Fraqueza Ou Força?
9 Capítulo 9
Notas iniciais
O dia passou tranquilo. Regina estava bem mais relaxada, conseguiu se concentrar em seu livro e decidiu não mais pensar no que estava vivendo com Emma, ela deixaria as coisas acontecerem. Leu durante algumas horas, fez um lanche e ao chegar a noite foi tomar um banho de banheira enquanto apreciava um bom vinho, seu corpo estava totalmente relaxado e a sua alma estava aquietada como a muito não ficava. Aproveitou a sensação de paz e foi dormir.
Emma passou o dia resolvendo as coisas na delegacia, por mais que David tivesse feito um bom trabalho em sua ausência, ele não sabia direito resolver as questões burocráticas. Colocou as coisas em dia e quando se deu conta era a hora de pegar seu filho no colégio. O buscou e seguiram pra casa, onde passaram uma noite em família muito agradável. Quanto tempo eles tinham perdido, mas agora estavam juntos e isso era tudo o que importava.
Já era tarde da noite e Ruby foi fechar o Granny’s, começou retirando a placa da frente do restaurante quando avistou Regina entrando no prédio de Archie. Achou estranho pelo horário e ainda mais por ter presenciado naquela manhã uma briga entre eles, mas continuou o seu serviço sem pensar no assunto.
Emma foi a primeira a acordar, isso não era comum, geralmente quando ela levantava Snow já estava terminando de preparar o café da manhã. Provavelmente a noite tinha sido um tanto cansativa, pensou a garota. Acordou Henry e eles resolveram tomar café no restaurante da vovó antes do menino seguir para a escola. Ficaram conversando durante a refeição e quando estavam saindo viram Pongo correndo e latindo em sua direção. O cachorro parecia muito assustado, e estava sozinho, algo que eles nunca tinham visto, ele sempre estava com Archie. Ruby saiu aflita ao ouvir os latidos e pode sentir que alguma coisa não estava bem.
-Emma, alguma coisa aconteceu, é melhor vermos o que Pongo quer nos mostrar. – disse a jovem loba
-Vamos sim. Henry você já está bem grandinho, pode ir pegar o ônibus da escola sozinho está bem? – falou a xerife
-Claro. Vou indo.
Quando o menino saiu elas foram seguindo o cachorro que se dirigia ao consultório do grilo. Ao chegar lá viram a porta entre aberta e entraram. Emma ficou estarrecida com a cena em sua frente, Archie estava estirado ao chão como se estivesse morto. A loira então seguiu em sua direção e checou a pulsação, confirmando a morte do tão amado psicólogo.
-Ele está morto. Quem poderia fazer uma coisa dessas? – perguntou Emma sem entender a situação.
-Eu acho que sei quem foi – disse Ruby por entre lágrimas e com um olhar assustado- Regina.
-O que? Regina? Por que você acha isso?
-Ontem de manhã eu os vi brigando e tarde da noite eu a vi entrando aqui, só pode ter sido ela.
-Não, não é possível. Regina não faria uma coisa dessas, ela está se esforçando muito para mudar.
-Você claramente não sabe do que a rainha é capaz.
— Eu sei que ela fez coisas terríveis, mas ela está mudando, eu sei que está.
-Acho melhor você conversar com Snow e Charming, eles vão te ajudar.
— É você tem razão, vou falar com eles. Você pode tomar as providências quando ao... corpo?
-Claro. Vá descobrir e prender quem fez essa barbaridade.
Emma saiu e foi correndo para casa conversar com os seus pais. Eles agora eram um grupo de xerifes, afinal várias cabeças pensam muito melhor que uma. No caminho a cabeça da loira fervia, muitos pensamentos de uma só vez. Será que Regina tinha feito aquilo? Ruby não mentiria, ela precisava interrogar a ex-prefeita.
Ela chegou em casa e contou o ocorrido para Mary e David, que ficaram chocados. Snow não conseguiu conter as lágrimas. Ela então falou o que Ruby tinha dito e imediatamente os dois deram o veredicto da culpa da rainha. Eles tinham que ir prendê-la. Emma tentou acalma-los e disse que eles tinham que seguir o protocolo. Eles iriam interroga-la. A loira então pegou o seu celular e ligou para a morena.
Regina já estava acordada, de banho tomado, arrumada e tomando calmamente o seu café quando o telefone tocou. Ela estranhou o horário mais seguiu para atender.
-Alô.
-Oi Regina, aqui é Emma. Preciso conversar com você urgentemente sobre algo que ocorreu na cidade, me encontre agora na delegacia.
-Emma, está tudo bem? O que aconteceu?
-Nós conversaremos lá. Até logo.
A ex-prefeita não entendeu direito o telefonema. A voz da xerife estava estranha. Não era nem de longe a voz que ela ouviu no dia anterior. Estava agitada e preocupada. O que será que havia acontecido. Ela buscou a sua bolsa e entrou no carro seguindo para a delegacia, precisava saber o que estava acontecendo.
Emma, Mary e David também seguiram o mais rápido possível para a delegacia, chegaram antes da rainha. Snow e Charming estavam loucos para jogar a rainha atrás das grades. Emma tentava acalma-los e explicar que as coisas não aconteciam desse modo nesse mundo.
Regina chegou e não entendeu o que os outros dois estavam fazendo ali.
-Miss Swan. O que está acontecendo, porque me chamou e o que eles fazem aqui?
Quem respondeu não foi Emma e sim David.
-Regina, nos acompanhe a sala de interrogatório.
A morena não estava entendendo nada, todos estavam com uma expressão séria, algo muito grave tinha acontecido. Ela seguiu com Emma e Charming para a sala ao lado. Ele apontou a cadeira para que ela se sentasse. Ela se sentou e perguntou:
-O que está acontecendo? O que eu estou fazendo aqui?
-Não se faça de inocente Regina, você sabe perfeitamente porque está aqui. – Falou David cheio de raiva.
-Eu não faço a menor ideia. E exijo saber o que está acontecendo.
Emma olhava fixamente para a outra mulher tentando encontrar algum sinal de mentira, mas ela parecia estar sendo completamente sincera, ela de fato não sabia o que estava acontecendo.
-Você está aqui porque matou o Archie – Disse o antigo príncipe sem nenhum tato.
-Como? Archie está morto? – Falou uma Regina chocada. – E vocês acham que fui eu?
-Ruby viu uma discussão entre vocês na manhã de ontem e depois te viu entrando tarde da noite no prédio dele. –Disse Emma.
-Então ela está mentindo. Eu realmente tive uma discussão com ele ontem, mas passei a noite inteira em casa.
-Nós te conhecemos Regina, esse é exatamente o tipo de coisa que você faz. Destrói tudo por onde passa.
-Emma, você não acha que eu faria isso, não é? Você não pode acreditar nisso. Eu estou me esforçando tanto. Não jogaria tudo o que eu estou conquistando fora assim tão facilmente – Disse a morena olhando cheia de esperança para a mulher por quem estava apaixonada.
-Pare de mentir Regina, é só o que você faz. Ninguem aqui vai acreditar em você – falou um Davi cada vez mais nervoso.
-Regina, espere um minuto, nós temos que conversar lá fora e já voltamos – falou a xerife segurando o braço do pai e saindo da sala indo ao encontro de Mary Margarett.
-Ela ainda tem magia. Como vamos fazer para prendê-la? –Perguntou Snow.
-Nós não vamos prendê-la. –Disse Emma?
— O quê? – Falaram juntos os pais da mulher.
-Nós não vamos prendê-la porque ela é inocente.
-Emma, eu não posso aceitar que você acredite nela. Essa mulher passou o tempo todo destruindo a vida de todo o mundo. O que faz você ter tanta certeza que ela não o fez novamente? –Perguntou Charming.
-Ela está mudando, a antiga Regina já teria transformado esse lugar em cinzas. Henry acredita nela. Eu a conheço, e acredito nela. Nós vamos achar quem realmente fez isso.
-Filha, você não a conhece, nós a conhecemos. Nós sabemos tudo o que a rainha fez no mundo dos contos de fada. Essa mulher é capaz de tudo. –Falou Snow
-É exatamente isso. Vocês conhecem a rainha, aqui ela é apenas Regina, e nós não vamos prender ninguém sem provas suficientes.
Por mais que discordassem da filha, ela era a xerife, a decisão final era dela. Emma então seguiu para a sala em que Regina estava e a liberou.
-O interrogatório acabou. Você pode ir para casa.
-Você não vai me prender? Você não acha que eu o matei? Disse Regina com um leve sorriso.
-Nós ainda não concluímos as investigações. É muito cedo para conclusões. Agora é melhor você ir. – disse a xerife com um tom meio frio.
Regina se levantou e foi para casa.
Os três continuaram na delegacia conversando a respeito do acontecido e tentando elaborar hipóteses. Se não havia sido Regina? Quem seria capaz de uma barbaridade dessas? A resposta para essa pergunta era uma só: Gold.
Eles então seguiram para a loja de Rumpelstiltskin. Emma abriu a porta com força e já começou a acusa-lo
-Foi você não foi? Admita que foi você que matou o Archie.
-O grilo está morto? – respondeu Gold com um ar de quem não sabia o que estava acontecendo.
-Você sabe que sim, foi você que o matou. –Emma falava gritando.
-E porque eu faria isso? –Rumple falava calmamente.
-Para incriminar Regina. Você já mandou um sugador de almas atrás dela, uma armação não seria nada pra você.
-Receio desapontá-la minha jovem, por mais interessante que a sua acusação seja ela não é verdadeira. E eu tenho como provar.
-Como?
-Vamos perguntar para a testemunha.
-Que testemunha? Archie estava sozinho.
-Isso não é de todo verdade. O cachorro não estava com ele? Tragam-no aqui.
Todos se entreolharam sem entender nada. Então Gold explicou que tinha um jeito de ver as memórias do animal, de forma que não o machucasse. Eles desconfiaram de uma possível armação, Rumple poderia usar a sua magia para iludi-los. Então o poderoso homem disse que quem faria o processo seria Emma. Ela relutou de inicio, mas faria qualquer coisa para provar a inocência de Regina. Eles então trouxeram o cachorro e Gold passou um apanhador dos sonhos por sobre o animal entregando o objeto para a xerife.
-Aqui está. As memórias dele estão aí, basta você se concentrar e verá o que ele viu.
Emma segurou o objeto e se concentrou o máximo que pode quando começou a ver a cena da noite anterior. Regina chegando ao consultório, conversando rapidamente com o grilo e em seguida o segurando pelo pescoço e o envolvendo em uma magia. Aquela cena foi demais para a loira, ela deixou o objeto cair no chão, sentiu a sua cabeça rodar e o seu corpo perder as forças. Era verdade, Regina tinha matado Archie.
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