roçando seus lábios nos de Bill. Mesmo que ambos ainda sentissem aquele desejo agora estavam mais calmos, o que não sabiam exatamente o porquê, somente aproveitando momentos como esses. Os braços de Bill foram descendo cada vez mais pelo corpo de Tom, até que o puxasse para um abraço, escondendo o rosto no pescoço do amigo, inalando o delicioso perfume que vinha da pele de Tom.

O que nenhum dos dois esperavam é que um dos primeiros momentos que tinham de tal maneira fosse interrompida por Sebastian, que entrou porta a dentro falando um monte de coisas que nenhum dos dois entendera. Tom praticamente pulou para o outro lado do escritório, deixando um Bill raro, vermelho e envergonhado no outro canto. Sebastian só parou de falar quando viu ambos um tanto assustados – e no caso de Tom enfurecido -, imaginando que deveria estar interrompendo alguma coisa.

– Tom eu... Eu volto em outra hora? – Sebastian perguntou, ainda olhando para Bill.

– N-Não, o que foi? – Tom passou a mão pelo rosto, voltando a sua mesa.

– Eu tenho que falar com você dos editoriais. – Sebastian terminou, olhando para Bill.

– Eu te vejo depois, ok? – Bill disse e saiu, sem nem esperar uma resposta de Tom.

Assim que Bill saiu Sebastian se sentou na cadeira que antes o moreno ocupava, jogando a pasta com os papéis do editorial sobre a mesa de Tom. O que ele não sabia é que Bill continuava ali, do lado de fora da sala, ouvindo cada palavra que os dois falavam. Ele sabia muito bem que após a cena que Sebastian tinha ouvido ele iria jogar um questionário para cima de Tom, e Bill queria muito ouvir as respostas que Tom daria a um de seus melhores amigos.

Dentro do escritório Tom analisava alguns dos papéis que Sebastian trouxe, apenas fingindo que lia alguma coisa que estava escrito, pensando no que Sebastian iria falar, que perguntas iria fazer. Afinal, o que ele poderia pensar? Ele não tinha visto nada, nada além do normal. Bill e Tom sempre foram amigos, e tal proximidade sempre fora normal. Até aquele momento.

– E então Tom, o que achou?

– Achei do que? – Tom perguntou confuso, largando os papéis sobre a mesa.

– Ai Tom... – Sebastian riu, analisando Tom. – Vocês estão namorando?

– O que? – Tom perguntou um tanto pasmo, começando a mexer em seu computador para disfarçar.

– Qual é, Tom. Eu vi você e o Bill quando cheguei ai. Já estão namorando ou apenas ficando?

– Não. – Tom respondeu rindo. – Somos apenas amigos.

– Amigos que se beijam no meio do expediente?

Tom não respondeu, apenas encarando Sebastian. Ele não tinha uma resposta para isso. O próprio Bill – que escutava toda a conversa do lado de fora – não tinha uma resposta.

– Vamos Tom, pode me contar, eu sou seu amigo. – Sebastian riu, esperando uma resposta de Tom.

– Ah Sebastian... É só sexo. – Tom respondeu indiferente.

– Amigos que transam? Isso não vai dar certo. – Sebastian disse sério.

– É só físico... Como jogar vídeo game. Eu não gosto dele, ele não é pra mim. O Bill tem tantos problemas que nem Einstein junto a Freud resolveriam. – Ambos riram, voltando a conversar sobre o trabalho.

E assim os dois conversaram por mais algum tempo, até que Sebastian terminasse de falar tudo o que precisava sobre o trabalho. Bill continuava do lado de fora, apoiado contra a parede, processando as palavras que ouvira. Bill não sabia exatamente o porquê de sentir um aperto estranho no peito, muito menos o porquê de se sentir incomodado com as palavras de Tom, se elas não passavam da verdade. Era apenas uma merda de contrato, onde eles iriam foder quando tivessem vontade. Amor não estava incluído.

Alguns segundos depois Sebastian saiu da sala, vendo que Bill ainda estava ali. De alguma forma Sebastian se sentiu ameaçado pelo olhar de Bill, e ao mesmo tempo culpado pela conversa que tivera com Tom. Ele seguiu seu caminho, perdendo o moreno de vista. O mais novo ficou algum tempo parado em frente à porta do escritório de Tom, criando coragem para entrar depois de um tempo. Pela primeira vez não era somente a raiva que tomava conta de Bill, mas sim a mágoa.

– Já terminou tudo?

– Sim. – Tom respondeu, pegando o casaco que estava sobre o encosto da cadeira, dirigindo-se a Bill.

Não demorou muito tempo para que ele o alcançasse, indo abraçar o amigo, coisa que Bill impediu, colocando a mão no peito de Tom. Ele, inicialmente, estranhou o moreno, já que se abraçavam muito antes de qualquer coisa que haviam combinado. Tom recuou, olhando para Bill com certo receio, este olhando para o chão, confuso em relação a si mesmo.

– Só sexo, não é? – Bill disse, sentindo suas palavras um tanto trêmulas.

– Bill, não foi isso o que eu quis dizer. – Tom tentou se manter calmo, pela primeira vez sentindo-se nervoso em uma situação como essa.

– Não quis, mas disse. Está tudo bem, Tom. Afinal, eu tenho mil problemas que nem Deus poderia resolver.

– Bill, pare! Eu não podia contar a ele, você sabe! Eu... Eu disse tudo aquilo só por dizer. – Tom estava começando a ficar com as palavras tão trêmulas quanto a do amigo, sentindo-se culpado por tudo que estava acontecendo.

– Tudo bem, não tem problema. Você não gosta de mim, não somos nada um do outro, lembra? – Bill dirigiu-se a porta, segurando a maçaneta da porta. – É só um contrato.

Uma lágrima fina escorreu por seu rosto, dando-lhe passagem para ir embora. Tom pediu para que esperasse, mas foi completamente ignorado. Ele não sabia o que estava acontecendo, muito menos o porquê de se sentir assim, da mesma maneira que Bill, que pensava a mesma coisa sobre si. Nunca, nem em hipótese, ambos haviam pensado em amor. E agora estavam pagando o preço de uma cláusula que não estava incluída: a dor do amor.

Notas finais
E então, o que acharam? Nos digam por um review! Indicações, algo? Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.