Free Fallin' - Dramione
5 Capítulo 4 - Mais beijos e... Pufoso?
Aquele clima estava realmente frio.
As arquibancadas do campo de Quadribol eram abertas, ou seja, estava frio ficar sentada lá. Mas eu prometi a Rony que ficaria o dando apoio moral. Entretanto, Lilá Brown estava tão animadinha que imaginei que eu não era necessaria ali. Quando o treino começou percebi que Rony estava disputando o lugar de goleiro com Córmaco McLaggen e eu definitivamente não queria que ele conseguisse a vaga. Não só por ser amiga de Ron e saber o quanto ele queria esse lugar. Mas também havia o fato de eu não suportar Córmaco. Ele ficava piscando e me passando cantadas e eu realmente achava nojento. Ele era nojeto. Porem ele era muito agil. Todavia, Ron estava indo tão bem quanto ele e eu estava com esperanças de que poderia conseguir. Lila Brown estava começando a me irritar com os seus “vai Ron”. Desde quando ela desenvolveu essa paixonite por ele? Rony defendeu 5/5 faltas e na vez de Córmaco, este também defendeu bem certinho, mas quando chegou na quinta falta, eu sinceramente não me segurei e sussurrei um “Confundo” e ele acabou perdendo a falta. Pronto. A vaga era do Rony. Não deixei minha mente pensar sobre o que eu havia feito. Okay, eu trapaceei, mas Ron merece mais do que Córmaco essa vaga.
Depois do treino, fomos ver Hagrid que estava meio triste por que sua Acromântula, Aragog, estava doente. Ficamos um tempo com ele e depois fomos jantar. Ron ficou o tempo todo se gabando por ter conseguido a vaga e eu começei a me arrepender de ter “ajudado” ele.
Durante todo o dia eu não cruzei com Draco uma só vez. Talvez pelo fato de eu ter fugido de lugares onde fosse possível eu encontra-lo. Me acordei e tomei café da manha, e segundo Gina, Malfoy tinha sido um dos primeiros a chegar no Salão naquela manha. Já no Almoço, cheguei cedo e comi de costas pra mesa da Sonserina, demorei bastante pra me levantar e quando fiz, ele não estava mais lá. Não jantei. Optei por ficar no Salão Comunal estudando Herbologia com Neville.
No domingo, decidimos visitar Hogsmeade. Só que no final acabamos ficando somente no Três Vassouras tomando Cerveja Amantegada. Depois de tomar uma caneca, vi Malfoy entrando no bar. Ele parou no balcão e pelo jeito pediu um Cerveja Amantegada também. Ele a segurou e se virou para mim, levantando a caneca como se fosse fazer um brinde. Lancei o meu olhar mais fatal que tinha e observei o professor Slughorn se aproximar. Ele e Harry conversaram algo que não prestei atenção e do nada o professor se virou pra mim.
– Você também é bem-vinda, Granger. — E se virou novamente para Harry.
– Vou ficar muito feliz. — Falei, sem ter a minima ideia do que eles conversavam. A única coisa que estava prendendo a minha atenção era Draco Malfoy bebendo uma caneca de cerveja amantegada enquanto ria com Blásio. Quando me dei de conta já devia ter tomado umas cinco canecas. Me levantei e avisei aos garotos que iria ao banheiro. Quando entrei no pequeno cubiculo aos tropeços, quase caí, mas me segurei na pia e continuei de pé. Lavei e rosto e tentei respirar um pouco. Olhei meu reflexo no espelho e eu não estava tão ruim.
Saí do banheiro e tropecei, quase caindo no chão, mas uma mão acabou me segurando e impedindo minha queda. — Bêbada, Granger? Que péssimo exemplo é você. — Um sorriso brincava nos labios de Malfoy. Lábios muito doces, diga-se de passagem.
– Não estou bê-bêbada, Malfoy. — Minha voz vacilou quando eu menos queria, me denunciando.
– Ah não... Nem um pouquinho. — Ele sorriu ironicamente e me empurrou para a parede, me prendedo contra ele. — Sabe, gostei daquela noite no escritório... Nós podiamos repetir. -
– Minha mão está disposta para lhe dar socos ou tapas sempre que você quiser. — eu disse com um sorriso arrogante, e mais importânte ainda, sem tropeçar em nenhuma palavra.
– Granger, a sua mão poderia fazer outra coisa também. — Sua expressão passou de ironica para pervertida, e provavelmente, devido as Cervejas Amantegadas, demorei alguns segundos para entender. Mas quando entendi dei um soco em seu braço, pois não conseguia alcançar o rosto. — Você está lenta, hein. -
– Me solte, ou eu vou gritar. — Eu disse tentando ficalizar seus olhos. Mesmo se ele não me soltasse eu não iria conseguir gritar de jeito nenhum.
– Então vou ter que calar a sua boca. — Malfoy simplesmente me beijou. Fiquei parada raciocinando e avaliando a situação. Tentei não pensar no fato de estar no meio de um bar cheio de pessoas e que a qualquer momento algum aluno de Hogwarts poderia me ver agarrada com Draco Malfoy. Na parede oposta a que Draco havia me prensado, havia um quadro com vários Pufosos e eu fiquei imaginando o porque tinha um quadro daqueles em um bar. Era muito fofo para um lugar tão bruto. Só então que me lembrei que Malfoy estava me beijando. Droga. Ele estava me beijando. De novo. Correspondi o beijo, mesmo um tanto tonta. E o verdadeiro motivo foi para que ele não me largasse, porque se fizesse isso eu com certeza cairia bem bonitinha no chão, então eu simplesmente joguei meu braços por cima de seus ombros e continuei o beijando. Depois de alguns minutos de um beijo não tão intenso quanto o outro, Draco foi parando-o com selinhos e então me encarou sério. — Você está completamente bêbada. — Ele falou por fim.
Dei um sorriso e espichei o braço por cima do seu ombro apontando para a parede oposta. Eu tinha que mostrar aquilo para ele. — Olhe. Por que tem um quadro com Pufosos do outro lado da sala? — Perguntei. Ele olhou para trás como se não estivesse entendido nada.
– E o que tem? — Ele perguntou arqueando as sobrancelhas.
– Eu gosto de Pufosos. — Dei um sorriso sincero. Eu realmente adoro aqueles bichinhos, eles são muito fofos.
– Okay, Hermione. Venha, vou te levar para a sua mesa. — Ele disse me arrastando até o salão que compreendia o Três Vassouras. Vi a cara de Rony ficar 3x mais vermelha do que o normal e Harry fazer uma cara tensa. — Acho que a amiga de vocês bebeu um pouco além do que deveria. — Malfoy cantou essas palavras com um ar de superioridade de sempre. Se eu tivesse forças para segurar minha varinha, eu iria Estopora-lo. — Posso larga-la aqui? — Ele disse me largando em uma das cadeiras da mesa.
– Olha aqui, Malfoy. Eu não sou um saco de batatas para você "me largar por aí". — Eu disse quase caindo da cadeira mas me recuperando logo em seguida e empinando o nariz.
– Que pena. Um saco de batatas incomodaria muito menos que você, Granger. — Havia um sorriso debochado em seu rosto que parecia tatuado lá, de tanto que eu o via.
– Você é um... um... Babaca. — Falei apontando o dedo para ele.
– Nossa, estou muito ofendido, Granger. Você feriu meus sentimentos. — Quando ele esta indo embora eu lembrei de algo.
– Malfoy. — Gritei. — Eu quero um Pufoso! — Eu exigi. Era o minimo que ele poderia fazer depois dos acontecidos da noite anterior e de alguns minutos atrás. Uau, ainda havia uma caneca de Cerveja Amantegada em cima da mesa.
– Providenciarei um pra você! — Ele me lançou um sorriso encantador bem diferente do que havia em seus rosto alguns segundo atrás e saiu do Três Vassouras.
– O que foi isso? — Perguntou Rony entre os dentes. Agarrei a caneca e antes que alguém pudesse protestar contra, bebi uns três goles. Mas Harry a arrancou de mim.
– Ele vai me dar um Pufoso. — Sorri para Ron e pisquei umas cinco vezes. Ele ficou calado depois disso. Ninguém deixou em beber mais um gole.
–--~
A ressaca no outro dia foi incrivelmente horrenda. A dor de cabeça parecia estar se espalhando para todos os órgãos do meu corpo e até para respirar doía. Mas mesmo assim, assisti a todas as aulas com uma concentração impecável. Depois das aulas da tarde, passei estudando no Salão Comunal, porque se eu me atrevesse a ir ao escritório, corria o risco de esbarrar com Malfoy, e eu não queria isso de jeito nenhum. Quando eu estava sentada tentando me concentrar nas tarefas e não pensar nos beijos que lamentávelmente ainda me “assombravam”, uma garota do terceiro ano parou do meu lado.
– Você é Hermione Granger? — Perguntou a garota. Respondi com um aceno de cabeça. — Draco Malfoy pediu para que eu lhe entregasse isto. — Ela disse largando um pedaço de pergaminho em cima da mesa. Agradeci com um sussurro e a garota foi embora.
Querida Granger dos lábios doces,
Estou lhe esperando no escritório. Tenho algo para você.
D.B. Malfoy
Ps:. Venha o mais rápido que você puder.
Observei o pequeno bilhete. As três primeiras linhas pareciam ter sido desenhadas e não escritas, pois a caligrafia era definida e calma. Porem o Ps parecia ter sido escrito as pressas. Me levantei, guardei meus livros no meu dormitório e desci até o escritório.
– Lotus. — Coronel Singhson deslizou o quadro e eu entrei no escritório. Malfoy estava jogado no sofá e havia uma bolinha de pelos rosa pulando em seu colo e emitindo gritinhos agudos.
– Ah, você chegou, finalmente. — Ele disse pegando a bolinha e a prendendo entre as mãos. — Essa coisa é um pouquinho chata. Eu tive um quando era criança. Era bem divertido apesar dos gritinhos. — Ele me estendeu as mãos e me entregou o bichinho que depois de um mega pulo de Malfoy até mim, repousava no meu braço.
– Você... Ahm... Por que? — Eu olhava confusa para ele, desde quando Draco Malfoy me dava presentes?
– Você me pediu, e eu te dei. — Ele sorriu, mas não era um sorriso ironico ou debochado. Não, era um sorriso bonito e sincero. Um lindo sorriso.
– Ta. — Eu disse desconfiada, mas quando encarei o bichinho vi que ele era a coisa mais fofa desse mundo. — Como você conseguiu? -
– Conheço uma loja que vende eles e tem Serviço de Encomenda-Coruja. -
– Gemialidades Weasley? — Ele fez uma cara de nojo e se virou vontando pro sofá. Malfoy comprou um presente pra mim na loja do Fred e do Jorge?
– Qual nome que você vai dar pra ele? — Malfoy tentou desvirtuar o assunto. Revirei os olhos e me sentei na minha cadeira, olhando para aquela bolotinha feupuda e de um rosa vibrante.
– Me dê alguma idéia! — Pensei em alguns apelidinhos fofinhos, mas desisti.
– Draquinho. — Ele disse sério, e depois deu uma gargalhada.
– Não, obrigada. Não quero que o meu bebêzinho sofra. — Eu disse com cara de superioridade. Malfoy abriu a boca e colocou a mão no peito, fingindo magoado.
– Babalu? -
– Não. -
– Bidu? -
– Não. -
– Bony? -
– Não. -
– Billie? -
– Você não sabe nenhum nome que começe com qualquer outra letra que não seja B? — Perguntei indignada.
– Se vira então. — Malfoy disse pegando o livro e abrindo em uma página qualquer.
– Já sei. Bolota. — Me levantei da cadeira em um pulo. Se qualquer um olhasse de fora teria pensado que eu acabara de ter uma idéia para acabar com a fome no mundo.
– Começa com B. — Ele não tirou os olhos do livro.
– Não importa, né Bolota? — Eu falei como se estivesse falando com um bebê.
– Bolota. — A expressão dele era de que avaliava o nome. — Nem um pouco criativo, né? -
– Melhor que Billie. -
– Ah, dane-se. -
Draco ---~
Não passava das 20hrs da noite e eu estava deitado na cama. Fazia dois dias que as palavras Dele tamborilavam em minha mente; “Mate Dumbledore e serás meu mais fiel servo!”
Eu, sinceramente, sentia nojo de mim mesmo. Eu não queria ser o mais fiel servo. Eu queria que ele dispensasse a mim e minha mãe, e assim poderia dar o pé. Eu nunca quis coisa alguma com esse cara de cobra, quem queria era meu pai, eu só não gostava dos Sangues-Ruins. Mas por causa das ameaças constantes feitas a minha família, acabei tendo que aceitar o que ele mandava.
Mas como é que eu vou matar o velhote? Pensei em envenena-lo. Até que não é uma ideia ruim, porque ninguém nunca suspeitaria de mim. Mas o problema seria como fazer isso. Nesse instante, Blásio entrou no quarto com algo na mão.
– Ei. — Chamei. — O que é isso? -
– Uma garrafa. — Ele respondeu colocando-a dentro de seu armário.
– Oh, sério? Não me diga. Pensei que era um Pufoso. — Por mais que eu tentasse, não consegui esquecer de Hermione sentada brincando com o Bolota. Ela o jogava de um canto para o outro do escritório enquanto ele fazia aquele grunhido horrível. Eu não tinha a mínima ideia de por qual motivo eu havia comprado aquele bicho pra ela. Só sei que quando cheguei de Hogsmead naquele domingo, escrevi uma carta para Gemialidades Weasley pedindo um pufoso rosa e assinando com o nome do Crabbe.
– Pufoso? Ãnh? — Blásio não sacou, e era melhor deixar assim então eu resolvi deixar passar.
– Não importa. O que tem na garrafa? — Perguntei agora sentado na beirada da cama.
– Hidromel embebido em carvalho. Muito bom. — No momento que ele falou isso, uma idéia brilhante surgiu na minha mente. Eu envenenaria o Hidromel e entregaria pro velhote.
– Me dê essa garrafa. — Ordenei.
– Não. É minha. -
– Ah, Blás... Eu lhe pago quantos Wisky's de fogo você quiser na próxima vez que formos a Hogsmead se me der essa garrafa. -
– Pra que você quer? Vai se embebedar? — Perguntou arqueando uma sobrancelha. Porem, por mais que Zabini fosse meu melhor amigo, eu não podia simplesmente falar que quero matar Dumbledore.
– E se quiser? — Falei em um tom arrogante e me levantando da cama. — O problema é meu. -
– Uou, calma. Não precisa me matar. Cara, se você quiser desabafar, pode contar comigo. — Ele falou me extendendo a garrafa. Ah, quem sabe eu lhe conte que sou um dos mais novos Comensais da Morte e que continuo tendo sonhos, cada vez mais românticos, com a melhor amiga do Eleito, e detalhe, ela tem o Sangue sujo. Ah sim...
– Estou bem. — Disse agarrando a garrafa e saindo dali. Antes de sair da Masmorra, lancei um feitiço ilusório, fazendo a garrafa parecer um livro. Voltei para o escritório e Hermione ainda estava lá. Suspirei e coloquei a garrafa/livro em cima da mesa. Teria que esperar até o acabar a ronda para ficar aqui no escritório e tentar enfeitiçar ou envenenar o tal Hidromel. Me sentei na minha cadeira lendo o livro Mil Ervas e Fungos Mágico de Filida Spore, mas não havia nada, como eu tinha pensado. Porem no livro Estudos Avançados no Preparo de Poções de Libatius Borage citava o uso do veneno da Seringa em algumas poções.
– Hermione? — Ela levantou a cabeça com uma cara estranha. Bolota estava ao lado de seus cadernos, no que parecia, dormindo. — O que você sabe sobre o veneno da Siringa? — Eu sabia que era arriscado ficar perguntando para as pessoas sobre venenos, mas Hermione estava com uma cara de quem tava mais dormindo do que acordada, então ela nem lembraria que eu havia a perguntado isso.
– Só sei que é usado na Poção da Quase-morte e que é bem venenoso. Pode matar até... Por que? — Ela estreitou os olhos. — E por que você me chamou de Hermione?
– Primeiro; eu tava lendo aqui no livro, mas só citou sobre. E eu fiquei curioso. — Isso não era mentira. — Segundo; desde o primeiro ano, eu ouço dizer que é esse o seu nome. -
– Você é tão engraçado. — Mas ela tinha uma cara de sono e nenhum esboço de sorriso na cara. Dei uma risada, mas aquela cara me lembrou dela dormindo em meu sonho, e que depois eu beijei sua testa e me encolhi em seu lado, eu tinha que dar um jeito de fazer esses sonhos pararem.
– Eu sou maravilhoso, Granger. — Respondi a mais pura verdade.
– E muito iludido. — Ela sussurrou virando para a frente.
Pensei em perguntar para ela se havia esse veneno no armário do Snape, mas desisti. Ficaria muito obvio que eu estava aprontando algo, e eu também acredito que ela não saberia me responder, então decidi que mais tarde eu iria lá verificar.
As 22hrs saímos do escritório e fomos fazer a ronda. Houve pouca conversa pois ela parecia com muito sono. Larguei ela na escadaria do Sétimo Andar ás 23:25, pois com o frio que estava instalado nos corredores do castelo, eu e ela eramos os únicos loucos que não estavam debaixo dos cobertores. Se bem que eu acharia uma proposta de ficar debaixo das cobertas com Granger um tanto inrrecusável. Apenas dei um beijo em sua testa e lhe desejei boa noite e fui em direção do armário de Snape. Ultimamente eu andava não vendo necessidade em xingar Hermione. Ela era legal, por mais que tivesse sangue sujo. Pensei que o melhor a fazer seria continuar com um relacionamento amigavel com ela, mas sem as outras pessoas saberem. Me acarretaria muitas perguntas e, quem sabe, até a vida dela se algum maldito Comensal soubesse (como meu pai, por exemplo). Cheguei na masmorra da Torre Norte e parei perto do armário de Snape. Ele não poderia imaginar que eu estava planejando aquilo. Lorde disse para eu ficar quieto, só contar para mamãe e papai. Parei na frente da porta e à abri com Alohomora. Procurei por entre os ingredientes e em um canto escuro de uma prateleira atrás de vários frascos, estava o Veneno de Siringa. Sorri e guardei o frasquinho no bolso da veste. Saí do armário e lancei um Colloportus para trancar a porta novamente e fazer de conta que ninguém havia estado ali. Voltei para o escritório e no meio do caminho apliquei uma detenção em um garoto meio gordo e grande da Corvinal que provavelmente tinha aproveitado o horário para fugir até a cozinha e pegar comida. Chegando no escritório, peguei a garrafa e despejei todo o conteúdo do frasco no Hidromel. Guardei-a dentro da minha mochila e rumei para o Salão Comunal que a essa hora estava vazio a não ser por Pansy que estava sentada em uma cadeira.
– Por que você não está na sua cama? Está querendo uma detenção? — Perguntei a ela com pouca paciência. Ela não me respondeu. Apenas levantou e veio até mim. Ela usava um curto pijama todo preto, que parecia mais com um langerie de tão fino. Ela se aproximou de mim e parou a poucos passos.
– Dependendo da detenção... — Ela tinha um sorriso de canto sexy, e um olhar sedutor. Me aproximei, acabando com todo o espaço. Larguei minha mochila no chão e passei um dos braços ao redor de sua cintura e a outra mão espalmei em sua bunda, puxando-a para um beijo violento. Ela cruzou os braços em meu pescoço e eu puxei-a levantando-a do chão e colocando-a sentada em cima de uma das mesas que havia ali. Deslizei minhas mãos para suas coxas descobertas acariciando-as e apertando-as, mordi seu pescoço e ela soltou um gemido baixinho.
– Vá para sua cama agora — Sussurrei em seu ouvido frisando bem a palavra “agora” e me afastei. Peguei a mochila que estava no chão, perto de meus pés e caminhei em direção do dormitório dos garotos. Larguei-a daquele jeito mesmo, no meio do Salão Comunal. Não era a primeira vez que eu fazia isso com ela, e para mim, era bem divertido até.
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