Notas iniciais
Resumi um pouco a história porque todos vocês já a conhecem ;)

Emma saiu apressada da loja de Gold, estava fazendo um esforço sobre-humano para não se render às lágrimas. Seus pais logo estavam atrás dela e assim que a alcançaram Snow perguntou:

— Onde você está indo?

-Para a casa de Regina. Ela tem que pagar pelo crime que cometeu.

— Calma Emma, você está louca? Ela é a mulher mais poderosa dessa cidade ela acabaria com você em um segundo.

-Ela matou Archie, não podemos ficar de braços cruzados, temos que prendê-la. Não foram vocês que há poucos minutos atrás estavam querendo puni-la a todo custo?

-Ela realmente tem que ser parada, mas temos que ter um plano primeiro. A rainha não vai se render tão facilmente. Leroy me disse que eles estão trabalhando com um novo lote de pó de fada, vamos pedir a ajuda da fada azul. Já fizemos isso antes e deu certo, só precisamos tirá-la de dentro da casa.

-Então vão combinar as coisas com a fada azul enquanto eu penso em uma maneira de leva-la ao jardim. Vamos nos encontrar na esquina da casa dela assim que vocês estiverem prontos.

Todos concordaram com o plano, Snow e Charming seguiram para falar com a fada e Emma seguiu na outra direção. Precisava desesperadamente ficar sozinha. Assim que se viu sem companhia as lágrimas começaram a jorrar dos seus olhos, ela não costumava se entregar ao choro, mas a dor que sentia era muito grande. Havia sido usada, manipulada, tudo o que Regina tinha feito e dito a ela fora mentira. Toda aquela baboseira de “você nunca vai confiar em mim” era um plano para sensibiliza-la. Como podia ter acreditado na mulher que pouco tempo antes havia tentado se livrar dela com uma maça envenenada? Como podia ter se aberto novamente apenas para ser enganada de novo. Sentia-se uma completa idiota, havia se permitido apaixonar pela rainha má. Aquela que retirava os finais felizes de todo mundo, agora havia tirado o seu. Chorou como há anos não fazia, mas foi tentando recuperar o controle, logo os seus pais ligariam e seria a hora de confrontá-la, não daria o gostinho a outra de saber o quanto estava devastada.

Depois de alguns minutos seu celular tocou, era sua mãe confirmando o combinado. Então todos seguiram para a casa da ex-prefeita. Encontraram-se na esquina, fizeram os últimos acertos e foram para a porta enquanto a fada azul se escondia atrás da árvore. Emma respirou fundo e tocou a campainha. Regina atendeu com um leve sorriso e disse:

-Vieram se desculpar?

-Eu vi tudo Regina, eu sei que foi você. Vi você tirando a vida do Archie – falou Emma com muita raiva em sua voz?

-Como? Você não pode ter visto algo que não aconteceu – Regina já mostrava irritação.

— Fomo até o Gold, e ele me fez ver as memórias de Pongo.

-Gold. Claro, e vocês preferem acreditar nele? Com certeza ele usou magia para enganá-los.

— Aí é que você se engana. Quem usou magia foi Emma – falou Snow com orgulho.

— Você tem magia? É claro, você é a salvadora – disse Regina de um jeito terno – então eu assumo que ele te alertou.

— Alertou sobre o que? – Perguntou Emma.

— Toda magia vem com um preço.

— Então esse é um preço que nós duas vamos pagar. Henry vai ficar arrasado quando souber o que você fez – Disse Emma descendo as escadas e indo para o jardim.

No instante em que Regina ouviu o nome do seu filho, o ódio tomou conta dela, então segui atrás de Emma.

-Não, eu não vou permitir que você jogue o meu filho contra mim. Ele tem o direito de ouvir a minha versão da história.

-Ele não é seu filho, ele é meu e não vou permitir que você chegue perto dele, que você tente manipula-lo como faz com todo mundo – Emma gritava cheia de raiva e vendo a distração da outra mulher deu o comando para que a fada azul agisse. – Agora.

A fada saiu de trás da árvore e jogou um feitiço paralisante na rainha, que apenas estendeu a mão e conteve o feitiço.

-Vocês acham que isso funcionaria novamente? –Disse se dirigindo a Mary e David e jogando o feitiço aos seus pés. Depois se virou para Emma com os olhos cheios de ódio e disse – Você não vai tirar o meu filho de mim – Ao terminar lançou a loira longe, o medo de perder o seu filho estava a deixando fora de controle.

Emma caiu a uns 10 metros e tentou se levantar o mais rápido que pode. Deu um leve sorriso vitorioso e disse:

-Agora ele nunca vai acreditar nas mentiras que você tentar contar, você acabou de quebrar o trato de não usar magia. Ele vai saber assim como todos nós sabemos que você foi, é e sempre será a rainha má, e nunca irá mudar.

Ao ouvir as palavras de Emma o coração de Regina pareceu se despedaçar, de uma só vez ela tinha perdido o seu filho e a mulher por quem estava se apaixonando, e não tinha feito absolutamente nada. Ela havia perdido, tinha que sair dali, tinha que pensar em um jeito de provar a sua inocência. Então ela se transportou para onde ninguém a acharia, uma sala secreta em seu cofre que ficava no subsolo do cemitério.

Os outros assistiram a cena da mulher sumindo no ar. Precisavam encontra-la e detê-la. Além de pensar em um jeito de contar a Henry que toda a sua esperança foi em vão.

Regina aterrissou em uma sala magnífica, cheia dos seus pertences dos tempos de rainha na terra dos contos de fada. Tudo lembrava de quem ela havia sido, em tudo o que ela não mais queria ser. Agora tudo o que ela queria era amor, o amor de seu filho, o amor de sua xerife. Tentou pensar no que poderia ter acontecido, quem havia armado para ela e por que. Sua mente parecia não funcionar direito nada parecia fazer sentido. Pensou por algumas horas quando se deu conta que era a hora da saída de seu filho. Queria vê-lo nem que fosse de longe. Transportou-se para o seu carro e ficou esperando que o seu filho saísse.

Emma estava com muito medo de contar a Henry que a sua outra mãe tinha matado uma das pessoas que ele mais amava. Isso iria destruir o menino, ele estava tão contente com a redenção de Regina. Mas tinha que cumprir o seu papel de mãe, era melhor que ele soubesse por ela. Quando deu a hora de buscar o menino, seguiu para o portão, o esperou então disse que precisavam conversar, levou-o até um banco e contou o que havia acontecido. O menino a abraçou e se acabou em lágrimas, tanto pela dor de ter perdido seu amigo como pela dor de ter perdido a sua mãe.

Do outro lado da rua estava Regina assistindo toda a cena, via de camarote o momento em que perdia o seu filho, não conteve as lágrimas e chorou copiosamente em cima do volante. Quando o menino saiu da sua linha de visão voltou a seu esconderijo.

Algum tempo depois a família Charming estava reunida em casa, em luto pela morte do amigo querido, quando a porta se abre e o grilo entra. Todos tomaram um susto e ele logo começou a se explicar.

-Cora me sequestrou e me manteve preso, consegui fugir quando ela saiu de lá.

Henry correu para abraça-lo e disse:

-Que bom que você está vivo, eu sabia que minha mãe não tinha feito nada com você.

Emma permaneceu imóvel, a culpa a consumia. Regina tinha falado a verdade e ela tinha feito exatamente o que a outra previra, não havia confiado nela. Estava mergulhada em emoções misturadas, alegre pela inocência de sua rainha e devastada por ter sido tão injusta. Foi correndo pegar as chaves de seu carro, iria achar a ex-prefeita e se desculpar a qualquer custo. Enquanto saia apressada ouviu seu pais, Henry e até Archie chamando por ela, que nem se quer virou. Ela tinha pressa, muita pressa para corrigir o erro que havia cometido.

Horas se passaram desde que a morena tinha visto seu filho chorando nos braços de sua outra mãe e Regina ainda não fazia ideia do que havia acontecido. Como Emma poderia ter a visto matando o grilo se ela não o tinha feito? Como Ruby poderia tê-la visto entrar no prédio dele, sendo que ela passou o tempo todo em sua casa? Por mais que tentasse não conseguia entender, Gold poderia ter usado mágica para iludi-los, mas a troco de que? Eles estavam em uma trégua, mas só podia ter sido ele.

Ela estava imersa em seus pensamentos quando foi interrompida pela voz de seu filho a chamando do lado de fora. Ele já havia entrado em algumas partes do seu cofre, será que ele estava sozinho? Será que tinha vindo para acusa-la? Olho pelo espelho mágico que mostrava o que se passava atrás da passagem secreta e viu o seu menino, apenas aquela visão já a acalmara. Abriu a passagem e o abraçou com todo o amor.

-Henry, que bom que você está aqui. Eu preciso que você acredite em mim, eu não matei o Archie, não sei quem o fez e porque, mas estão tentando me incriminar.

-O menino a abraçava forte e disse:

-Eu sei.

Regina saiu do abraço e olhou em seus olhos:

-Sabe? Como você sabe?

-Simples, porque fui eu.

Logo após essas palavras uma nuvem roxa envolveu o menino e revelou quem realmente era. A mulher que ela não via há tantos anos que pensava estar morta, a sua mãe: Cora.

-Mãe? Como você chegou aqui? – Disse Regina com os olhos arregalados.

-Eu precisava te ver, faria qualquer coisa para isso – Disse a mulher mais velha com olhos marejados.

-É, você precisava destruir a minha vida de novo, isso é o que você sempre faz. –Falou uma Regina ressentida.

-Não minha filha, eu só queria que você soubesse o que eles realmente pensam de você.

-Você armou de um jeito que não tinha como eles acreditarem em mim. Você me queria despedaçada.

-Receptiva. Não poderia suportar que você me rejeitasse novamente. Eu te amo. E me arrependo muito das dores que te causei.

Regina não conseguiu responder. As lágrimas caiam pelo seu pelo rosto, refletindo a dor que sentia por dentro.

-Agora você não está mais sozinha. Eu estou aqui com você, vou te ajudar a conseguir tudo o que você quiser – disse Cora tocando levemente o rosto da sua filha que estava completamente fragilizada.

Regina juntou todas as suas forças e lutou contra o desejo de abraçar aquela que tinha tirado o amor da sua vida, mas que era a única a estender-lhe a mão.

-Você é tão manipuladora, não vou cair nessa conversa. Nós vamos agora contar a Emma, a Henry e aos dois idiotas que você é a responsável por isso tudo- disse enquanto se encaminhava a porta.

-E então nós duas poderemos recomeçar?

-Eu não vejo isso acontecendo. Você vai ou não comigo?

-Por você minha filha, eu faço qualquer coisa.

Então Regina abriu a porta e as duas seguiram para o carro, Regina provaria a todos a sua inocência.

Notas finais
O próximo já volta a ser original, não será mais como a série.