Quem pode ver, não pode ver nada
Quem pode sentir, pode ver tudo
Quem pode falar, não diz nada
Quem pode ouvir, sempre diz tudo


Não ter certeza da vida
E apenas saber morrer
Vivendo cada dia uma morte
Morte fragmentada é o que vivemos
Para assim morrer á cada dia


Ter um mundo em sua volta
E criar outro dentro de si
Não seria isso que deve fazer
Mas é isso que o corpo pede
Um espaço apenas seu

Reduzindo fora do padrão
Tudo que você sabe. Tudo que sei
A solidão é você mesmo quem se machuca
Ficar entre outros é não saber em quem confiar
E se confiar, é saber que vai ser machucado.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!