Fracos
14 Capítulo 14: Piratas sombrios
Notas iniciais
Oito dias depois. Manhã de 28 de setembro 1998.
Visão de Hermione Granger
Eu sempre fiz tudo pelo Harry, ele é a missão que meu pai deixou pra mim e muito mais que isso, ele é meu irmão. Eu fiz muitas coisas para defender meu segredo, algumas eu até me arrependo, coisas que apenas Gina sabe e que poderia cair o céu que eu nunca vou contar para outra pessoa. Eu sei que eu não sou perfeita, eu cometi erros, mas acho que eu não mereço passar por isso.
Eu não mereço ser suspeita por quatro assassinatos de inocentes que eu não cometi.
Eu não mereço ser distanciada de Harry.
Eu não mereço esse coração estúpido e esse destino ridículo que me fizeram me apaixonar por Draco Malfoy justamente em um momento crítico como esses.
Eu não sou perfeita, mas não mereço estar nessa situação.
Apaixonada... Eu não diria isso em voz alta nem mesmo a Gina, mas isso ficou claro para mim nesses últimos oito dias, infelizmente eu não tenho alternativa a não ser me afastar e fingir que estou destruída por dentro.
Eu fiz tudo tão certo! Cumpri a missão da minha vida e ainda conseguir ser a aluna com as melhores notas de Hogwarts, eu cometi muitos erros pelo caminho, mas não afetaram o meu dever original, ainda assim o maldito destino me trouxe pra esse beco sem saída apaixonada por alguém que jamais será meu e acusada de assassinatos que eu com certeza não cometi.
Blásio Zabini urrou de raiva riscando furiosamente um cálculo de aritmancia da lousa e chutou uma mesa fazendo-a tremer
—Ei, calma, quer que alguém entre aqui e veja o que estamos fazendo? – eu alertei – Seja mais paciente, Blás.
O rapaz não respondeu, apenas fechou os olhos e tentou conter a frustração.
Eu sei que sou apenas uma bruxa e preciso dormir, no entanto, meu cérebro se recusa a parar de funcionar. Faz oito dias desde a última vez que Crudelis deixou sua última mensagem e faltam 84 horas para prova de vestibular que definirá a minha vida. Se eu passar um diploma para embarcar em qualquer faculdade se tornará desnecessário, do contrário estou confinada a mais um ano em Hogwarts para o meu sétimo ano letivo e eu não vejo a hora de poder seguir minha vida agora que minha missão com Harry já foi finalizada.
É impossível dormir!
Eu não consegui pregar os olhos durante toda a madrugada e eu não sou a única nesta situação. Blásio tem passado dias dedicados a experimentos diversos para descobrir os ingredientes corretos para um ritual de invocação desse nível, como Blásio não é um aplicado em medicina bruxa eu fiquei com toda parte médica das pesquisas.
Blásio esta com olheiras fundas abaixo dos olhos, sequelas de outra noite em claro. Não sei quando foi à última vez que ele dormiu.
—Estou atrapalhando? – ele suspirou e olhou pra mim
—Não, — eu suspirei pesadamente observando meu experimento – mas estou tendo progresso.
—Isso é muito devagar, — Blásio se aproximou da minha mesa no laboratório – não termina nunca?
Estou usando uma única gota de sangue deixada na lamina de uma das facas que Blásio trouxe dos escombros do esconderijo de Crudelis para análise, para combinar o resultado com o DNA das vítimas de Crudelis, eu consegui a informação com Bill, um garoto loiro do segundo ano que Blásio usa para roubar informações do detetive e seus homens.
Adicionei substancias mágicas na gota e estabeleci uma conexão com um aparato mágico de análise matemática há cerca de 20 horas atrás.
—Se estudasse mais medicina bruxa você saberia – eu provoquei meu irmão
—Muito engraçado, — ele cerrou os olhos e cruzou os braços – não se esqueça de que foi eu que eu descobri o significado da sequência numérica.
—Impressionante — eu cruzei os dedos das mãos e apoiei meu queixo nos nódulos – que tal uma volta no tempo?
—Um desafio? – ele sorriu interessado
—Quem tiver uma descoberta concreta mais rápido é o rei do laboratório.
—Título interessante, — ele pensou alto – estou interessado.
—Fechado? – eu ofereci minha mão
—Fechado – ele apertou minha mão com o meio sorriso – prepara-se para perder
—Ah não conte com isso – eu sorri de volta
Há um ponto positivo nessa situação, eu estou perto de Blásio de novo, não me importa se não compartilhamos o mesmo sangue, ele é minha família também e eu mataria por ele... E no fundo ele deve sentir o mesmo.
—O que você esta tentando agora? – eu pergunto me levantando e me aproximando da lousa toda riscada
—Usando formulas de química avançada para encontrar os ingredientes certos do ritual, foi melhor do que minha última tentativa, mas ainda falta alguma coisa.
—Você vai achar
—Eu sei, eu sou genial.
A porta do laboratório é aberta, o cheiro de comida invade minhas narinas e eu não preciso olhar para saber que Rony esta trazendo meu café da manhã. Todas as vezes que eu estou aqui pela manhã ele me traz algo para comer. Faz tempo que nós não brigamos, eu finjo que ele esta fazendo essa gentileza apenas pela amizade e ele finge que eu não sei que ele esta fazendo isso por que ainda é apaixonado por mim.
—Obrigado Rony... – eu sorri virando-me para o ruivo, mas sou surpreendida por Harry Potter – Hum... Oi Harry.
Nesses oito dias meu relacionamento com Harry não sofreu grandes mudanças, ele esta sempre presente, mas nunca trocamos muitas palavras, apenas o mínimo para que haja compreensão quanto à missão.
É desconfortável estar em sua presença, principalmente quando Blásio esta por perto, pois ele não gosta de Harry.
—Oi – ele responde
—Um lacaio novo – Blásio comentou a falta de Rony pegando a bandeja de comida das mãos de Harry – eu espero que meu suco não esteja doce demais
—Não esta. – Harry respondeu normalmente
—Obrigado Harry – eu sorri
—De nada, Hermione. – Harry sorriu um pouco desconfortável – Gina, Rony e eu temos uma coisa importante pra fazer essa manhã na cidade, mas eu gostaria de conversar com você hoje.
—Tudo bem. Tem alguma dúvida sobre as vítimas?
—Não, é sobre nós. – ele respirou fundo e me olhou profundamente nos olhos com determinação — Eu estou pronto para ouvir a verdade completa.
—É mesmo? – eu estou surpresa – Bom... Isso é ótimo. Onde nos encontramos?
—Às 11h30min no jardim principal
—Tudo bem.
Harry acenou com a cabeça para Blásio que apenas o encarou em resposta, então Harry saiu pelo mesmo lugar que entrou.
—Eu não gosto dele – Blásio concluiu
—Você não precisa gostar – eu respondi
De repente sinto uma energia estranha perto de mim. Pelo canto dos olhos posso ver uma energia azul clara aparecer e desparecer como um relâmpago que durou poucos segundos, mas o bastante para eu saber que algo esteve lá.
—Você viu isso? – Blásio pergunta
—A energia?
—O que era aquilo? – Blásio se aproximou de onde houve a aparição e “tocou o ar” procurando por evidencias – Com certeza não era um fantasma, eles não transbordam energia como aquilo.
—Eu não faço ideia.
Visão de Draco Malfoy
Acordo de sobressalto na cama. Que merda! Olha só que horas são!
Saio da cama procurando minhas roupas sem a menor intenção de ser silencioso. Minha cabeça dói desgraçadamente e estou bravo por que não encontro minha calças, então saio chutando tudo e grunhindo palavrões no caminho sem me importar com quem ainda dormia.
Eu já encontrei quase tudo quando ouço uma voz sonolenta da morena na cama, cabelos escuros lisos compridos com olhos esverdeados, ela devia ter vinte e seis anos.
—Bom dia Sr. Malfoy – ela diz. Como é mesmo o nome dela? – Quando você voltará? Esteve particularmente selvagem esta noite.
Achei minha varinha debaixo da cama
—Cala boca. Seu dinheiro já esta em cima da mesa – eu avisei
Minha cabeça dói cada vez mais e eu me arrependo por ter exagerado no Uísque. Massageio minhas têmporas para aliviar a pressão na minha cabeça, sem sucesso.
—Tome isso, vai fazer a dor passar – a morena diz entregando-me uma cartela de compridos, eu a olho e ela esta nua debaixo dos lençóis com os seios a mostra – pode pegar, eu tenho mais.
—Cubra-se – eu disse enquanto pego a cartela
Ela se cobriu incomodada com o tom que eu usei
—Obrigado Alisson – eu disse de contra gosto
—É Sharon – ela me corrigiu
Sem dizer mais nada eu tomo um gole de água e uma pílula, então me levanto pronto e saio do quarto.Odeio prostitutas, eu só recorro a elas quando estou realmente desesperado.
E eu ando completamente desesperado!
É a terceira vez em oito dias que eu venho à cidade fora do castelo para encontrar uma prostitutazinha qualquer, foi à única saída que eu encontrei, pois todas as mulheres do castelo são desconfiáveis para mim e eu sou incapaz de usar Astoria dessa forma, principalmente depois de eu tê-la beijado por puro instinto na sala de espelhos.
O pior é que não importa quantas horas eu gaste com uma mulher da vida, eu nunca estou satisfeito, por que pela minha vez se preciso de sexo é somente com Hermione que eu realmente desejo.
Saio do motel olhando para todos os cantos, nunca se sabe onde um paparazzo pode se esconder e só bastaria um clique para todos os meus planos irem pelos ares, é perigoso estar aqui, eu sei disso, mas honestamente não sei mais o que fazer para tirar Hermione da minha cabeça.
Por mais que eu tente, eu não consigo esquecer o que eu senti quando a beijei no cemitério, aquilo não se parecia com nada que eu já senti antes, parecia magia. Uma magia, claro, intensa como um cruciatus, mas não dolorosa, era magia de vida, gostosa e viciante, por mais que essa “magia” tenha um gosto bom pode não somente eu como levar minha mãe a morte, mas parece que meu corpo não se importa com isso, pois basta ela se aproximar para fazer meu coração acelerar como nunca antes.
Eu sinto uma grande necessidade de tê-la por perto, mas nossos momentos juntos tem sido estranhos, ela parece estar fugindo de mim e isso me afeta, não só meu ego, mas toda a minha estrutura psicológica, o máximo que eu posso fazer é me afogar nos braços de outra que em nada se compara a ela.
Esta parece ser a decisão mais lógica para sobreviver a tudo isso.
—Você não tem consciência, Malfoy? – ouço uma voz atrás de mim, uma voz muito conhecida que por acaso deve estar furiosa.
—Oi Pansy – eu respondi virando-me para morena
—Você tem ou não? – ela voltou a perguntar com os braços cruzados
—Não se mete – eu fiz menção de ir embora...
—Aonde pensa que vai?
—Eu não penso, eu vou.
—Você esta destruindo a Astoria.
Por favor, Pansy, não fale da Astoria.
—Achou que eu não ia notar, Draco? Eu sei quando você esta escondendo alguma coisa. Mas isso? – ela olhou para o motel e depois para mim – Prostitutas? Eu não sou um modelo de integridade, mas eu nunca magoaria meus amigos.
—Você sabe que eu amo Astoria, mas...
—Mas o quê, Malfoy? Ela ama você. – Pansy parece mais chateada do que furiosa –Ela confia em você.
Sinto a culpa cair sobre mim. Ponho as mãos no bolso e desvio o olhar por um momento.
—Não esta sendo fácil para mim. Eu não sou um herói. – eu soo com raiva — Não sou um modelo de caráter, cometi mais erros do que muita gente, você me conhece. Eu estou fazendo o melhor que eu posso, eu só não contava que...
—Não contava o que?
Silencio... Não sei o que dizer e nem se devo tentar.
—Que tal a gente conversar na praia? – eu suspiro — Eu gosto de pensar olhando para o mar.
Pansy não respondeu por um tempo e eu realmente acreditei que ela simplesmente me daria às costas.
—Eu preciso que alguém me ouça, por favor – eu peço – você sempre me impediu de fazer besteiras... Ou quase sempre, pelo menos quando eu tinha coragem de contar pra você e ti encarar.
Silêncio.
—Ok – ela concordou seca
Visão de Harry Potter
São quase 8h da manhã, a temperatura esta agradável e o céu azul como nunca vi antes, é bonito e ao que parece o dia tem tudo para dar certo, a única coisa que me deixa nervoso é o fato de Gina estar a apenas um metro de distancia de mim, é a primeira vez que estamos em um mesmo ambiente sem a presença do seu namorado – que aparentemente me odeia.
Porém Rony esta aqui e isso me impede de ter a conversa que eu quero com Gina.
Eu queria muito dizer que eu me esqueci dos meus sentimentos por ela, todavia isso seria uma mentira, Gina pode ter seguido com sua vida com aquele garoto estranho e nada sociável, mas eu ainda sou um apaixonado.
Observo-a encantada olhando alguma coisa a sua frente. Gina se tornou uma mulher linda por dentro e por fora, ela parece uma musa quando põe graciosamente seu cabelo atrás da orelha e abre seu grande sorriso. Se ela quisesse eu seria seu eternamente sem pensar duas vezes, a guerra acabou e tudo que eu desejo é assegurar meu futuro, isso incluiu minha inesperadamente meia-irmã Hermione e minha própria família que eu gostaria muito que fosse com Gina.
—Sítio urbano... O que é isso? – Rony perguntou lendo em uma placa na frente de frondosa mangueira
—Esta árvore marca o ponto de onde a cidade começou a ser construída – eu expliquei
—Vejam... O museu abriu – Gina avisou
—Não se esqueçam por que estamos aqui, — eu disse — coletem toda a informação que puderem.
O único museu da cidade é na praça principal, uma enorme construção em forma de círculo de três andares, cinzenta e misteriosa com símbolos de pirataria fazendo menção ao passado da Ilha. O museu é possivelmente o local mais protegido da Ilha, pois mantem grandes tesouros para a história local e talvez mundial.
Uma enorme fila faz a volta na praça começando na porta do museu, ele esteve fechado para a reforma por um mês e voltou hoje – no domingo – a abrir para o público.
Nós somos um dos primeiros da fila, adentramos quando as portas se abriram e os seguranças organizaram a entrada, logo seguimos as placas que indicavam o canto da história local da Ilha. Gina, Rony e viemos aqui para coletar novas informações sobre os Piratas sombrios.
Um homem de quase quarenta anos de pele clara e olhos verdes cristalinos usando uma blusa característica dos guias do museu esta a nossa espera na frente da sessão.
Nós e outros visitantes estamos interessados na sessão paramos em sua frente e ele sorriu.
—Bom dia! Eu sou Bruce Bellisario e sou seu guia esta manhã, — ele sorriu – eu vou contar pra vocês sobre a história local e mais precisamente sobre os piratas que a deixaram tão famosa antes de ser comprada pela talentosíssima Celestina Warbeck.
Os piratas sombrios foram à tripulação de piratas mais temida do mundo bruxo, eram conhecidos por ser argilosos, cruéis e grandes manipuladores de artes das trevas. Historicamente são encontradas 83 ocorrências de roubo, sequestro e assassinato atribuídos aos piratas, ao contrário do que se imagina o que poucos sabem é que a tripulação do Capitão Killian Bartholomew nunca apresentou um nome, porém como suas vítimas vivas sempre se referiam a eles como sombrios, como posso dizer... O nome pegou – ele riu e os visitantes também.
—Então o nome da tripulação não é Piratas sombrios de verdade? – um garoto perguntou
—Não, o único nome referente a eles registrado na história é Crudelis, o navio dos Piratas sombrios.
Rony, Gina e eu nos entreolhamos pensando no assassino ao mesmo tempo.
—Crudelis foi um navio de grande porte, muito veloz e silencioso, ele se perdeu no tempo, nunca foi encontrado. A lenda diz que Capitão Killian Bartholomew o escondeu dos seus inimigos nos seus últimos dias como pirata. A tripulação tinha vinte e três homens de nacionalidade inglesa, portuguesa, italiana e francesa, o capitão que esteve no poder por mais tempo foi Bartholomew, um inglês da qual não se sabe muito a não ser a lenda de que já foi um nobre entediado com a vida que levava.
—Então ele já era rico? – eu perguntei – E por que virar pirata?
—É um mistério.
Ele mostrou uma mesa de vidro com documentos, atrás dele quadros do navio, os piratas e o capitão, a única fotografia foi o que mais me chamou a atenção, pois se tinha uma visão estreita do navio Crudelis ancorado na Ilha, curiosamente no mesmo lugar aonde hoje em dia chega os navios comerciantes.
—As principais ocorrências eram de roubo? – Gina perguntou depois de inclinar para ler melhor os documentos em inglês
—Muito bem observado. Os piratas são principalmente acusados de fazer uma fortuna com joias, ouro, artefatos mágicos, varinhas, objetos de valor e muito mais, eles construíram o castelo principal da Ilha para esconder seus tesouros, esconder prisioneiros de batalha e viverem com glamour, é claro que hoje o castelo esta muito diferente, foi modificado e estaatualmente muito mais largo e alto que a obra original.
Infelizmente o tesouro também se perdeu no tempo, nunca foi encontrado, é possível que após a morte dos piratas a Ilha tenha sido saqueada por inúmeras embarcações que não deixaram nada para nós.
—Ele esta enganado, — Rony diz baixo ao meu lado – o tesouro ainda esta lá.
—Os Piratas sombrios usavam a língua hebraica na escrita, uma esperta estratégia pra despistar inimigos que poderiam encontrar uma de suas propriedades...
—Olha ali, não é a Sra. Warbeck? – Gina me cutucou chamando minha atenção
Afastei-me dos outros e andei alguns passos à frente para ver melhor. É ela, Celestina Warbeck.
—O que ela esta fazendo aqui?
—Visitando o museu, é óbvio – Rony revirou os olhos.
—Ela parece abatida – eu comentei
Distanciamo-nos da turma que continuou ouvindo o guia e disfarçadamente ficamos mais perto da mulher negra.
Ela suspira pesadamente com os olhos baixos olhando uma mesa de vidro vazia, uma faixa vermelha avisa que esse ponto da exposição ainda não esta pronto para a visitação, asegurança estava sendo reforçada para proteção do objeto que seria ali colocado, mesmo assim ela esta lá, olhando para o nada com um papel na mão.
Espremo os olhos tentando ler o que esta no papel, mas ela se mexe e seu corpo acaba atrapalhando minha visão.
Bruce Bellisario – o guia – leva a turma para outra parte da exposição falando sobre a construção da cidade, eu apresso os passos para perto dele e pergunto:
—Sr. Bellisario? O que vai ser ali naquele lugar que ainda é vazio?
—Provavelmente a descoberta mais importante da cidade, duas velas Jesouhaite. As velas pertencem ao tesouro mais famoso dos Piratas sombrios, elas foram descobertas dois anos antes da Ilha ser comprada pela Sra. Warbeck. Velas francesas originais do Candelabro da visão.
Viro-me para o lugar onde a vela será guardada quando vejo Celestina Warbeck, ela esta a me encarar, silenciosa, com um olhar duro, ela guarda o papel dentro de uma bolsa e com a cabeça erguida segue um caminho contrário ao meu.
—Eu não sei o que tem no papel, mas eu acho que sei de onde ela arrancou, – Gina diz ao se aproximar de mim – um livro que Blásio e eu roubamos da biblioteca dela tinha uma página faltante, a página era sobre o cofre principal do tesouro pirata.
—Me deixa adivinhar, é no cofre que esta o Candelabro da visão?
—Provavelmente Harry.
—O que isso faz? – Rony perguntou curioso
—Blásio me disse que é um artefato que eles roubaram de um navio francês que eles nunca venderam, ele parece não ter valor, mas é muito poderoso, ele encontra pessoas vivas ou mortas aonde quer que elas estejam, até no mundo trouxa.
—Então ela esta procurando alguém, – eu concluí – mas isso não liga ela aos assassinatos. De qualquer forma, esta mulher parece ter muito pra esconder. Vamos ficar no museu um pouco mais, pode ter alguma informação importante em algum lugar.
—Você é Harry Potter mesmo?
O guia Bruce Bellisario surge na minha frente perguntando com o sorriso amigável
—Sim – eu respondi
Olho para trás rapidamente e vejo a turma de visitantes seguir para a próxima sala com um novo guia
—Eu estou honrado em conhecê-lo, — ele ofereceu sua mão e eu apertei, um aperto de mão forte e másculo – eu sou um grande apoiador da causa de nascidos trouxas.
—Isso é fantástico, muito obrigado, — eu sorri cordialmente – esses são Rony e Gina.
—Prazer – Gina trocou um aperto de mão com o homem
—Prazer – Rony repetiu o ato
—Você parece entender bem do assunto sobre os Piratas... Legal – Rony comentou por alto
—Sim, eu posso dizer que sou um especialista no assunto. – o homem sorriu tentando ser modesto — Vocês estão interessados na história local?
—Você não sabe o quanto, é fascinante, – eu disse – o que pode nos contar sobre a lenda do Candelabro da visão?
—O Candelabro da visão é um artefato mágico feito de ouro maciço e adornado com cristais. O duque francês, bruxo, Gustav Tardin, viajou pessoalmente para o Japão no fim do século XVIII e trabalhou em um instrumento que pudesse ajuda-lo a encontrar sua esposa desparecida Anastácia Tardin, esta que foi sequestrada junto de outras moças durante uma viagem em alto mar pelas índias orientais, ele foi um grande gênio que contribuiu para as ciências da magia, usando cera mágica do couro de um dragão japonês ele criou cinco velas especiais que ele nomeou como Jesouhaite, estas velas originais são as únicas capazes de proporcionar a visão.
Ao terminar seu trabalho Gustav Tardin usou o Candelabro para localizar Anastácia, ele descobriu que sua esposahavia sido raptada e usada como escrava sexual para os Piratas sombrios, Tardin encontrou a Ilha Pégaso, mas infelizmente antes que atracasse na Ilha a tripulação de piratas os atacou, roubou e quando soube de suas intenções matou todos.
Quando o capitão pôs as mãos em tamanho poder ele decidiu guardar para si como um instrumento de guerra, isso o levou para muitas vitórias. No seu fim de vida o Capitão Killian Bartholomew decidiu que o Candelabro não seria de mais ninguém, ele criou um cofre especial no navio e o trancou possivelmente para sempre.
—Mas você disse que o navio Crudelis nunca foi encontrado –eu pensei...
—E não foi
—Então como as velas estarão em exposição? – Gina pergunta – Você disse que elas foram descobertas dois anos antes da Ilha ser comprada
—Sim, — ele concordou com a cabeça – a Ilha foi sujeita a muitas buscas arqueológicas, a principal descoberta foram duas velas Jesouhaite em um baú enterrado na parte leste da praia principal.
—Enterrado?
—Sim, a suspeita é de um pirata ambicioso que não concordou com o seu capitão, mas isso são apenas especulações, talvez nunca saibamos como ela chegou ali.
—O que aconteceu com Anastácia? – eu pergunto apreensivo que sua resposta seja ruim
—Não sei, não existem registros sobre isso.
—Coitada... – Gina suspirou
—Ainda existe esperança de que o navio seja encontrado? – eu perguntei
—Eu acredito que sim, — ele suspirou, olhou em volta para seus colegas guias do museu e deu um meio sorriso – mas provavelmente sou o único por aqui que pensa o mesmo.
Gina, Rony e eu nos entreolhamos... Há muito para se saber ainda, mas Celestina Warbeck esta engajada em encontrar o navio e abrir o cofre da qual ela já deve saber como abrir com a ajuda da página arrancada do livro. Estas velas são parte importante para o ritual, Crudelis já achou o cofre ou ele pretende se apoderar das que estão no museu?
Além das velas é necessária a obtenção das cinzas daquele que vai ser ressuscitado, cinzas que podem ser encontradas com a ajuda do Candelabro da visão. Celestina Warbeck poderia ser Crudelis?
Visão de Draco Malfoy
—Da última vez que eu estive aqui eu soube que você foi sequestrada...
—Eu estou aqui agora – Pansy responde fria sentando-se na areia da praia ao meu lado.
—Eu tinha vindo aqui tentar por a cabeça no lugar, você me conhece – eu suspirei observando o mar.
—Eu achei que conhecia... – ela responde amarga – Quer dizer... Não que festinhas e sexo não sejam a sua cara, — ela pausa — mas nunca pensei que você faria isso com Astoria.
—A intenção não é magoar, Astoria, ou canalhice... Por Merlin, Pansy, eu não chegaria a tal ponto,estou fazendo o melhor que eu posso.
—Se prostitutas são o seu melhor nunca vou querer ver ser pior – Pansy diz raivosa com uma voz baixa – eu esperava mais de você.
—De um Malfoy? É mesmo? – eu sou sarcástico – Suponho que você não seja a garota que cresceu ao meu lado.
Pansy não respondeu por um tempo, suas feições estão rígidas e seus lábios se comprimem em uma linha reta de descontentamento.
—Porra qual é o problema de vocês? — esbravejo e a olho com raiva, ela se assusta, mas não volta atrás com suas palavras — Todas as mulheres próximas a mim e que com quem já fiquei me intitulam como o Príncipe da Sonserina, todo mundo vê que eu não presto, eu deixo isso muito claro, mas vocês mesmo assim ficam vendo em mim uma coisa que eu não sou, quantas dezenas de garotas de Hogwarts se iludiram comigo só por que nós tranzamos uma noite? Parti muitos corações e nunca fiquei com a consciência pesada, mas vocês sempre esperam o melhor de mim, isso não faz o menor sentido, eu não sou Harry Potter, não sou o herói certinho dessa história, eu nasci um Malfoy.
—Aquelas garotas são burras, não diferenciam branco do preto. Eu, Astoria e até o louco do Blásio veem o Draco Malfoy, é dele que eu espero o melhor – ela diz demonstrando acreditar no que diz — eu vejo o homem que quer desesperadamente salvar a mãe.
—Não espere que eu alcance isso sem fazer besteiras e sacrifícios.
—Casar com Astoria sem amar é difícil...
—Já foi difícil Pansy, agora isso é insuportável, — eu a corrigi a interrompendo antes que terminasse sua sentença –agora é bilhões de vezes mais insuportável. Ser fiel a esse casamento arranjado pela minha mãe já foi mais fácil
—E o que mudou?
—Eu não sei dizer... – eu diminuo o tom de voz e desvio o olhar para o mar, eu sei resumir esta resposta a uma palavra, mas não consigo pronunciar – Uma coisa nova aconteceu.
—Seja o que for não é desculpa Draco. Ir naquele lugar não destruiria só Astoria, mas a chance de salvar a tia Narcisa.
—Eu não pensei direito... – eu admiti – Eu estava desesperado.
—Você não pensa direito quando precisa de uma trepada – Pansy riu
—Meu problema não é sexo – eu passo as mãos pelos meus fios de cabelo querendo arrancá-los. Eu não sei o que fazer!
—Você sabe por que se pôs a risco. Por que não me diz?
—Por que eu nem sei o que dizer pra mim sobre isso...
—O que você quer dizer com isso?
—Eu... – eu penso nas palavras certas – O que aconteceu... É que eu beijei a Hermione.
—Hermione? – Pansy indagou
—Você não é surda não é? – eu a olhei e ergui uma sobrancelha – Sim, Hermione.
—Por quê? – Pansy parece não acreditar – Isso é uma piada? Draco, eu não estou de brincadeira.
—Não é piada, Pansy – eu revirei os olhos – eu a beijei e eu fiz isso por que eu quis. Eu a olhei e a quis.
—Então você e ela...
—Não. Foi só um beijo – eu arfei
—Você nunca só beija alguém que deseja
—Sempre existe uma primeira vez.
—Draco... – Pansy fechou os olhos assimilando a informação, respirou fundo e continuou – Você gosta dela?
—Eu a quero.
—Você não me respondeu – ela contestou – você gosta dela?
Eu não consigo responder, meus pensamentos na minha cabeça passeiam as pressas para lá e para cá fazendo uma bagunça. Pansy não recuou, ela parecia paciente e determina em esperar minha resposta.
—Quando eu a beijei... Eu nunca senti nada melhor, foi poderoso, um paraíso e eu posso jurar que meu corpo inteiro se comportou diferente. Eu sempre penso nela, o tempo inteiro. Eu quero estar ao seu lado, não importa o que estejamos fazendo. Eu quero muito abraça-la. Mas Hermione foge de mim, a única coisa que eu consegui fazer pra fugir dessa sensação destruidora de não tê-la por perto foi ficar com garotas que eu pudesse pagar para que ficassem caladas.
—Draco... – Pansy sussurrou meu nome e eu esperei pela pior das reações – Você achou.
—O que?
—O amor – ela sorriu docemente
—O amor deixa as pessoas fracas, aquilo dos filmes não existe no mundo real.
—Você não sabe o que esta dizendo, — Pansy segura minha mão – eu entendo que esteja confuso, mas parece que você realmente gosta dela.
—Eu não gosto de ninguém, esqueceu-se de com quem esta falando? – eu solto sua mão
—Você não esta acostumado a um sentimento assim, aposto que fez uma ou mais besteiras além de uma prostituta, seus pensamentos de ciúme tomam sua cabecinha oca.
—Eu. Não. Gosto. Da. Hermione – eu disse cada palavra pausadamente
—Olha Draco você tem sorte, eu ainda não encontrei o meu amor.
—Cale a boca! – eu ralhei me levantando da areia, Pansy levanta-se logo em seguida com um sorriso no rosto – Eu não me apaixono.
—Não é você que escolhe isso.
Não respondo, eu estou sem paciência para discutir, apenas encaro o mar e tento o máximo possível ignorá-la.
—Vamos para o castelo, nós já estamos bem atrasados, — a morena declara após um longo período em silencio – você esta certo em uma coisa Draco, você sempre diz que não é o herói, mas você é um homem e homens sentem, homens se apaixonam, eu entendo que esteja confuso por que você nunca conheceu ou se quer acredita em amor, mas eu acredito e se eu fosse você não deixaria escapar, talvez isso só seja só uma paixão, porém existe uma chance de ser pra valer e você pode deixar passar por que é um imbecil. Lide com isso antes que as coisas piores. Procure Hermione e veja o que acontece.
Pansy virou-se para ir embora, só bastaram cinco passos para longe de mim para que eu reunisse coragem de continuar aquele diálogo.
—E Astoria? – eu pergunto
—Casar com alguém quando se é apaixonado por outra pessoa é ruim para os dois lados, não quero que Astoria viva com falsas esperanças de que dentro desse casamento você um dia comece a olhar ela de outro jeito.
—E minha mãe?
—Vai ter que fazer alguma coisa sobre isso, mas antes procure Hermione e descubra o que esta acontecendo entre vocês.
Visão de Hermione Granger
—Blásio... Deu negativo – eu disse em voz alta para alertar meu irmão, no entanto nem mesmo eu consigo acreditar em minhas palavras.
—O que? – o rapaz deixou seu posto para se aproximar de mim e meu experimento
—O sangue não é das vítimas, é do assassino – eu declarei.
—Não se precipite Hermione, — Blásio me deu peteleco na testa e sorriu um meio sorriso provocador – você deveria saber que não se deve teorizar antes de ter fatos o suficiente.
—Essa faca é do assassino, aquele esconderijo foi dele, o sangue não é das vítimas, — eu comecei a enumerar nos dedos — de quem você acha que pode ser?
—Como você quer que eu responda? – ele pôs a mão no queixo e pensou – Que tal alfabeticamente? Existem muitas respostas para sua pergunta Hermione, o que você tem não é um fato, é uma evidencia.
—Às vezes o óbvio é a verdade.
—Às vezes não é o bastante. Nós não temos tempo para errar, formando teorias sem bases sólidas vamos acabar perdendo esse jogo.
—Você não pode simplesmente fingir que se importa comigo ou com as vítimas? – eu bufei me sentindo desprezada
—Chega de sentimentalismo, — ele revirou os olhos – do que você precisa para encontrar o dono desse sangue?
—Material genético, coisas como um fio de cabelo, uma unha, saliva... Mas não posso simplesmente sair por toda Ilha recolhendo de todos.
—Não se preocupe, eu pensarei em alguma coisa.
Blásio voltou para o ponto do laboratório aonde algumas horas atrás vimos à aparição de uma energia estranha
—Isso quer dizer que sou a rainha do laboratório – eu declarei minha vitória com um sorriso
—Isso quer dizer que seu experimento nos levou a outra pergunta e não uma resposta – ele respondeu com seco, Blásio jamais admitiria uma derrota.
—Blásio saia daí
—Acha que aquilo não era importante?
—Talvez, — eu suspirei – mas não temos nada para seguir e tem coisas oficialmente importantes na nossa lista de afazeres.
—Que seja! – Blásio virou-se pelos calcanhares – Eu voltarei para meus cálculos.
Não respondo, apenas começo a recolher meus livros de cima da mesa.
—Você já vai encontrar o Potter?
—Não, eu vou dar um tempo na biblioteca, — eu digo enquanto termino de limpar o meu espaço de trabalho — eu preciso estudar, não me espere, de lá eu vou encontrar Harry no jardim.
—Hum... – ele bufou pondo as mãos para trás e abaixou a cabeça, o moreno não disse nada, mas seu comportamento denuncia o que se passa na sua cabeça
—Diz logo o que você quer dizer com “hum” – eu sou direta
—Eu só acho curioso a sua insistência em ser aprovada por ele.
—Harry é meu irmão
—Hermione, eu vi tudo o que você se dispôs a fazer por ele, aquele garoto não teria sobrevivido sem você.
—É claro, é minha missão e o amo.
—Entretanto ele é ingrato e infiel a você, seu parceiro lhe deu as costas e ainda assim você anseia pelo perdão dele, isso não beira o ridículo?
—Não, Blásio – eu respondo com firmeza. Suspiro, seguro meus livros nos braços e me aproximo do meu irmão – eu fui infiel primeiro quando menti sobre quem eu sou, o deixei acreditar que ele não tinha família, imagine o que ele deve estar pensando sobre nosso pai agora...
—O que você fez o manteve vivo. Ele é ingrato e infiel, eu não gosto dele.
—Pare de falar como o papai – eu ralhei
—Se papai concordaria comigo é por que estamos certos.
—Você não tem autoridade pra dizer isso do Harry, ele me ama, o garoto só ficou chocado com a nova descoberta e se sentiu traído pelas minhas mentiras. Você não sabe nada sobre ingratidão ou fidelidade, é só um sociopata sozinho e sem amor.
Segurei forte os meus livros contra o peito e saí do laboratório sem olhar para trás.
Esta não é a primeira vez que Blásio e eu discutimos um assunto como esse e sem dúvida não será a última vez, Gina diz que Blásio tem medo da aproximação de pessoas e ter sentimentos, eu não sei o que ela realmente quer dizer com isso, mas às vezes fico tentada a pensar que ele é seco como uma pedra.
Blásio é difícil, em um minuto penso que ele pode me ver como uma amada irmã de verdade e no seguinte apenas como uma parceira nessa investigação, eu só sei que ele parece bem mais com Joseph Zabini do que apenas a pele escura e o intelecto avançado. Joseph Zabini tinha um ponto fraco e ele é Isabel, não posso dizer que ele se tratava de um romântico convicto na presença da minha mãe, no entanto ela sabia lidar com ele e Joseph não era tão frio com ela, infelizmente eu não tenho o mesmo efeito no meu irmão e brigamos muito quando o assunto é sentimentos.
Nós somos uma “família” de mentes brilhantes... Os Weasley são mais simples de se entender, estar com eles nas férias é inexplicavelmente relaxante.
A família Granger... Bom, a família Granger trouxe pra mim valores que eu jamais esquecerei, eu aprendi certas coisas que Isabel e Joseph não teriam sensibilidade para ensinar a uma criança, o amor entre Regina e Henrique é mais simples –apesar de forte – para se entender, sou muito grata.
Não é fácil para uma criança entender que nasceu com uma missão a cumprir e se torna mais incompreensível quando se é sobre uma segunda pessoa, meus primeiros anos de vida foram infelizes, confusos e decisivos, eu poderia ter me tornado uma mulher rebelde e amarga, felizmente o destino me presenteou com famílias imperfeitas, porém ideais para o meu desenvolvimento, o resto se deu pelos laços de amizade que fiz com Harry.
Ao chegar à biblioteca sigo para as prateleiras de livros sobre poções, eu estou com uma dúvida envolvendo poções permanentes e não sairei daqui até estar tudo claro como cristal.
O tempo passou correndo, eu o dividi entre sentar em uma mesa para ler e buscar mais livros, faltando doze minutos para o horário marcado para encontrar Harry adentrei no corredor de prateleiras mais afastado da biblioteca a procura de um específico livro de preparação para provas que eu já li mais de cinco vezes.
—Encontrei você
Meu coração salta de susto ao ouvir a voz de Draco Malfoy tão perto de mim, viro-me em pulo para o rapaz loiro que ri ao ver meu susto.
—Ah é você, — eu disse fazendo pouco caso e então dou as costas voltando à busca pelo livro – algum problema Draco?
—Não, eu só queria ver você.
Estas são as palavras que toda garota apaixonada gostaria de ouvir... Céus! Mal posso acreditar nos meus próprios sentimentos, meu coração resolveu trair meu cérebro quando me aprontou uma coisa dessas.
Sinto seu corpo mais perto de mim mesmo que de costas e um arrepio me sobe a espinha. Por favor, Draco, não fique tão perto de mim.
—Precisa ser agora? Eu estou estudando – eu estou mentindo, apesar de estar olhando para uma fileira de livros na minha frente sentir o corpo de Draco tão próximo de mim me faz perder completamente a concentração – e preciso encontrar com Harry em dez minutos.
—Então dá tempo.
—Do que?
—De conversar, — Draco pôs as mãos na minha cintura e colou nossos corpos, isso esta errado, eu devia me afastar, mas estou assustada demais com sua atitude para conseguir me mexer – você sabe sobre o quê – ele massageou minha cintura com o polegar e todo meu corpo correspondeu sentindo um calor repentino – isso é importante também – ele beijou meu pescoço.
Não suporto a tentação, viro-me e capturo seus lábios com paixão.
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