Notas iniciais
Meus queridos, me desculpem por qualquer erro. Espero que gostem da historia. Espero os reviews de vcs. Bjos

Emma finalmente estava abracada a seu filho. Dias se passaram onde tudo o que ela queria era voltar, finalmente, a seu lar. Ela passou a sua vida inteira esperando por isso, pulou de cidade em cidade, de casa em casa, de cama em cama em busca de algum lugar que valesse a pena estar. Nunca, nem em seus maiores devaneios imaginou que quem proporcionaria a ela essa sensação fosse aquele grupo: Branca de neve, príncipe encantado, os 7 anões, chapeuzinho vermelho e sua avó, e seu filho, uma criança que apareceu em sua porta após 10 anos e que tiraria sua vida dos eixos para então colocar perfeitamente no lugar.

Sentia-se muito feliz, mas parecia faltar alguma coisa, evitava pensar nisso afinal nunca havia tido nada e agora tendo tanto ainda poderia querer mais? Desviou esses pensamentos ingratos e continuou andando em direção ao Granny's com a sua comitiva. Seu estomago roncava, precisava comer algo, aqueles dia na floresta encantada foram muito duros, comiam o que encontravam, dormiam onde desse e tomavam banho em algum riacho sem direito a shampoo ou sabonete. Ao lembrar de seu chuveiro a fome pareceu recuar, o que ela mais queria nesse momento era um bom banho quente.

Pessoal, estou faminta mas preciso urgentemente de um banho, há dias não tomo um banho descente e não vou aproveitar bem a nossa comemoração, nem mesmo a refeição, nesse estado. Vou em casa me arrumar e encontro vocês em alguns minutos. Já podem ir adiantando o meu hambúrguer com batatas fritas. – Sorriu a loira ao se dirigir ao grupo.

Claro Emma, vá se recompor que vamos arrumando as coisas por lá. – Respondeu Ruby.

Eu vou seguindo com eles, porque estou com uma fome desesperadora e não pretendo me demorar por lá. – Disse Snow, enquanto dava uma piscadela para o seu príncipe.

Eu também vou com indo com eles, estou com fome e muito curioso pra saber como foram as coisas na floresta encantada. Enquanto você se arruma, minha vó vai me contando as aventuras. – Henry falou com um sorriso nos lábios.

Emma passou a mão pelos cabelos do filho, dando uma leve bagunçada, o beijou e seguiu para casa. Nunca foi tão grata pela água encanada. Uma das maravilhas desse tempo era sem dúvida a praticidade e a privacidade dos banheiros. Enquanto a água caia pelo seu corpo não pode deixar de sentir novamente que faltava algo pra lhe deixar completa. Tentou afastar o pensamento, terminou o seu banho, se arrumou e seguiu para a lanchonete.

Chegando lá todos estavam em clima de festa, muita comida, muita cerveja, música, conversa e riso solto. Ao entrar pela porta todos começaram a aplaudir a salvadora e a cercá-la, todos queriam saber de suas aventuras. Ela foi educada com todos mas se dirigiu rapidamente ao balcão onde estava seu filho e um suculento prato com hambúrguer e fritas. Comeu como se fosse um néctar dos deuses, o que ela não daria por um desses entre uma luta com zumbis e um duelo com um pirata? Agora sim, estava limpa, saciada e com seu filho ao lado, o que mais poderia querer? Não sabia mais ainda assim precisava de algo mais.

Henry logo começou a conversar com ela, queria saber de tudo o que tinha acontecido, mas antes Emma queria entender o que havia acontecido com Regina.

Henry, você disse que Regina nos salvou. Como isso aconteceu?

Ela e o Gold estavam aterrorizados com a ideia de Cora chegar aqui Storybrooke, eles sabiam que ou vocês ou ela passaria pelo portal, e eles tinham certeza de que seria ela. Nunca tinha visto minha mãe tão transtornada ela estava com muito medo, então eles colocaram um encanto no portal que destruiria quem passasse por ele. Eu implorei pra que ela tirasse o encanto que com certeza seriam vocês a passar pelo portal, ela me disse que não, que Cora era muito poderosa e que se ela passasse me mataria, que ela tiraria tudo o que minha mãe amava. Então eu pedi que ela confiasse em mim para que eu pudesse confiar nela, já que ela vinha me dizendo que queria se redimir. Então ela foi ao poço e absorveu toda a magia, fiquei com medo, achei que ela fosse morrer. Mas acabou tudo dando certo. – Contou o menininho com um sorriso nos lábios.

Nossa, nunca poderia imaginar que Regina salvaria a minha vida e a de Mary Margaret.

Pra você ver, eu realmente acho que ela está conseguindo mudar.

Sim, e que historia é essa de mudança, o que aconteceu?

Bem, quando vocês caíram no portal, minha mãe ainda não tinha recuperado a magia, e eu fui pra casa com o meu avô, não queria ficar com ela. Mas alguns dias depois ela recuperou os poderes mágicos e me levou de volta pra casa. Eu disse que não queria ir, que não queria ser como ela. Aí meu avô chegou e ela me deixou ir com ele, disse que ela não sabia direito como amar, que passou muito tempo sem amar ninguém, mas que ela se lembrava que prender quem se ama não faz com que a pessoa te ame, e que ela queria se redimir, que não queria que eu ficasse com ela obrigado, mas por vontade própria e que não usaria magia para isso. Foi então que eu fui morar com meu avô. Eu tenho certeza que ela estava falando a verdade, eu nunca tinha visto minha mãe chorar, ela estava sofrendo. E quando ela salvou vocês eu tive certeza que ela está realmente tentando se redimir.

Isso nós vamos ver. – Respondeu Emma muito impressionada com a historia mas ainda com uma certa incredulidade.

Henry, vem aqui, vamos mostrar pra Snow o que eu te ensinei. – Gritou Charmming do outro lado do salão.

O menino olhou pedindo permissão e Emma assentiu, quando o menino correu em direção aos avós, ela mergulhou em pensamentos, sendo despertada pela voz serelepe de Ruby.

Emma, você está bem? Estou te achando meio aérea, está faltando alguma coisa?

Esse era exatamente o problema, estava faltando alguma coisa, na verdade um certo alguém.

Sabe Ruby, acho que está faltando alguma coisa sim, e eu vou resolver isso agora. Volto em um instante.

Ruby olhou sem entender direito enquanto a loira se dirigia para a saída do Granny's em direção ao seu fusca amarelo.

Emma estava muito confusa, não sabia se a redenção de Regina era verdadeira, mas de uma coisa ela sabia, a rainha tinha salvado a sua vida e não era justo que toda a cidade estivesse celebrando a sua volta e a mulher que tornou essa alegria possível não fosse convidada. Tinha obrigação moral de agradecer Regina e de convidá-la para celebrar com os outros. Não podia negar que estava com um certo medo, será que a gratidão era a única razão para querer convidá-la? Porque nunca conseguia para de pensar na outra mãe de seu filho? Porque aqueles pensamentos luxuriosos insistiam em lhe atormentar? Tentou não pensar nisso, definitivamente ela estava querendo apenas fazer o que era certo. Chegou a porta e sentiu um arrepio, como a ex prefeita iria reagir? Respirou fundo, se endireitou e tocou a campainha.