Notas iniciais
Mil perdões pela a demora, mas o trabalho está me consumindo demais, só tive tempo hoje e ainda assim pouco tempo. Espero que vocês gostem.
Emma estava radiante. Era incrível como em apenas um dia ela tinha passado da tristeza profunda a alegria extrema. Mas parece que desde que ela tinha voltado da terra encantada e começado a se relacionar com a rainha, ir de um polo a outro muito rapidamente já tinha se tornado rotina. No entanto, como sempre, algo ainda se colocava no meio da sua felicidade completa: a aceitação dos seus pais. Não que ela precisasse disso, a xerife ficaria com Regina de qualquer maneira, passaria por cima de tudo, mas, obviamente, ela não queria se indispor com aqueles a quem ela tanto procurou e que já havia aprendido a amar. Então ao chegar em casa a loira parou à porta, respirou fundo tentando ficar o mais calma possível para conversar com Snow e Charming, e entrou em casa. Mary Margarett estava sentada com o rosto enterrado nas mãos, logo que ouviu a chegada da filha a olhou deixando a mostra a face inchada pelo choro. David que estava na cozinha preparando um chá, logo veio ao encontro da xerife e perguntou:
— E aí Emma, como foi a conversa com a Regina?
-Eu acho que precisamos conversar -- respondeu e logo se sentou no sofá, fazendo um gesto para que seu pai fizesse o mesmo, então quando todos já estavam sentados ela continuou a falar -- Nós conversamos, eu expliquei tudo e felizmente ela compreendeu, me perdoou e nós decidimos morar juntas, eu, ela e o Henry.
-Nããããooooo -- gritou Snow se levantando, e continuou Não é possível, Regina não perdoa ninguém, ela jamais esquece. Isso só pode ser um plano pra ela acabar com você e comigo. Não é possível que você não enxergue isso.
Emma respirou fundo novamente, ela não podia brigar agora, sabia o quão difícil seria para sua mãe entender que Regina não era mais aquela pessoa que passou a vida tentando se vingar.
-Mary, eu entendo que seja muito difícil pra você acreditar na mudança de Regina, afinal você só a conhece como a rainha má. Mas eu conheço os outros lados dela, ninguém é uma coisa só. Ela realmente passou a vida tentando se vingar por ter perdido o amor da sua vida, que ela atribui a culpa a você. Mas tudo o que ela precisava era amar novamente, e foi isso que aconteceu, nós nos amamos...
-Pelo amor de Deus Emma, não fale isso. Ela não é capaz de amar ninguém, ainda mais a minha filha. E você muito se engana ao achar que eu não a conheço bem. Eu a conheci antes de todas as tragédias, eu a conheci quando ela era genuinamente boa, ela salvou a minha vida. Por muitos anos eu quis acreditar que aquela mulher ainda existia, dei milhares de chances, até que eu aceitei que aquela mulher a quem eu também amei e muito, não existia mais -- falava a professora por entre lágrimas.
-Você tem alguma dúvida do amor de Regina por Henry?
Snow não respondeu.
-Pelo que você está falando o objetivo de vida dela seria destruir a sua felicidade acima de tudo. Mas não se esqueça que quando Henry comeu a torta de maça envenenada, ela ficou completamente desesperada procurando uma maneira de trazê-lo de volta, nem que pra isso tivesse que quebrar a maldição que foi o que acabou acontecendo. Ou seja, ela amou mais ao Henry do que odiou você. E novamente na história do nosso retorno do mundo encantado. Ela poderia ter nos matado facilmente, ela teria tudo, a sua morte e o filho só pra ela, mas ela novamente amou mais ao Henry do que odiou você. Eu realmente entendo o seu medo, mas eu a conheço, eu sei que ela me ama independente de eu ser sua filha assim como ela ama o Henry independente dele ser seu neto.
-Você não a conhece, eu também achava que a conhecia eu a amava profundamente... -- Mary falou baixo por entre o choro. Parecia uma garotinha ferida.
Emma se levantou, abraçou a mãe e disse:
-Então ame de novo. Por ela, por mim, por Henry e principalmente por você. Eu posso ver o quanto você sente a falta dela, é por isso que você está reagindo assim. Não é apenas medo que ela me machuque, também é medo que ela te fira de novo ou que você faça isso com ela novamente.
Snow chorou ainda mais forte e disse aceitando o abraço da filha:
-Eu acabei com a vida dela, eu nunca a perdoaria se seu pai tivesse morrido por culpa dela.
-Ela bem que tentou -- disse Emma com um meio sorriso tentando amenizar o clima.
Mary Margarett também deu um meio sorriso enquanto tentava enxugar as lágrimas e continuou:
— Por causa do meu erro, nós vivemos um banho de sangue. Primeiro Daniel, depois o meu pai e até o pai dela, que era quem Regina mais amava, ela o sacrificou para acabar com a minha felicidade. Como posso acreditar em uma mulher cujo ódio não conhece limites?
-Porque o amor dela também não conhece limites. Essa é Regina, ela é intensa.
-Então partindo do pressuposto que de fato ela te ame, o que te faz ter certeza que amanhã ou daqui a alguns anos se acontecer alguma coisa, se você cometer um simples erro, ela não vá te destruir?
-Eu não posso garantir isso. Ninguem pode. E eu nem quero garantias, tudo o que eu sei é que nós nos amamos, e que vamos fazer tudo uma pela felicidade da outra.
-Mas foi exatamente o que eu fiz. Eu a amava, e pra mim a felicidade dela estava em não perder a mãe, por isso eu contei de Daniel. Eu fiz por amor, mas não foi assim que ela viu.
-Mas você não pode se esquecer de uma coisa, ela foi manipulada pela mãe, que não queria que ela amasse ninguém, e por Gold, que queria que ela lançasse a maldição, para ver as coisas desse modo.
-E se ela for manipulada de novo? Regina não é a pessoa mais estável do mundo.
— E se eu te dissesse que daqui a alguns anos o David irá se enfurecer com o mundo e acabar com tudo, você o deixaria agora?
-Claro que não.
-Pois é, nem eu vou deixar a minha mulher por medo. Eu já me privei demais do amor por causa disso, assim como ela. Tudo que Regina fez desde que Daniel morreu, foi se proteger do amor, e do sofrimento que ele pode causar, por isso ela mandou a mãe pra outro mundo, por isso ela transformou o amor que tinha por você em ódio e por isso ela matou o próprio pai. Tudo o que ela fez não foi só pra se vingar, isso foi a maneira que ela encontrou para não amar nada nem ninguém, e não sofrer de novo. Eu a entendo bem, eu também me fechei, mas as coisas nesse mundo acontecem de forma bem diferente. Mas nada como um filho para acabar com todos os nosso planos, tanto eu como Regina, ao termos Henry entendemos novamente a dimensão do amor, e de como ele é o único caminho para a felicidade.
-Mas Emma...
-Chega Snow -- interrompeu David -- a nossa filha está decidida e ela já é bem grandinha pra tomar as próprias decisões, eu também não fico nada feliz em ter Regina como nora, mas isso não cabe a nós. Emma já se mostrou muito capaz de se proteger, afinal ela teve que se virar sozinha por 28 anos. O nosso papel aqui não é julga-la e sim apoia-la e deixar os nossos braços abertos caso ela esteja fazendo a escolha errada -- depois de se dirigir a esposa ele pergunta para a filha -- Ela a faz feliz?
-A mulher mais feliz do mundo.
-Então você tem a minha benção, e saiba que nós sempre estaremos prontos pra você.
-Obrigada pai -- ela agradece chorando enquanto o abraça.
Nesse momento Mary Margarett, se junta no abraço e diz:
-Tudo o que eu quero é que você seja feliz, mas por favor tome cuidado, e me prometa que se acontecer qualquer coisa que a deixe infeliz você vai voltar pra casa.
-Eu prometo.
Os três ficaram abraçados por um tempo, e então Emma foi arrumar as suas coisas, o que ela fez em tempo recorde, enquanto conversava com Henry. Contou um pouco do relacionamento dela com Regina, enquanto o menino pulava de alegria. Pediu para que ele tivesse paciência com Snow e assegurou que a relação entre ela e a rainha logo se resolveria. Também o confortou em relação a Cora, que ela não tentaria nada contra eles, nem contra Regina. Depois de tudo pronto, eles desceram e se despediram de David e Mary Margarett que ainda estava chorosa, mas já conformada. Entraram no carro, e não se pode dizer quem, entre a mãe ou o filho, estava mais animado. Enfim chegaram, saíram correndo do carro e tocaram a campainha. Do outro lado da porta veio um bilhete:
-Agora a casa é de vocês. Entrem sem bater. P.S: Vocês sabem onde a chave está.
Eles riram, pegaram a chave debaixo do capacho, e entram. Regina estava esperando por eles com um lindo sorriso no rosto. Henry logo correu e a abraçou, ela retribuiu o abraço e disse:
-Ô meu filho, eu estou tão feliz por você ter voltado.
-Eu também mãe. E estou ainda mais feliz por agora sermos uma família completa. Quer dizer, quase completa, só faltam alguns irmãozinhos e um cachorro.
Todos riram e a rainha respondeu:
-Vamos com calma rapazinho. Com relação a sermos uma família, acho que precisamos conversar um pouco. Eu sinto muito por você ter descoberto as coisas assim, sem ser por mim, mas eu tinha muito medo de te machucar.
-Me machucar? Eu não poderia estar mais feliz.
-Eu sempre soube que ele aceitaria bem -- falou Emma orgulhosa.
-Você sabe que nem todo mundo vai reagir como você. Está preparado? -- perguntou Regina.
-Eu não me importo com que os outros vão pensar, a única coisa que eu quero é nós três vivendo juntos e felizes. E eu tenho certeza que com o tempo todo mundo vai entender.
Regina não disse nada apenas abraçou o menino, e logo Emma fez o mesmo, os três ficaram abraçados até que Emma quebrou o silêncio e disse:
-Nós vamos ter todo o tempo do mundo para conversar disso e de tudo mais, mas agora eu estou com muita fome. O dia foi cheio e tudo o que eu quero é jantar e ir para o quarto -- falou as últimas palavras olhando para Regina que corou.
-Então vamos para a cozinha, como eu tive que arrumar umas coisas aqui em casa eu quase não tive tempo de preparar nada, então resolvi fazer uma macarronada, ela já está quase pronta -- disse a rainha.
Então eles seguiram para a cozinha, terminaram de fazer o jantar, comeram, lavaram a louça, conversaram um pouco e quando Henry já estava quase cochilando eles subiram as escadas, Emma levando as coisas dela para o quarto da ex-prefeita que agora era seu, e Regina levando as coisas de Henry para o seu antigo quarto enquanto ele escovava os dentes. Ele logo colocou o pijama e se deitou. A rainha se sentou na cama dele, e disse:
-Obrigada por ter voltado pra mim, meu filho. Dessa vez sem mentiras, sem maldição, sem magia, sem loucura.
-Obrigada por ter desistido de tudo isso por mim.
Ela sorriu e beijou a sua cabeça. Nesse momento Emma entrou no quarto e se sentou do outro lado dele na cama e perguntou fazendo biquinho:
-Tem lugar pra mim?
-Claro mãe -- ele respondeu rindo e a abraçou com um braço e Regina com o outro -- o único problema agora é como vocês vão saber quem eu estou chamando quando eu falar mãe.
Eles riram e depois de um tempinho a morena falou:
-Agora já está na hora de você dormir rapazinho.
-Vocês ficam comigo até eu dormir? Só hoje -- ele pediu fazendo biquinho, ele sabia que elas não resistiriam.
As duas mães se olharam e concordaram. Cada uma se deitou de um lado do menino, ficando bem apertadinhos e logo o sono chegou pra todos.
Notas finais
Pois é, a história tá acabando. O próximo capítulo é o último. Espero que vocês estejam gostando do final. Bjos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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