Fragilidade

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Fiz pensando não só em mim, mas em muitas outras pessoas que parecem ter o mesmo problema de certa forma

Palavras proferidas...

Logo me vejo apedrejada

Cobre -me o coração de feridas

Quando obrigada a continuar calada


Pareço arrogante

Quando falo como falo

Culpa da minh'alma gritante

grita dizendo "Eu não me calo!"


Não me mande calar a boca

Há razão para tantos argumentos

Afinal, não sou "cabeça oca"

Então deixe -me expressar meus pensamentos...


Estou ficando cansada

De falar e ser condenada

Esclareça quando eu perguntar

Se discordarmos, vou te respeitar


Frágil...

Quando não poder As palavras dizer

Sem direito de debater

Com duvidas a esclarecer

Lagrimas mudas começarei a conter...


frágil

Palavra é a minha espada

Sem ela fico desarmada

Não quero aceitar tudo o que diz

Ser ouvida é tudo o que eu sempre quis


Para quê educar...?

Se minhas idéias não irão considerar

Para quê cultura, religião...?

Sem o direito de expor minha opnião


Concordar, discordar, questionar, pensar

Deus me deu todas essas capacidades

São qualidades que não se deve ocultar

Por isso falo com tanta sinceridade...


Prefere que eu minta

Dizendo "sim" quando penso "não"

Com você ignorando aquilo que eu sinta

Tantas incoerências e enxergam nisso razão?


Porque estamos no topo da cadeia alimentar?

Não é pelo fato de podermos pensar?

Mas de quê adiantaria sem nos-comunicar?

Novamente eu repito... Me deixem Falar!


Então quando terminar de falar

Irei ouvir TUDO o que tiver que ouvir

E num consenso iremos chegar

Assim, incertezas que me fazem fragil irão sumir.


Feita por: Carolina S. Santos

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!