Fragile
10 Chapter: IX. What Glen Likes
Notas iniciais
Eu disse que ia postar ontem mas nem postei, eu sei, podem tacar pedras u_u #apanha
Enfim. Como eu já tinha escrito no capítulo de quinta, aquilo não é continuação de nada e nem terá a continuação, e vamos retomar do furo que ficou com o capítulo extra QQQ
Boa leitura ~
Elliot sentia-se estúpido por deixar Leo ser arrastado por Vincent daquela maneira. Ele sabia que o Baskerville não queria ir junto. Afinal, nunca iria para um lugar sem saber do que se tratava – se não fosse por Vincent.
E logo que o mestre saiu do quarto – e por fim da mansão –, o loiro conseguiu a visâo das empregadas Paula e Liza, que entravam no quarto timidamente. A de cabelos negros se aproximou de Elliot, enquanto a morena continuava na linha da porta.
— Com licença, senhor servo. Vai arrumar esse quarto ou quer que nós façamos isso para você?
O loiro as encarou com o cenho franzido. A última coisa que queria era falar com empregadas como aquelas. Logo forçou um pequeno sorriso, estreitando os olhos.
— Vocês deviam apenas me expulsar logo. — reclamou, levantando-se da cama e fazendo as jovens recuarem um passo. — Eu não mexeria nas coisas dele, se fosse você... — murmurou, arqueando as sobrancelhas. Quando conseguiu a visão – e reação esperada – das empregadas – que temiam deixar algo fora do lugar – deixou esboçar-se em seu rosto um sorriso vitorioso.
Deixou o quarto, sem dizer mais nada. Liza ainda olhou-o de canto de olho, para assim começar a ajudar a empregada de cabelos negros a arrumar o cômodo.
O herdeiro andou até o jardim, entediado e um tanto irritado por ter sido interrompido pelas empregadas. Parou logo em frente à flores roxas – que lhe lembravam demais o mestre que o deixara sozinho.
Logo no final do jardim, uma familiar cabeleira cor-de-rosa bem arrumada o avistara. Sorriu ao ver Elliot, correndo animada até o herdeiro. O loiro virou-se repentinamente ao sentir um olhar pesado sobre si. Avistou a garota que o fitava estranhamente feliz.
— Olá, garoto. — se aproximou do rosto do herdeiro, espremendo os olhos sem acabar com o próprio sorriso. — Eu quero te perguntar uma coisa.
— Problema seu. — bufou, preparando-se a se esquivar da jovem; que não o deixou ir à lugar nenhum, segurando seus ombros. — O que foi agora, Charlotte?!
— Como eu já disse, quero te perguntar uma coisa. — formou um beicinho com os lábios, logo esboçando um divertido sorriso no rosto. — O que você vai dar ao mestre Glen de Dia dos Namorados? — o herdeiro gelou ao ouvir aquilo. Sentiu seu rosto queimar após isso, franzindo o cenho e levando as sobrancelhas para baixo, numa expressão irritadiça.
— Nada. — respondeu seco, fitando os olhos de Charlotte de um modo grosseiro.
— Ué... mas vocês não são amigos ou algo mais do que isso?
— Eu não vou dar um presente de Dia dos Namorados à um amigo. Isso é óbvio. Você é idiota por acaso?! — exclamou, cerrando os punhos.
— Você deveria dar um presente, amigo do Glen.
— Me trate de um modo mais respeitoso! Eu acho que você não pode tratar um Nightray assim! — enfatizou-se, levantando o tom de voz. Aquilo foi súbito até para Elliot, que deixara escapar sem pensar.
— Mas eu sou uma Baskerville. — murmurou, fazendo uma expressão emburrada.
— ... — encarou-a por um tempo, logo se emburrando assim como Charlotte. — Leo vai ficar é bravo comigo se eu lhe dar um presente. — sussurrou.
— Que nada, aposto que ele vai ficar feliz. O mestre Glen anda tristonho ultimamente, e se receber um presente seu, aposto que ele também vai voltar a sorrir verdadeiramente! — disse convicta, com um largo sorriso no rosto.
— Ah, para mim ele está o mesmo inferno de sempre... — reclamou, cruzando os braços.
— Você é realmente rude, não? — formou um biquinho com os lábios, frustrada.
— É incrível como sempre sou eu o moleque rude e não ele. — exclamou irritado, fazendo Charlotte franzir o nariz.
— Hm... Nightray, me diga coisas que o mestre Glen gosta. — Elliot olhou-a confuso, franzindo o cenho.
— Oras, por quê?
— Pra eu dar para ele de Dia dos Namorados. — deu de ombros, fazendo o loiro irritar-se novamente, cerrando os punhos.
— Você não é namorada dele pra dar-lhe presentes!
— Mas ele é meu mestre, então dá na mesma.
— Não dá, não!
— Me diga logo, droga! Ou eu vou ter que perguntar para a Zwei e para o Vincent?! — o loiro abaixou as sobrancelhas novamente, rosnando.
— Vinho. Ele gosta de vinho. Tá bom para você? — Charlotte o encarou como se o chamasse de idiota, logo pedindo por mais informações. — Oras, o que mais eu posso te dizer?!
— Ah, sei lá. Talvez... se ele gosta de flores, perfumes, chocolate, pelúcias... alguma coisa assim. — deu de ombros.
— Eu lá vou saber?!
— Desembucha logo! Vamos... — pediu manhosa, cravando as unhas compridas na roupas do herdeiro. — Eu faço qualquer coisa em troca dessa informação.
— Qualquer coisa? — sorriu ao imaginar Charlotte o servindo por um período pequeno de tempo – o que provavelmente seria seu pedido.
— Qualquer coisa. — repetiu, determinada.
— Ele gosta de flores! — exclamou, sorrindo vitorioso.
— Quais? — puxou um bloquinho e uma caneta do bolso, preparando-se a anotar.
— Ele gosta bastante de proteas, lírios e narcisos. — a jovem Baskerville anotou rapidamente as espécies de flores.
— Cores específicas?
— Não.
— Ele gosta de chocolate?
— Só se for amargo. — a garota novamente anotou as palavras de Elliot no bloquinho, logo voltando a olhar para o loiro.
— Entendo, entendo... pelúcias?
— Nunca o vi com uma.
— Então não. — riscou a possibilidade, com certo esforço, estendendo-lhe a língua. — Qual o perfume que ele usa?
— Aí já é demais... — reclamou, irritado.
— Vamos com uma pergunta mais fácil então: Ele é cheiroso?
— ... — o loiro franziu o cenho, logo lembrando-se do aroma do mestre que tanto o embriagava. — Sim.
— Como é o cheiro?
— Sei lá. É adocicado, eu acho.
— É forte?
— Sim.
— Então deve ser oriental... — logo virou a folha do bloco já rabiscado anotando a informação. — Então... sabe qual é o número dele? Para roupas e sapatos...
— Fala sério. Quem em sã consciência vai saber um negócio desse?!
— Eu sei o número da Lily. — murmurou, já irritadiça.
— Porque você é uma menina.
— Ok, ok... — logo voltou a sorrir, posicionando as folhas e a caneta uma em cada mão. — Ele gosta de mais alguma coisa fora essas? E eu já anotei que ele gosta de vinho.
— Ele é... fanático por livros. Faz um tempo que não o vejo com um, acho que deve ter jogado fora. Mas não seria má ideia dar algum livro a ele. — Charlotte pareceu surpresa com a informação, mas logo fez movimentos cursivos com a caneta, que marcava o bloco com a tinta preta.
— Eu não sabia que ele gostava de ler. — sussurrou para si mesma. — Bom, mais alguma coisa?
— Acho que não.
— Ótimo! Obrigadinha, garoto! — guardou o bloco no bolso novamente, sorrindo de um modo brincalhão. — Eu vou pensar em algo para te recompensar, e aí você pode fazer o seu pedido. — deu-lhe um selinho na face esquerda do rosto, e logo após isso, separou-se do herdeiro, acenando-lhe com a mão direita enquanto corria para longe.
— Eu vou te cobrar! — exclamou, cerrando os punhos. Charlotte riu do comentário.
— Até mais tarde, garoto! — deu-lhe as costas para enfim sumir da vista do loiro, que encarou-a enquanto se afastava.
"Sujeito estranho".
Logo, se Leo soubesse que contara suas preferências para Charlotte, morreria – metaforicamente. Ele sabia que aquilo iria gerar mais uma briga e mais um desentendimento – e da última vez que brigaram para valer, não terminou bem. Mas não podia recusar uma oferta daquelas. Afinal, Charlotte faria o que ele quisesse se aceitasse.
E a Baskerville era alguém confiável perante propostas e trocas.
Dentro de alguns minutos pensando sobre o mestre – e se daria ou não um presente de Dia dos Namorados ao mesmo –, avistou a carruagem em que Leo partira, e parou no começo do jardim. A porta da mesma se abriu, revelando Vincent, que segurou a mão do Baskerville mais novo para ajudá-lo a descer.
Os orbes lilases de Leo direcionaram-se rapidamente para Elliot, no canto do jardim. O mestre pediu licença ao servo e andou de encontro ao Nightray, que fez questão de fingir que não o viu.
— E aí? Demorei? — aquela era uma pergunta inutilmente chata, Leo sabia disso mais do que ninguém. Mas não fazia ideia do que mais falar.
— Demorou. — respondeu grosseiro, formando um biquinho com os lábios.
— Pare de ser fresco. — reclamou, dando leves tapas no ombro do amigo.
Logo começariam a discutir novamente como em um dia normal, enquanto Charlotte puxava Lily, Paula e Liza para fora da mansão.
Talvez elas fossem ao shopping.
Notas finais
Eu sei que hoje não é dia dos namorados, e nem amanhã ou depois de amanhã será, ou nem semana que vem ou mês que vem, mas já que esse capítulo já estava escrito desde de o dia dos namorados desse ano e se eu pulasse os capítulos especiais do dia dos namorados iria ficar um furo muito grande mesmo, e aposto que ia ficar nonsense. Então, vamos fingir que é dia dos namorados e todos ficamos felizes. ♥
É porque eu não queria deixar vocês sem capítulo até o próximo dia dos namorados, né... u__u /levamurro
Espero que tenham gostado, seus lindjus ♥
E não sejam tímidos, mandem reviews )o)
Fale com o autor