Fracture (sequencia De Falling)
10 08 - Meia hora
Notas iniciais
MAIS UM CAPÍTULO NARRADO POR PATCH. DELICIEM-SE.
Eu devia suspeitar que os Nefilins ainda me dariam dor de cabeça. Eu não esperava que aquele babaca do ex namorado de Nora pudesse ser o problema, mas era até melhor que fosse ele. Ele apanharia até o sofrimento eterno, por ter colocado as mãos nela. O ano inteiro que ele a beijou, a tocou, esteve na mesma cama que ela, teve qualquer desejo sexual com ela; ele pagaria por cada minuto que passou com Nora. Eu não tinha motivos para descontar minha frustração nele, mas ele fez de tudo para procurar confusão. Então, eu seria obrigado a defender a minha honra, mesmo que algum tempo atrasado.
Coloquei Rixon dentro do Jeep e decidimos procurar por alguns Nefilins. Sabíamos onde encontrá-los; aqueles demônios eram previsíveis. Guiei como um louco e estacionei meio atravessado no pátio ao lado da pocilga que eles frequentavam, e saímos na direção do bar. Eu apostava que encontraria Scott lá; se ele fez o juramento ao Mão Negra, ele deve ter se tornado um babaca que acha que é malvado. Eu me preocupava com o Mão Negra. Mas somente com o Mão Negra. Os outros Nefilins, eu podia acabar com eles com uma mão amarrada nas costas.Entramos, apesar do punk cheio de piercings que estava na recepção não gostar muito da nossa cara. Ele devia ser um Nefilin, porque nenhum humano se incomoda comigo e com Rixon. Nosso sex appeal encobre nossas falhas — e cicatrizes. Eu não me importava. Tudo que queria era achar Scott, ou outro Nefilim que me levaria a Scott. Como eu já esperava, não foi difícil. Havia quatro deles em uma mesa de sinuca, e eu me aproximei.— Scott Parnell. — Eu disse, batendo a mão na mesa e espalhando as bolas. — Quero saber onde ele está. Os Nefilins se assustaram mas me encararm segundos depois. Eles gostavam de parecer durões.— Nào sei de quem você está falando, caído. — Um deles, que segurava um taco e acreditava que ele era flexível, respondeu. Ele era grande e forte, e só por isso se achava corajoso.— Eu não gosto que mintam para mim. — Aproximei-me dele. Os outros se afastaram. O grandalhão me encarou, sem recuar. — Então, eu quero saber onde está Scott Parnell agora, ou precisarei punir os mentirosos.Nenhum Nefilim disse nada. Rixon estava observando a cena, braços cruzados, atento ao movimento. Qualquer gracinha dos demônios e ele agiria. Nós dois éramos suficiente para dar conta de dez Nefilins; os caídos eram muito mais fortes, concentrados e disciplinados. Olhei em volta e considerei se valeria a pena me expor e criar confusão no bar. Depois lembrei que era da minha filha que aqueles vagabundos estavam falando. Então, valia a pena arrumar toda confusão possível. Com um movimento rápido, tomei o taco da mão do Nefilim e o enfiei em seu pescoço, fazendo o sangue jorrar para todos os lados. Os humanos presentes no bar começaram a correr, apavorados. O Nefilim gritava, e eu segurei outro, que se aproximava, pelo pescoço, erguendo-o do chão. Rixon estava dando conta de outros dois, enquanto eu insistia na minha pergunta.— Se eu não souber onde está Scott Parnell em dez segundos, eu vou arrancar a cabeça desse daqui. — Balancei o Nefilim peso morto em minha mão. Ele chutava o ar, tentando me acertar, mas estava fraco por não conseguir respirar. Aquelas pragas não morriam, eu sabia, mas torturá-los tinha as suas vantagens. Enquanto isso, Rixon socava outro Nefilim até que ele perdesse a consciência. O bar já estava vazio, e eu tinha certeza que a polícia chegaria em minutos. Precisávamos agir rapidamente. — Ninguém interessado em me ajudar? Então eu vou explicar para vocês, eu sou o pai do bebê que o Mão Negra está interessado. Eu quero falar com ele sobre isso. Se eu não posso encontrá-lo, digam a ele para me encontrar. Estarei até meia noite no posto de gasolina na saída da cidade. Eu quero que ele venha falar comigo.Joguei o Nefilim no chão e olhei para Rixon, indicando que deveríamos ir embora. Ele concordou e me seguiu. — Vai ficar até meia noite esperando o Mão Negra, tem certeza? — Rixon me interpelou, quando entramos no Jeep.— Eu preciso resolver isso. Não sei o que os Nefilins querem com minha filha, mas só posso pensar que é algo ruim. Nada bom vem daquela raça.— Eu prometi a Vee manter a noite romântica. — Ele suspirou. — E estou coberto de sangue, e vou chegar depois de uma da manhã… ela vai ficar zangada.— Vá se encontrar com ela, então. Eu espero o Mão Negra.— Nem pensar, não vou te deixar sozinho. Vou avisar que passaremos uma semana naquela cabana à beira da praia para onde você levou a Nora, como agradecimento seu, e ela vai me perdoar.Rixon era um sacana. Mas eu faria muito mais do que convencer um amigo a ceder uma cabana para ele fazer sexo com a namorada como se o mundo fosse acabar. Eu gostava de vê-lo em contato com aquelas emoções que me levaram a amar Nora de forma tão absurda. Eu gostava de saber que ele tinha liberado o Nefilim dele para poder amar a namorada sem barreiras. Mesmo que as sensações físicas não existissem. Eu o respeitava por aquilo, porque ele jamais receberia a bênção. Ele não tinha nada que os arcanjos quisessem. Eu tinha Nora, e mantê-la feliz parecia parte do plano deles. Assenti com o plano dele, e fomos para o local combinado para o encontro.Era meia noite e doze quando um carro branco parou no posto e dois Nefilins truculentos saíram. Eu e Rixon estávamos bebendo desde que chegamos, e havia pelo menos oito latas de cerveja ao nosso redor. Ajeitei a camisa para dentro dos jeans quando vi as criaturas se aproximando, e avancei alguns passos.
— O Mão Negra lhes convida para uma reunião. — O Nefilim disse, como se tivesse alguma autoridade. — Estamos esperando bem aqui. — Abri os braços e girei em meu eixo, mostrando que a sala de reuniões era aquele espaço aberto que cheirava a gasolina. — Diga que ele está atrasado.— O Mão Negra quer que vocês venham conosco. — O outro Nefilim, loiro e de olhos verdes, me corrigiu.— Diga ao seu chefe que não nada é como ele quer. Eu quero conversar com ele, e ele virá até mim ou eu irei, por vontade própria até ele. Mas não irei mais para conversar, mas para fazer com que ele fale à força. Uma mão saiu pelo vidro traseiro do carro branco, indicando que deveríamos nos aproximar. Empurrei os dois Nefilins e caminhei até o sedam importado que reluzia sob a luz pálida do posto, desejando colocar as minhas mãos ao redor do pescoço do Mão Negra e arrancar a cabeça dele ali mesmo. Odiar Nefilins era uma coisa fácil. Mas aquele líder deles era tão detestável que ele despertava o meu lado mais sombrio. Eu tinha desistido de maltratar Nefilins e de ser um cara desprezível, mas eles insistiam em me provocar. O que eu podia fazer? — Você é o caído. — A voz era grave e baixa. O vidro estava parcialmente fechado, e a película espelhada não me permitia ver quem estava dentro do carro. Ele era patético; como se eu não soubesse que o Mão Negra era Hank Millar. — O que quer saber, besta?— O que você quer com minha filha? — Disparei, porque eu não estava muito paciente naquela noite. Eu preferia estar em casa com Nora e Rose do que caçando Nefilins fedorentos pela cidade. — Diga logo ou eu arrebento esse carro e arranco você dele.Ele riu.— Você tem ideia do que a sua filha representa? — Mão Negra disse, abrindo o vidro e me encarando. Ainda bem que ele não era burro para achar que eu me importava com a sua identidade. — Do que ela poderá representar para os Nefilins; como ela poderá nos liderar?— Liderar? Vocês? — A risada saiu de minha garganta, descontrolada. Não dava para levar aquele cara a sério. — Rose é um anjo; um anjo tão puro que ela jamais se importaria com a existência de vocês. Na verdade, os arcanjos a querem exatamente por esse motivo; para colocar fim a demônios como você.— Dependendo da criação que ela receber, caído, ela pode ser o que eu quiser. — O abusado disse, e levei um segundo para aceitar que ele tinha razão. Se os Nefilins criassem Rose para ser uma líder para eles, eles poderiam distorcer a verdade, fazendo-a acreditar que ela era algo que não era. Nora tinha uma origem nobre, apesar de tudo. Ela não era como aquelas criaturas. E ela não tinha feito o juramento. Então, ela não poderia gerar um Nefilim; os arcanjos não eram tolos. Mas Rose poderia ser privada da verdade, e aquilo significaria criar um monstro para combater os arcanjos. Ideia inteligente. — Veja bem, Nefilim. — Minhas mãos fecharam em punhos, mas eu não derramaria sangue naquele momento. — Se você chegar perto da minha família; se algum de vocês chegar perto da minha família, eu mato você. Eu vou até o inferno e trago Lúcifer à Terra para matar todos vocês, e eu jogo sua carcaça para os abutres, mas eu te garanto que a sua existência na Terra chega ao fim. Você me entendeu?— Não tenho medo de você, caído. — O Mão Negra não demonstrou nenhuma emoção. — Estamos interessados em guerra; eu não posso aceitar que meus irmãos sejam possuídos ano após ano por vocês. Isso tem que acabar, e, se existe um soldado bom o suficiente para fazer isso acabar, então estou interessado em fazer qualquer coisa para tê-lo. Você não pode me matar, então seu discurso não me assusta.— Eu posso te matar, e eu vou. — Comprimi os lábios em irritação. — Fique longe de Nora e de Rose. Voltei para o Jeep, bati a porta e repousei a cabeça no volante. Rixon entrou pela porta do carona, mas não disse nada. Ele tinha ouvido a conversa toda, e não adiantaria mesmo ele tentar me consolar. Aquilo era ridículo. Eu tinha que lidar com os arcanjos desejando levar minha filha com eles, para transformá-la em sei lá o que em favor de uma causa. E então tinha que lidar com os Nefilins querendo-a pelo mesmo motivo. Era muito pedir um pouco de paz para um bebê inocente? Guiei até minha casa com as mãos estrangulando o volante, os músculos tensos, e nenhuma palavra. Eu não queria conversar sobre aquele assunto, eu não precisava discutir o que os Nefilins infernais queriam com minha filha para desejar matá-los e eliminar cada um da face da Terra. Morte lenta, ainda por cima. — Patch? — Rixon me tirou do transe. Ele não ia conseguir me deixar em paz, claro. — Você não tem medo dos Nefilins atacarem vocês? Tentarem matar Nora, sequestrar Rose, ou até mesmo matá-la também? — Por que eu teria medo disso, Rixon? — Olhei para ele pelo canto do olho, assombrado. Que diabos ele estava pensando? Desde quando eu tinha medo de Nefilins, e desde quando eu não podia proteger a minha família?— Bem. — Rixon coçou o queixo. — Você agora pode se ferir, esqueceu? Você tem a bênção, e isso incluiu ferimentos, dores e até mesmo a morte. Os Nefilins não sabem disso, mas e se eles descobrem que você pode ser morto, Patch?Oh, merda. Rixon tinha razão, porque eu não tinha pensado absolutamente naquilo. Eu estava tão acostumado em sentir novamente, em ter aquela característica meio humana, meio anjo, que nem tinha parado para pensar que ela me deixava vulnerável e patético. Claro que eu não era vulnerável. Os Nefilins não sabiam, e eu poderia impor respeito de qualquer forma. Eu era um caído, era mais forte e poderoso. Eu era o pior pesadelo deles. Mas o Mão Negra era um estrategista, quase um guerrilheiro. Ele podia descobrir, sim, e aquilo seria trágico. — Talvez eu tenha que tomar uma providência quanto a isso. — Desviei o carro da minha rota para casa, girando o volante bruscamente. O Jeep chiou e deu uma guinada para o lado, indo em direção à praia. — O que você vai fazer, Patch-o? Não estávamos indo para casa? — Eu preciso falar com os arcanjos. — Pisei mais fundo no acelerador.— Você ficou louco? Falar com eles, por quê? Eles não querem a menina, não querem infernizar a sua vida?— Eles querem. — Eu não estava pensando muito claramente. Ou estava, mas todas as opções eram péssimas. — Mas eu preciso convencê-los a retirar a bênção, Rixon. Assim eu volto a ser como era, e passo a proteger Nora e Rose dos Nefilins. E, ainda, ganho uma força bônus contra eles.— Vai querer perder as suas sensações, Patch? — Rixon parecia não acreditar. Nem eu acreditava na tolice que estava falando. Mas não era tolice. Eu não podia ser frágil ou sensível; eu tinha que ser o mesmo Patch de sempre. Cruel, insensível, imortal. Eu era mortífero, e precisava continuar sendo. Os motivos eram justos. — O que Nora vai achar quando souber? Isso é tão desnecessário; não sei porque falei isso. Está claro que você se fortalece quando o assunto é Nora.— Eu me preocupo com Nora depois. — Menti. Eu estava preocupado com ela naquele instante. Com o fato de ela ficar zangada comigo, com o fato de não poder mais senti-la, com o fato, simplesmente, de ter que encará-la depois de fazer algo que ela não aprovaria, sem consultá-la primeiro. Mas eu era muito bom em contar mentiras. Depois de arrebentar a cara de alguns Nefilins, de ter os nós dos dedos feridos, e de encarar o Mão Negra, mentir não era uma coisa complicada demais a se fazer.Rixon não concordou, e tentou me dissuadir da ideia até pararmos o Jeep no Pier. O mar estava calmo e plácido, escurecido pela noite densa, e não havia humanos por ali. Humanos não, mas caídos deveria ter aos montes. Eu me concentrei, sabendo que não adiantava nada aquilo. Os arcanjos não viriam porque eu chamei. Eles viriam porque eu tinha alguma coisa que interessava a eles. A minha própria miséria. Eu estava com a cotação em alta. Foi Azrael que apareceu para mim, naquela noite. Rixon tinha tanto horror dele que foi esconder-se no Jeep, enquanto eu encarava aquele monstro de luz. O arcanjo sorria, porque ele sabia o que eu iria pedir, ele sabia que iria me conceder, e sabia que eu iria sofrer. Mas eu encarava uma decisão ridiculamente fácil, quando a vida de Rose estava em jogo. Quem me tornou aquela besta impulsiva, eu queria saber. — Saudações, Jev. — Azrael aproximou-se, caminhando com os pés descalços na areia. — Então você deseja que retiremos a sua bênção? E eu posso saber por quê?— Eu prefiro deixar subentendido. — Encarei-o. Eu não tinha medo de Azrael, não mais. Era aquela atitude desafiadora que irritava tanto os arcanjos.
— Eu não faço nada subentendido, Jev. Se quiser minha ajuda, conte-me.— Os Nefilins sabem de Rose, e desejam tê-la para que ela possa liderar o exército deles. Azrael deu uma gargalhada, sonora e nervosa. Eu não conseguia saber se ele estava agitado ou apenas entretido. — Ah, Jev! Você acha mesmo que os Nefilins vão conseguir chegar perto da menina? Que nós não vamos intervir?— Nem vocês podem derramar sangue Nefilim assim, Azrael. Não me tome por tolo, eu sei que Gabriel jamais aprovaria nada disso. Aliás, Gabriel sabe dessa brincadeira de vocês com a vida dos outros?O tempo fechou em Portland. Os cabelos brancos de Azrael esvoaçaram e os olhos dele se transformaram em tempestade. Marquei um ponto; eu sabia que falar de Gabriel poderia causar algum impacto. Eu duvidava que o arcanjo superior soubesse daquilo e ele não aprovaria um massacre Nefilim. Eu tive minutos para tomar uma decisão, mas tinha certeza que ela era a única decisão. Os arcanjos poderiam intervir até um limite, mas eu apostava que, se os Nefilins realmente tentassem pegar Rose, eles teriam que recuar. Um banho de sangue não era coisa pela qual os arcanjos poderiam ser responsáveis. E matar um imortal também não parecia opção viável. — Você me desafia, Jev. — Azrael fez retumbar. — Não sabe as capacidades que tenho?— Sei de todas, mas também sei que, no momento, a melhor pessoa para cuidar de Nora e Rose sou eu. Um caído com as duas asas no inferno, e que pode matar, eliminar, destruir e arrasar quem se colocar no caminho. Eu sou o melhor anjo da guarda que vocês têm para elas. Vamos, tornem-me imortal novamente.Ajoelhei, abaixei a cabeça e fiquei em silêncio. Eu jamais me rebaixaria daquela forma perante os arcanjos, mas era de Nora que eu estava falando. Era de Rose. Era a minha família, e eu jurei que as manteria seguras. Nada me faria desviar daquele juramento, nem mesmo todo o prazer físico que eu tanto respeitava. Eu senti Nora por tanto tempo que já a tinha memorizada em cada digital, em cada pedaço do meu corpo. Eu sabia como era o seu gosto, o seu cheiro, o seu calor, a textura da sua pele; eu sabia como ela era e aquilo era suficiente para o resto de minha existência. Eu a amei, emocional e fisicamente, antes. Eu poderia amá-la ainda mais, e eu a amaria cada vez mais, independentemente de qualquer prazer mundano. Azrael tocou-me a cabeça com a mão, e senti um arrepio percorrer a minha espinha. — Você tem meia hora, Jev. — Ele disse, e eu senti o divertimento em sua voz. — Em meia hora, você será o que era antes, um caído medíocre lutando em prol de uma batalha perdida. Use bem suas habilidades, mantenha nossa criatura à salvo. Pode ser que os arcanjos tenham piedade de você novamente.Meia hora. Ergui o olhar em chamas e corri para o Jeep. Eu tinha meia hora. Liguei o carro, coloquei o cinto de segurança e voei. Rixon não entendeu por que eu estava correndo; eu deveria estar desolado com a perda das sensações, devastado pela revogação da bênção. Eu não tinha tempo para aquilo, eu tinha apenas meia hora. E eu estava tão longe de casa que eu só conseguiria se eu fosse mais rápido do que o razoável. E eu precisava ser.Parei o Jeep de qualquer jeito, no meio da rua, e saí em disparada. Rixon ainda não tinha entendido nada, mas eu esperava que ele pudesse estacioná-lo para mim. Subi as escadas, temendo não ser possível esperar o elevador, e cheguei até a porta do meu apartamento ofegante. Antes que eu pudesse abrir a porta, ela estava lá. Nora. Meus olhos se perderam nos dela, minhas mãos seguraram a sua nuca com força, e eu a beijei como eu ainda não a tinha beijado antes. Nora foi a última coisa que senti.
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