Notas iniciais
Hoje eu estou bombando na quantidade de capítulos. Quero compensa-las pelo tempo que vou passar longe. Ainda vou tentar postar mais um ou dois antes de sábado. Bjos

Quando Cora estava saindo para voltar para sua casa teve uma ideia para acelerar a aproximação com a sua filha, e ainda de quebra tentar descobrir mais sobre o suposto relacionamento dela com Emma tendo a ajuda do pirata.

-Hook, acho que vou fazer um jantar para inaugurar a casa nova, vou chamar Regina e aí você tenta tirar alguma informação sobre a relação delas duas.

— Ótimo, encontrar a sua filha é sempre um prazer.

-Então esteja lá as 19:00hs.

Cora explicou o caminho para a sua casa, descansou foi para casa de Regina onde deixou um bilhete a convidando para o jantar. Voltou para sua descansou um pouco, se arrumou e ao dar 17:00hs foi para o estábulo. Depois de alguns minutos ouviu o barulho de um ônibus e logo viu o seu neto correndo em direção a uma baia, então foi ao seu encontro.

-Olá Henry.

-Oi Cora, e então o que quer conversar comigo – disse o menino enquanto pegava uma escova e subia em um banquinho para pentear o seu cavalo.

-Eu quero te conhecer, saber mais de você. Já sei que você é um menino inteligente e corajoso, poucos meninos na sua situação teriam aceitado me encontrar com todos dizendo o quanto eu sou terrível. Por que você aceitou me ver?

-Eu quero saber porque todo mundo te acha tão terrível, o que foi que você fez?

-Isso são águas passadas meu querido, vamos pensar no futuro.

-Não, eu só vou continuar a me encontrar com você se você for verdadeira comigo e me contar tudo o que aconteceu, do contrário não precisa nunca mais aparecer ou eu vou contar pra todo mundo que você está atrás de mim.

-Você se parece com Regina, mas do que eu imaginei. Ela também sempre foi insolente. Se eu te contar, você promete que não vai fugir de mim e que vamos continuar nos vendo?

-Prometo.

-Você sabe o porquê de Regina odiar tanto Snow?

-Não, sempre quis saber.

-Então essa história vai como bônus.

Cora contou a sua versão da morte de Daniel. Desde o momento em que Snow falou dos planos de fuga de Regina até o momento em que ela esmagou o coração do garoto do estábulo. Ela fez questão de frisar que ela fez o que achava que seria melhor pra sua filha. Mas a cada palavra que saía da boca de Cora, Henry ficava mais horrorizado, não podia acreditar que uma mãe fosse capaz de uma coisa dessas, e ele achando que Regina era ruim. Sentiu uma compaixão muito grande da sua mãe, e por mais que discordasse das ações dela, ele finalmente entendeu os seus motivos. Sentiu muita tristeza por ela, e culpa pela maneira como a havia tratado. Lágrimas escorreram por sua face, e quando ela terminou a historia não se conteve e disse:

-Você realmente é uma bruxa, todos tinham razão, se você é capaz de fazer algo assim com a sua própria filha, imagina o que já não fez com os outros.

-Henry, eu me arrependi do que eu fiz, mas eu só queria o melhor pra ela, achei que se ela fosse rainha ela seria muito mais feliz.

Henry ia retrucar mais a buzina do fusca amarelo, era o sinal para ele ir embora.

-Eu tenho que ir minha mãe chegou.

-Nos vemos amanhã de manhã?

-Não, no fim de semana eu não sei em que horário eu virei pra cá.

-Não se esqueça do que você prometeu.

-Eu não me esqueci, por mais que eu não queira te ver, você cumpriu a sua palavra e eu vou cumprir a minha, a partir de segunda meus horários voltam ao normal e a gente continua se encontrando aqui.

Antes que a outra pudesse responder o menino já havia saído correndo em direção ao carro. Cora sabia que conquistar o menino não seria nada fácil, mas ela conseguiria. Ao se ver sozinha partiu em meio a sua névoa roxa voltando para casa onde terminaria os preparativos do jantar.

Enquanto corria para o carro, Henry limpou bem os olhos para que não ficasse nenhum vestígio de choro, como ele iria explicar isso para Emma? Não podia falar do encontro com Cora. Agora tudo que ele queria era ver a sua outra mãe, não iria contar que sabia da sua história apenas queria poder abraça-la, se desculpar de alguma maneira por nunca ter tentado olhar o lado dela. Ao entrar no carro foi logo falando:

-Oi Emma, eu quero ver a minha mãe.

-Oi garoto, aconteceu alguma coisa?

-Não, apenas me deu saudade dela.

-Mas você dormiu lá ontem. Eu combinei com Mary Margarett e David que passaríamos a noite todos juntos, em família.

-Tudo bem, então vamos dar apenas uma passada lá e aproveitamos para pegar alguns jogos para nossa noite em família, pode ser?

-Ok.

Emma não podia dizer, mas estava super feliz, mesmo que por pouco tempo ver Regina sempre a deixava contente.

Enquanto isso na mansão Regina se arrumava, há horas atrás tinha visto a mensagem da mãe a convidando para jantar. Estava se arrumando com ainda mais capricho do que habitualmente, queria estar muito bonita para orgulhar Cora, não tinha jeito, por mais forte e crescida que fosse uma parte dela sempre esperaria a aprovação de sua mãe. Tinha tomado um banho demorado, colocado um vestido preto lindo, que realçava o seu belo corpo e mostrava suas belas pernas que pareciam ainda mais delineadas pelo uso dos magníficos sapatos de salto 15. Já estava com o cabelo arrumado, devidamente maquiada, com os lábios bem pintados de vermelho, os olhos realçados pelo lápis, delineador e rímel bem passados, ia colocar os brincos quando a campainha tocou.

Ela desceu e ao abrir a porta se assustou com algo vindo em sua direção e a agarrando com força. Logo percebeu que era seu filho, o abraçou de volta e perguntou:

-Henry, aconteceu alguma coisa?

-Não, eu só estava com saudade.

-Ô meu querido, eu também estava com saudade. Mas o que faz aqui? Emma me disse que hoje vocês jantariam por lá.

-É, e vamos. Mas eu queria muito te ver, nem que fosse rapidamente, e vou aproveitar pra pegar uns jogos, lembra que sexta é dia de jogo? Você não quer vir com a gente?

-Não meu querido, obrigada. Acho melhor que hoje a noite de jogos seja apenas de vocês.

-Tudo bem, eu sei que você e Snow ainda não se acertaram, mas espero que logo nós todos sejamos uma grande família. Vou subir para pegar uns jogos está bem?

-Claro, meu bem.

Henry subiu as escadas, e Regina se dirigiu a Emma que estava na porta parecendo hipnotizada olhando para a prefeita.

-Ei, Miss Swan, está tudo bem? – Ela disse rindo e passando a mão da frente dos olhos da loira tirando a outra do transe.

-Regina, aonde você vai? Porque está toda arrumada desse jeito? – a xerife disse meio irritada.

A ex-prefeita fez um sinal para que a outra entrasse e logo fechou a porta.

-Bem, a minha namorada disse que não poderia me ver hoje então eu arranjei outra coisa pra fazer – disse a rainha rindo.

-É sério Regina, pra onde você está indo linda assim?

-Acho que agora sou eu que ouço um tom de ciúme na sua voz.

-Pare de se divertir às minhas custas.

-Você fica linda com ciúmes – sussurrou Regina no ouvido de Emma que se arrepiou instantaneamente.

-Não me provoque Regina, você não sabe o quanto eu estou me controlando pra não te agarrar aqui mesmo.

-Nem pense nisso, Henry logo vai descer – disse a ex-prefeita se afastando.

-Então me diga logo aonde você vai, ou eu vou te imprensar contra essa parede agora.

-Tudo bem xerife você venceu. Minha mãe me convidou para jantar para inaugurar a nova casa.

-E você precisava se arrumar tanto?

-Eu sempre gostei de me arrumar, isso não é nenhuma novidade.

-E quem vai estar lá?

-Acho que ninguém, minha mãe não tem muitos amigos.

-Ela tem o Hook.

-Verdade. É provável que ele esteja lá.

-Você não acha que está meio frio? Talvez fosse melhor mudar de roupa.

-Miss Swan, que bobagem é essa agora?

-Regina, eu conheço o Hook ele vai se jogar pra cima de você de qualquer jeito, ainda mais com você maravilhosa assim.

-Você está com ciúme de mim ou dele?

-Não fale besteira Regina, você sabe que eu só quero você.

-Então minha querida, não se preocupe, eu também só quero você.

-Mas vocês já tiveram uma história juntos.

-Não Emma, nós não tivemos nenhuma história, a gente apenas se divertiu e foram poucas vezes.

-Não, eu não quero saber, só de imaginar eu tenho vontade de matar aquele pirata.

-Até poucos dias atrás você estava considerando sair com ele.

-Isso porque você não queria saber de mim. Mas isso não vem ao caso quem vai sair com ele hoje é você.

-Eu não vou sair com ele, vou jantar na casa da minha mãe onde ele provavelmente vai estar é só isso minha querida.

-Só de saber que ele vai estar te olhando, vai estar a poucos centímetros de você enquanto eu vou estar longe, me mata. Era pra eu ficar te admirando a noite inteira, era eu que tinha que estar do seu lado ao alcance da sua boca, de todo o seu corpo – disse Emma se aproximando cada vez mais até sussurrar as ultimas palavras no ouvido da rainha e em seguida beijou lentamente o seu pescoço.

-Emma, não faz isso comigo, você sabe que eu não resisto – a voz de Regina saiu sussurrada.

Antes que a xerife pudesse responder elas ouviram os passos do garoto descendo as escadas e se afastaram rapidamente tentando se recompor.

-Pronto. Já peguei os jogos. Podemos ir.

-Então vamos. Você pode me esperar no carro um minuto? – disse Emma.

-Vocês não vão brigar vão?

-Não garoto, fique tranquilo – a xerife falou sorrindo.

-Tchau mãe, a gente se vê amanhã né? – disse Henry se dirigindo a Regina.

-Claro filho, se divirta bastante – respondeu a morena.

O menino deu um abraço forte na mãe e seguiu para o carro. Assim que ele saiu Emma fechou a porta e partiu pra cima de Regina com pressa, a puxou pela cintura e foi beija-la com paixão, mas a rainha se virou fazendo com que sua boca tocasse a bochecha da outra.

-Não Emma, você vai ficar toda borrada – disse Regina sorrindo.

-Eu não me importo, eu preciso de você agora.

— Não. Como você vai explicar a sua boca toda borrada de vermelho pro Henry?

Emma soltou a ex-prefeita e disse:

-Isso não se faz Regina.

-Mas eu não fiz nada minha querida.

-Eu não aguento ver você linda assim e não poder te tocar.

-Você me disse que vamos nos ver bastante esse fim de semana, eu prometo te recompensar – falou a morena enquanto passava o seu nariz pelo pescoço da outra como se fosse um gato, ao mesmo tempo em que acariciava o seu corpo e roçava o centro da loira com a sua coxa.

Emma não conseguia nem responder, apenas suspirava. Regina se afastou e disse.

-Não deixe meu filho esperando Miss Swan.

-Você realmente faz jus ao título de rainha má.

Regina riu e abriu a porta.

-Me liga quando chegar, tá bom?

-Combinado. Agora vá – a rainha falou sorrindo.

Então Emma seguiu em direção ao carro e foi contra a sua vontade para casa.

Notas finais
Como sempre espero os comentarios de vocês, podem criticar minha gente. Bjo