Fraternité
1 Chapter One
Notas iniciais
Se você chegou até aqui, por que não continuar?
Espero que tenham lido as notas da história para entenderem um pouco da situação. E se você não leu, aqui vai um resumo: Essa fanfic se chamava "Elementary", mas foi apagada e reescrita.
A cada comentário, essa autora baka irá sorrir, então sejamos solidários!
*Fraternité: Irmandade em francês.
Espero que gostem!
Enjoy e Boa Leitura!
Dei uma rápida passada no apartamento, apenas para deixar minha bagagem e poder tomar um banho. Faz alguns dias desde que saí para aquela missão. 70.000 pratas não é muito para o aluguel de um apartamento como o meu, mas mesmo assim, missões bem remuneradas estão sendo difíceis de se encontrar no mural da guilda.
Prazer, eu sou a Natsa. Cabelos brancos, pele clara, olhos verde-musgo quase negros, estatura média e a marca de guilda na coxa esquerda. Sou a mais nova Dragon Slayer da Fairy Tail.
Por lá me conhecem como Natasha, e espero que continue assim por um tempo. Ninguém desconfia de mim, nem imaginam porque me mudei para Magnolia tão pouco tempo atrás. Nem suspeitam que o motivou disso tudo está bem debaixo do nariz deles, ou melhor, ao lado.
O pior é que o "motivo" não estava presente nos dias anteriores à minha saída.
Vesti um cropped laranja, um shorts jeans e um par de tênis bege. Saí e tranquei a porta, rumo à algum restaurante próximo. Não demorou muito para que eu dobrasse uma esquina e encontrasse um.
O lugar era simples, bem iluminado e com mesas e cadeiras de cores bem chamativas. Sentei-me e logo fui atendida. Logo que o garçom saiu, um cara sentou em minha frente, se apresentou como Anthony e não tardou em começar o flerte.
-Sabe, uma moça tão bela quanto você com certeza sabe que está na cidade que abriga uma das maiores guildas do reino.
-Sim, sei muito bem disso. -respondi ríspida, demonstrando a minha clara falta de interesse.
-Então você adoraria saber que está falando com o mago mais forte e poderoso de lá? -arqueei a sobrancelha e cruzei os braços, será que ele não se toca? -Nem Titânia ou Salamander são páreos para mim!
Estremeci ao ouvir o último nome. Abri o maior sorriso falso e convincente que consegui. Agora isso vai ficar interessante.
-Salamander?
-Sim, um mago até que fortinho da Fairy Tail.
Eu sei, idiota.
-Nunca ouvi falar… Conte-me mais sobre esse tal Salamander.
-Como você nunca ouvi falar de suas destruições? Ele é um Dragon Slayer de lá. Usa a magia do fogo para queimar tudo!
-Dragon Slayer do fogo? Interessante.
-Salamander é forte, derrota inimigos com facilidade. Sua magia pode ser muito poderosa, mas ele ainda tem que comer muito fogo para chegar aos meus pés.
Que trocadilho horrível. Tsc, esse é o básico. E eu aqui me fazendo de idiota por nada…
-Sabe, minha querida, esse papo está muito agradável. Por que não continuamos depois do almoço e eu te levo até a Fairy Tail?
Ah não, agora você passou dos limites.
-Não precisa… -Arrastei minha cadeira para trás e levantei, deixando a marca azul-escura bem a mostra -Eu sei o caminho.
Fui andando em direção à porta, mas parei ao seu lado, apenas para lhe pegar pelo colarinho e esclarecer algumas coisinhas.
-Agradeça por eu estar de bom humor e deixar passar. Se fosse qualquer outro mago, sua cara já estaria totalmente desfigurada. A Fairy Tail é um lar, uma família, não uma brincadeira, não é algo que se usa para ostentar. -Soltei-o com força e o mesmo caiu em sua cadeira novamente. -Duvido que um cara como você conseguiria ser mais forte do que Titânia, não tem força nem para matar uma mosquinha sequer.
Saí andando e acenei para o garçom cancelar meu pedido. Pela expressão dos funcionários do lugar, com certeza imaginaram que o lugar teria sido completamente só de olharem para a marca. Ingênuos, só existe uma pessoa que faria isso.
Parece que tudo o que dizem sobre você é verdade, Natsu.
••••
-Mais que tédio! -era a décima segunda vez que a Maga Celestial repetia a mesma frase antes de deitar a cabeça no balcão do bar.
-Oe, Luce! Vamos numa missão! -o ser de cabelos róseos se sentou ao seu lado, sorrindo alegremente.
-Outra? Acabamos de voltar de uma! -a Loira levantou a cabeça apenas para apoiá-la na mão novamente.
-Parece que o Natsu realmente não se cansa… -a albina mais velha abriu seu sorriso característico enquanto secava uma caneca e observava o Dragon Slayer do fogo, que já havia arrumado briga com o mago nudista.
-Bem que alguma coisa diferente poderia acontecer… -A mistura entre tédio e cansaço era bem nítida em seus olhos avelã.
Bem, era nítida até que a porta da guilda fora aberta com um grande empurrão. O forte som já conhecido tomou conta do ar, seguido de um grito estridente de uma voz desconhecida, fazendo Heartfilia encarar a recém-chegada.
-Yo minna! -a garota de cabelos platinados fora recebida com euforia enquanto reunia olhares de todos os presentes. Até Nab largou o quadro de missões para olhar quem chegara.
Lucy não sabe até agora o que mais a impressionou; se foi a entrada de uma desconhecida que já aparentava bastante amizade com seus colegas ou se foi a reação deles. A garota foi cumprimentar cada um deles e os mesmos a parabenizavam pelo sucesso em sua primeira missão.
O som das altas risadas dadas pelos bêbados incomodou a loira, mesmo não sabendo o porquê. Pelo visto não fora só ela que estranhara, já que Gray e Natsu até terminaram o combate para olhar a nova integrante.
-Mira-san, quem é aquela? -Lucy perguntou enquanto seus companheiros de time se aproximavam.
-É a novata, Natasha. Chegou aqui pouco depois de vocês terem partido na missão. Ela está retornando hoje depois de uma semana.
-Então ela é nova aqui? Interessante… Diga, Mira, que magia ela usa? -algo no olhar do mago da criação indicava uma pontada de desconfiança.
-Ara, acho que Natsu vai adorar saber. Ela também é uma Dragon Slayer. -A albina se distanciou um pouco para entregar alguma bebida para algum mago que estacionara no balcão.
-Dra-dragon… Slayer?! Is-isso quer dizer que… Ela também tinha um dragão!
-Eu não tinha, fui criada por um. -o trio mais famoso da guilda olhou assustado para o lado, onde a intrusa bebia algo em uma caneca recém-entregue por Mirajane.- Desculpe, não queria assustá-los. Prazer, sou Natasha, a nova Maga daqui. -a jovem novata sorriu docemente, e arrancou um sorriso idêntico do Dragon Slayer do fogo.
-Desculpe a intromissão, mas… Natasha do que?
-Natasha… Croissant! -a fome era tanta naquele momento que a jovem soltou logo o que mais queria, um folhado francês recheado.
-Onde estão os seus modos, Cuequinha caída? Eu sou Natsu, filho de Igneel. Essa é a Luce e esse peladão aqui é o Gray.
Foi nesse momento em que o mago da criação percebeu sua nudez e saiu catando suas roupas, fazendo Natsu cair na gargalhada.
-Natsu, quantas vezes vou ter que te falar que a pronúncia correta é Lucy? -a maga soltou um breve suspiro quando percebeu que havia falado sozinha, já que o rosado já havia sumido.- Então você acabou de voltar de missão?
-Sim, nada muito complicado. Demorei uma semana por conta da distância. Foram longos dias de caminhada…
-Para onde foi?
-Datra.
-Mas Datra fica há poucas horas de viagem de trem! -Lucy exclamou por conta da “falta de lógica” da ação da novata.
-Lucy, o Natsué um Dragon Slayer, certo? Como ele fica quando viaja de trem?
-Ele fica enjoado e… Ah! Você também passa mal!
A maga celestial deu um leve tapa na própria testa ao perceber a “gafe” que cometera segundos atrás, arrancando um leve sorriso da de cabelos platinados que tomava o último gole de sua bebida.
-Obrigada pelo suco, Mira-san. Bem, se me dão licença, preciso almoçar. Até logo!
-Oe Natasha, espere por nós! -a voz do de cabelos exóticos se fez presente em todo o salão.
-Hum?
-Ainda não almoçamos, poderíamos te apresentar um lugar. -a de olhos cor de chocolate não esperou a resposta, já foi andando até a porta, seguida por Natsu e Gray.
Antes de dar qualquer passo, a Dragon Slayer sentiu alguém segurando seu ombro. Quando virou o pescoço parcialmente viu que o braço exageradamente esticado pertencia ao mestre. O mesmo acenou com a cabeça para que ela fosse em sua direção.
-Minna, agora eu que peço para me esperarem. -o trio assentiu, percebendo a dura expressão de Makarov-
A novata se aproximou do balcão, onde o mais velho estava sentado.
-Vovô?
-Meus parabéns pela missão, foi realmente muito bem. -sua expressão deu lugar à um belo sorriso, mas seu semblante tornou a ficar sério em poucos segundos- Eu já sei de tudo, Natasha.
-De tudo o que?- sua voz saiu trêmula, estava tudo indo tão bem, não podia deixar seu plano ir por água abaixo, não antes de tomar coragem para contar a verdade.
-De tudo. Você não é Natasha Croissant, é Natsa, filha de Winda, a dragoa do ar.
-Então o senhor sabe que…
-Sim, sei. E acho melhor não demorar muito para contar, ele merece saber a verdade…
-Eu sei. Como descobriu?
-Um filho nunca consegue enganar o pai. E Croissant não foi um dos melhores nomes que já ouvi. Vá, eles estão te esperando.
“Como vou te contar a verdade, Natsu?”
Era o pensamento que batucava a cabeça da novata enquanto corria até a porta
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