Notas iniciais
DEZ ANOS DEPOIS KKKK zoas. Demorei mais cheguei ! OIIIIII GALERINHA DO BEM, DE BOAS ? Aqui é a Scay( Evelly ) Eu sei que estamos demorando um pouco _ e quando digo pouco quero dizer muito _ para postar, mas ultimamente estou sem criatividade, o que é uma raridade sem contar com as três fanfics que estou postando também. Mas eu e a Bia estamos fazendo o possível Inclusive obrigada pela ajudinha de corrigir esse capítulo Bia e mesmo que já tenha passado de meia noite e que não seja mais dia 20 mesmo assim FELIZ DIA DO AMIGOOOO !!!

Finn

Depois de pensar com mais calma e precisão, decidi preparar uma surpresa e colocar o plano em ação. Tinha que me desculpar com a Bonnie por ter me afastado dela por tanto tempo. Me sentia muito culpado e não me perdoaria se não fizesse algo para mudar essa situação.

Marceline concordou em me ajudar a encontrá-la. Depois que as aulas terminaram, fui falar com ela e expliquei a ela que queria fazer as pazes com a Bonnie. Mesmo sendo teimosa do jeito que é, e inicialmente tendo recusado me ajudar, depois cedeu. Ela conhece Bonnie como ninguém e tenho certeza de que vai encontrar uma maneira de levá-la até o local combinado.

Por isso, precisava conversar com Marceline e acertar tudo.

Peguei o telefone e liguei para ela. Após alguns segundos, Marcy atendeu a ligação.

— Alô?

— Oi, Marcy, aqui é o Finn. Eu queria conversar com você um pouco — disse, esperando sua resposta.

— Ah, tá. Só um minuto.

Ouvi alguns passos e deduzi que ela estava indo para outro cômodo.

— Hm, fala.

— É sobre a Bonnie. Sabe aquele pedido que eu te fiz? Então, eu planejei um modo de pedir desculpas a ela melhor, mas preciso da sua ajuda para isso.

Ela resmungou e deu um longo suspiro.

— Tá, tá. Affs, eu tô na casa da Jujubinha agora. Não dá pra planejar aqui.

— O que sugere?

Ela ficou pensativa por alguns segundos antes de falar.

— Me encontre daqui a dez minutos na praça principal. Conversamos lá.

— Ok, obrigado.

Encerrei a ligação e fiquei brincando com o celular no ar por alguns instantes. Depois, fui para meu quarto, troquei de camisa para ir até essa praça. Optei por uma camisa branca e ajeitei meu cabelo na medida do possível. Então, fui até a sala onde Jake assistia a um desenho e peguei a chave da casa que ficava ao lado da TV.

— Vai aonde, cara? — perguntou Jake, sem desviar o olhar da TV.

— Vou encontrar a Marceline na praça. — Um olhar acusador caiu sobre mim do meu irmão — Pra planejar a surpresa pra Bonnie, cabeção. — disse, indignado.

— Ahh tá, de boa então!

Revirei os olhos, indo em direção à porta e saindo.

“É... tomara que funcione”.

●

Cheguei à praça, cercada por girassóis e rosas, e não vi sinal da Abadeer. Que ótimo, será que ela me enganou e vai me deixar plantado aqui? Depois de alguns minutos de espera, eis que ela surgiu.

— Ainda bem que veio.

— Eu tenho palavra — disse ela, se sentando folgadamente em um banco. — Então, desembucha.

Parei ao seu lado, olhando o movimento da praça e depois a encarando.

— Eu quero fazer as pazes com a “Jujuba”. Eu sei que errei ao me afastar dela todo esse tempo depois que comecei o meu relacionamento com a Phoebe...

— ‘Pera... eu não vim até aqui para saber do seu relacionamento, não é? — Me interrompeu, me olhando feio.

— Não, já disse, quero sua ajuda para fazer esse plano.

— Que plano? — perguntou sem paciência.

— É o seguinte — Me sentei ao seu lado. — Quero levar a Bonnie na mesma fábrica de doces que a levei no seu aniversário de 15 anos, O Reino Doce.

Logo de imediato os olhos da gótica brilharam.

— Sério! Que massa, a Jubs vai adorar.

— É, mas ela não iria se eu a chamasse, ela ainda está com raiva de mim, e é nessa parte que você entra.

— Lá vem! — resmungou com cara de desgosto.

— Ah, vamos lá, larga de ser chata, Marceline! — Ela me olhou irritada, engoli em seco. — Foi mal. — suspirei. — Olha, só quero que você invente uma desculpa esfarrapada pra levá-la até lá, com certeza ela não iria suspeitar de nada.

— Tá, mas e depois? Com certeza ela não vai querer olhar na sua cara.

— Eu me viro depois disso. Só quero que a leve até a entrada do Reino Doce e finja que esqueceu algo ou sei lá, pra nós deixar a sós.

Marceline olhou com cara de indignação.

— Ah, isso não é justo! Só vocês que vão comer doce à vontade, enquanto eu sirvo só como passagem para vocês dois se encontrarem, e depois sou descartada? Nem vem — disse cruzando os braços. Eu soltei um grande suspiro e abaixei a cabeça.

— Eu te trago quantos bolinhos de morango você quiser. — ofereci com um sorriso.

Tudo tem o seu preço, o preço de Marcy se baseava em bolinhos de morango com calda de canela.

— Quantos eu quiser? — Arqueou a sobrancelha.

— À vontade. — respondi em tom brincalhão.

— Tá ok, eu topo!

Ela se levantou, eufórica, e ficou de frente para mim.

— Escuta bem, eu vou levar aquele cabelo de algodão doce para a fábrica exatamente às 15 horas. Nem mais, nem menos. Então, esteja na frente da fábrica nesse horário.

— Entendi — disse atento a suas falas.

— Eu vou deixar a Bonnie em frente àquele slogan engraçado que parece um panetone da fábrica. Você não pode aparecer até eu sair, entendeu? E seja romântico quando chegar lá.

Engasguei a olhando com o cenho franzido.

— Romântico?

— Ah, você entendeu. Trate-a bem. Vou ligar para ela hoje à noite para convidá-la. Ela vai, querendo ou não, e não se preocupe — Me olhou, de forma travessa. — Vou deixá-la bem bonita.

Eu não entendia as verdadeiras intenções da amiga da Bonnie, mas achei melhor deixar quieto antes que ela mudasse de ideia.

— Ah, é melhor você ir lá para fazer as pazes com ela e não o contrário! Se você a magoar de novo... — Apontou o dedo para mim e fez um gesto obsceno. — Te quebro no braço.

Estremeci, não se pode brincar com a gótica folgada e inconveniente, ela poderia me matar facilmente.

— Não se preocupe, não o farei.

Ela me olhou com os olhos semicerrados e, antes de girar nos calcanhares e bater em retirada, ela se virou para mim.

— E por favor, não deixe que a Phoebe estrague a amizade que resta entre vocês.

Marceline me disse isso antes de sair andando relaxadamente pelas ruas. Mas como assim estragar nossa amizade? Phoebe não foi o motivo de nos afastarmos completamente, ou foi?

Eu já não entendia nem a mim mesmo. Não queria perder a Bonnie, mas também não queria acabar com a Phoebe e vê-la magoada.

É Finn, você está com sérios problemas.

●

Depois que cheguei em casa, apenas tomei um banho rápido e mal toquei na janta. Estava com a mente cheia de pensamentos. Parecia que, por mais que um problema fosse simples de resolver, eu o tornava difícil. Minha cabeça não parava de martelar sobre a possibilidade da Phoebe estar no meio da minha amizade com a Bonnie.

E, como se ouvisse meus pensamentos, minha namorada me ligou.

“Devo atender ou não?”, cogitei em ignorar, mas optei em enfrentá-la.

— Alô?

— Oi amor, tudo bem?

— Tudo bem, princesa. Por que me ligou? — respondo de forma curta e meio sem interesse.

— Só queria saber como você está e ouvir sua voz. Na escola hoje, você não parecia muito bem. Algum problema?

— Não, nenhum... Apenas assuntos pessoais.

— Que pelo visto não quer dividir comigo. — Ouvi ela soltar o ar pela boca.

— Também não é bem assim, né? Apenas quero meu espaço...

— E esses assuntos pessoais envolvem a Bonnibel? — continuou.

— Onde você quer chegar? — respondo sem paciência.

— Não quero discutir, apenas quero sua sinceridade. — Bufou. — Envolvem ou não envolvem?

— Sim, tem a ver com você, comigo e com ela.

— O que está acontecendo, Finn? O que você está escondendo de mim?

— Nada, Phoebe. Só me deixa em paz por enquanto.

Desliguei sem dar explicações. Eu não estava bem, e nem com cabeça para discutir. Não sei como resolver meus problemas com as garotas da minha vida, muito menos resolver os problemas internos que tenho.

Acabei dormindo com o último pensamento na Bonnie.

●

Eu mal consegui dormir ou comer hoje, estava ansioso demais para esse acontecimento. Como seria, como ela reagiria? Será que daria certo? Será que ela iria me estapear?

— Oh, Finn! Pensar muito dá indigestão, sabia? — Jake me disse.

— Jake, eu tô tenso, tá?

Batia a ponta da unha insistidamente na mesa onde eu estava sentado. Jake veio até mim e colocou uma mão sobre meu ombro.

— Vai dar tudo certo, eu conheço aquela garota. Ela adora você, Finn. Não esquenta. Com certeza ela vai te desculpar, e quando menos esperar, lá vai estar ela sorrindo para você como sempre faz.

A imagem sorridente da Bonnie me veio à cabeça, causando, mesmo que sem querer, um pequeno sorriso escapar no canto da boca.

— Assim espero.

Depois de algumas horas que para mim passaram voando, vi que já eram 14h20min.

“Caralho, se eu me atrasar, a Marceline vai me matar!”.

Rapidamente fui tomar um banho rápido e fui para o meu quarto, pensando em que roupa pegar. Vejamos: calça jeans escura, camiseta branca e colete azul, tênis All Star e... Puxa, tô parecendo que vou para um encontro.

Balancei a cabeça, tentando me livrar desses pensamentos. Ainda acho que falta algo, alguma coisa para Bonnie que a surpreenda. Na mesma hora, olhei para a gaveta de baixo do guarda-roupa e vi algo que eu costumava usar quando tínhamos acabado de nos conhecer.

Sorri, sentindo uma nostalgia me invadir, e peguei o pedaço de pano branco que eu usava como fantasia.

— É isso!

Peguei minha “fantasia” de super-herói e apressei os passos quando vi que já eram 14h47min. A fábrica Reino Doce era um pouco longe.

Saí de casa e fui surpreendido pela figura de Phoebe. Ela estava parada na varanda. Seus cabelos ruivos, brilhantes e encaracolados, caiam livremente em cascata sobre seus ombros. Sua pele estava levemente bronzeada pelo sol. Usava uma camisa laranja brilhante que destacava ainda mais sua pele e cabelo, e um short branco que mostrava suas pernas longas e torneadas. Nós pés calçava uma sapatilha transparente e seus dedos dos pés estavam pintados com um esmalte vermelho vibrante.

— Ah, oi amor! — Ela me acenou.

— Oi, princesa. — Forcei um sorriso. — Você tá bonita hoje.

— Gentileza sua. — Sorriu. — Mas é uma pena que não posso dizer o mesmo de você. Pra onde vai com essa roupa?

Ri sem graça e fingi uma tosse.

— Ah, isso... Err... eu vou... pra um evento de cosplay... por isso a fantasia. É por isso. — respondi, com as mãos atrás das costas.

— Desculpa, mas tá ridícula.

— Amo o seu grau de honestidade, princesa. — Concordei, impaciente. — Bem, eu tenho que ir, estou atrasado.

Passei por ela, mas me segurou pelo braço.

— Ei, espera.

Me virei para ela.

— Preciso falar com você. É importante. — Continuou.

— É que eu tô bastante atrasado mesmo agora, pode ser mais tarde?

— Finn, já chega de mentiras. — Olhou profundamente nos meus olhos. — Eu quero dar um ponto final.

Fiquei em silencio.

— Você está falando sério?

— Sim. Olha... — Phoebe abraçou o próprio corpo. — Tem um tempo que percebi que não estamos mais sendo sinceros um com o outro. Voce fingi que ainda se importa comigo e eu finjo que gosto daqueles molhos enjoativos que sua mãe cozinha. Sem ofensa.

— Não me ofende.

— Deveríamos parar de mentir um para o outro. Nosso relacionamento fracassou, fizemos de tudo, mas não adianta gastarmos nossas forças semeando solo infértil.

Encarei o chão.

— E... está indo se encontrar com a Bonnibel, não é? — Phoebe perguntou. Engoli em seco. — Tudo bem, agora não precisa mais disfarçar pra mim. Só quero que me responda: Você me usou esse tempo todo?

Meu coração disparou no peito.

— Me desculpa. De verdade, faz um tempo que parei de ser sincero. Eu já gostei de você um dia, nunca duvidei disso, mas... não é mais como era antes. Faz um tempinho que caí na real que estou apaixonado pela Bonnie. Acredito que sempre fui apaixonado por ela, mas nunca tive coragem de aceitar isso para mim mesmo. Realmente não queria te envolver em tudo isso dessa forma. Eu errei. Achei que se tivesse a garota mais linda da classe como namorada, faria o meu amor pela minha amiga de infância desaparecer...

— E conseguiu?

— Não... — sussurrei. Percebi uma lágrima escorrer por seu rosto. Me senti o pior cara do planeta ao ver isso.

— Uau. — Ela desviou o olhar. — Pela primeira vez em meses você foi realmente sincero comigo. Isso é um grande avanço. — Enxugou as lagrimas.

— Me desculpa, de novo. Eu errei.

— Sim, você errou e muito. — afirmou. Me encolhi entre os ombros.

— Podemos ser amigos, pelo menos...?

— Não sei. Acho que não.

— Eu entendo.

— Você foi um tremendo babaca e não há justificativa plausível para isso. Me usou como se eu fosse um acessório. Porém, espero que seja feliz com ela e que sua vida seja cheia de sucessos.

— Nossa, obrigado. Mas sinto que não mereço.

— E não merece. Ainda bem que reconhece isso. — Seus olhos transmitiam frieza. — Bom... Até mais. — Olhou para o chão.

— Até mais, Phoebe. Espero que um dia me perdoe.

— Também espero.

Ela se despediu e desapareceu no horizonte.

Com isso, tomei meu rumo.

Levei cerca de dez minutos para eu chegar em frente ao grande prédio cor de rosa. que coincidência, e olhei no relógio. Faltavam três minutos para 15h00min. Será que a Marceline a convenceu a vir mesmo?

Um nervosismo começou a tomar conta de mim.

“Mas o que estou pensando? Nós somos amigos, independentemente do que aconteça. Ela é minha amiga, então por que estou com tanto medo como se eu fosse perdê-la?”.

Pobre garoto em negação...

Olhei em direção à entrada do lugar e vi as duas chegando, que alívio! E nossa... a Bonnie está tão... linda.

Minhas mãos começaram a suar.

“Mas que droga! Vamos lá, Finn, vamos lá”.

Vi Marceline dizendo alguma coisa que deixou a Bonnie nervosa. Em seguida, ela foi se distanciando.

“Essa é minha chance”.

Marceline olhou para onde eu estava e piscou para mim. Puff! Inconveniente.

Andei meio relutante em passos lentos até onde a rosada estava de costas e peguei a peça que eu havia trazido comigo e a coloquei em minha cabeça.

“Ridículo”.

Cheguei por trás da garota e coloquei ambas as mãos em seus olhos.

— Adivinha!