Freedom

23 Quando existem coisas mais interessantes do que conversar


Notas iniciais
Oieeee Esse capítulo é dedicado a Nathalianath que recomendou a fanfic!!! Muito obrigada mesmo ♥ Espero que goste desse!!! Em um surto da madrugada eu pari esse capítulo CHEIO de scorose, então espero que apreciem! Estou postando pelo celular TORCENDO pra não ficar desconfigurado. Qualquer coisa me avisem, mas vou tentar conferir pelo computador quando tiver a chance. Beijos

Scorpius Malfoy

Os dias que se seguiram foram… Interessantes. Eu e Rose estávamos passando bastante tempo juntos, com a desculpa de que eu estava a ajudando a recuperar as matérias perdidas. A questão é que, sinceramente, Rose estava entendendo o conteúdo até melhor do que eu, que havia frequentado as aulas. Não era a primeira vez que eu me pegava olhando igual um idiota para ela enquanto me explicava um ponto de alguma anotação que eu havia interpretado errado. Às vezes eu gostava de falar a matéria de maneira errada só para vê-la revirando os olhos e me explicando com uma concentração que a deixava com a testa levemente franzida, enquanto gesticulava sem parar.

Em geral Rose era uma pessoa que evitava ser demasiadamente expressiva, a não ser que isso envolvesse uma discussão acalorada, explicação de matéria ou beijos. Geralmente passávamos pelas três coisas enquanto estudávamos em uma mesa mais afastada da biblioteca, alterando a ordem de vez em quando ou dando mais enfoque em uma coisa. Ela sempre encerrava o beijo revirando os olhos para mim e abrindo um sorriso de canto. Eu não poderia estar mais satisfeito.

— Acho que amanhã ficamos com a revisão de contra feitiços. — falei enquanto organizava meu material. Rose, que prendia o cabelo, agora um pouco mais longo, em um rabo de cavalo, me encarou com a sobrancelha arqueada e um sorriso de canto.

— Essa matéria é dessa semana. Nossa revisão do que eu perdi já acabou.

Suspirei um pouco frustrado. Eu não havia percebido que já havíamos terminado tudo. Encarei meu material e levantei meus olhos com a maior cara persuasivo que eu poderia fazer.

— Mas teoricamente deixamos de revisar o conteúdo dessa semana para revisar o da semana passada. E como a matéria é contínua…

— Você está sugerindo que porque atrasamos uma semana estamos atrasados… Para sempre? — ela riu baixinho, alisando minha mão e meu braço distraidamente, me encarando com os olhos verdes-azulados de maneira intensa. Me remexi na carteira, tentando me concentrar.

— Não para sempre… Mas até os NIEM’S certamente.

— Contratei seus serviços apenas para uma semana, Malfoy.

— Não teria problema em estender por mais tempo. — dei de ombros, enquanto apoiava meu queixo na mão livre que ela não estava acariciando. — Somos bom nisso.

— De estudar em meio a beijos e discussões? — ela balançou a cabeça negativamente, aproximando-se de mim. Pendi a cabeça um pouco para o lado, analisando-a com um pequeno sorriso. Rose era simplesmente brilhantemente deslumbrante. Não havia outra definição para ela.

— Exatamente.

— Não sei. — Rose parou de me acariciar para guardar o próprio material, quase fazendo com que eu soltasse um muxoxo de frustração. — Acho que nos distraímos muito. E ainda temos uma competição.

Nós nos distraímos? Rose, você já viu minha cara quando estamos estudando?

Senti minha bochecha aquecer, mas era a pura verdade. Rose era muito mais centrada do que eu, mesmo com os beijos e as discussões. Eu e ela sabíamos disso. O sorriso que ela tentava conter afirmava isso. Ela mordeu o interior da bochecha e me olhou divertida.

— Eu sei, só queria ouvir você dizendo isso. No fim das contas isso é ótimo para mim. Quem sabe agora o posto de melhor aluna da escola não fica comigo, finalmente?

A encarei com uma falsa expressão de indignação. Rose era impossível.

— Quer saber, talvez agora eu é que não queira estudar com você.

— Até parece. — Rose jogou a cabeça para trás, rindo leve e depois me encarou com um sorriso largo. — Você cede em menos de cinco minutos se eu tentar te convencer.

— Tente. — falei com excitação, porque era exatamente o que eu queria. E Rose sabia disso, porque queria tanto quanto eu.

Ela olhou ao redor, apenas para checar se não havia ninguém por ali, mas já era quase hora do jantar e os poucos que estavam por ali deviam estar arduamente concentrados. Quando Rose se virou ela estendeu a mão para puxar meu pescoço e grudar nossos lábios. Era um beijo profundo e tortuosamente lento. Sua mão percorrendo minha nuca e meus cabelos me deixava agitado. Apertei sua cintura com uma mão enquanto segurava seu rosto com firmeza com a outra, arrancando-lhe um suspiro alto e quente. Era absurdamente empolgante perceber como meus toques tinham efeito sob Rose tanto quanto os dela tinham sob mim.

Um dos únicos problemas de nos agarrarmos na biblioteca era que precisávamos fazer aquilo sentados, o que impedia que nossos corpos ficassem colados como eu gostaria. Foi esse pensamento que fez com que eu me afastasse um pouco, admirando o lapso de confusão dela com a separação.

— Você precisa me convencer um pouco mais. — falei como quem não tivesse muito interesse e me levantei, arrastando-a para trás de uma das estantes. Ela arregalou os olhos ligeiramente, me olhando da cabeça aos pés com um sorriso.

— Achei que você fosse certinho, Malfoy.

— Isso não é nada demais. É só você me convencendo de que somos ótimos estudando juntos. — ela jogou o corpo para trás um pouco, me encarando com os olhos semicerrados.

— Fala como se eu estivesse implorando.

— Eu sei que você gosta de ouvir como eu fico caidinho por você, mas será que você poderia… — gesticulei para nós dois e ela riu pelo nariz, colando em mim e reiniciando o beijo. Agora estava perfeito.

Rose Weasley

O próximo jogo contra a Grifinória estava próximo, mas Albus parecia estar no mundo da lua nos treinos. Até eu, que havia perdido três treinos seguidos, estava mais em forma do que ele. O professor Teller conversava com James, que após alguns minutos saiu irado do local. Franzi o cenho, fazendo uma anotação mental de tentar falar com James. Teller parecia muito tentado a tirar James da escola e eu não fazia ideia do porquê. A conversa que ele havia tido comigo a respeito dos meus problemas psicológicos ainda estava fresca em minha memória. Minha psicólogoca, a dra. Giassanti, havia dito que aquilo poderia ser só coisa da minha cabeça, mas eu não achava que era.

— Al, o que deu em você hoje? — perguntei em tom baixo enquanto íamos até o vestiário. Ele passava a mão nos cabelos, um pouco nervoso.

— Pouco antes do treino aconteceu uma coisa… — Al olhou para os lados e meu puxou para perto de uma pilastra.

— Tem relação com você ter chegado atrasado?

— Sim. — seus olhos verdes se arregalaram para mim. — Rose você tem que prometer não contar para ninguém. — assenti, começando a ficar impaciente pela curiosidade crescente. — Amanda me beijou.

— O quê?

Aquilo era loucura, certamente. Alguém havia lhe pregado uma peça, porque não era possível.

— Eu sei que parece loucura. Mas eu esbarrei com ela enquanto vinha pra cá e… Pra ser sincero eu não entendi nada. Ela surtou porque eu fiz um comentário besta de quando ela me entregaria as pulseiras pra… Você sabe… — ele fez uma expressão esquisita e eu revirei os olhos. As malditas pulseiras pra organizar sua nova vida de cachorro da escola — E ela explodiu. Começou a dizer que nenhuma vingança era realmente suficiente, bateu no meu peitoral e… Me encarou com aqueles olhos castanhos gigantes e me beijou.

Al escorregou lentamente para sentar-se no chão, com uma ruga enorme cravada em sua testa. Me sentei ao seu lado, tentando entender porque diabos ela faria aquilo e o que isso significava.

— Você ainda gosta dela?

— Eu… Não sei. — soltou um suspiro pesado, bagunçando os cabelos sem parar. — Gostei dela por tanto tempo… Ou da ideia dela. Não sei ao certo. Ela sempre me destratou e eu nunca liguei, até ela bancar a cega com James e eu desistir. E… Merda. Ela é ex do James. — ele fez uma careta e eu o acompanhei. De fato aquilo era estranho. E, sinceramente, eu não era a maior fã da Amanda Lore, principalmente por tudo que ela fez Albus passar. Tudo bem que ele a magoou no primeiro ano, mas não é como se ele não tivesse tentado se redimir. E justamente agora que ele a havia superado, de uma maneira totalmente inapropriada e duvidosa, diga-se de passagem, ela estava em cima dele.

Pra mim isso cheirava a ego ferido.

— Al, você não pode cair nessa de novo. Foram anos até superar ela. Isso deve ter sido, sei lá, só um surto momentâneo. Até pouco tempo atrás ela ainda estava enrolada com o James. E talvez ainda sinta algo e essa seja uma forma de revidar de alguma forma.

Ele parou de bagunçar os cabelos e me olhou com raiva. Suspirei pesadamente. Aquilo não seria nada bonito.

— Não passou pela sua cabeça que ela gosta de mim? Que eu esteja em primeiro plano pelo menos uma vez na vida? Por que vocês sempre me colocam pra baixo? Como se eu não fosse capaz o suficiente? Puta merda, pra que inimigos quando se tem “amigos” como vocês.

Com um salto ele se levantou, começando a marchar para o vestiário. O segui, tentando não parecer tão desesperada, mas eu precisava esclarecer.

— Al, não estou falando que ela não gosta de você. Só que você supor isso te dá esperanças e você precisa pensar no contexto.

— Rose, sinceramente. — ele parou abruptamente, me encarando com mágoa nos olhos. — Você também acha que eu sou burro, idiota, e qualquer outro adjetivo depreciativo que vivem usando pra me descrever?

— Al, isso é idiotice… — me calei na hora. Parabén, Rose. — Quero dizer, não tem porque realmente levar essas coisas a sério.

— Não sou tão burro quanto pensa. — meu primo cruzou os braços, impassível. — Sei que você e o Scorpius estão se agarrando por aí.

Fiz uma careta de confusão e ele revirou os olhos.

— Vocês me chamam de lerdo, mas eu que percebi primeiro. Cath e Tony estão imersos demais no drama deles. E obviamente aparentemente não somos tão seus melhores amigos assim pra você não ter nos contado.

— Al, não é bem assim. É algo recente.

— Que seja, Rose. — ele esfregou a mão no rosto, cansado. Acho que nunca na vida vi Albus tão mentalmente esgotado como ele estava agora.

Sempre formamos uma dupla relativamente forte, ignorando os comentários idiotas da escola e nos ajudando conforme podíamos. Ao menos era o que eu pensava até a dra. Giassanti começar a me fazer perceber de uma forma diferente, que eu só havia entendido ao vê-lo ali, tão frágil.

Al e eu não estávamos juntos por sermos fortes, mas sim por nós sentirmos frágeis e nos apoiarmos. Os comentários nos afetavam sim e nos sentíamos presos à rótulos idiotas. Atingi o fundo do poço, totalmente fragilizada por conta da questão do assédio e os malditos fantasmas das expectativas que não cumpri pra minha família.

E Albus também tinha suas próprias batalhas, que eu não poderia nem imaginar como lhe impactavam. Quis dizer que tudo ficaria bem, mas Albus não me deu a chance e apenas se afastou. Ele precisava de um tempo, então eu teria que esperar.

Depois dos treinos de sexta feira eu queria apenas deitar no sofá do Salão Comunal e jogar conversa fora com meus amigos. No entanto, considerando que Al precisava ficar sozinho e Catherine e Tony estavam se evitando, não me contive em enviar um bilhete para que Scorpius me encontrasse na Torre de Astronomia.

Menos de cinco minutos que eu cheguei ele apareceu com a respiração descompassada. Observei seus cabelos agora um pouco mais curtos e reparei em como o azul de seu sueter definitivamente ressaltava seus olhos.

— Veio mais rápido do que eu esperava. Até trouxe algo pra me entreter. — mostrei o livro que agora eu repousava em meu colo. Scorpius apenas sorriu enquanto se sentava ao meu lado. O cheiro de sabonete era forte, então provavelmente ele havia acabado de tomar um banho. — Voltou a tomar banho como os meros mortais fazem?

— Para a sua informação eu sempre tive preguiça de ir até lá só para isso. — ele torceu o nariz e eu soltei uma risada, enquanto jogava a cabeça para trás. A forma como ele me seguia com o olhar sem nem se dar ao trabalho de perceber era adorável. — Lysander disse que se sentiu tão mal por essa injustiça com Lily que vai continuar me atualizando da senha do banheiro dos Monitores. Então não, ainda não voltei a tomar banho como meros mortais.

— Eu também fui injustiçada. Mereço saber a senha. — resmunguei e ele pareceu pensar por um instante. Provocativo.

— Talvez você precise me convencer…

— Prefiro perguntar ao Hugo, que por namorar o Lysander deve aparecer lá o tempo todo, do que implorar pra você. — provoquei de volta e Scorpius revirou os olhos.

— Eu sinto que isso aqui é meio unilateral, sabe. Só eu faço papel de bobo implorando em troca de beijos.

— Isso se chama problema de autocontrole, Malfoy. — rocei meu nariz em sua bochecha e suspirei pesadamente, sentindo ele engolir em seco. — Eu, por exemplo, tenho um autocontrole bom. Mas absurdamente perfeito se comparado ao seu.

— Acho que você é mais convencida e iludida do que você pensa, Weasley. É tão caidinha por mim quanto eu por você.

Scorpius me fitou com os olhos acinzentados por alguns instantes antes de deixá-los cair para meus lábios. Sua respiração quente contra meu rosto estava me deixando inebriada.

— Calúnia. — resmunguei praticamente sem voz, sentindo nossos lábios roçarem.

— Quem marcou o encontro aqui não fui eu…

Dei de ombros e juntei nossas bocas. Cada beijo estava se tornando mais urgente do que o outro e eu tinha necessidade de mais.

Quando ele nos separou eu quis xinga-lo, mas ele negou com a cabeça, rindo.

— Hoje o quinto ano tem aula aqui. É melhor irmos para outro lugar.

— Sala precisa? — a sugestão foi a primeira coisa que me passou pela cabeça e quis me xingar por ter falado sem pensar. Scorpius me encarava com os olhos arregalados e um sorriso meio idiota no rosto. Revirei os olhos, empurrando-o de leve com o ombro. — Não precisa agir como se fosse um absurdo eu sugerir isso. Foi só uma ideia.

— A festa é hoje, esqueceu. E vai ser lá.

Quase soltei um muxoxo de desgosto. Estávamos empolgados para tentar pegar o tal assediador na festa, mas James havia pegado uma licença médica e ficaria alguns dias fora. Dificilmente quem estava se passando por ele faria alguma coisa nesses dias, pois a escola inteira estava resmungando da ausência de James na festa em questão. Talvez fosse isso que James estivesse conversando com Teller mais cedo.

O fato é que eu não tinha mais a mínima vontade de ir na tal festa. Estava realmente cansada de tanto estudar e treinar duas vezes mais do que eu andava fazendo para recompensar. Fora que as sessões de terapia me rendiam muito o que pensar e era desgastante. O drama envolvendo meus amigos era sufocante. Em suma, Scorpius Malfoy andava sendo meu respiro durante a semana. E ficar no meio de trocentas alunos não me parecia uma ótima forma de relaxar.

— Você ainda não me respondeu se quer ir comigo, aliás. — relembrou enquanto semicerrava os olhos para mim e me puxava para ficarmos em pé. — Vem, já sei onde te levar.

— Andar de mãos dadas até um esconderijo não é uma maneira efetiva de manter isso em segredo. — arqueei uma sobrancelha e ele soltou minha mão, ficando levemente vermelho. — E eu não sei se quero ir pra festa. Essa semana tem sido um caos. Eu só quero relaxar.

— Imaginei que diria isso. — Scorpius sorriu para mim, dando uma piscadela. Foi quando percebi que rota ele estava fazendo e abri um sorriso incrédulo.

— Não acredito que você vai me levar lá sem ter contado a senha.

— Você que pergunte ao Hugo depois. — ele deu de ombros enquanto descíamos as escadas em direção ao corredor do banheiro dos monitores. — Lysander também me atualizou dos horários das reuniões deles, pra que eu usasse sem problemas. Pelo que ele comentou até às oito horas eles estarão em uma reunião de revisão de regras de comportamento ou coisa de tipo.

Havia um tom amargurado em sua voz, porque Minerva estava fazendo aquilo por conta da denúncia que Lily havia feito. E, no fundo, eu sabia que ele gostava de ser Monitor, apesar da papelada e das rondas. Não soube o que dizer, então apenas optei por ficar em silêncio até chegarmos e ele sussurrar a senha — extremamente baixo para que eu obviamente não ouvisse — e nós entrarmos lá.

Era exatamente como eu me lembrava, mas naquele momento parecia ter algo de diferente. Talvez fosse a luz do pôr do sol entrando pelo vitral de sereia e iluminando os cabelos loiros de Scorpius de um jeito diferente. Não sei. Só sei que de repente me toquei de que estávamos realmente sozinhos, sem risco de alguém aparecer, por conta do feitiço de uso que o local tinha, como costumava ser na Biblioteca ou na Torre de Astronomia.

Me senti estranhamente ansiosa, porque queria beijá-lo desesperadamente, mas sem parecer tão desesperada. Franzi o cenho ao perceber minhas mãos suadas e tentei secá-las no meu jeans. Patética. Era assim que eu me sentia.

No entanto, ver a expressão ansiosa de Scorpius me fez ficar mais tranquila. Ainda não havíamos falado sobre o que estávamos fazendo, então eu sempre ficava um pouco ansiosa antes de beijá-lo, já que estava ficando habitual demais. Não era um comportamento comum meu, mas eu gostava da novidade.

Pensei em fazer um comentário irônico qualquer para quebrar o gelo, mas a forma intensa com que ele me encarava com seus olhos cinzas estava me deixando desconcertada. Dessa vez foi ele a ter a iniciativa, me puxando para um beijo tortuosamente lento, que me deixava sem ar todas as vezes.

Percorri minhas mãos por seus braços, pescoço e cabelos, tentando conter minha respiração em ordem a cada centímetro de pele do meu pescoço que seus lábios passaram a cobrir.

Senti meu quadril bater em uma das pias próximas e me apoiei, jogando a cabeça para trás ao sentir seu corpo colar no meu. Como esse garoto conseguia praticamente me arrancar gemidos com tão pouco? Estava realmente difícil controlar, então eu me limitava a respirar pesadamente. Grudei nossos lábios novamente, por precaução.

Em algum momento o ritmo do beijo acelerou e eu me separei para retomar, sentando na pia enquanto afastava o cabelo para trás. Scorpius sorriu balançando a cabeça negativamente e eu franzi o cenho.

— O que foi?

— Acho que já vi essa cena antes.

O encarei por mais alguns instantes antes de me lembrar que a mesma coisa havia acontecido na festa do nosso primeiro beijo. Sorri com a memória, finalmente encontrando meu comentário irônico a ser feito.

— Se eu fizer isso novamente você vai me afastar dizendo que estamos indo rápido demais? — okay, talvez estivesse mais para provocativo do que irônico. Puxei Scorpius pela blusa e enrosquei minhas pernas em seu quadril, apenas o suficiente para ficarmos cientes da proximidade, mas sem encostar de fato.

Scorpius riu alto e depois se calou, me olhando. Queria ser uma boa oclumente e descobrir o que ele estava pensando, com seus olhos cinzas intensos. Não desenrosquei minhas pernas, aguardando para ver qual seria seu próximo movimento.

Ele se aproximou lentamente, segurando meu rosto com uma de suas mãos, enquanto repousou a outra em minha cintura. O beijo tradicionalmente lento estava me torturando. Envolvi seu pescoço com as duas mãos e o puxei para perto de mim, agora definitivamente com nossos corpos roçando.

O impacto o fez apertar minha cintura com força enquanto tentou conter um gemido. Eu, por outro lado, não contive o sorriso com a reação dele.

No entanto, acabei sendo a próxima a não conter um gemido vergonhoso, pois o garoto acabou descendo a mão para minha coxa, acariciando-a tão lentamente quanto me beijava.

— Puta merda. — soltei quando ele avançou na parte de dentro da coxa, retornando para a cintura pouco tempo depois.

— Desculpe. Está tudo bem? — os olhos do loiro tinham preocupação genuína. Demorei um tempo para perceber porque ele estava se desculpando e perguntando se estava tudo bem. Quis beijá-lo novamente por isso, mas apenas desenrosquei minhas pernas e saltei da pia.

O encarei e assenti, segurando sua mão.

— Está. Obrigada por se importar. Mas ironicamente essa é minha vez de dizer para irmos devagar.

Mordi os lábios e Scorpius assentiu, ainda sério.

— Podemos fazer outra coisa em algum outro lugar, se quiser.

— Eu disse que deveríamos ir devagar, não que precisávamos parar. — sorri, puxando-o para mais um beijos. – Acho que podemos pensar no que fazer depois das oito. – murmurei contra seus lábios e ele me envolveu com seus braços.

— Provavelmente encontrar outro lugar pra continuar fazendo isso. — murmurou de volta e eu sorri.

— Estava pensando na festa, talvez. — falei pausando o beijo e Scorpius suspirou.

— Depois das oito a gente fala, Rose. Depois das oito.

Eu poderia ter reclamado caso não concordasse que beijar livremente sem preocupação era muito mais interessante. E éramos extremamente bons naquilo.



Notas finais
Retirando o atraso scorose que demorou SÉCULOS para ficarem juntos, mas slow burn é assim mesmo E EU AMO. Espero mesmo que não tenha dado erro no capítulo. Me desculpem caso tenha algum erro, porque o surto da madrugada não é tão lúcido assim, porque o sono está batendo na porta kkk Sinto também pela demora, mas foi uma mistura de: bloqueio criativo, duas matérias pendentes no EAD, finalização das fanfics do Pride e vida pessoal um caos. Mas acredito que até o final do mês eu apareça aqui de novo com um capítulo bem decisivo hehe Comentários são sempre bem vindos, porque conversar com vocês sempre me deixa com a inspiração aguçada! Beijos e até! P. S: quem eu ainda não respondi, me desculpe! Estou no processo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.