Free Fallin' - Dramione

3 Capitulo 2 - Diário e Poções


Notas iniciais
Olá, bom eu queria dizer a vocês que eu sinceramente pretendia postar um capítulo a cada dois dias. Porém eu tive um problema grave essa semana e não tive tempo. Pooorem, eu gostaria de agradecer PrisonerLittleLiar, RowHog e Isabel A pelos comentários e a Bia por ter favoritado

O Salão comunal da Grifinória estava completamente vazio. A lareira no canto na sala estava acesa, mas bem fraca. Subi até o dormitório das garotas e vi que todas estavam dormindo, menos Parvati Patil. Dei um sorriso para ela e pequei meu pijama e fui tomar um banho.

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– Bom dia, Mione. — Disse Ron quando me sentei ao seu lado. Respondi com um sorriso e larguei meus livros em cima da mesa. — Merlim, você nem sabe qual vai ser seu horário e já está cheia de livros? — Ele parecia absurdamente espantado por isso, como se não me conhecesse.

– Eu sei qual é a minha primeira aula. Runas Antigas. E depois Poções com o Slughorn. — Falei orgulhosa.

– E como você sabe disso? — Harry perguntou dando uma mordida em uma torrada.

– Eu já tenho meu horário. — Eu disse abanando um pedaço de pergaminho na frente deles.

– Como? — Ron.

– Vantagens de ser Monitora-chefe. — Disse com um sorriso, porem lembrei da noite passada e corri meus olhos até a mesa da Sonserina. Ele estava distraído brincando com a borda de um cálice.

– Falando em Monitoria... Como foi a ronda? — Harry me tirou de meus pensamentos enquanto olhava distraída para Draco.

Fiz careta de vomito enquanto coloquei o dedo na boca, fazendo todos rirem. Logo Rony também fez umas caretas e piadas e todos ficamos rindo que nem idiotas. Meu olhar fugiu novamente até aquela maldita mesa e ele me olhava, com um sorriso debochado no rosto. Fiquei séria e voltei a rir com todos da minha mesa. Já bastava a aula de poções que teria em breve com a Sonserina.

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– Bom dia, meus caros alunos. Como já sabem, meu nome é Horácio Slughorn e eu sou o novo professor de poções de vocês. — Estávamos todos de pé olhando para uma mesa comprida com quatro frascos de poções. Eu conhecia todas. — Para prepararmos uma poção temos que ter muito cuidado. Atenção nos detalhes da preparação. Tem um pré-requisito de todo o plano. — Ele se virou e observou Harry e Rony entrarem pela porta. — Ah, Harry, meu rapaz. Já estava ficando preocupado. Vejo que trouxe alguém com você. -

– Rony Wesley, professor, mas eu não sou muito bom em poções. — Senti um olhar vindo do lado esquerdo da sala e vi Malfoy. Ele me olhava com um sorriso irónico. Desviei o olhar tentando não pensar no porque ele me encarava tanto. — Uma ameaça na verdade. Eu acho que vou... — Mas Harry se colocou entre ele e a porta, fazendo com que Rony não pudesse sair. Dei uma risada fraca. Desastre era pouco para definir Ronald fazendo poções.

– Tolice. Nós podemos ajuda-lo. — Disse Slughorn. — Qualquer amigo do Harry, é meu amigo também. Peguem seus livros. -

– Ah. Me desculpe, senhor. Mas eu ainda não comprei os livros, e nem o Rony. — Disse Harry.

– Não faz mal. Peguem no armário. — Disse o professor voltando a atenção aos alunos parados. — Agora, como eu estava dizendo. Essa manhã eu preparei algumas misturas. Algum de vocês tem ideia do que é essa aqui. — Antes de ele terminar de falar a ultima palavra, eu já estava com a minha mão levantada. Minha visão periférica me permitiu ver Malfoy fazer uma careta. Dei um sorriso interno. — Sim, senhorita? -

– Granger, senhor. — Falei timidamente. Caminhei até a frente das poções e com toda a certeza, de todos os olhares que estavam caídos em cima de mim, o mais desconfortante era o de Malfoy. Ele me olhava como se estivesse vendo através de mim. — Esta é Veritaserum. Ela te força a falar a verdade. — lancei um olhar rápido para os garotos, lembrando que no ano anterior a bruxa da Umbridge havia usado essa poção em metade dos alunos de Hogwarts. Porem eles brigavam por algo que tinha dentro do armário. — E está é a poção polissuco. — Sorri ao lembrar do segundo ano. — Ela serve para transformar uma pessoa em outra. É bem difícil de preparar. E essa é Amortentia. A poção do amor mais poderosa do mundo. Tem um cheiro diferente para cada pessoa dependendo do que a atraí. — Me perdi olhando para um canto qualquer da sala. Não queria ver os olhos de ninguém. Muito menos uns olhos azul cinzentos. — Por exemplo, eu sinto o cheiro de grama cortada; — O vapor da poção ficou verde. — Pergaminho novo; — E ele ficou vermelha. — Musgo e... Âmbar. — E por ultimo o vapor ficou laranja. Voltei para meu lugar e agarrei mais forte meus livros olhando para meus pés. Senti um olhar pesado em cima de mim, me virei e vi que Malfoy estava me olhando com uma expressão curiosa. Ignorei-o e voltei a observar atentamente as rachaduras do chão.

– Obrigado, senhorita Granger. 30 pontos para a Grifinória por sua perfeita explicação. — Meu sorriso era maior que a sala. Primeiro dia de aula e eu já havia conseguido 30 pontos para a minha casa. — Mas a Amortentia não gera amor de verdade. Seria impossível. Mas ela causa um forte paixonite ou obsessão. — Lilá Brown, Katie Bell, Romilda Vane e Pansy Parkinson pareciam vidradas na Amortentia. Imaginei que Lilá Brown gostaria de fazer para Rony, pois ela parecia apaixonadíssima por ele esse ano, chegando a escrever o nome dele com vários corações na volta em seu pergaminho. Eu também sabia que Katie Bell e Romilda Vane tinham uma quedinha por Harry, então quem sabe seria para ele que elas gostariam de fazer. E todos em Hogwarts sabiam que Pansy Parkinson tinha uma paixão por Draco, mas que ele era só amigo dela. Senti meu estômago embrulhar só de imaginar Draco todo apaixonado por ela.

– Professor, ainda não disse o que tem naquele ali. — Katie Bell apontou para um frasco bem pequenino; Félix Felices.

– Ah sim. — O professor Slughorn pegou o pequeno frasquinho. — O que estão vendo a frente de vocês, prezados alunos, é uma poçãozinha curiosa, chamada Félix Felices. Mas geralmente ela é conhecida por... -

– Sorte liquida. — Respondi um pouco mais alto do que pretendia, ou seja, acabei interrompendo o professor. Mordi meu próprio lábio.

– Sim, Srt. Granger. Sorte Liquida. — Mesmo com Slughorn tendo me dado um sorriso de orgulho, me senti culpada por te-lo interrompido. Mas também me sentia, por ser a única ali que sabia de praticamente tudo. — Muito complicada de se fazer e pode ser um desastre se preparada errado. Um gole e você obterá sucesso em tudo que tentar fazer. — O olhar de Malfoy que estranhamente ainda estava em cima de mim, acabou se desviando para o professor. Ele tinha um rosto intrigado e parecia desconfiado. — Pelo menos até passar o efeito. — O professor deu uma risadinha. — Então, isso é o que eu ofereço hoje a vocês. Um vidrinho de sorte liquida para o estudante que na hora que ainda nos resta conseguir misturar uma poção do Morto-Vivo aceitável. A receita se encontra na pagina dez dos seus livros. — Peguei o livro e o observei. Eu precisava ganhar aquela poção. Não porque eu queria a sorte liquida, mas porque algo dentro de mim queria mostrar para Slughorn que eu era a melhor aluna da classe. — Preciso dizer que só uma vez um estudante conseguiu misturar uma poção com qualidade suficiente para ganhar o prémio. Todavia, boa sorte para vocês. — Comecei a andar em direção a minha bancada. — Que comessem a misturar.

Harry, Rony, Ernie e eu dividíamos uma bancada. Eu observava atentamente o que lia no livro e estava fazendo EXATAMENTE como estava escrito. Porem estava muito mais difícil do que eu imaginaria. Não era possível conseguir cortar a Vagem Suporifera. Harry esmagou-a e conseguiu, mas eu preferi seguir exatamente como estava no livro. Depois de vinte minutos consegui corta-la. Eu olhava desesperada para os lados, pois minha poção estava ficando roxa e dizia no livro que ela deveria estar lilás. Comecei a mexe-la e ela continuava escura. Eu tinha que dar um jeito de clareá-la. Tentei colocar mais um pouco de suco da Vagem Suporifera e ela deu uma clareada. Mas segundo o livro, ela deveria estar rosa bem claro depois de mexe-la. Porém a de Harry estava perfeita. Amaldiçoei-o mentalmente por ter feito uma poção tão boa. Porque se não fosse pela dele que estava perfeita, a minha teria sido a melhor.

Harry ganhou a Félix Felices, mas Slughorn também observou a minha poção atentamente. — Você a mexeu muito, Srt Granger, mas fora isso, está tão boa quanto a de Harry. Pena que dessa vez ele é o vencedor. — Dei um sorriso triste e peguei minhas coisas.

– Como você fez isso? — Eu perguntei olhando brava para Harry. — Todos sabemos que você, definitivamente, não é muito bom em Poções. — Eu sussurrava, pois Malfoy e seus amigos estavam passando.

– Uau, Hermione. Você não era assim tão... Arrogante. — Rony parou atrás de mim e de Harry. — A propósito, parabéns cara. Aquilo foi... Engraçado. — Ele deu uma risadinha. — Você viu a cara do pessoal da Sonserina? -

– Cale a boca, Ronald. — Disse. Eu não era arrogante. — É, eles realmente ficaram irritados. — Não pude evitar um sorriso.

– Depois eu explico tudo pra vocês. Agora vamos almoçar. — Harry parecia querer fugir do assunto. Mas concordamos e fomos todos comer.

Ao sentar na mesa da Grifinória, procurei ficar de costas para a da Sonserina. Não queria ter que encarar Malfoy mais alguma vez. Eu estava absorta em pensamentos sobre a aula que teria em algumas horas e acabei não vendo Gina se sentar ao meu lado. Ela me entregou um caderno.

– Presente. — Ela disse sorrindo. Seus cabelos ruivos e lisos em contraste com seus olhos castanhos me encaravam brilhando. Olhei para o caderno e depois olhei confusa para a ruiva. — É um diário. -

–Por que? -

– Porque você parece meio perdida em seus sentimentos esse ano. E então eu e a Luna resolvemos te dar um diário. — Meu olhar foi automaticamente para a mesa da Corvinal para encontrar uma Luna sorridente me abanado.

– Muito obrigada. — Falei pegando o diário. Eu não sabia exatamente o que pensar. Até que poderia ser uma boa ideia. Eu tentei ter um diário quando era pequena, mas não deu muito certo. Porém dei um sorriso e resolvi aceitar o presente de minhas amigas. — Mas não pensem que só porque me deram ele, vocês tem o direito de lê-lo. — Disse sorrindo.

– Tudo bem. Mas não esqueça de escrever, Mione, vai fazer bem. -

– O que vai fazer bem? — Perguntou Rony sentando na nossa frente se atacando em um pedaço de Torta de abóbora.

– Não é do seu interesse, Ronald. — Disse Gina séria.

– Ai. — Harry só ria sentado ao nosso lado.

Ron e Gina discutiram um pouco mais enquanto eu e Harry só observávamos e riamos. O horário do almoço passou rápido e logo estávamos em uma aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. A aula não foi nem um pouco agradável, Snape estava cada dia mais rabugento e chato. Pensei que agora lecionando a matéria que ele mais gostava, quem sabe seria um pouco menos chato. Mas isso não seria possível. A próxima aula, de História da Magia, tinha sido bem calma e informativa. E quando saímos dela pensei em ir para meu escritório fazer meus deveres.

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Estava lá, sentada, escrevendo 40 centímetros de pergaminho sobre Runas até que Malfoy entrou no escritório. Ele largou um monte de papéis em cima de sua mesa e olhou para mim. — Não se atrase hoje. — Ele murmurou e saiu da sala. Olhei para o relógio e eram 20:45. A ronda começava as 22:00, e eu estaria ali pronta. Não iria dar a Malfoy o gostinho de ficar implicando comigo por causa da minha pontualidade.

Olhei para a mesa dele e vi vários livros e pergaminhos soltos. Dei uma olhada em volta da sala, mesmo sabendo que não haveria ninguém por ali. Me levantei da minha cadeira e andei pé por pé até a mesa dele. Havia livros como: Sucesso em feitiços de Miranda Goshawk, A ultima mordida de Lionel Ruthy, que é uma literatura bruxa de terror e mais alguns livros sobre medicina bruxa, o que me deixou bem curiosa. Também havia alguns pergaminhos que pareciam ser os deveres de Flitwick e de Snape. Mas o que mais me chamou atenção, a não ser a quantidade de livros e o fato de ele ter feito todos os deveres, foi um pequeno caderno de capa preta bem parecido com o diário que Gina e Luna me deram. Será que o idiota do Malfoy teria um diário também? Ri com essa possibilidade e tentei abrir o livro, mas ele parecia estar colado. Por mais que eu fizesse uma força gigante para tentar abrir. Era praticamente impossível. Desisti. Provavelmente havia um feitiço contra ladrão, o que me fez ficar mais curiosa ainda. O que será que Draco Malfoy escrevia em um diário, e porque ele usava até feitiços para ninguém ler.

Voltei para minha mesa e continuei fazendo meus deveres. Runas Antigas poderia sim parecer uma matéria chata, mas não era. Eu estava deitada por cima de meu exemplar de Tradução Avançada das Runas quando a porta do escritório se abriu. Por mais que eu soubesse que alem de mim só duas pessoas sabiam a senha, eu olhei assustada para a porta. Malfoy estava vestido todo e completamente de preto. O que fazia sua pele branca como a neve se destacar. Seus cabelos loiros ficaram mais claro ainda, porem seus olhos azuis acinzentados estavas mais escuros. Olhei para o relógio em cima da minha mesa e ele marcava 21:57. Maldito bastardo pontual.

Me levantei da cadeira e fui até a porta. Não trocamos nenhuma palavra durante a ronda. Mas eu percebi que ele estava ainda mais sério que ontem. E também parecia tão focado em seus pensamentos que houve uma hora onde tropeçou em seus próprios pés. Não pude evitar de dar uma risada, porem ele me olhou tão sério e carrancudo que parei no mesmo segundo.

Malfoy e eu estávamos na ponta da escadaria que dava para o corredor do quadro da Mulher Gorda exatamente as 00:00. — Obrigada. — Sussurrei quando caminhava em direção ao quadro. — Boa noite. -

– Boa noite. E tente da próxima vez não mexer em minhas coisas, sujeitinha. — Virei para ele de boca aberta. Como ele sabia? Mas quando fui perguntar ele já estava no meio da escadaria. Praguejei um Trip Jinx baixinho, mas logo me arrependi e levei a mão direita a boca. Mas era tarde demais. Já tinha ouvido Draco gemer de dor. Corri para o retrato da Mulher Gorda e sussurrei Melado de sapo e entrei para dentro do Salão Comunal. Gina e Harry dividiam uma mesa no canto da sala, e os dois estavam sozinho. Sorri e fui até eles.

– Mione, você está com cara de que aprontou alguma... — Disse Harry sem tirar os olhos do pergaminho. Eu realmente imaginava que eu deveria estar com um sorriso meio sapeca.

– Acabei de fazer Draco Malfoy descer um lance de escada rolando. — Eu disse e ao ver a cara de espanto de Gina caí na gargalhada. Harry me acompanhou e Gina deu uma risadinha.

– Como? — Perguntou Harry.

– Trip Jinx.–

– Você é definitivamente má. — Disse Gina, agora rindo conosco também.

Mandei os dois para a cama e depois fui também. Porem quando deitei na cama comecei a pensar no maldito diário do Malfoy. Eu precisava descobrir um contra-feitiço para um Feitiço para Ladrões imediatamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado. xoxo