Notas iniciais
Alooouuuuu?? Anybody in here??? Alguém?? *eco Tá, não vou listar as trezentas desculpas que eu preparei pra falar, pq eu sei que não é isso que preocupa os leitores. Sim, essa história vai viver, vai continuar, vai ter um fim. Só não sei quando. Boa leitura :)

Ágatha acordou assustada depois de ter aquele mesmo pesadelo. Céu cinza, trovões e vendavais. Parecia o fim do mundo. Ela decidiu que era melhor não pensar sobre isso, pelo menos hoje, até porque hoje era um dia importante.

– Por que esse sorriso no rosto, Tita? – perguntou Fredo enquanto ela se arrumava para a escola.

– Guarde suas palavras, Godofredo, porque você ficará sem nenhuma quando descobri o que eu estou prestes a fazer.

– Não, Tita. Não vou deixar você matar ninguém. – ele correu até a porta do quarto, impedindo a passagem de Ágatha.

– Tsc, não vou matar ninguém, seu idiota. – ela tentou passar, mas ele não saiu do lugar. – Quer sair da minha frente, por favor?

– Não, gosto da minha vista daqui. – sorriu.

– Não vai gostar mais se não tiver seus olhos. – ameaçou, fazendo uma careta de raiva.

– Quando você se tornou tão agressiva, Tita? – questionou, saindo do caminho.

Ela não respondeu, apenas deu uma piscada para ele. Logo em seguida, saiu do quarto e desceu correndo as escadas.

– Um dia essa mulher me mata. – falou Godofredo para ele mesmo.

– Bom dia, Gabbe! – disse Ágatha pegando seu irmão no colo e o girando.

– Parece que alguém acordou de bom humor hoje. – comentou surpresa sua mãe.

– Bom, não. Maravilhoso! – corrigiu-a, dando um beijo em sua bochecha. – Cadê papai?

– Ele saiu cedo hoje para o escritório, querida. – respondeu Michele. – Você sabe que dia é hoje? – perguntou, mudando de assunto.

“O dia em que minha inimigas vão queimar no fogo do Inferno?”, Ágatha respondeu mentalmente.

– Não. – foi o que ela realmente respondeu.

– Faltam três semanas para sua irmã chegar! – comemorou Michele. – Todos nós estamos morrendo de saudade! Não vejo a hora!

Posso jurar que pude sentir a animação e felicidade da pobrezinha sendo absorvidas por um buraco negro em questão de milésimos de segundos.

– Nada que é bom dura muito, não é o que dizem, Tita? – Godofredo apareceu ao seu lado.

Ágatha continuou desanimada, com aquela cara de quem está com dor de barriga até chegar na escola. Luíza percebeu a nuvem negra que pairava em cima de sua amiga e ficou preocupada.

– O que foi que aconteceu?

– Miranda volta em três semanas. – disse, o que a fez ter um forte enjoou, como um presságio de morte.

Luíza respirou fundo e decidiu não falar nada sobre o assunto, pois tinha coisas melhores para pensar. Ela tirou da sua mochila uma foto impressa, aquela foto que Ágatha tirou enquanto caía da árvore.

– Tentei fazer milagre com o Photoshop, mas não consegui melhorar muito.

Assim que ela viu a imagem, saltou da cadeira e deu um abraço apertado na amiga.

– Luíza, você é um anjo que caiu do céu!

– E veio cair no inferno... – murmurou.

– Ahn?

– Nada, amiga. – disfarçou. – Então, você já sabe como entrar na sala do diretor sem acabar acionando o alarme?

Tenho que confessar, Ágatha sabia invadir uma sala com muito mais inteligência do que muitos assaltantes de banco por aí. Ela iria esperar faltar dez minutos para bater o sinal do intervalo. Sim, tinha que ser nesse exato momento porque o diretor iria até o banheiro e não tinha que trancar o porta, pois todas as alunas estavam em aula. Depois, ele voltava e trancava a porta. Então, ele dava uma volta pela escola, vendo se estava tudo bem, qualquer tipo de problema ele resolvia e, quando acabasse o intervalo, junto com as estudantes, ia para sua sala e ficava lá até o horário da saída. Sim, ele era um homem bem metódico e detalhista, o que tornava o trabalho de Ágatha um pouco mais difícil. Ou seja, ela teria dez minutos para colocar a foto do seu filho beijando uma das alunas da sua escola.

As duas amigas achavam que, no mínimo, o diretor pediria uma explicação e com isso, Patrícia teria que depor. As alunas iriam ficar mais do que curiosa para saber sobre do que se trata. Assim, bastaria espalhar um pequeno boato sobre uma festa na casa de Arthur que se transformaria em uma briga feia entre Susana e Patrícia.

Pensando dessa maneira, Ágatha fez tudo conforme o plano. Porém, houve um contra-tempo. Sim, ele mesmo. Com apenas dois minutos restando pasa sair da sala, ela se vê numa complicação.

– Não posso deixar que você faça isso, Ágatha. – disse Godofredo, parando ao lado da mesa do diretor onde a imagem estava.

– O que você está fazendo aqui?! – exclamou de susto.

– Essa não é você. – ele disse.

– Ahn?! Você virou um tipo de consciência ambulante agora?

– Sinto muito, Tita. – Fredo pegou o papel e rasgou-o ao meio.

– Não!! – ela correu para cima dele e o empurrou, fazendo-o cair e derrubar livros e papeis na estante.

Ambos ficaram assustados com o barulho, mas Godofredo não desistiu. Tomou a imagem da mão de Ágatha e a rasgou mais ainda.

– Pare com isso! Por favor! – ela gritou.

– O que está acontecendo aqui?! – falou o diretor.

Na mesma hora, Godofredo desapareceu.

– Seu covarde! Volte aqui! – ela gritou para o nada.

– Ágatha, é você? – o diretor se aproximou dela. – O que você está fazendo?

Ela estava com os olhos inchados, querendo chorar, mas não podendo. O sinal tocou.

– Vamos, sente-se e me explique o que aconteceu.

Antes do diretor fechar a porta, Ágatha pode ver de relance a cara de preocupação de Luíza que a esperava do outro lado do corredor.

Quando ela se sentou na cadeira em frente ao diretor, sua cara estava um pouco deformada pela raiva e dúvida. Por que Godofredo tinha feito aquilo? Desde quando ele podia fazer aquilo? Até onde ela sabia, coisas da sua imaginação não podiam alterar a realidade.

– Então, senhorita Savin, você vai me contar o que aconteceu?

– Ahn? – ela parecia desligada do momento. – Desculpe, eu não te ouvi.

– O que você estava fazendo na minha sala?

– Bem, eu... É... Eu...aahnn...

– Quando eu chegeui aqui, os meus materias da estante estavam todos no chão e você estava gritando ou reclamando, alguma coisa assim, para o nada...

– Diretor, isso pode parecer loucura... Isso é loucura, mas o senhor precisa acreditar em mim.

O velho homem estreitou seus olhos e se reclinou para frente.

– Tem uma pessoa, bem, ele não é bem uma pessoa... – Ágatha começou.

– Ele?

– É, um menino. Ele fica me abusando.

– Hum, continue.

– Ele, ele... Ele vivo tipo dentro da minha cabeça, ou pelo menos vivia.

– Olhe, Ágatha, suas palavras não estão fazendo nenhum sentido. Você poderia ser mais específica?

– O nome dele é Godofredo. Cinco dedos mais alto que eu. Coreano ou japonês, não sei bem a diferença, ele tem covinhas, sabe? E sua missão de vida é me atromentar.

O diretor a encarava com os olhos arregalados, sem saber o que dizer.

– Ahn... Senhorita Savin, você não acha que já está meio grandinha para ter amigos imaginários?

– O que?! Não! Ele não é... Não. – ela pareceu confusa por um momento. O que diabos Fredo era?

– Vamos fazer assim, eu vou ligar para...

– Não! Por favor, diretor! Qualquer coisa menos isso. Eu... eu posso... Varrer o chão do corredor? Sei lá, ajudar a organizar os livros da biblioteca? Qualquer coisa.

– Tudo bem. Como esse é o seu primeiro incidente, eu vou pegar leve, mas na próxima vez que eu a vir fazendo algo que não faça parte do seu papel de aluna, vou ter uma conversa com seus pais.

[...]

– Amiga! O que aconteceu? Você conseguiu? – Luíza veio correndo em direção à Ágatha assim que ela saiu da sala do diretor.

– Não. – disse, com os dentes cerrados.

– Que cara é essa? O que houve?

– O diretor acha que eu sou uma maluca.

– O que foi que aconteceu lá? – ela perguntou e demorou um pouco para a outra responder.

– Eu preciso me livrar de uma coisa que vem me incomodando há um tempo. Não vai demorar, eu prometo. – falou e saiu andando pelo corredor.

Notas finais
Comentem people :D Todo mundo gosta de pessoas que comentam nas suas histórias :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.