Freedom

4 Uma nova jornada


Acordei. Olhei para a janela do jatinho. Estava amanhecendo, o que significava que estávamos quase chegando. Jéssica dormia profundamente ao meu lado enquanto eu estava absorta em vários pensamentos. É, a Jéssica que eu falo é a modelo que há um mês derrubei do salto alto. Depois da conversa do café nos tornamos melhores amigas e, nesse exato momento estávamos muito próximas ao nosso futuro lar, o condômino Freedom. Eu estava errada sobre Jéssica. Antes sempre me referia á ela como uma modelo metida e nojentinha mas, muito pelo contrário. Hoje, para mim essa garota é a amiga que todos sonhariam em ter. Uma pessoa, feliz, saltitante e emocionante. Não era falsa e nem interesseira pois, também tinha pais ricos e fazia sucesso. Enfim, ela era minha amiga. Conforme o tempo, descobri mais sobre a sua vida e soube que ela é drunkoréxica (um tipo de anorexia alcoólica). Tipo, ela não come e bebe muito, por isso emagrece muito rápido. Mas, como eu sou uma boa amiga, a acompanhei numa consulta médica e comprei todas as vitaminas e remedinhos felizes para ela melhorar. Fez várias sessões psicológicas e talz, mas ta melhorando aos pouquinhos. Do nada Jéssica acordou e disse:

- Amor, já chegamos?

- Quase – respondi olhando a janelinha do avião.

Nesse exato instante a aeromoça do meu jatinho particular (babem *-*) chegou com o seu carrinho e perguntou gentilmente:

- Vão querer algo, senhoritas?

Observei o carrinho. Existiam as típicas barrinhas de cereal, os refrigerantes e os sanduíches. Também haviam grandes barras de chocolate. Respondi sem hesitar:

- Queremos sim. Duas barras de chocolate por favor.

Jéssica me encarou com uma cara de espanto.

- Chocolate? – perguntou ela enquanto a aeromoça me entregava as barrinhas e voltava para a sua cabine – eu estou de dieta.

- E daí? Você vai comer esse chocolate, senão, vou virar emo.

- Que medo.

- Você se esqueceu que ontem você não lanchou e nem jantou e que agora são sete horas. Come logo, anda. E sem culpa.

- Cara, eu vou comer só porque a imagem de você virando emo me assusta e me traumatiza profundamente.

Eu revirei os olhos. Uma voz feminina e clama tomou conta nesse exato momento do ambiente:

- Senhoritas, coloquem os cintos de segurança. A aeronave está se preparando para o pouso.

Coloquei o meu cinto e Jéssica idem. Olhei para a janela. Antes os pequenos pontinhos de prédios e afim ficavam cada vez maiores. Nesse mesmo momento minha mãe e meu pai já deviam estar na África à procura de seu novo filho. Apesar disso me deixar chateada pois, tinha certeza, eu seria esquecida completamente uma nova alegria inundou meu interior. Há alguns quilômetros dali uma nova vida me aguardava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.