Friends

12 Capítulo 11 - Friends


Notas iniciais
Bom, pessoal, esse é o penúltimo capítulo da fanfic.
Espero que gostem.
Boa leitura. ^^
PS: Tinha esquecido de colocar a foto da professora Amanda. Então aqui está: http://br-parc-listas02.terra.com.br/system/items/000/370/617/medium/33.jpg?1351603729

POV. Autora

– Como assim? – questionou Melissa, claramente confusa.

– Eu não sou a bruxa malvada que quer matar você e dominar o mundo como vocês pensam. – continuou ela sentando-se em uma poltrona próxima. – Eu, na verdade, nem sou mais bruxa. Minha varinha foi partida ao meio após o incêndio acidental no LBE.

– Incêndio acidental? – Gabi fez uma cara de descrente. – Eu vi com meus próprios olhos! Você tocou fogo no lugar propositalmente!

– Sua varinha foi quebrada? – questionou Silvia, tentando evitar uma discussão entre a meio vampira e a professora. – Por qual motivo?

– Bem, no dia do incêndio, eu estava fumando mais um cigarro, que na época eu fumava, enquanto carregava a garrafa de álcool gel para reabastecer o recipiente do banheiro feminino. Eu estava a entrar no local quando, de repente, algo ou alguém, eu não sei, me assustou e eu derrubei a garrafa que carregava espalhando o produto pelo chão do banheiro. Ia abaixar-me para recolher o recipiente quando o cigarro escapou de minha mão tocando fogo no banheiro. Entrei em pânico e fugi com magia. E depois disso minha varinha foi partida ao meio por fazer magia na presença de trouxas. O que comprova que havia trouxas me observando. – Ela olhou discretamente para Yuko e Gabi.

As meninas se entreolharam inquietas: nunca pensaram que veriam a bruxa, agora ex-bruxa, numa situação como esta. Depois todos os olhares se dirigiram a Gabi e Yuko e, pela primeira vez, elas viram Yuko enrubescer.

– E com que direito você pega o álcool gel? – Gabi questionou. – Ainda mais com um cigarro na mão...

– Desculpem-me. Eu só queria ajudar... Eu sou uma inútil, fraca, imbecil... – Amanda respondeu de cabeça baixa. – E além do mais, foi só depois desse trauma que eu parei de fumar.

Elas dirigiram olhares bravos para Gabi, pois a professora já estava numa situação ruim, elas não sabiam o que fazer, a meio vampira não precisava piorar a situação...

–Está tudo bem professora? – perguntou Stella cautelosa, aproximando-se de Amanda.

– Sim, está. – ela mentiu. – Vocês não deveriam me ver nessa situação... É constrangedor...

– Espera... Mas, se ela é inocente, eu me tornei uma aberração por nada – Gabi fraquejou em sua pose de durona, não se dirigindo a alguém especificamente. — Eu me tornei isso por nada? –Ela estava incrédula, quase gritando, e apontando para os dentes de vampiro.

A professora percebeu que ela era a culpada de mais um ato que fez mal a alguém. Ela prejudicara mais uma pessoa em sua vida miserável.

Gabriella definitivamente não estava ajudando... Estava sendo egoísta pensando nela, enquanto uma ex-bruxa com o dobro da idade da adolescente estava à beira das lágrimas se arrependendo de todas as suas ações.

A professora se recompôs rapidamente e voltou a relatar os acontecimentos passados.

– Passei um tempo me recuperando do choque de, de repente, deixar de ser bruxa, mas quando fui dar aulas em seu colégio, Gabi, eu tive uma recaída. Por um tempo, eu voltei a ser uma Comensal.

– Mas, exatamente quando você teve essa recaída? – Silvia perguntou. Parecia uma psicóloga ou alguma coisa do tipo.

– Logo após perceber que Yuko e Gabi, as novas alunas da classe, eram as duas pessoas que me causaram o infortúnio de tornar-me uma simples trouxa.

– E por que você foi encontrar conosco no parque de diversões e disse tudo aquilo? – Giovanna perguntou.

– Como havia dito anteriormente, eu tive uma recaída. Mas, eu confesso que eu exagerei um pouco na história toda.

– E quando você fez a Silvia ficar após a aula e começou a ensinar a ela uma porção de Maldições Proibidas? – Gabi perguntou, mas, ao perceber que todas a olhavam de forma estranha, ela ficou vermelha como um pimentão.

Flashback on

POV. Gabi

No dia seguinte, tivemos aula de inglês. A Prof.ª Amanda estava lá e estava malvada como sempre, ou até um pouco mais que o normal. “Será que ela está voltando ao normal?” – pensei.

Engano meu. Ela estava MAIS malvada que o normal, se isso for possível, é claro.

Ela mandou a Silvia ficar depois da aula. O que eu achei estranho é que ela não brigou com a ela nem nada. A Amanda ensinou a ela coisas como feitiços imperdoáveis (As três Maldições Imperdoáveis de Harry Potter) e feitiços que só aliados do “lado assassino da força” sabem.

Eu já sabia que ela havia sido uma Comensal da Morte antes de vir ao mundo dos “trouxas”, mas ser legal com outros bruxos não era uma característica de Comensal da Morte, com certeza.

E o pior: seus pensamentos. Eles não tinham NADA a ver com ela. Tipo: “o mestre quer isso”, “o mestre ordenou aquilo” etc.. Eu suspeitei de tudo é lógico, depois contei a Yuko e a Silvia o que havia acontecido. Elas acharam que a Amanda tinha um mestre, mas eu discordei. Não podia ser verdade isso.

Ficamos na dúvida, mas de uma coisa nós tínhamos quase certeza: as coisas não estavam normais...

Acordei sobressaltada e percebi que tudo havia sido um sonho. Ainda bem, porque essa Amanda do meu sonho já estava começando a me assustar...

Olhei para o relógio. Eu estava atrasada para o colégio, e muito! Corri para me arrumar e comer algo.

Na escola, não contei nada a ninguém. Todas achariam meu sonho estranho, apesar de até ser possível acontecer algo do tipo.

Flashback off

– Foi mal, pessoal. – Gabriella disse ainda vermelha como um pimentão. – Acabei de me lembrar de que isso foi só um sonho ruim que tive há um tempo.

– ‘tá se preocupando tanto com o “caso” que até seus sonhos são sobre isso, hein Gabi? – Melissa zoou e a menina só corou mais, se isso for possível, é claro.

– E aquele dia em que você estava tão de bem com a vida que até nos cumprimentou na escola? – Gabriella tentou retomar o velho assunto e retirar toda a atenção dela e de seu sonho.

– Eu só estava cansada de continuar fingindo ser algo que eu não sou, nunca fui e nunca serei: uma pessoa má, mesquinha e sem sentimentos como os comensais são. – Amanda já tinha um sorriso no rosto. – Então é isso, meninas.

E diante do silêncio das outras, o sorriso de Amanda se destacou. Ela ainda tinha esperanças de que toda essa dor de cabeça fosse acabar, que tudo ficaria bem.

– Não precisa se redimir, professora. — Yuko, depois de tanto tempo em silêncio, falou. — Agora que todas nós já sabemos da verdade, eu sinto que nós deveríamos nos desculpar por toda a dor de cabeça.

– Falou bonito Yuko. Só que não. — Gabriella respondeu à amiga. — Eu não acho que seja tão fácil assim. Olha o que ela causou! — a menina quase gritou, apontando para os caninos avantajados de vampiro. — Não só a mim, mas a vocês também. As notas baixas, problemas no colégio...

– Gabi... — Stella tentou a interromper.

– O quê minha mãe pensará do colégio? — Gabi ignorou a amiga. — Ela pensará que eu não me adaptei e me trocará de escola de novo! E o ciclo vicioso de minha vida recomeçará. Vocês sabem como eu odeio isso! Todo ano uma escola nova...

– Gabriella! — Marcela gritou e a meio vampira finalmente prestou atenção nas amigas.

– Você está sendo totalmente egoísta! — Yuko chamou a atenção de Gabriella.

– Nem parece a Gabi que eu conheço! — Melissa soltou.

– Toma vergonha na cara Gabi! Quê isso? Nem estou te reconhecendo. — Giovanna gritou fazendo a outra se encolher.

– Calma, tudo ficará bem, você verá. Não precisa se desesperar. — Stella, que era a única que sabia do trabalho difícil do pai e dos problemas familiares de Gabi, sussurrou no ouvido dela. — Dessa vez, você ficará na cidade, você não mudará de escola. Sei disso. Sua mãe estava conversando ao telefone com minha mãe ontem e eu pedi para perguntar, hehe. — Gabi se acalmou e deu um sorrisinho discreto para Stella, murmurando um "obrigada".

Gabi voltou a prestar atenção a sua volta e viu Amanda acalmar suas amigas.

– Calma meninas. Não precisa tanto. Eu agradeço por tentarem me defender, mas não precisava tudo isso.

A meio vampira percebeu como vinha agindo com a professora e ficou desconfortável. Às vezes, ela não pensava antes de falar, agia por impulso e acaba ferindo os sentimentos do outros.

– Sinto muito por tudo que lhe causei, Gabi. De verdade. — Amanda pediu, sincera. A menina continuava com um imenso peso na consciência.

– Não, professora. Eu que tenho que me desculpar. Perdoe-me por tudo. — Gabi olhava findo nos olhos de sua nova amiga.

As duas olharam ao redor e, ao ver todas sorrindo, foi impossível não sorrir também. Tudo finalmente estava bem.


"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."


William Shakespeare



Notas finais
Espero que tenham gostado.
O último capítulo da fanfic, o próximo, será o epílogo que postarei logo.
Beijos ^.^