Friends

11 Uma reviravolta básica na história


Notas iniciais
Mais cinco dias sem Atualização. Yeah, eu sei que estou sendo uma bitch, mas tentarei melhorar! Eu espero que gostem desse, eu refleti muito antes de postar e na hora de escrever.

POV Melany

Eu estava nervosa. Hoje iríamos contar a todos que Nico e eu estávamos namorando oficialmente, e confesso que isso me deixou cheia de expectativas novas. Tudo estaria mais do que perfeito se todos me aceitassem e apenas me desejassem parabéns pelo ocorrido. Todos sabiam que Nico e eu estávamos "ficando" ou afim um do outro, mais nenhum de nós dois havíamos confirmado nada sério.

Thalia dirigia apressada.Estava na cara que ela gostaria de voltar pra casa para ficar com o seu loiro. Annabeth estava normal, acho que quando você está noiva não fica assim tão ansiosa para vê-lo novamente. Eu estava eufórica. Mal podia esperar para encontrá-lo novamente, contudo, tentava me conter. Eu contaria tudo a elas na hora certa.

– E então Mel, melhorou desde a febre? — Perguntou Annie, atenciosa como sempre. Apenas assenti sem um pingo de entusiasmo. — Seu pai ficou bastante preocupado com você né? — Assenti novamente.

– Mas foi uma boa desculpa para matar aula. — Respondi sorrindo.Um silêncio constrangedor se instalou no local. — Annabeth sabe do que estou falando. Percy e Luke também. Um jantar esclarece tudo. — Torci para que Annabeth entendesse a indireta. Ela piscou pra mim e eu sorri de volta.

Continuamos apenas no silêncio, este que é quebrado pelo barulho ensurdecedor do meu telefone. No identificador de chamada está escrito : Número desconhecido. Com uma cara desconfiada atendo o telefone.

– Alô? — Comecei a conversa.

– Oi? Quem fala é Melany? — Sua voz era rouca e bem pesada. Presumo eu que de um adulto de mais de vinte anos.

– Sim... mais quem é você?

– Aqui quem fala é o oficial Chester. — Meu coração se apertou. -Encontramos o carro de... Carlos Seyfild, no fundo de um desfiladeiro. Ele capotou feio. Desculpe mais você é...? — Eu me mantive calada até essa pergunta.

– A filha dele. — Respondi deixando algumas lágrimas caírem. — Aonde ele está?

– No hospital Lenox Hill. Conhece?

– Claro, eu já estou indo pra ai. — Respondi. -Thalia precisamos ir ao hospital Lenox Hill.

– Por quê? — Ela me perguntou.

– Meu pai sofreu um acidente. Encontraram o carro dele no fim de um desfiladeiro, ele capotou. Precisamos ir! — Eu já chorava e meus soluços estavam cada vez mais altos.

– Eu vou ligar pro Nico e avisar aos meninos. — Disse Katie se pronunciando pela primeira vez desde que chegamos aqui.

Pela primeira vez na vida eu soube o que era perder alguém. Não sabia se ele ficaria bem, se estava quase partindo ou se era exagero da minha parte, sei apenas que eu queria estar lá, fosse qual for o veredito final.

POV Nico

Já fazia um bom tempo que as meninas haviam saído de casa para alugar os filmes. Nós estávamos na sala e eu tentava me controlar, mais estava muito impaciente.

– Vamos atrás delas? — Perguntei. Eles negaram com a cabeça cansados. — Isso não faz sentido. Já faz mais de... — Passei os olhos livremente pelo meu relógio de pulso. — Meia hora que elas saíram de casa.

– Garotas demoram gasparzinho. — Respondeu Luke já da cozinha.

– Elas estão com a Thalia. Ela não gosta nem de fazer compras, quem dirá ficar mais de meia hora em uma locadora. — Respondi.

– Se você está afim da Melany — Começou Travis -, precisa se acostumar. A Katie demora quase duas horas pra se arrumar. Se queremos pegar um cinema as oito horas, eu digo que quero ir as sete.

– Uma boa tática, obrigada. — Respondi ironicamente. Passaram-se alguns minutos até que escuto o meu telefone.

– Nico? — Uma voz me chama do outro lado da linha.

– Sim. Thalia? — Ouço a morena confirmar — Por que tanta demora?

– A Katie tentou ligar pra vocês mas só dava ocupado. — Rolei os olhos impaciente. — Não se desespere, mais precisamos dar uma passadinha no hospital. Antes que pense que uma de nós nos se machucou, quero deixar bem claro que, em quanto estávamos indo a locadora, a Mel recebeu um telefonema de um policial que a avisou sobre um... acidente que aconteceu com o pai dela. — Arregalei os olhos pulando do sofá logo em seguida.

– Ele tá bem? — Perguntei exaltado. Ao meu lado Luke, Percy, Travis, Connor e Charlie me olharam desconfiados.

– Não sabemos ao certo. — Ela sussurrava — Nem a Mel foi autorizada a entrar e eu acho que ela vai dormir aqui hoje.

– Eu... eu vou pra ai agora mesmo. — A morena tentou protestar me dizendo que ficaria com ela se preciso, mais neguei com todas as minhas forças decido a ir vê-la.

– O que houve? — Perguntou Luke.

– Carlos, o pai da Mel sofreu um acidente. Não sei se a coisa foi feia mas algo me diz que ela precisa de mim, e eu vou estar lá com ela.

– Se acalma Nico. — Pediu Percy pegando seu casaco em cima de uma cadeira — Nós vamos com você.

– Não precisam ir comigo. Eu vou porque... porque ela é a minha namorada, vocês não tem nada a ver com isso. -Disse já impaciente saindo de casa.

– Nossas namoradas estão naquela hospital, eu aposto. — Disse Luke risonho. — Eu vou buscar a Thalia. — Fez questão de aumentar o tom de voz ao pronunciar o nome da morena.

– É, e eu vou atrás da Annie. — Completou Percy.

– Eu vou atrás da Katie. — Travis continuou, e antes que Connor ou Charlie pudessem abrir a boca, eu os interrompi:

– Está bem! — Resmunguei — Vamos todos. Mas não quero ninguém enchendo a minha paciência.

Podia parecer um tanto grosseiro mais acho que nem Deus sabe o quanto eu queria reconfortá-la. Apesar de nos conhecermos fazia pouco tempo, eu sentia que não poderia ficar mais longe dela. Agora, ela era tudo. Não digo isso pelo fato de ela ser parte do primeiro relacionamento sério que eu já tive, mais sim porque desde o minuto que eu a vi caído no chão, depois de eu acidentalmente tê-la atropelado, eu sabia que pertenceria a ela e ela a mim.

A cena que vi assim entrei no hospital foi no mínimo triste. Melany se acabava em lágrimas com a cabeça enterrada nas mãos, e sem hesitar a abracei. Tentei fazer com que ela se sentisse protegida, afinal, agora ela fazia parte de mim.

– Tudo vai ficar bem... — Eu repeti pra ela.A mesma subiu seus lindos olhos castanhos até mim e sorriu fraco.

– Eu confio em você. — E essas palavras foram suficientes para me fazer permanecer com ela ali, durante todo o tempo que fosse necessário.

Ela ficou ali durante algum tempo, até que foi chamada para entrar. Em quanto ela estava em meus braços, algumas enfermeiras nos davam pistas de como ele estava, dizendo que sua situação não era a das melhores.

– Eu vou, mais já volto. — Me disse a morena. Acenou pra mim antes de entrar no quarto do hospital e eu torci para que tudo desse certo.

POV Melany

Entrei no quarto incrivelmente branco. Via um homem inconsciente deitado na cama, respirando graças a alguns aparelhos e não o via como meu pai. Meu pai era um cara saudável, não daquele jeito. Depois de um tempo, lentamente, bem lentamente, ele abriu o olho esquerdo. Com um pouco de esforço o direito, e logo os direcionava a mim.

– Oi pai... — Foi as únicas palavras que eu consegui dizer a ele.

Notas finais
Antes das ameaças suas pestinhas, lembre-se que quanto mais reviews eu obtiver, mas capítulos serão postados. Então... mãos à obra!