Notas iniciais
Amores, desculpem a demora. Mas tenho que admitir uma coisa, todo o tempo livre que tenho eu tenho pensado em uma nova fic. Mas não vou começar outra sem ter terminado essa, e não quero terminar essa de qualquer jeito. Então como vou ter mais tempo essa semana vou tentar postar vários capítulos logo para terminar e eu poder começar outra ;)Mas fiquem tranquilos que não vou fazer de qualquer jeito não, vou seguir toda a historia que eu tinha na cabeça, vou me dedicar a ela e postar muito ;) Bjos

Estavam dormindo profundamente quando o som estridente do toque do celular da xerife as despertou. Emma, contra a sua vontade, se levantou da cama, pegou o aparelho e respirou fundo ao ver o nome da sua mãe no visor. Tentou disfarçar a voz de sono e atendeu.
-Alô.
-Oi Emma, como foi a conversa com a Regina? Já passa de meio dia e ainda não recebi notícias suas.
-É que eu ainda não falei com ela, estou chegando na casa dela agora, me demorei na ronda e parei um pouco pra pensar.
-Espero que esse tempo que você passou pensando tenha te colocado algum juízo na cabeça e te feito mudar de idéia.
-Pelo contrário, esse tempo só me deu mais certeza. Mas agora não posso mais conversar, vou falar com a Regina, quando tiver novidades eu te aviso.
-Tá bom. Tome cuidado.
-Pode deixar. Tchau.
A ex-prefeita estava ouvindo a conversa sem entender direito. O que Emma tinha para falar pra ela, e que Snow sabia? Estava muito curiosa, então assim que a loira desligou o aparelho foi logo perguntando enquanto se enrolava nos lençóis:
-Que assunto é esse que você tem pra tratar comigo?
-Curiosa? falou a loira se divertindo com a situação.
-Intrigada é uma melhor palavra.
-Então vamos acabar logo com isso disse a xerife sentando na cama de frente para a rainha e também se cobrindo ontem, depois da nossa maratona de jogos Henry nos comunicou de uma decisão que havia tomado. Ele decidiu que quer voltar a morar com você.
Regina arregalou os olhos, não esperava por isso, logo lágrimas começaram a descer por sua face.
-Não brinque comigo Emma, isso é muito sério pra mim.
-Eu não estou brincando Regina, ele está decidido a voltar pra cá. Por mais que argumentássemos, ele já tinha tomado a decisão.
Regina chorava e ria ao mesmo tempo e em meio as emoções pensou em Emma e perguntou:
-Mas se ele quer voltar pra cá, significa que você não vai estar mais com ele. E mesmo assim você veio aqui, passou a manha toda comigo, e está me contando isso com um sorriso nos lábios. Eu não consigo entender, se fosse o contrário eu já teria colocado esse cidade abaixo.
Emma riu e respondeu:
-É que as notícias não acabam por aqui. Quando Henry falou que ele queria ficar com você, ele disse que o ideal é que estivéssemos todos juntos, mas já que a sua relação com Snow é terrível, isso não seria possível. Mas já que nós duas estamos melhorando o nosso relacionamento, ele me pediu pra vir morar aqui também.
Regina não se controlou e riu alto, seu filho realmente era uma criança inocente.
-Por que vocë está rindo Regina?
-Eu estou pensando na situação constrangedora que você ficou, como você disse a ele que isso não fazia o menor sentido?
-Eu disse exatamente o oposto, aceitei na mesma hora. Isso é tudo que eu mais quero, estar com Henry e com você todos os dias.
Regina se levantou enrolada no lençol e começou a andar de um lado para o outro enquanto falava:
-Você não pode estar falando sério Emma. Isso é um absurdo, nós fomos inimigas durante tanto tempo, e mesmo agora que estamos juntas não conseguimos passar mais do que algumas horas em paz, sem contar que ninguem sabe da gente. Alem do mais tem uma semana que a gente começou isso que a gente está vivendo agora, morarmos juntas é a coisa mais sem sentido que eu já ouvi, você não pode estar falando sério.
-Eu não acredito que você está fazendo isso, qual o seu problema Regina? O que você quer comigo afinal de contas? Nós temos a oportunidade de ficar juntas e você reage desse jeito? Se você não quiser contar do nosso relacionamento pra todo mundo, embora eu ache uma bobagem, tudo bem, a gente espera mais um pouco, mas eu acho que pelo menos para o nosso filho a gente tem que contar, já que vamos estar morando todos juntos.
-Não Emma, isso não vai acontecer, isso não tem o menor sentido. Ouça o que você está falando. Tudo isso é muito precipitado, não vou envolver o meu filho nisso falou enquanto vestia o robe.
Emma já estava desesperada, não imaginava que a mulher por quem estava apaixonada fosse negar o que pra ela parecia ser a felicidade plena. A sua cabeça estava a mil, queria convencer a outra de qualquer jeito, nem que pra isso precisasse continuar mentindo para Henry.
-Tudo bem, você não quer contar pra Henry, como já disse acho uma besteira, mas tudo bem, nós dormimos em quartos separados, e contamos a ele quando você achar melhor.
-Emma, você não está entendendo. Nós não vamos morar juntas, não agora. Isso não tem lógica nenhuma. Vou repetir, nós estamos juntas a apenas uma semana, mesmo que o nosso relacionamento fosse o reinado da paz, isso seria muitíssimo precipitado, imagine na nossa situação. Nós brigamos o tempo todo, a sua família me odeia e eu odeio a sua família, a cidade inteira quer me destruir, e ainda por cima minha mãe está aqui.
-Chega Regina disse Emma procurando suas roupas e as vestindo enquanto gritava você tem razão nós náo podemos morar juntas, mas não é por causa dessas besteiras que você está dizendo, é simplesmente porque você não quer. Eu sou uma idiota mesmo, eu achei que você gostasse de mim de verdade, que nós seríamos uma família, mas é claro que não, pra você eu não passo de mais uma. Como eu fui tola, me apaixonei pela rainha má e fui contaminada por toda essa porcaria de contos de fada, fui ingênua ao ponto de achar que ela também se apaixonaria por mim. Mas não, é claro que não, você está morta por dentro, nunca será capaz de amar de novo.
Emma já ia saindo do quarto, quando Regina a segurou pelo braço e disse:
-Não faz assim Emma, você sabe que eu sou apaixonada por você, que eu nunca senti por ninguém o que eu sinto por você, mas tudo é muito novo, as coisas estão acontecendo muito rápido, eu preciso de um tempo.
Emma olhou fundo nos olhos de Regina, a puxou para si e a beijou apaixonadamente ao terminar o beijo colou a sua testa a da outra e disse:
-Eu te amo.
Regina não sabia o que dizer, estava muito confusa, tudo estava acontecendo muito rápido. Ela precisava organizar os seus pensamentos e sentimentos, tudo era tão novo... Enquanto ainda estava perdida em seus pensamentos, com a testa colada na testa da loira e os olhos marejados, a xerife se afastou e apenas disse:
-Eu sabia.
Virou de costas e foi saindo do quarto. Diante da saída abrupta da loira, a rainha gritou:
-Emma, espera. Aonde você está indo?
A xerife continuou andando e respondeu:
-Estou indo embora.
-Porque? Nós precisamos conversar, por favor não vá embora assim.
-Nós não temos mais nada pra conversar Regina. As coisas estão muito claras falou descendo as escadas.
-Porque você está brava assim? Eu não falei nada demais, eu estou apenas sendo sensata.
-Eu sei que você não disse nada, e é exatamente por isso que eu tenho que ir, o seu silêncio foi a resposta que eu precisava disse abrindo a porta e saindo da casa da ex-prefeita.
-Emma, Emma, espera... Gritava Regina por entre lágrimas, da varanda da sua casa trajando apenas um robe, enquanto via a xerife se afastar, entrar no carro e sair.
Do outro lado da rua, em cima de um prédio, estava Hook assistindo toda a cena. Viu Emma sair em disparada, com Regina logo atrás vestindo nada mais que um robe, gritando por ela em meio ao choro sem obter resposta. Essa era a chance do pirata, ele não poderia querer uma circunstancia mais apropriada, tudo que ele teria que fazer era assegurar a Cora que Regina não estava apaixonada, e combinar com a bruxa um jeito para que a ex-prefeita o pegasse beijando Emma. Ela estava com raiva e vulnerável, isso não seria muito difícil. Desceu rapidamente pela escada de incêndio do prédio em que estava e foi correndo colocar seu plano em prática.
Chegou rapidamente a casa de Cora, não sem antes checar se a xerife estava na delegacia. Pelo pouco que conhecia da loira, sabia que ela não iria mostrar a sua devastação para ninguem, e como ele deduzira de fato o fusca amarelo estava parado em frente a delegacia. Ele teria que ser rápido.
Tocou a campainha diversas vezes e logo Cora abriu a porta dizendo:
-Que pressa é essa pirata? O que aconteceu?
-Temos que agir rapidamente, essa é a hora perfeita para separarmos Regina de Emma.
-Eu já te disse que não vou fazer isso até ter certeza que a minha filha não está apaixonada disse fazendo um gesto para que o pirata entrasse e assim que ele já estava dentro de casa fechou a porta.
-É por isso mesmo que eu estou aqui. Eu não sei qual o plano da sua filha, mas ela definitivamente não está apaixonada.
-Como pode ter tanta certeza?
-Você acha que se ela estivesse apaixonada, ela teria me convidado pra passar a noite na casa dela? disse sorrindo.
— É de lá que você está vindo? disse Cora vermelha de raiva.
-Mais ou menos, antes que você me mate, fique sabendo que eu não aceitei o convite, por mais tentador que fosse, não quis me arriscar a fazer nada antes de falar com você, e vejo que minha escolha foi sábia, visto o seu olhar de raiva.
-Esperto da sua parte, se você tivesse se aproveitado da minha filha eu nem sei o que faria.
-Mas as evidências não acabam aí, fiquei de tocaia na porta da casa dela, e hoje de manha Emma apareceu por lá e algum tempo depois Regina a colocou pra fora. Não sei o que a loirinha fez, mas deixou a rainha uma fera.
–É, realmente parece que Regina está apenas tramando algum plano. Não sei como pude cogitar a hipótese dela ter se apaixonado por aquela garota.
–E agora que elas brigaram, é a hora ideal para afastarmos as duas de vez. Porque mesmo que ela não esteja apaixonada, enquanto Regina tiver alguém do seu lado, ela não virá completamente pra você.
–É, você tem razão. Qual o plano?
–Bem, você sabe o quão temperamental Regina pode ser. Se ela me vir com Emma, por mais que não goste dela, o seu orgulho não irá permitir que ela se aproxime da outra. E isso vai ser muito fácil de conseguir. Emma deve estar com muita raiva, por causa da briga que elas tiveram, darei um jeito de beija-la, e nesse momento Regina tem que ver.
–E como faremos isso?
–Você tem algum feitiço que me faça saber quando você está chegando?
–Claro.
–Então ótimo. Você vai até a casa de Regina e diz que acha que eu estou te traindo e passando para o lado de Emma, inventa alguma coisa para que ela fique desconfiada e pede pra ela ir com você até a delegacia, pois você tem certeza que eu vou estar lá junto com ela. Quando eu sentir a sua presença eu beijo a Emma, e pronto. Não tem como dar errado.
–É pirata, você está me saindo melhor que a encomenda. O seu plano é realmente bom. Vamos colocá-lo em prática já.
–Isso, espere um pouco para ir, porque diferente de você eu não me transporto magicamente, levarei um tempo até chegar lá, e um tempo jogando o meu charme- disse rindo.
–Tudo bem, agora vá.
Hook virou de costas e saiu em direção a delegacia.

Logo depois que o carro de Emma saiu da sua porta, Regina entrou em sua casa e chorou pensou no quanto elas brigavam. Será que Emma não percebia o quanto estava sendo precipitada? Mas mesmo diante dos pontos de vista diferentes, de todos os desentendimentos, de todas as dificuldades, Regina amava Emma, mas não podia ser ingênua ao ponto de pensar que o amor resolve tudo, ela não era mais a garotinha que acreditou piamente nisso e viu seu mundo todo desmoronar. As coisas teriam que ser feitas aos poucos, primeiro elas teriam que falar com Henry, ver como ele lidaria com a situação, depois com o resto das pessoas, e então se tudo desse certo, elas pensariam na possibilidade de morarem juntas. Não podiam simplesmente pular todas as etapas de maneira impensada. É bem verdade que ela já estava mais tranquila com a reação das pessoas, ela não se importaria de enfrentar a cidade inteira, seu medo era o que sua mãe seria capaz de fazer com Emma, mas sua mãe parecia estar diferente, talvez estivesse mudando por ela assim como ela estava mudando por Henry. Ela estava disposta a abrir o jogo já que Emma queria tanto, mas uma coisa de cada vez. Mas ao ver Emma saindo daquele jeito o seu coração se partiu em pedaços. Tudo o que ela precisava agora era de colo, e ela não tinha ninguém a quem recorrer. Ou talvez tivesse. Ela iria procurar consolo nos braços da sua mãe, não iria contar nada ainda, mas ela precisava ter alguém por perto, precisava de um abraço. Então enxugou as lágrimas, que não queriam parar de cair, subiu, tomou um banho, se arrumou e então seguiu para a casa de Cora.
Poucos minutos tinham se passado desde que Hook havia saído e novamente a campainha da casa de Cora tocou. Será que o pirata tinha esquecido alguma parte do plano? Cora foi abrir a porta e se espantou ao ver a sua filha.
-Regina, minha querida, você acredita que eu estava me preparando para ir até a sua casa? disse enquanto ia em direção a filha com os braços abertos.
Elas se abraçaram, e quando Cora ia se afastar, sentiu Regina ainda abraçada ao seu corpo. Sem dizer nada voltou os seus braços ao redor da filha e a abraçou novamente esperando até que a outra se afastasse. Ficaram ali alguns minutos, umas nos braços da outra, até que Regina acabou o abraço.
Cora fitou a filha que estava com um semblante triste e tocou o seu rosto enquanto perguntava:
-Aconteceu alguma coisa minha filha?
Regina ainda não estava preparada pra contar, e mesmo que estivesse, a primeira pessoa a saber tinha que ser Henry, ela não continuaria seu romance se isso fosse machucá-lo.
-Não, não aconteceu nada. Eu apenas gostei muito do nosso jantar ontem. Eu ando muito sozinha nesse mundo, e ontem pela primeira vez na vida eu pude fazer uma refeição tranquila com a minha mãe, e eu tenho que admitir que eu gostei muito disse a rainha com um leve sorriso nos lábios.
-Ô minha querida, eu também gostei muito. Eu cometi muitos erros com você. Eu planejei toda a sua vida, e queria a todo custo que você cumprisse os meus planos. Mas desde que você chorou em cima do meu túmulo, desde que eu percebi que você me amava eu decidi tentar não interferir na sua vida. Eu acho que vai ser difícil fazer tudo certo, mas eu vou tentar fazer o melhor possível.
Elas novamente se abraçaram, mas logo Regina se afastou e perguntou:
-Mas me diga, você disse que ia até a minha casa, tem algum assunto em especial para tratar?
Cora parou um segundo e pensou, ela acabara de dizer que não iria interferir na vida da filha, mas estava prestes a fazer tudo novamente. Mas dessa vez era diferente, Regina não gostava daquela loira metida a besta, e de qualquer forma ela não obrigaria a xerife a fazer nada, elas apenas dariam um flagra na traição de Emma, na realidade ela estaria fazendo um favor a sua filha. Após a breve reflexão disse:
-Tenho um assunto sim, vamos entrar em casa e conversar com calma.
Entraram, se sentaram no sofá e então Cora começou a falar:
-Sabe o que é minha filha? Eu acho que Hook está se bandeando para o lado daquela Emma.
-O que? Eu duvido. Porque você esta achando isso?
-Bem, ele tem sumido misteriosamente, anda cheio de segredinhos, eu já o vi entrando na delegacia algumas vezes, sem contar todo o ar de romance que eu mesma presenciei na floresta encantada. Era nojento. E aquele pirata vai conforme o vento sopra, se ele achar que ela é uma aliada melhor para a sua vingança contra Rumple, ele não pensará duas vezes em ir para o lado dela, ainda mais se tiver um romance como bônus.
-Não mãe, isso não faz o menor sentido. Emma não faria isso.
-Como você pode ter certeza? Aquele pirata não vale nada, mas sabe como ser charmoso quando quer.
-Ainda não acho que Emma cairia naquelas cantadas baratas.
-Então vamos tirar a prova.
-Como?
-Ele estava aqui em casa agora a pouco e não me disse pra onde estava indo. Eu sou capaz de apostar que ele está com ela.
-E onde eles estariam?
-Na delegacia, com toda certeza. Vamos lá?
-Se você quiser. Eu ainda duvido que eles estejam juntos.
-Eu realmente espero que não, perder mais um aliado não está nos meus planos, mas não posso ficar na dúvida Cora se levantou e fez sinal para Regina se levantar já começando a preparar o feitiço de transporte, mas logo a morena a impediu.
-Não mãe. Sem feitiços. Nós vamos de carro.
-Como quiser minha filha.
Logo as duas entraram no carro e seguiram em direção a delegacia, onde para a surpresa de Regina, o fusca amarelo estava estacionado.

Notas finais
E aí galerê? O que será que vai acontecer?