Friend Or Foe?

2 Haunted Mansion






Finalmente a primeira e segunda aula acabaram. Rebecca, Thomas e eu fomos juntos para o pátio. Nos sentamos na grama e Thomas foi comprar seu lanche. Thomas demorou um pouco para voltar, segundo ele, a fila estava enorme. Conversamos um pouco, até um ser -Incrivelmente idiota- denominado Jacob nos atrapalhar.

– Olá, Excluídos.

– O que você quer? — Thomas o encarou.

– Estamos no mesmo grupo, idiota. — Ele se se encostou a uma árvore qualquer, nos encarando — Quero me livrar de vocês, o quanto antes melhor.

– Hum... depois da escola, poderíamos ir fazer o trabalho na biblioteca. — Rebecca comentou, me encarando.

– Claro, ótima ideia. — Concordei.

– Ahn... vou me atrasar para o almoço. — Thomas resmungou.

– Certo. Até mais, excluídos. — Jacob saiu do local.

Voltamos para a sala e assistimos mais três tediosas aulas. Em uma delas, vi Thomas dormindo sob o livro de Jacob. Finalmente deu meio-dia, Rebecca e eu ficamos esperando os garotos do lado de fora, Thomas chegou primeiro, trazendo consigo um hambúrguer. Ele o comeu enquanto esperávamos Jacob. Ele estava visivelmente irritado.

– Que droga... — Murmurei — Ele está demorando.

– Perdemos o ônibus. — Rebecca olhou para o relógio de Thomas.

– Que merda! — Thomas gritou, irritado.

– Me desculpem pelo o atraso. — Jacob se aproximou de nós, sorrindo- Acabei esquecendo-se de vocês.

– Você o quê?! — Thomas voltou a gritar — Quer dizer que te esperamos por todo esse tempo para você esquecer-se de nós?!

– Parem de brigar, temos que fazer o trabalho. — Rebecca comentou, tirando a franja de seus olhos.

Andamos rapidamente, na esperança de pegar o segundo ônibus, que demorava um pouco mais para chegar a biblioteca. Thomas, como sempre, não parou de reclamar durante o caminho. Até Rebecca explodir e começar a gritar como louca.

– Fica quieto, Thomas! Você não consegue ficar calado?! Não tem nada melhor para fazer?! Que tal se jogar na frente de um carro?! Não estamos te obrigando a ficar aqui! Mas se você for embora, não iremos colocar o seu nome no trabalho, como se você tivesse feito algo mais que reclamar!

– Ei, ei! Calma nervosinha! — Thomas olhava para todos os lados, percebendo o olhar de outras pessoas.

– Vou te mostrar o que é calma... — Rebecca parou de falar ao perceber que algumas crianças tinham até parado para encará-la.

Voltamos a andar rapidamente, fingindo que nada daquilo tinha acontecido. Percebi que Jacob estava encarando Rebecca com um sorriso malicioso. Puxei Rebecca para perto de mim, enquanto fuzilei Jacob com o olhar.

Alguns minutos depois, chegamos ao ponto de ônibus, felizmente, bem na hora. Resolvi sentar ao lado de Rebecca, por precaução.

– Se tivéssemos pegado o primeiro ônibus, já estaríamos lá. — Reclamou Thomas — Mas o metidinho tinha que se atrasar.

– Fica quieto, excluído. — Jacob falou tentando esconder a irritação, fazendo com que sua voz afinasse.

– Sua voz... — Falei, rindo.

– É tão engraçado, Jacob. — Rebecca riu, tentava se controlar, mas não conseguia.

– Concordo. — Thomas também riu, concordando conosco.

Nós três rimos juntos. Jacob permaneceu calado. Eu adorava o senso de humor de Thomas e Rebecca, por mais que eles se irritassem por qualquer bobagem, também riam até de uma poeira caindo.

Finalmente chegamos ao local desejado — Ou quase-. Saímos do ônibus e voltamos a caminhar. Depois de um tempo, Rebecca quebrou o silêncio.

– Estão vendo aquela casa? Ela me dá medo.

Encaramos a casa que ela estava olhando. Realmente, era assustadora. Detalhes vermelho vinho, muros negros ao redor dela, assim como o seu portão. A casa em si era enorme, várias janelas nos dois andares. O jardim ela lindo, mas me dava arrepios. Algumas pessoas diziam que ela era mal-assombrada... Finalmente entendi por que. Vi uma garota de cabelos avermelhados nos encarando em uma das janelas do segundo andar. Fiz um gesto discreto -Pelo menos para mim- com a cabeça em direção a ela. Eles também a encararam, logo a vimos desaparecer.

Demos passos rápidos em direção da biblioteca, praticamente corremos. Não tocamos no assunto, ao chegarmos na biblioteca, nos espalhamos por ela e recolhemos livros. Nos sentamos em uma mesa arredonda e conferimos os livros.

Rebecca pegou cinco livros — Tão grandes que pareciam uma bíblia-, Jacob pegou dois livros médios, Thomas pegou um gibi e um livro de figuras, e eu, peguei três livros médios.

– Se você não guardar isso e pegar livros que tenham a ver com o assunto, eu te mato, Thomas. — Rebecca falou.

Thomas a obedeceu, reclamando, logo voltando com um livro pequeno. Lemos os livros e fizemos anotações, não deu tempo de anotarmos tudo, então alugamos eles. Nem mesmo Thomas conseguiu copiar tudo — Ele só tinha lido duas páginas e meia-. Saímos da biblioteca, Rebecca encarava o céu com uma expressão engraçada, uma mistura de curiosidade com medo.

– Olhem o céu. — Ela falou, nós obedecemos.

Percebemos que as nuvens estavam cinzentas, pareciam anunciar um dilúvio.

– Vamos nos apressar. — Jacob falou, andando rapidamente, junto de Rebecca.

– É só água, cara. — Thomas gargalhou, andando lentamente.

– O filhinho de papai não quer molhar o cabelo, Thomy. — Eu ri, acompanhando Thomas.

– Calados, excluídos. — Jacob nos encarou friamente.

– Só tem esse argumento, idiota? — Respondi.

Ele parecia prestes a responder, mas percebemos pingos de chuva caindo sob o solo que se se intensificavam aos poucos. Andamos rapidamente, procurando algum lugar para ficar enquanto a chuva não passasse. A biblioteca, infelizmente, já deveria ter fechado. Todas as casas ao redor estavam trancadas, assim como lojas. A chuva intensificou-se mais, deixando-nos ensopados.

Encontramos uma casa, cujo portão estava totalmente aberto, como se nos convidasse a entrar. Nos aproximamos dela rapidamente. Arregalei os olhos ao reconhecer a casa.

– Ah, não... Essa casa, não.