Fraqueza Ou Força?
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Hook estava com as costas e um pé encostados na porta enquanto olhava o seu ganho, quando foi interrompido pela voz de Emma:
-Vejo que já se recuperou da surra que lhe dei – falou a xerife sorrindo.
-Tapas de amor não doem querida.
-O seu desmaio provou que não havia amor nenhum em meu punho.
-Eu só queria lhe dar uma vantagem, afinal, como vê, eu também estou aqui.
-E por falar nisso, o que faz aqui? O seu objetivo não era acabar com Rumplestilskin?
-De fato, mas não esperava encontrar magia aqui, vai ser um pouco mais desafiador do que eu esperava. Mas, eu adoro um desafio – disse Hook tocando de leve o rosto da loira.
-Acho que você precisa aprender a diferenciar desafios de batalhas perdidas.
-Eu não entro em batalhas perdidas, eu sei quando eu tenho uma chance.
-Bem, chega de conversa fiada, eu preciso trabalhar. O que você veio fazer aqui?
-Vim te ver querida. Estava com saudade, não consigo tirar o seu olhar de menina perdida da minha cabeça.
-Você é mesmo um masoquista não é mesmo?
-Do que está falando querida? Eu sei que esse jeito rude não passa de uma proteção, mas que por baixo dessa casca tudo o que há é uma garota pedindo para ser amada.
Emma apenas rola os olhos, não teria coragem de negar a sua necessidade de amor, mas também não facilitaria para o pirata. Ele era tão esnobe e atrevido, mas não podia negar que se sentira atraída por ele na terra dos contos de fada, mas agora só Regina povoava os seus pensamentos. Aquela que a tirara dos seus pais, que destruíra a felicidade de todos os que amava e que agora a estava rejeitando. Talvez fosse a hora de esquecê-la. Mas por mais charmoso que Hook fosse, ele era aliado de Cora, e quase a havia deixada presa na outra dimensão, tinha que colocar os pensamentos em ordem.
Diante do silêncio de Emma, o pirata foi se aproximando ficando a apenas alguns centímetros de distância, a encarou alguns segundos e então se aproximou da orelha da xerife e sussurrou:
-Que tal um tour por Storybrooke hoje a noite? Mal posso esperar para estar sob a luz da lua com você – disse Hook percebendo um leve arrepio percorrer o corpo da loira quando o calor da sua boca atingiu a orelha da loira.
-Sério Hook? Você realmente acha que eu vou sair com você? – disse a Emma se afastando para que ele não percebesse o arrepio que havia lhe provocado.
-Eu sei que você quer.
-Pois está enganado.
-Não é o que o seu corpo diz.
Emma novamente rolou os olhos.
-Não precisa ser um passeio, e nem precisa ser hoje, eu sou paciente, vou esperar por você.
-Então é melhor que espere sentado.
-Se você estiver no meu colo será um prazer.
-O seu arsenal de cantadas baratas não tem fim?
-Enquanto você não aceitar sair comigo, vou te bombardear com elas.
-Então está dizendo que se eu sair com você, vai parar com essas frases de cafajeste?
-É um acordo.
-Não vou mentir que qualquer coisa para parar de ouvir as suas bobagens parece tentador.
-É só você me dizer o dia e o lugar.
-Vou pensar a respeito, agora vá, preciso trabalhar.
-Como quiser mi lady. Vou esperar ansioso – disse Hook ainda com o sorriso que não saia dos seus lábios, e ao terminar beijou a mão de Emma e saiu enquanto a xerife entrava na delegacia.
Do outro lado da rua a alguns metros, estava Regina no carro assistindo a tudo, não conseguia ouvir a conversa mas viu os risinhos, a proximidade, o sussurro no ouvido, o beijo na mão. Estava espumando de raiva se controlou o máximo que pode para não correr até o pirata e acabar com ele ali mesmo. E Emma? Como poderia estar flertando com aquele homem depois de tudo o que passaram juntas nos dias anteriores? Mas ela tinha que se conter, não podia demonstrar a raiva que estava sentindo, afinal nunca fora de demonstrar fragilidade. Saiu do carro, ajeitou sua roupa, colocou a sua melhor cara de superioridade e seguiu para a delegacia.
Os sons dos saltos de Regina tocando o chão da delegacia pareceram colocar Emma em um transe. Parecia uma adolescente com borboletas na barriga ao esperar pelo encontro com o primeiro namoradinho. As passadas lentas e firmes pareciam não acabar nunca, quando a mulher que a rejeitara iria finalmente aparecer? Estava com os olhos grudados na porta da sua sala esperando que a outra atravessasse o corredor. Depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade Regina entra com toda a sua beleza e confiança. Aquela mulher ainda a deixaria louca.
-Vejo que você tem uma queda por vilões Miss Swan – disse a rainha com um tom irônico enquanto estendia as mãos e colocava o feitiço que não permitiria serem vistas ou ouvidas por Cora.
-Do que estava falando?
-Primeiro eu, agora o Hook, admito ter me surpreendido. Você é mais rápida do que eu imaginei.
-Sinto ciúme em sua voz prefeita? Mas não foi você mesma que me dispensou ontem a noite e novamente hoje preferindo estar com a sua mãe? – Emma estava satisfeita, sabia que a outra estava com ciúme, o que significava que ela também a desejava, nada poderia deixa-la mais contente.
-O que você queria que eu fizesse? Queria que eu simplesmente dissesse “Mae, me de licença eu e a xerife estávamos nos pegando e temos assuntos a resolver”.
-Não seja ridícula Regina.
-Mas vejo que lhe fiz um favor, se não tivesse lhe colocado pra fora, não teria se encontrado com Hook. Mas te conhecendo como eu conheço só me espanto por não ter te encontrado atracada com ele na sua mesa — Regina estava irritadíssima, não conseguia controlar o ciúme que estava sentindo e que se refletia no seu tom de voz e irritação.
Emma não pode deixar de sentir a rajada de ciúme saindo pela boca da rainha tentando feri-la, mas só o que conseguiu foi aumentar o desejo da xerife. Como a ex-prefeita conseguia ficar ainda mais linda quando ficava com raiva? Então antes que conseguisse pensar seu corpo foi mais rápido.
-Não é ele que eu quero em minha mesa – disse a xerife voando em direção a Regina e a beijando com força.
Dessa vez a ex-prefeita nem tentou resistir. Estava com tanta saudade da outra, queria tanto se perder em seu corpo, a raiva a deixava ainda mais excitada. Respondeu avidamente ao beijo, passando a mão por todo o corpo da loira, queria senti-la.
A xerife estava louca de desejo, finalmente tinha a outra em seus braços e dessa vez sem nenhum tipo de resistência, ela também a queria com a mesma urgência. Foi andando de costas sem nunca deixar os lábios de Regina, até bater contra a sua mesa. Nesse instante parou o beijo e jogou tudo que estava na sua mesa no chão, a rainha não conseguiu deixar de sorrir ao ver o nível de desejo da outra. Depois de abrir caminho por entre os papéis, Emma levantou Regina e a colocou sentada na mesa, se colocou entre as suas pernas e novamente a beijou com voracidade.
As línguas das duas se acompanhavam em uma dança veloz, enquanto as mãos percorriam uma pelo corpo da outra tentando aumentar o contato ao máximo. As mãos de Emma já estavam dentro da blusa de Regina, tocando os seus seios firmes enquanto a ex-prefeita desabotoava a calça da outra, o desejo era muito grande não havia tempo para preliminares. Logo a xerife colocou a rainha deitada sobre a mesa e se colocou sobre ela levantando a sua saia e retirando a sua calcinha molhada. Regina a puxava para ainda mais perto levantando a blusa da outra e beijando seus seios tentando afastar o sutiã com a boca enquanto arranhava forte as suas costas.
A loira começou a beijar e a morder com força o pescoço da morena arrancando gemidos que a deixavam ainda mais excitada. Enquanto isso Regina abaixava as calças e a calcinha de Emma até as coxas deixando o caminho livre como o dela já estava. Elas se beijavam com fúria e lascividade, conseguindo mesmo naquela mesa pequena se revezarem no topo enquanto os seus sexos roçavam dando as duas ondas de prazer. Logo não estavam mais resistindo e se penetraram as duas ao mesmo tempo em uma posição desconfortável, mas não tinha problema, no estado em que estavam o alívio não tardaria a chegar. Em poucos movimentos de dedos o orgasmo atingiu as duas que sem forças se deixaram cair sobre a mesa enquanto recuperavam o folêgo.
O sexo raivoso tinha sido rápido e com certeza deixaria marcas nos corpos das duas, arranhões e mordidas teriam que ser escondidas, mas agora tudo o que queriam era trazer de volta ar aos pulmões. As duas estavam ofegantes e fitavam o teto, quando a respiração e as batidas do coração resolveram se acalmar Emma ficou de lado fitando a bela morena e perguntou enquanto tocava de leve o seu rosto:
-Você vai me afastar de novo não vai?
Os olhos de Regina instantaneamente se encheram de agua e ela não conseguiu falar, apenas fez que sim com a cabeça. Emma se levantou, ajeitou as suas calças se recompôs e falou nervosa:
-Porque você faz isso? Tudo não passa de uma brincadeira pra você?
Regina também se levantou abaixou sua saia e fechou os botões abertos da sua blusa enquanto dizia:
-Você não entende, não pode haver nada entre nós.
-Porque não? Você me afasta, mas sempre acabamos na sua cama ou nesse caso na minha mesa.
-Emma, é complicado, você tem que confiar em mim, nós temos que nos afastar é o melhor pra todo mundo – falou a rainha sem olhar para outra enquanto procurava a sua calcinha.
-Nos afastar até quando? Até a próxima briga acabar em sexo novamente? Eu estou te dizendo Regina, isso não vai acontecer de novo, eu não sou um joguinho. Não estou aqui apenas para satisfazer as suas necessidades sexuais, eu não sou o Graham.
Aquilo doeu na morena, como a outra podia pensar que ela era como o caçador? Ele não significava nada para ela, era isso que fazia tudo tão fácil.
-Não fale besteiras Emma. Mas em uma coisa você tem razão isso não vai voltar a acontecer.
A xerife estava muito irritada, foi até Regina e a segurou pelos ombros perguntando:
-Porque, eu tenho o direito de saber porque.
Com a pressão Regina estourou:
-Porque eu estou apaixonada por você e se a minha mãe sonhar com uma coisa dessas ela vai te matar, ela acaba com tudo o que me faz feliz – disse Regina gritando por entre lágrimas.
Emma ficou em silêncio, não esperava aquela resposta, a outra também estava apaixonada e tentando protegê-la, uma onda de calor preencheu o seu coração e ela foi em direção a outra, limpou as suas lágrimas e falou carinhosamente:
-Não se preocupe com isso minha querida, eu não vou permitir que ela faça nenhum mal a você ou a mim.
-Você não sabe do que ela é capaz.
-Eu sei do que eu sou capaz, e eu garanto que eu sei me proteger.
-Não Emma, nós não podemos arriscar, nem Henry nem eu suportaríamos te perder.
-Isso não vai acontecer Regina, você tem que confiar em mim.
-Eu sinto muito Emma, mas nada pode voltar a acontecer entre a gente. Isso tem que acabar, é para o seu próprio bem – disse Regina com lágrimas nos olhos e se dirigindo à saída.
-Regina... – chamou Emma.
A rainha parou na porta da sala sem se virar para trás e esperou a outra continuar a falar.
-Se você sair dessa delegacia agora, vai estar realmente tudo acabado, eu não vou mais atrás de você. Estou te pedindo pra confiar em mim pra deixar que eu cuide de você, mas é uma escolha completamente sua. Eu garanto a você que eu não vou voltar atrás – falou Emma com um tom firme que não deixava transparecer as lágrimas que enchiam os seus olhos.
As lágrimas então correram pelo rosto da ex-prefeita, a ideia de nunca mais ter Emma em seus braços era muito dolorosa, mas a ideia de um mundo sem ela também o era. Enxugou as lágrimas e deu mais um passo em direção à saída enquanto travava uma luta mental. Alguns segundos depois ela desistiu de lutar, era tudo o que ela vinha fazendo, lutava pra não sentir nada por Emma, lutava par resistir a sua mãe, lutava para não usar magia, lutava para reconquistar o seu filho, ela estava muito cansada, queria não ter que travar tantas batalhas, queria apenas ser feliz. Então ela venceu a sua luta contra o medo, se virou e correu para os braços de Emma. Elas se abraçaram com muito carinho, ficaram um tempo daquele jeito sem trocar palavras, apenas abraçadas, Emma tocando gentilmente o cabelo da sua rainha até que quebrou o silencio:
-Regina, eu vou cuidar de você.
A ex-prefeita sorriu, deu um selinho da loira e disse:
-Tudo bem, eu não vou mais te afastar, mas temos algumas regras a seguir. Ninguém pode saber da gente, vamos ter que tomar o máximo de cuidado.
-Eu não concordo com isso, queria ficar com você o tempo todo, dormir e acordar do seu lado, passear com você e nosso filho, te levar pra jantar. Mas tudo bem, vamos fazer do seu jeito.
-Obrigada – disse a morena.
-Mas como vamos fazer pra nos ver? Não vou conseguir passar muito tempo longe de você.
-Vamos pensar em algumas maneiras. Por sorte temos o Henry. Que tal você busca-lo na escola, pegar as coisas dele e irem jantar comigo? Fiz lasanha para o almoço, Henry adora.
-Ótimo. Nos vemos mais tarde então, agora tenho que ir, já passei muito tempo aqui- Regina deu um selinho na xerife e virou para ir embora.
Emma segurou o braço da ex-prefeita e falou:
-Epa, não sem antes se despedir direito- disse puxando a outra para perto de si e dando um beijo profundo que a rainha prontamente respondeu.
-Emma, eu tenho mesmo que ir – disse a morena rindo.
-Tudo bem, mas só porque nos veremos daqui a pouco.
Regina sorriu e saiu da delegacia, deixando uma xerife cheia de suspiros apaixonados. Emma não se sentia assim há muito tempo, estava profundamente feliz.
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