Fraqueza Ou Força?
5 Capítulo 5
Regina estava deitada com Emma em seus braços, por alguns segundos sentiu-se a pessoa mais feliz do mundo, e foi então que ela se lembrou de já ter tido essa sensação. Quando estava com Daniel tudo era maravilhoso, não havia dor, apenas genuína felicidade. Diante dessa memória o medo invadiu o seu peito, sempre que ela era feliz algo vinha para destruir tudo.
Emma estava olhando para Regina e percebeu que alguma coisa estava errada. O que será que a rainha estava sentindo? Será que a morena não havia gostado tanto da plena junção de seus corpos e almas, quanto ela? A xerife estava completa, aninhada nos braços da ex-prefeita, será que o seu sentimento era unilateral? As dúvidas estavam martelando em sua cabeça, então ela perguntou:
— Regina, você está arrependida? Você não está feliz?
Nesse instante a morena acordou do seu transe de pânico, e tremeu com a voz triste de Emma, como ela poderia pensar isso?
— Não, claro que não estou arrependida – disse com um sorriso tímido enquanto tocava delicadamente o rosto da outra – apenas me perdi em pensamentos.
O ar pareceu voltar aos pulmões da loira, o doce toque dos dedos de Regina a confortaram, ela também a queria. Mas não pode deixar de ficar intrigada com a expressão de dor que havia visto em seus olhos.
— Você parecia bem perturbada, que pensamentos poderiam fazer isso com você logo depois do que acabamos de viver?
— Não é nada, não se preocupe com isso.
Regina não queria falar de seus medos, não queria ficar mais vulnerável do que já estava, mas também não queria sentir aquele peso.
Emma sabia que a rainha queria se fazer de forte, mas agora ela não precisava mais fazer isso, elas não tinham mais paredes entre elas. Então ela insistiu:
— Regina, você pode me falar. Eu estou aqui, você não está mais sozinha. – Falou dando um beijo terno em seu pescoço.
Tudo o que a ex-prefeita precisava, tudo o que ela sempre precisou foi disso, alguém com quem dividir a sua carga, o que tornava o seu medo ainda maior. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto enquanto ela disse:
— Quando nos beijamos, quando senti o seu corpo junto ao meu, quando fomos uma da outra, eu me senti feliz como a muitos, muitos anos não me sentia. Não pude deixar de pensar que sempre que estou satisfeita, alguma coisa acontece para arrancar de mim a felicidade. A sensação que eu tenho é que, a qualquer momento, algo irá acontecer para estragar tudo e me deixar miserável novamente. Eu não consigo parar de pensar nas palavras da minha mãe “amor é fraqueza”, realmente é, você fica vulnerável, você tem tudo a perder. Eu não sei se suportaria passar por isso novamente. Não sei se quero me arriscar de novo.
— Regina, você está colocando muita pressão nas coisas. Eu entendo o quanto você sofreu, mas deixar de viver as coisas para evitar uma possível dor já é uma perda. Não existe felicidade sem entrega, você nunca vai conseguir ser feliz enquanto o seu medo da dor lhe impedir de tentar. E outra coisa, eu estou aqui com você, eu irei te proteger, você não precisa ter medo. Além do mais, nós não temos nada nos ameaçando.
A rainha sorriu, ainda estava com medo, não estava acostumada a ser feliz, mas Emma lhe trazia muita segurança, ela tentaria não pensar nessas coisas. Não era bem verdade que nada as ameaçava, eles sempre tiveram uma relação difícil, tinha toda uma cidade que não a suportava e portanto não aceitaria nenhum tipo de relação entre elas, encabeçados pelos pais da xerife, e acima de tudo tinha Henry, como ele reagiria? Mas Emma realmente tinha razão, não precisava colocar tanta pressão, as coisas estavam apenas começando. E além do mais estar contra toda uma cidade seria mais fácil do que estar contra a sua mãe, por mais problemas que tivessem a vida de Emma estaria segura. Então ela sorriu, levou as mãos ao rosto da xerife e a beijou.
Poucos minutos haviam se passado desde que elas se possuíram, mas seus corpos já imploravam um pelo outro novamente. Regina entre beijos sugeriu para Emma em um sussurro:
— Acho que deveríamos subir e tomar um banho.
— Não sei se consigo me controlar até lá – disse a loira cheia de desejo.
Regina riu, como ela gostava de ser desejada. Foi se levantando e a loira sem desgrudar de seu corpo foi se levantando com ela. A rainha foi andando de costas em direção a porta, com a xerife sempre colada a ela, elas pareciam um só corpo. Mãos estavam em todos os lugares, beijos também. O desafio veio ao chegarem à escada, subir de costas não seria uma tarefa fácil, mas a ex-prefeita não queria facilidade, ela apenas queria Emma. Foram subindo devagar por entre beijos e risos, quando mais ou menos no meio da escada um beijo mais afoito a desequilibrou e elas caíram sentadas em um degrau. Não puderam conter as risadas mas elas logo foram abafadas por um longo e lascivo beijo. Deitaram-se ali mesmo, no meio da escada e continuaram o que estavam fazendo. Regina segurava a xerife pelos cabelos da nunca enquanto explorava com a boca toda a extensão do rosto e pescoço da loira enquanto essa segurava forte o corpo da morena contra o seu passando lentamente os dedos pelas costas, da lombar até o pescoço, arrancando arrepios da sua rainha.
Emma estava desesperada precisava tê-la, beijou-a vorazmente e começou a levar a usa mão para o centro úmido de Regina. A morena fez a mesma coisa, começou a brincar lentamente com o sexo da loira, os gemidos se misturavam, então Regina se afastou um pouco tentando subir as escadas se apoiando em seus braços ainda de frente para Emma. Ver a ex-prefeita se arrastando pelas escadas de costas, com os olhos queimando de vontade por ela, a dois degraus acima da sua cabeça, enlouqueceu-a. A xerife segurou o pé da rainha que estava ao alcance de sua mão impedindo que a outra subisse e foi escalando por seu corpo beijando cada parte no caminho até chegar aos lábios vermelhos e carnudos que a tanto tempo queria ter provado. Elas se beijaram com força, Emma por cima e depois com uma rapidez felina, Regina tomou o seu lugar segurando forte os braços da loira enquanto era a sua vez de beijar-lhe o corpo. Já estavam no topo da escada, se levantaram e a Rainha seguiu ainda andando de costas, na frente da xerife a chamando com o dedo enquanto mordia o próprio lábio.
Regina sabia ser sexy, a maneira como olhava, como tocava em qualquer coisa, como falava, tudo inspirava sexo imagine na hora do sexo propriamente dito. Emma não tinha nenhuma chance, o desejo a consumia, faria qualquer coisa que a sua rainha quisesse contanto que pudesse se afogar em sua boca, em seus seios bem desenhados, em sua barriga lisinha, e enfim dentro dela.
A morena ia se afastando com os olhos cheios de fogo e Emma pareceu sair do transe de encantamento e a seguiu rapidamente a tomando nos braços enquanto a outra abria a porta do quarto. Entraram no belíssimo e espaçoso quarto bem arrumado sem prestarem atenção em nada e se dirigiram ao banheiro, elas estavam com pressa não encheriam a banheira, não agora. Regina entrou no box enorme e ligou o chuveiro sendo seguida sempre de muito perto pela loira. A água começou a correr pelos seus corpos facilitando o deslizamento entre eles e levando algumas marcas do que já haviam vivido. A rainha pegou um sabonete e começou a passar gentilmente sobre o corpo da xerife, enquanto a ensaboava estava fazendo carinho, percorreu toda a extensão da jovem e então se dirigiu a seu sexo, lavou e brincou com a parte úmida não apenas pela água que caia em seu corpo. Deliciava-se com as expressões de Emma, ela ficava linda desse jeito, mas ela não traria alívio agora. Retirou a mão de dentro dela com um olhar malvado e começou a passar o shampoo em seus cabelos amarelos, à medida que a beijava. Enquanto isso Emma, ensaboava a ex-prefeita sentindo cada parte do seu corpo. Elas ficaram bem coladas deixando que a água retirasse o shampoo e o sabonete de seus corpos enquanto se beijavam apaixonadamente. Quando a espuma pareceu parar de cair a xerife se ajoelhou em frente à rainha e disse:
— Agora é a minha vez de prova-la.
Regina sorriu manhosamente, queria muito sentir a língua quente da loira dentro de si. A medida que Emma brincava com sua boca e língua pelo sexo da morena, essa ia perdendo a força e se apoiando nas paredes, receber sexo oral em pé nunca foi algo fácil, seu corpo ia perdendo as forças, ficar equilibrada era um desafio cada vez maior, foi então que o orgasmo veio com força a fazendo ficar mole e perder ainda mais o equilíbrio, ainda bem que a sua xerife estava ali para a segurar. Foi recuperando as forças enquanto a loira beijava e acarinhava o seu corpo, agora era a sua vez de dar prazer à outra que a esse ponto já estava alucinada de desejo, nada a deixava mais excitada do que ver a morena se contorcendo de prazer. Regina então sussurrou no ouvido de Emma:
— O que você quer que eu faça? Agora você é a minha rainha.
Emma não tinha mais forças, não conseguia nem falar, apenas pegou a mão da morena e levou a seu centro, precisava dela agora, não conseguiria esperar mais. A morena percebendo a necessidade urgente de sua parceira a penetrou rapidamente acabando com a sua agonia. Estavam agora as duas satisfeitas e moles. Terminaram rapidamente o banho se enrolaram nas macias toalhas da prefeita e se jogaram na cama, exaustas. Elas ficaram se olhando em silêncio e tocaram gentilmente o rosto uma da outra e antes que pudessem perceber o sono as dominou.
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