Fraqueza Ou Força?
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Esse capítulo dá uma pausa nos conflitos românticos. Infelizmente Swan Queen terá que esperar :( Mas não por muito tempo ;)
Regina acabou dormindo em meio às lágrimas deitada no sofá. Ainda nem havia anoitecido, mas o dia já tinha sido bastante cheio. Mas não tardou a seu sono ser interrompido. O barulho irritante da campainha a trouxe novamente a consciência. Ela não queria ver ninguém, não queria conversar e principalmente não queria ter que encarar Emma. Se a rainha bem conhecia a outra sabia que ela não tardaria a bater em sua porta. Mas logo uma voz chamando o seu nome veio do outro:
-Regina, Regina você está aí?Contrariando o palpite da morena, quem estava batendo em sua casa era a sua mãe. Então ela se levantou e foi abrir a porta. -Regina, minha filha, que cara é essa? Você esteve chorando? -Eu não quero falar disso mãe. Venha, entre.Cora deu alguns passos e viu a destruição que a rainha tinha causado minutos antes. Ela olhou os destroços e logo dirigiu o olhar para a sua filha perguntando: -Isso tudo por causa do episódio na delegacia? -Eu já disse que não quero falar sobre isso. -Tudo bem, como quiser. Eu não te disse que o pirata tinha se bandeado para o outro lado? -Eu ainda não tenho certeza se foi isso, não acho que eles tenham um caso, acho que foi algo circunstancial. -Isso não interessa, o que importa é que nessa cidade nós só temos uma a outra -- disse Cora e foi logo abraçando a filha, que correspondeu se aconchegando nos braços da mãe, deixando uma lágrima correr pelo seu rosto. -Acho que chegou a hora de eu te contar uma história -- falou a mulher mais velha. -Que história? -A minha história, por consequência a sua história e finalmente o outro motivo, além de você, que me trouxe pra cá. Eu só te peço uma coisa, não me interrompa, essa história é muito difícil pra mim, preciso conta-la de um fôlego só.Regina a olhou com uma expressão confusa, assentiu com a cabeça e fez sinal para que a mãe se sentasse e então começasse. Há muito tempo ela queria saber os planos da mãe, e além de tudo ansiava para tirar as suas próprias dores do pensamento. -A vida inteira eu tentei te ensinar uma lição muito valiosa. Amor é fraqueza. Eu aprendi da forma mais dura possível. Eu sempre tive uma vida muita difícil, minha mãe morreu muito cedo, meu pai tinha muitos problemas com bebida, e eu tive que lutar desde cedo para sobreviver. Além de todo o trabalho duro, a vida da filha de um moleiro é regada a humilhações, eu já não aguentava mais aquela vida. Certa vez, o rei estava dando uma festa e eu queria muito ir, queria saber como era estar do outro lado, como era a vida da nobreza, queria por pelo menos uma noite esquecer da minha sina miserável. Acabei conseguindo um vestido e fui para o baile. Mas logo fui reconhecida pelo rei, que como sempre, me insultou, e para não ficar por baixo inventei uma história de que eu era capaz de transformar palha em ouro, mas como ele tinha me ofendido eu não prestaria os meus serviços a ele. No entanto, ele logo percebeu o meu blefe, e quis se divertir as minhas custas. Chamou a atenção de todos e contou da minha suposta habilidade, disse que para provar que era um rei justo me trancaria em uma torre como uma roca de fiar e palha, e que se eu realmente a transformasse em ouro eu me casaria com o seu filho, caso contrário eu morreria. Ao ser jogada na torre, o medo tomou conta de mim, eu estava sentenciada a morte, tentei procurar maneiras de fugir, mas não havia nenhuma escapatória, mas sem que eu pudesse perceber, um homem estranho apareceu ao meu lado seu nome era Rumplestiltskin. Ele me ofereceu um acordo, transformaria toda aquela palha em ouro para mim se eu desse a ele o meu primeiro filho. Eu estava desesperada, eu iria morrer, então aceitei o acordo com uma condição, ao invés dele transformar a palha em ouro, ele me ensinaria como fazer. Ele concordou e ali eu tive o meu primeiro contato com a magia. Quando o rei viu o que eu tinha feito, ele cumpriu a sua parte no acordo e me fez noiva de seu filho. Mas desde o momento em que eu conheci Rumple, nós nos interessamos, e começamos um romance. Eu me apaixonei perdidamente por ele, até pensei em desistir do casamento real, mas já bem perto do dia da cerimônia eu descobri que estava grávida, e como eu só tinha tido um homem o filho só podia ser do senhor das trevas. Eu logo contei a ele e já estava pronta para desistir de tudo quando ele me contou os seus planos para a criança. Ele iria enegrecer a alma daquele ser a tal ponto que ele fosse capaz de soltar uma maldição que acabaria com todos os finais felizes e que transportaria a todos para outro mundo, para que Rumple pudesse encontrar o seu filho. Eu não queria esse destino para o meu filho de forma alguma, disse que essa criança também era filho dele assim como o outro que tinha o deixado, mas ele estava irredutível, para ele o meu filho nada mais era que uma peça no seu plano. Então eu fiquei completamente desesperada, não sabia o que fazer. Nós brigamos muito e ele garantiu que eu estando com ele ou não ele teria o meu primeiro filho. Eu estava vagando pelos jardins do castelo, tentando encontrar um modo de mudar o destino da minha criança, quando o príncipe Henry com quem eu me casaria apareceu. Eu sabia que ele era um homem bom, sabia que o que eu estava fazendo com ele não era correto, mas ele parecia me amar tanto... Ele viu o meu desespero e insistiu para que eu contasse a ele a causa da minha angustia. Eu não sabia mais o que fazer então eu contei tudo a ele. Por melhor que o príncipe fosse saber da minha traição o deixou muito transtornado, mas mesmo assim ele prometeu me ajudar. Nós nos casamos e depois de alguns meses o meu bebê nasceu, eu fiquei muito feliz e muito assustada ao mesmo tempo. Henry não saiu do meu lado e garantiu que já tinha tomado todas as providências. Então depois de acalentar a minha criança, de amamenta-la, de me perder nos seus lindos olhinhos, eu adormeci. Acordei com o barulho do príncipe andando de um lado para o outro, ele estava com o semblante desesperado. Eu imediatamente olhei par os lados procurando o meu bebê, sem encontra-lo, e perguntei desesperada onde ele estava. O príncipe logo se ajoelhou ao lado da minha cama chorando, e me disse que havia contado tudo ao rei pedindo a sua ajuda. Ele havia garantido que resolveria o problema, e ingênuo como Henry sempre foi ele acreditou que seria da melhor forma possível. Então ele me contou que logo depois que eu dormi, o rei entrou no meu quarto, pegou o meu filho e colocou uma planta em sua boca dizendo que fazia parte do plano e que não faria mal a criança. Pouco tempo depois Rumple apareceu e pegou o meu bebê como estava no acordo. Henry não queria deixar que ele levasse a minha criança, mas o rei o convenceu dizendo que tudo daria certo. Só depois que o senhor das trevas saiu com o meu bebê é que o rei contou qual era o plano. Como ninguém escapava de um acordo com Rumplestiltskin ele tinha que entregar a criança, mas que o reino não podia conviver com uma prova viva da traição de uma ex plebeia ao princípe. Então o rei contou que a planta que ele tinha dado ao bebê, mataria a criança em algumas horas. Quando Henry me contou tudo isso eu fiquei completamente devastada, eu havia sido traída pelo homem que eu amava, pelo homem que eu estava aprendendo a amar, e novamente humilhada pelo rei. Naquele momento eu percebi que só o que interessava era o poder, o amor nos torna fracos e vulneráveis. Assim que eu me recuperei do parto, eu coloquei em prática uma das aulas que eu tinha tido com Rumple. Arranquei o primeiro de muitos corações, o do rei, e esmaguei o vendo morrer aos meus pés. Logo em seguida eu arranquei o meu para nunca mais sentir nada. Foi por isso que eu desenhei pra você todo um caminho para o poder, esse era a única maneira de termos o que realmente importava. Mas quando você fez aquele discurso achando que eu estava morta, apesar de eu não ser capaz de sentir, eu me lembrei do amor que eu tive pelo meu primeiro filho, e eu percebi o quanto você me amava então resolvi fazer um experimento. Depois de tantos anos eu recoloquei o meu coração e instantaneamente fui bombardeada por um turbilhão de sentimentos que logo pareceram pequenos a eu me dar conta da imensidão do amor que eu sentia por você -- a partir desse momento Cora não conseguiu mais falar, as lágrimas já corriam pela sua face há muito tempo, mas nesse ponto da história ela começou a soluçar e não mais proferiu palavras.
Regina que também já chorava há muito, abraçou a mãe e elas se entregaram completamente a emoção. Quando foram interrompidas pelos gritos de Emma vindo do lado de fora da casa, chamando por Regina. Esse sem dúvida não era o momento para conversarem, então Cora começou a fazer o feitiço de transporte e olhou para a filha como se pedisse permissão, essa assentiu com a cabeça, deu a mão para a sua mãe, e logo foram envolvidas pela névoa roxa que as levou para a casa de Cora.
Notas finais
Esse foi um capítulo muito importante para o decorrer da história. Nós precisávamos saber o que tinha acontecido com Cora, e por mais que eu quisesse fazer uma linda cena de amor de Regina e Emma, não faria o menor sentido. Cora acha que conseguiu trazer Regina de vez para o seu lado, então para ela esse é o momento de contar a sua história. Por favor me digam o que acharam, podem criticar. Eu fiquei em conflito na construção da história de Cora, mas eu não posso negar que eu amo a personagem e queria dar a ela ainda mais motivos pra ela ser assim, e eu precisava dar o coração a ela... Novamente eu peço que me digam o que acharam desse capítulo em especial. Como não teve interação entre as protagonistas eu vou tentar postar ainda mais rápido o próximo capítulo, vou escreve-lo agora, mas mesmo que vocês leiam esse e o próximo juntos eu prefiro saber o que vocês acharam desse ok? Obrigada e beijos :)
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