Friendly Living
17 Capítulo XII. Hiccup
Notas iniciais

HICCUP HADDOCK HORRENDOUS
Assim que Soluço pisou na casa de Rapunzel, sabia que se arrependeria. Mas, não tinha mais volta. Já havia começado, levaria até o fim. Pelo menos, o menino poderia tirar algo positivo daquilo tudo, Rapunzel ficaria distraída por um tempo.
A menina começou a se aquecer, esticar um braço, depois o outro, e por fim as pernas. O menino não quis fazer isso, e mesmo com Rapunzel enchendo a paciência, falando que ele deveria fazer, Soluço não fez. Não queria perder tempo fazendo aquecimentos. Para ele, não faria diferença.
Rapunzel ajeitou as pequenas caixas de som e sorriu para o amigo. Soluço forçou um sorriso para a amiga. A menina colocou o iPhone onde devia ser posto e mexeu nele um pouco. Depois encarou Soluço, fazendo uma cara de desgosto.
— Soluço. – A menina o chamou, cruzando os braços e fazendo cara de brava. – Vamos, quero você animado. – Pediu enquanto soltava um sorriso. Soluço balançou os braços e forçou um sorriso. – Nossa. – Rapunzel falou desanimada. – Parece que você quer se tacar pela janela. – A menina voltou a cruzar os braços enquanto falava e soltou um suspiro. – Ótimo, que tal você se animar? – Perguntou juntando as mãos e dando um sorrisinho.
— Como quer que eu me anime? – Soluço perguntou. A loira deu de ombros e foi em direção ao iPhone conectado as caixinhas de som.
— Vamos dançar. – A moça deu uma pausa até soltar a musica.
Soluço esperou com que o silencio passasse. Queria saber qual era a musica, e logo.
Um apito foi soado, e então os cantores começaram a cantar. Rapunzel começou a dançar e veio na direção de Soluço, pegando na sua mão e o girando. O menino deu uma volta de 360 graus e voltou a encarar a menina, que já havia soltado Soluço e mexia as mãos em movimentos rápidos.
Os lábios da menina se movimentavam conforme a musica, e ela dançava olhando para Soluço, que continuava intacto. Rapunzel parou de dançar e cruzou os braços. Depois suspirou e deu dois passos a frente. Pegou na mão de Soluço e o puxou. Com seus braços balançava o menino, que insistia em ficar parado.
O toque acompanhava os movimentos da menina. Ela soltou das mãos de Soluço e começou a bater palmas conforme a batida da musica. Por fim, pegou na mão de Soluço e o girou duas vezes seguidas, no exato momento em que as batidas ficavam mais rápidas e aceleradas.
Os cantores voltaram a cantar, e Rapunzel também. Seus lábios mexiam conforme a musica e a loira fazia gestos, ao literal da letra. O menino por fim desistiu de ficar imóvel e tentou acompanhar a menina. A loira soltou um sorriso. Pegou uma escova para si e girou pelo quarto. Soluço sorriu com o ato da amiga e girou também.
Soluço achou ser uma impressão sua, mas tinha a quase certeza de que Rapunzel estava mais viva do que o normal. Estava mais feliz, mais agitada. Sorriu com isso e tentou seguir o ritmo da amiga.
A menina deu um pulinho e continuou a cantar, desta vez mais rápida. A menina levantou os braços e Soluço fez o mesmo. Levantou seus braços e girou, pegando na mão livre de Rapunzel e a girando. A menina ficou de frente para Soluço, se preparando para o refrão. De um pulinho com a batida mais rápida e começou a cantar o refrão, dando duas voltas pelo quarto.
Soluço a acompanhou e ergueu os braços, batendo as mãos com os toques da batida. Rapunzel parou de girar e pegou na mão do garoto, fazendo-o a dar uma volta inteira, deixando o cada vez mais tonto.
A menina soltou do amigo e riu, parando em uma posição e logo em seguida tacando seu corpo para um lado, e depois para outro, apontando para Soluço. O rapaz riu e tentou imitar, o que arrancou mais risadas em Rapunzel.
A menina balançou as mãos, como se estivesse segurando pom poms, e depois os fingiu jogar no chão, deu uma volta e voltou a cantar, jogando sua mão para frente. A menina balançou seu corpo para um lado, e depois para o outro. Soluço repetiu o gesto, tirando risadas de Rapunzel. A menina colocou a mão na barriga e dançou com uma cara engraçada, fazendo Soluço rir.
A menina parou de se mexer, e abaixou as mãos duas vezes seguidas com as batidas mais rápidas. Por fim, o toque acabou, e o cantor voltou a voz. Rapunzel seguiu mais calma e segura. Balançou um corpo para o lado, e Soluço repetiu, conseguindo, sem sucesso, ganhar um A com aquela dança.
A menina jogou seu corpo para um lado e mexeu as mãos. Soluço seguiu o exemplo da amiga, e fez o mesmo. Jogou seu corpo para um lado, e mesmo não sabendo cantar a musica, mexeu as mãos, como se estivesse em um palco e fazendo contato com as fãs.
Com o “Yeah” solto pelo cantor, Rapunzel gritou a segunda voz e levantou as mãos, dando um pulinho. Soluço repetiu o gesto, pulando e erguendo os braços também. A menina juntou a mão para mais perto do corpo e cantou. Soluço apenas balançou os braços, sentindo a musica entrar em si. Sabia que o refrão estava próximo e parou de se mexer ou cantar.
A loira fez o mesmo, impossibilitando mais movimentos. Os dois pularam alto com as batidas mais forte e voltaram, rindo, para seus respectivos lugares. Foi quando a porta se abriu.
Soluço virou-se repentinamente para a porta, vendo Gothel com uma cara de surpresa. Agora, Soluço não sabia o porque. Não sabia se era porque Rapunzel estava dançando, não estudando, ou se era porque Soluço estava dançando.
— Vem dançar mãe! – Rapunzel chamou voltando a se mexer com o refrão. A menina fingiu de novo estar com pom poms na mão, e os tacar no chão, com toda a força que tinha. Gothel adentrou ao quarto com um receio exposto, mas começou a dançar, assim que a filha a puxou e a girou várias vezes.
Foi quando a menina esticou a mão e pediu espaço, por meio de gestos. Gothel e Soluço foram para trás e ficaram encarando Rapunzel, esperando ver o que a menina faria. Os toques rápidos aumentaram e Rapunzel estralou o pescoço, dando um sorriso em seguida. Uma voz mais ao fundo foi escutada, e a menina moveu os lábios juntamente com a voz. Foi ai então que um coro de menina entrou, cantando.
Rapunzel esticou seus dois braços para a direita, e mexeu as pernas em movimentos circulares por três vezes consecutivas, depois trouxe as mãos para o lado do peito, e os empurrou para frente duas vezes seguida, por fim levantou as mãos para cima, seguida dos braços. Balançou o quadril de um lado para o outro, duas vezes seguida e com a perna direita chutou o ar. Ficou em um pé, enquanto flutuava o outro, e mexia os braços em movimentos concretos.
Rapunzel deu um pequeno pulo e se virou, ficando de costas para Soluço e Gothel. O menino virou seu rosto, ao mesmo tempo em que Gothel virara o seu, e os dois se encararam assustados.
Rapunzel flexionou o joelho, se abaixando um pouco, e esticou o braço direito, fazendo com a mão, direita, movimentos circulares, enquanto mexia o quadril. Por fim, cruzou os braços em frente ao corpo, e agachou até o chão.
O “nananana” entrou em cena, e Rapunzel cruzou os braços em frente ao corpo cinco vezes consecutivo. Por fim, passou os braços atrás da cabeça, e balançou o quadril de um lado para o outro.
As batidas rápidas voltaram e a menina começou a dançar novamente, puxando a mãe para ir junto. E, assim, as batidas sumiram. E como um instalo, a voz do cantor voltou, e Rapunzel se colocou a cantar junto, puxando Soluço.
O menino começou a pular, junto com Gothel e Rapunzel. Pulava com uma perna, enquanto a outra flutuava, depois jogava a mão para frente, e como reflexo, jogava a outra.
Rapunzel repetia os gestos de fingir estar dançando com poms poms e os tacar no chão, enquanto Gothel tentava imitar a filha. Às vezes Rapunzel girava, pulando também, e Soluço chegava a imitar a amiga, perdendo o equilíbrio.
O rapaz continuou pulando e dançando, pulando e dançando. Parecia inevitável não fazer aquilo. Era incrível como a loira conseguia dançar tão bem. Por um longo segundo, pensou em ir conversar com Emma, e tentar colocar na cabeça da menina que Rapunzel não era gorda, e uma ótima dançarina. Faria isso, se tivesse coragem para fazer. Pediria ajuda a Merida, e a Jack, ele seria útil.
Os toques foram aumentados e a voz do cantor foi ficando fraca, os toques mais rápidos e repetitivos, a voz mais fina e aguda, até que um grito foi escutado,no mesmo instante que o toque da musica parava; então outro apito ao longe e alguns ritmos com ele; e junto com ele veio uma bateria de escolas. Rapunzel deu um sorriso e Soluço se tacou na cama da amiga, quase instantaneamente no segundo que o som sumia.
Soluço tinha um sorriso divertido nos rosto, mas gemeu assim que sentiu Rapunzel cair em cima de si. O menino fechou os olhos com a pequena dor que tinha na barriga e os abriu. Ouviu a risada de Rapunzel e soltou a sua, pequena.
— Rapunzel, vai esmagar o menino! – Gothel exclamou.
— Nossa mãe. – Rapunzel se levantou e sentou-se na beirada da cama. Soluço levantou também, sentando na beirada da cama e olhando para a mulher, que tinha um sorriso no rosto.
— Foi modo de falar. – Gothel se adiantou. Soluço olhou para Rapunzel, vendo a expressão da menina se suavizar. – Nunca me diverti tanto. – Gothel encostou a cabeça na cadeira e deu um sorriso aos dois.
— Nem quando você tem visitas? – Rapunzel perguntou provocando. Soluço escondeu o sorriso que tinha.
— Rapunzel, por favor, temos visitas. – Gothel deu um meio sorriso a Soluço e colocou de pé, num salto. – Preciso ir. Tenho aulas para dar. – A moça deu um meio aceno e saiu do quarto da loira. Soluço deu um suspiro.
— Não gostei do jeito que ela se referiu a mim como visitas. – O rapaz comentou, levando uma cotovelada de Rapunzel. A dor se espalhou e Soluço se tacou na cama, dando um sorriso em seguida e exclamações de dor.
— Hum... Oi? – Soluço escutou a voz feminina na porta e sentou o mais rápido que pode. Conseguiu visualizar o rosto da ruiva que mais adorava. – O que os dois estão fazendo? – Perguntou entrando no quarto com uma mochila nas costas.
— Estávamos dançando. – Rapunzel respondeu a Merida enquanto se levantava e espreguiçava. – E você? O que está fazendo aqui? E onde estava no final das aulas?
— Detenção. – A ruiva tacou a mochila em cima da mesinha da loira e sentou na cadeira. – Aquela professora de biologia me ama. – Concluiu de uma forma irônica e com um sorriso irônico.
— Ela ama a todos. – Rapunzel terminou de uma forma irônica também. – Nem sei o porquê dela estar dando aula.
— Querem ir ao Pin-Up? – Soluço perguntou de levantando. – Não tenho nada para fazer a tarde inteira.
— Nem estudar? – Merida provocou. O rapaz negou com a cabeça.
— Vai ser perfeito! – A loira se exclamou pondo-se de pé e indo em direção a sua penteadeira.
— Pode ser. – A ruiva levantou e pegou a mochila, colocando-a no ombro. Soluço esfregou uma mão na outra e tomou coragem. Porque não poderia ser cavaleiro com Merida?
— Deixa que eu levo para você. – O garoto pegou a alça que estava no ombro de Merida e retirou, colocando nos seus ombros.
— Obrigada. – A menina deu um meio sorriso, que Soluço fez questão de devolver.
— Bem, que tal irmos? – Rapunzel perguntou com sua bolsa pendurada no ombro.
— Só que eu gostaria de passar na minha casa. – Merida falou.
— Porque? – Soluço perguntou segurando nas alças da bolsa da menina.
— Guardar minha bolsa, pegar dinheiro...
— Não precisa. – Rapunzel interrompeu Merida e colocou sua mão no ombro de Soluço. – O Soluço paga para você.
— Eu o que? – O menino perguntou encarando a loira, que apenas deu um sorriso tímido.
— Ah, não, não precisa, minha casa é perto e...
— Não, eu pago para você. – Soluço interrompeu a garota. A ruiva parou de falar e o encarou. – Afinal, é para isso que servem os amigos. – Soluço deu um sorriso e levantou os braços. Rapunzel deu um sorriso e puxou Merida, as duas abraçando o rapaz.
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