Sempre sonhei com o futuro. Os meus sonhos não eram lá grande coisa mas, no momento em que eu pensava sobre isso as palavras que os meus pais diziam naquela época viam a minha mente — Olha para ele meu bem! Esse garoto vai ter um futuro brilhante! — dizia meu pai com um tom orgulhoso.

— Um dia você vai ser alguém muito importante para um mundo meu amor... — Completava minha mãe com um lindo sorriso!

Confesso que essas palavras me deixavam um pouco confuso. Lembro-me também, que minha mãe sempre sorria quando eu perguntava: — Mamãe, sonhos são tão importantes assim?

Ela apenas continuava a sorrir sem dar uma resposta. — Sonhos? Haha! Sonhos todo mundo tem Ruan! Mas a coragem para perseguir esses sonhos? Só alguns possuem...— Disse meu pai, tentando amenizar a minha pergunta.

Eu sei, vou seguir em frente! Meu sonho? Por hora só quero concluir minha faculdade e quem sabe ter um bom emprego.

Dentro do trem — Manhã.

Hoje é 13 de janeiro e a partir de agora estou voltando para esta cidade, onde estarei morando sozinho. Ainda não sei por que decidi fazer faculdade aqui, a casa que vou morar pertence a minha família e para ser sincero é uma casa meio grande! Provavelmente vai ser um pouco solitário. Quem se importa não é mesmo?

A cidade não é tão grande e apesar de não conseguir recordar muita coisa eu ainda lembrava do clima agradável, do povo gentil e tranquilidade que existia aqui.

Cidade Natal — Casarão da Família — Ainda manhã.

Ao chegar em frente da casa, fiquei parado olhando um pouco aquele enorme casarão, tentando trazer lembranças a tona. Até que eu uma voz ao fundo pode ser ouvida:

Senhora: — Ruan? É você mesmo?!

Ruan: — Se-senhora Mikan???

Sra. Mikan: — Como você cresceu! Ficou tão bonito! Lembro-me de quando lhe segurei no braço pela primeira vez!!! Você ainda era um lindo bebezinho. — Disse Mikan com um sorriso notável!

Ruan: — Haha... Mesmo? — Respondi bem envergonhado.

A senhora Mikan realmente sempre foi assim, bem animada!

Sra. Mikan: — Vai morar sozinho a partir de hoje não é meu anjo?

Ruan: — Sim...

Sra. Mikan: — Quando precisar de qualquer coisa, já sabe onde me encontrar!

Ela saiu rindo a toa. A Sra Mikan claramente evitou um assunto importante, mas é claro! Quem quer falar sobre algo assim? Deve ser bastante desagradável.

Cidade Natal — Casarão da Família — Sala de estar — Ainda manhã.

Ruan: — Cof! Cof! Cof!

A casa estava parecendo um museu! Moveis cobertos por grandes lonas, enquanto quantidades assustadoras de partículas de poeira, podiam ser claramente vistas nos fachos de luz que, adentravam as falhas nas paredes de madeira do lugar.

Aquele lugar era meio assustador, mesmo assim de onde vinha esse sentimento quente... Dei uma volta por todo o lugar e depois de guardar meus pertences fui ao ultimo cômodo que faltava.

Cidade Natal — Casarão da Família — Cozinha — Ainda manhã.

Dava para ver um pequeno espaço bonito e verde pelo vidraça da porta que dava acesso ao quintal. Não consegui mover a maçaneta da porta, parecia estar emperrada.

Ruan: — Droga... Essa casa está toda quebrada? Vou ter que gastar as últimas verbas da poupança que meus pais fizeram para mim?

Ruan: — ...

Ruan: — Pais...

É verdade, ela sempre dizia:“— Busque seus sonhos, mas acima de tudo, Siga em frente.”

Ruan: — É... Eu vou seguir em frente.