Fraqueza Ou Força?
4 Capítulo 4
Regina se assustou com a atitude de Emma. Ela havia privado a outra de tanto e ainda assim a loira queria lhe confortar. As mãos da xerife em seu rosto, a sua ternura ao enxugar-lhe as lágrimas e aquele beijo terno, cheio de carinho e compaixão, tocaram o coração da rainha. O vazio que ela trazia em seu peito desde o início da maldição parecia estar começando a ser preenchido.
O beijo era lento e doce, como se as suas almas estivessem entrelaçadas. O objetivo desse beijo era conforto, as duas buscavam na boca uma da outra um refúgio, procuravam proteção, aceitação e entendimento. Depois de alguns minutos suas bocas enfim se separaram, suas testas e as pontas de seus narizes se tocaram, ninguém falou uma palavra, elas não eram mais necessárias as duas mulheres estavam agora conectadas. Ficaram daquele jeito por um tempinho, até que em suas mentes começaram a vir as lembranças das brigas, da disputa pelo filho, da tensão sexual sempre reprimida por palavras duras e demonstrações de poder, foi então que o momento mágico onde as suas almas se tocaram se findou, agora era a hora dos corpos falarem mais alto.
Outro beijo começou, agora ardente, cheio de desejo e urgência. Suas línguas explorando a boca uma da outra, por tanto tempo elas se desejaram, por tanto tempo elas negaram essa vontade que agora poderia ser enfim saciada.
Emma segurou a ex prefeita com força e a encostou contra a mesa, derrubou algumas coisas abrindo espaço para que ela pudesse levantar a sua rainha e colocá-la sentada em cima do móvel. A loira levantou a saia de Regina, para que pudesse ficar entre as suas pernas aumentando o contato entre os seus corpos.
Desde que haviam se conhecido lutavam pelo poder, se revezavam na posição de domínio, agora não seria diferente, elas se revezariam no controle do sexo. Depois desse primeiro movimento de Emma era a vez de Regina dar as cartas ela puxou o cabelo da loira pela nuca e a beijou com vontade, descendo os beijo pelo seu queixo e pescoço. Tirou a jaqueta da xerife, a blusa regata e o sutiã de algodão branco, sempre a beijando então ela parou para admirar o tronco agora nu da moça a sua frente. Não resistiu e disse:
Emma, você é linda.
A loira riu, não sabia ao certo de que, se pela felicidade de ouvir o seu nome saindo da boca de Regina, esse era sem dúvida o som que ela mais gostava de ouvir, ou pelo elogio, parecia tão incoerente vindo da mulher mais linda que ela já havia visto.
Era a vez de Emma, ela seguiu os passos da morena e tirou-lhe a fina blusa de seda branca que a ex prefeita vestia, e o sutiã preto rendado que dava sustentação aos pequenos, porém lindos, seios da rainha. Foi mais ousada e colocou a mão por entre as pernas de Regina retirando-lhe a calcinha, e sentindo toda a umidade que havia provocado, conseguindo com isso um gemido que agora fazia concorrência com o seu nome saindo da boca da ex-prefeita, esses eram os seus sons favoritos, ela não poderia escolher apenas um deles. Ela sussurrou no ouvido da morena:
Pronta pra ser minha?
Regina sorriu maliciosamente cheia de desejo e disse:
Sim, mas não será agora.
Essa era a vez da rainha, sua hora de dominar. Desceu da mesa, abraçou a outra e foi seguindo em direção ao sofá sem nunca desgrudar os seus lábios dos da xerife, ao chegar empurrou de leve a moça no sofá se ajoelhou em sua frente retirando-lhe as botas, as meias, a calça e a calcinha sem quebrar a conexão entre seus olhos. Emma estava entregue, não tinha forças para resistir a sua rainha, ela tinha todo o controle sobre o seu corpo, Regina sabia disso e apenas confirmou ao tocar o centro molhado da loira, ela sorriu enquanto a xerife gemia.
Agora você será minha. -Disse a rainha levando a sua boca até a entrada da moça.
Regina nunca tinha feito aquilo antes, nunca havia tocado uma outra mulher além de si mesma, quanto mais usado a sua boca para isso. Mas ela já havia sido tocada dessa maneira tantas vezes e por tantas bocas que ela sabia que conseguiria fazer e de forma maravilhosa como tudo o que ela fazia durante o sexo.
Ela começou de forma tímida, lambendo lentamente e dando leves mordicadas arrancando cada vez mais gemidos da sua xerife, foi aumentando o ritmo e colocando a língua dentro da outra alternando ora em movimentos leves e lentos ora agressivos e urgentes. Lambia, chupava, mordia, estava deixando Emma completamente louca, ela então começou a sussurrar:
Regina, por favor..
A rainha era má, mas não conseguiria torturar a outra por muito tempo, ela também queria tê-la entregue, queria sentir o seu gosto completo, queria vê-la completamente sua. Então ela acrescentou dois dedos a dança dentro do corpo da xerife fazendo seu corpo subir e descer pedindo por mais até que alguns segundos depois ela assistiu satisfeita ao orgasmo da sua inimiga. O grito abafado de Emma, os seus tremores, a sua expressão ao gozar, fez Regina ir ao céu. Ela agora a tinha, enfim havia triunfado.
Emma esperou ter um pouco de domínio sobre o seu corpo e puxou Regina para perto de si, deu-lhe um beijo que tinha o seu gosto misturado com o da boca da rainha e aninhou a morena em seu peito, ficando as duas deitadas e abraçadas enquanto recuperavam as forças. Agora sim ela estava completa, nunca havia se sentido assim, tudo parecia tão certo. Seu corpo e sua alma estavam em paz, não era a hora de usar a cabeça, sabia que se desse corda a razão estragaria o momento, e ela não permitiria isso, queria aproveitar ao máximo aquela sensação.
Regina passava os dedos levemente pela barriga da xerife, estava adorando tudo aquilo, finalmente estava feliz. Estava relembrando as expressões orgásmicas da loira e sentia seu centro latejar, como a desejava. Foi quando Emma girou e se colocou por cima dizendo com um sorriso maroto:
Agora é a minha vez.
A moça retirou a saia da prefeita, mas deixou os seus sapatos, afinal se ela não os quisesse já os havia tirado, os scarpins salto 15 de Regina a deixavam poderosa, e ela sabia o quanto isso era importante para a outra, não seria ela a destituí-la do poder, não agora.
Emma beijava a morena com muito desejo, podia sentir a necessidade de Regina, mas não facilitaria as coisas, queria vê-la pedir. Foi descendo os beijos por todo o corpo da ex-prefeita e a cada aproximação de sua boca ao centro morena, Regina gemia chamando por Emma. Ao chegar no ventre os gemidos estavam mais altos, mas a loira queria mais, ela também saberia ser má, a xerife brincou por ali sem descer, beijou, passou a língua levemente sempre olhando para a sua rainha. Regina estava ficando louca, até que pediu:
Emma, por favor, não me torture
O que você deseja sua majestade? -Falou Emma querendo enlouquecê-la mais ainda .
Funcionou, a morena ficou doida ao ouvir a xerife a tratando como a rainha. Não estava aguentando mais, precisava tê-la dentro de si.
Eu quero você.
Onde?
Dentro de mim. — A voz da morena saiu sussurrada.
Aquela voz rouca de Regina sussurrando foi demais para Emma, ela faria qualquer coisa que a outra mandasse. Ela enfiou dois dedos dentro da outra com força, sabia que era assim que a rainha queria, faria de tudo para satisfazê-la. Penetrou-a com urgência enquanto beijava a morena.
Regina estava louca de desejo, abraçava Emma com força arranhando as costas brancas da xerife, com certeza deixaria marcas, pensaria nisso depois, tudo o que ela queria agora era senti-la dentro de si e enfim entregar-se. A sua excitação era muito grande e não demorou para que chegasse ao orgasmo.
Ao ver a rainha gozar, Emma quase explodiu de alegria, desde que a conheceu elas sempre estavam disputando, agora ela a tinha. Enfim ambas conseguiram os seus objetivos, uma tinha a outra sob o seu domínio, elas se possuíam.
Enfim se abraçaram e curtiram a moleza pós orgasmo nos braços uma da outra. Estavam felizes, mas não podiam evitar o medo da conversa que inevitavelmente teriam depois do relaxamento. Uma temia o que a outra poderia dizer, as duas temiam ser rejeitadas, nenhuma suportaria isso.
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