Fracos

12 Capítulo 12: Parabéns Hermione Granger!


Notas iniciais
Meninas não me matem! Eu desapareci um tempo pq ando mt ocupada, então nunca estava cm cabeça para terminar o capítulo, me perdoem! Desculpa mesmo, eu vou postar mais a partir de agora, pfv n me deixem, preciso dos seus comentários maravilhosos. Beijos! PS PRÓXIMO CAPÍTULO TEM PRIMEIRO BEIJO DRAMIONE. É OFICIAL! U.U

Visão de Hermione Granger

Não que eu esperasse algo mais dele... Eu só...

Ele esta noivo...

O noivado é arranjado...

Ele me disse que eles nunca haviam se beijado. Que tolice confiar nas palavras do Malfoy!

Eu não devia sentir alguma coisa...

Nós fomos inimigos a vida toda e isso mudou tão rápido... Tão avassalador tão destruidor!

Mal consigo completar um pensamento sem minha própria consciência me interromper com coisas óbvias que eu já devia estar conformada, quer dizer, eu estava até a cena do beijo estragar qualquer coisa que eu tenha planejado para o agora.

Não estou com raiva, estou chateada, mas por quê?!

Não tenho o menor direito de sentir algo por Draco e pior ainda tirar satisfações com ele – que é o que eu tanto quero. Draco é noivo, não importa se é arranjado ou não e eu mesma disse que ele podia dar uma chance para Astoria... Por outro lado existe a chance dele estar me enganando esse tempo todo... Não, não faz sentido ou ele teria me agarrado quando teve a chance.

Eu não devia estar me perguntando isso, não é da minha conta.

Não é da minha conta, mas eu estou chateada.

Não acredito que estou caindo nisso, não acredito que estou mesmo interessada em Draco Malfoy.

Essa manhã estava sendo até razoável. Algumas pessoas haviam me feito sorrir, Gina me abraçou forte, assim que acordamos me prometeu o presente para mais tarde, Parvati se lembrou de me desejar um feliz aniversário, Dino me deu um abraço e um beijo na bochecha, Rony me abraçou desajeitadamente... A única coisa que parecia poder estragar meu dia era Harry.

Harry não foi grosseiro comigo esta manhã, o moreno me disse ”por favor,” e “obrigado” com tom de gentileza, me passou a manteiga quando eu pedi, porém não sorriu, não disse meu nome, não tentou manter um diálogo, nada.

Não estou dizendo que isso é pior do que ser tratada mal, não é, Harry é bom demais para fazer isso comigo, mas seu esforço zero de manter contato comigo levanta um bilhão de questões na minha cabeça.

Eu logo esqueci isso quando passei com Viktor no jardim, foi encantador, finalmente conseguimos conversar, um dos assuntos foi relembrar sobre o baile do quarto ano, a sensação de nostalgia é maravilhosa, sem falar que Viktor é o cara que qualquer gostaria de estar ao lado, ele me trata como uma princesa, eu realmente estava considerando a ideia de dar um próximo passo — pois ele também bem interessado – ou seja, estava tudo legal, até eu falar com Draco e perceber que ele estava estranho, pouco depois eu resolvi procurar por ele e o encontro com Astoria na sala de espelhos.

Eu me sinto uma das centenas de meninas de Hogwarts que ficam suspirando pelo Draco... Droga! Eu sou completamente diferente delas, mas eu estou me sentindo exatamente igual agora.

Quando contei tudo o que tem acontecido a Gina o conselho dela foi “espere e mantenha os olhos abertos, você ainda não sabe o bastante para ter um julgamento correto, foi você que aconselhou ele a dar uma chance a Astoria”. Sei que Gina é uma excelente conselheira amorosa, mas esse é sim um conselho quase impossível de se seguir, a vontade que eu sinto é de pegar Draco pelo colarinho e questionar tudo que eu quero, não sou a mesma de antes da guerra e meu relacionamento com Rony, não sou uma menina indefesa que irá deixar que ele pise assim em meus sentimentos.

Sentimentos... De um jeito sombrio é hilário que eu esteja em uma situação em que eu sinta mais por Draco do que ódio. Não posso me apaixonar, não posso! Draco diz com todas as letras que ele não é um herói, que esta no meio do meu caminho me atrapalhando de encontrar o amor verdadeiro, às vezes eu posso até ignorar este fato, mas não quando meu coração esta em jogo.

Sou centrada em meus objetivos, não vou cometer uma besteira.

“Espere e mantenha os olhos abertos”

Gina e eu saímos juntas do curso de culinária, isso havia me distraído por um tempo – principalmente com o suflê da Lilá que explodiu e divertiu a classe inteira – só que agora que saímos parece que tudo me atinge novamente.

Esta é nossa última aula antes da reunião, então nós resolvemos fazer um lanchinho em uma barraquinha de sanduíches com algumas mesas em volta pra lanchar.

—Ai amiga, eu sei que você esta sofrendo de amor, mas vamos sorrir, gatinha.

—Sofrendo de amor? – eu fiz uma careta – Não exagera.

—Dor de cotovelo, depressão, chame como você quiser – ela dispara as palavras enquanto pega nossa bandeja de sanduiches – o fato é que você precisa se ligar que não existe só ele por aqui, têm uns caras bem gatinhos.

—Eu não sou muito de paquerar – eu sorri – você sabe disso.

—Ai garota desencana, -Gina esta radiante — aproveita que nós atrasamos o Crudelis pra você ter um pouco de vida.

—Ele vai voltar... – eu digo mais para mim do que para ela

—E vamos estar preparados, o Blásio esta trabalhando nisso, deixa, é diversão dele. Agora curte a música que esta tocando e saboreia os sanduíches.

Uma música ambiente esta tocando nos campos do castelo em uma potencia que só mesmo magia para as ondas sonoras chegarem tão longe

—Algum problema?

Viktor Krum aparece ao meu lado usando um uniforme de Quadribol com as mãos para trás e interessado na minha resposta.

—Não é nada – eu respondo automaticamente

Caramba, eu estou tão mal que é estampado no meu rosto?

—Oi Viktor – Gina sorriu – quer um sanduíche? É super saudável e gostoso.

—Não, eu vou esperar o almoço.

—Ta bom, eu vou para uma mesa... – ela diz saindo rapidinho, sem dúvida na intenção de nos deixar conversando.

Ironicamente a última música ambiente termina e a nova é “Quando você me olha nos olhos” uma lenta de As esquisitonas. Com sincronia nós olhamos para as caixas de música e para o outro e mesmo sem palavras tivemos certeza que nos lembramos da mesma coisa.

[Jonas Brothers — When You Look Me In The Eyes]

[https://www.youtube.com/watch?v=CbMUMqA61bg]

O baile... A noite estava perto do fim, à banda as esquisitonas animaram a festa por horas e meu coração ameaçava a saltar pela boca, exaustos de tanto dançar ao som das músicas mais agitadas, Viktor e eu paramos para tomar um suco e depois saímos juntos do Salão principal, alguns olhares femininos nos acompanharam, mas a essa altura eu já não me importava mais.

Eu lembro que comecei a ficar nervosa de repente quando percebi que estávamos de mãos dadas, antes eu estava tão agitada que nem ao menos percebi as grandes e fortes mãos de Viktor segurando a minha, isso me deixou envergonhada e corada.

Não nos afastamos muito do Salão, paramos em uma janela onde ainda podia se ouvir as músicas que eram tocadas pela banda e ficamos em silêncio por um tempo.

—Aquela rosa não é bonita? – Viktor apontou para um canteiro de rosas vermelhas em um canto afastado do jardim

—São lindas, — eu concordei – mas gosto das brancas, são mais enigmáticas.

—Você esta bonita – Viktor diz com seu sotaque búlgaro mais carregado do que é atualmente, era encantador.

—Dançamos tanto... Meu cabelo deve estar todo desmanchado – eu toquei em minha trança e olhei para baixo sem coragem de olhá-lo nos olhos

Eu era bem mais tímida com meninos naquela época

—Eu gosto dele solto, você esta bonita hoje, mas também esta todos os dias.

Viktor levanta meu queixo com um dedo e sou forçada a olhar em seus olhos pretos

Meus olhos voam para a porta do Salão quando ouço a nova música que é tocada, eu sorrio.

—Gosta dessa música? – ele pergunta soltando meu queixo

—Sim.

—Eu também. Se o coração está sempre procurando, será que você consegue encontrar um lar?- Viktor cantou baixo e eu ri vendo o quanto era difícil para ele acompanhar a música com o seu sotaque – ei, não ria de mim.

—Desculpe, — eu corei, mas ainda estou sorrindo – é que eu gosto do seu sotaque.

—Não posso ser um excímero jogador de Quadribol e ser vocalista das esquisitonas?

—Hum não, não é isso – eu neguei com a cabeça e começo a cantar – Sonhos não podem tomar o lugar de amar você deve haver milhões de razões por que é verdade.

—Nossa! — ele ficou surpreso – Então além da garota mais inteligente que eu já conheci você também sabe cantar? Você sabe surpreender um homem

—Eu só canto no chuveiro – eu ri

—Então estou lisonjeado – ele sorriu

—Quando você me olha nos olhos e diz que me ama tudo fica bem, quando você está bem aqui ao meu lado – e nós cantamos juntos, ele um pouco atravessado com sua voz grave tentando alcançar as notas mais altas, era engraçado.

No fim do refrão Viktor aproximou-se e sem avisos do que faria me beijou com as mãos na minha cintura e foi um dos momentos mais perfeitos da minha vida, o meu primeiro beijo.

Nos tempos atuais Viktor tira as mãos das costas para me entregar um buquê de rosas brancas.

—É meu presente de aniversário pra você

—Eu... – estou sem palavras! Seguro o buquê nas mãos e respiro profundamente o perfume das rosas, abro um grande sorriso e ele suspira aliviado – Eu estou muito feliz, obrigado – eu finalmente termino a frase.

—Você merece – Viktor sorriu

Eu aspiro outra vez o perfume e olho para a caixa de música onde a música de As esquisitonas esta tocando... Que música linda.

—Eu pedi para homenagear você, não é todo dia que se faz aniversário.

—Você é ótimo – estou sorrindo

—Eu quero que você interprete como um pedido

Pedido?!

—Explique, por favor.

—Não é nada sério, — ele fez um gesto com as mãos para dizer “nada” – não estou ti pedindo em namoro, é um pedido para me aproximar, para ficarmos abertos para alguma coisa séria futuramente.

Responde alguma coisa! Responde agora! Caramba Hermione, não fica parada que nem uma estátua!

—É uma ótima ideia, – eu estou corada – eu estava pensando a mesma coisa.

—É mesmo?

—Hum... Sim...

Não é mentira, mas Draco... Droga! Eu estou pensando nele de novo. Draco não é nada, eu estou completamente solteira e disponível para um rapaz perfeito que é Viktor Krum. Isso mesmo.

—Eu estou completamente interessada em talvez termos alguma coisa de verdade – eu digo com todas as letras. Isso garota!

—Que bom – Viktor sorriu – agora eu preciso ir

—Tudo bem

Surpreendo tanto a mim quanto a ele, eu fico na ponta dos pés e tasco um beijo rápido sobre seus lábios, rápido, saio da ponta dos pés, sem nada de importante, mas isso da coragem para Viktor segurar meu rosto com uma mão, aproximar nossos corpos e me dar um beijo de verdade.

Ponho a mão no peito dele enquanto seguro com a outra mão o buquê e fico na ponta dos pés outra vez para aproveitar o beijo, calmo e carinhoso, exatamente como eu me lembrava.

Não demorou muito, nos afastamos devagar, Viktor beijou minha mão e seguiu seu caminho como fez na noite do baile, eu sorri.

Vi duas ou três pessoas olhando, mas ignorei sentando com minha amiga.

—Garota pra quem não é de paquerar você é muito rápida. – ela sorria muito — Como foi o beijo?

—Foi legal

Como seria beijar Draco? Nunca saberei.

Repito.

Sou centrada em meus objetivos, não vou cometer uma besteira.

Visão de Draco Malfoy

—O que é? – eu pergunto tentando fingir desinteresse para o embrulho em cima do balcão há um metro de distancia de mim

—Não toque – Blásio respondeu sem olhar para mim com seu rosto atrás de um livro qualquer

Não toque o escambau, eu toco se quiser.

Eu me aproximo do balcão onde o embrulho esta em cima e uma maçã passa voando por mim e graças à péssima pontaria de Blásio acerta em cheio o armário do laboratório atrás de mim, o moreno simplesmente abaixa o livro, olha para o armário e diz:

—Não quis acertar você.

—Isso é um armário, Blásio.

—Ele também é uma excelente companhia, me ouve e isso ajuda a impulsionar meu raciocínio.

—Ele não tem vida

—Ninguém é perfeito, mas ele não tenta estragar o presente que eu preparei para minha irmã.

Blásio levantou-se pegou o presente e colocou mais longe de mim

—Se você não comprou nada para a Hermione, meu presente não tem culpa disso.

—Eu não preciso dar um presente para ela, nós éramos inimigos até pouco tempo, — eu cruzo os braços – agora você tem obrigação de dar um presente.

—Como foi à sessão de fotos?

—Quer mesmo saber disso?

—Não, — ele foi sincero – mas já estou entediado do assunto presente.

—Foi legal – eu descruzei os braços e me encostei na pia

—Eu sei que você pode ser mais inteligente que isso – Blásio andou para o outro da sala para pegar seu livro, mas continuou de pé.

—Do que esta falando?

—Você sabe que não pode mentir para mim por que eu encontrarei a verdade, então, por favor, quando eu fizer uma pergunta, seja honesto, então não vamos perder tempo com uma das minhas deduções brilhantes que desvendam o que você realmente quer dizer.

Ele é irritante... Mas esta completamente certo.

—Ok – eu bufei – eu fiz uma coisa, antes do ensaio... E pode não ter sido muito bom, mas eu não me arrependo.

—Me surpreenderia se você se arrependesse... Tem alguma coisa haver com a Hermione?

—Sim... Eu beijei a Astoria, Hermione viu, eu na hora não liguei, mas agora acho que posso ter feito uma bobagem... Eu estou pensando nisso faz horas.

Sim. Horas! Hermione por mais que eu queira excluir dos meus pensamentos ela continua lá firme e forte. No início pensei que ela ficaria com raiva, gostei, na verdade eu me senti o máximo, então eu pensei na possibilidade de ela ficar chateada – por que eu disse que nunca beijei Astoria e ela poderia pensar que eu menti para brincar com ela – e isso me fez pensar quando ficamos presos no poço e eu decidi da pior forma — ao vê-la chorando achando que nos íamos morrer — que eu odeio vê-la triste.

Pode parecer uma bobagem, mas eu disse que não vou ser o otário que vai ficar sonhando com ela, não que eu não a quero mais como amiga.

Não sei quando foi que eu comecei a ligar para o que uma garota sente, principalmente quando eu já dei uma fora nela.

—Isso parece não fazer o menor sentido. Por que Hermione ficaria com raiva de você?

—Por que... Nós temos uma química.

Como se explica para o Blásio o que esta acontecendo? Eu confio plenamente nele, mesmo sendo irmão da garota, mas ele não entende nada disso.

—Uma atração, tipo vontade de ficar com o outro, mas eu dei um fora nela.

—Se existe uma vontade mutua... Por que não só ficarem juntos? – Blásio diz tentando compreender o caso – Não entendo por que complicar algo tão simples.

—Não é simples, eu estou noivo, preciso me casar e... Eu achei que você não acreditasse amor – eu interrompi a mim próprio tentando entender a posição de Blásio, ele é o cara menos sentimental que eu conheço.

—E não acredito, Draco, eu não estou falando de amor. Mas eu não sinto prazer em me afastar de uma coisa que eu quero fazer. Se você e Hermione se sentem felizes juntos fazendo seja o que for que vocês casais façam, então não existem motivos para não fazer isso.

Sábias palavras meu caro melhor amigo... Eu só não sei se isso se aplica ao nosso caso.

Blásio não voltou a falar, se escondeu atrás de seu livro e voltou a ler.

Pouco depois Hermione e Gina entram no laboratório, ambas felizes e sorrindo, o que me chamou a atenção de imediato é o buquê de rosas nas mãos de Hermione.

—Atrasadas – Blásio declara baixando o livro

—Bom, mas nós já chegamos.

Foi Gina que disse isso, pois Hermione estava ocupada demais sorrindo para o seu buquê, nem ao menos olhou para mim desde que entrou.

—Então, vamos ser diretos – Gina diz enquanto se dirige a um armário branco especial atrás de Blásio, de lá ela tira um embrulho cor de rosa e uma bandeja com um bolo coberto – eu encomendei um bolo para comemorar o aniversário da Hermione. Feliz aniversário, melhor amiga!

—A ideia foi completamente dela – Blásio avisou enquanto Gina colocava o bolo em cima do balcão

—Nós não podemos deixar passar em branco.

—Eu gostei – Hermione sorriu largamente – só nós quatro, nós evoluímos muito nesse pouco tempo, quase sem brigas.

Gina tira tampa que cobria o bolo na bandeja, deixando a mostra um bolo de chocolate pequeno com o nome Hermione escrito com glacê vermelho, à ruiva puxou a música de aniversário e todos nós cantamos batendo palmas enquanto Blásio acendia as velas.

No fim Hermione pôs seu buquê em cima da mesa, se inclinou no balcão, fechou os olhos e assoprou a velas com um sorriso no rosto.

—Sim! Sim! Pega meu presente

Hermione pegou o presente da mão de Gina e desembrulhou com cuidado revelando um livro

—O caso dos dez negrinhos! Nossa Gina! É o maior romance da Agatha Christie – e elas se abraçaram

—Agora dê seu precioso presente Blásio – eu ironizo

Blásio me ignorou completamente enquanto entregava seu presente para Hermione, uma caixa em tamanho médio que parecia não pesar muito.

Hermione fez uma careta de surpresa ao tocar o presente, respirou fundo e desfez o laço branco que decorava o embrulho, dentro dele uma caixa branca de plástico, ela abriu e ficou encantada com o conteúdo. Curioso, eu me aproximo para ver o que é.

Uma caixa de madeira com rosas esculpidas a mão na tampa, sem cores além do marrom da madeira clara e vértices dourados, ao abrir o objeto uma bailarina magica revestida de luz branca dança com movimentos suaves em um vestido azulado, saltando e girando espalhando brilho como uma fada minúscula ao som de uma música de ninar.

—Uma caixinha de música... – Hermione sussurrou com um sorriso doce nos lábios – Você lembrou...

—É um lindo presente, Blásio – Gina diz apreciando o balé da pequenina por trás do ombro de Hermione.

—Eu explodi a sua quando éramos crianças... Mas convenhamos que essa é muito melhor que a aquela coisa trouxa e velha que você tinha. O dono da loja garantiu que ela é uma criação original, eu comprei na Ilha. Gina me deu a ideia da música.

—Fofo hein, eu disse que você tem sentimentos.

Blásio não respondeu Gina, apenas a lançou um olhar severo de “cala a boca”.

—Obrigado, Blásio – Hermione suspirou e puxou o irmão em um abraço que correspondeu desajeitadamente dando tapinhas nas costas da garota até finalmente “abraça-la” da sua maneira estranha.

Gina suspirou vendo a cena, mas eu me segurei para não rir da cara de desconforto do Blás.

—Eu acho que isso vence o que lhe deu um buquê – Blásio sorriu de canto enquanto Hermione se afastava

—O buquê também foi muito bom, Viktor me deu – Hermione respondeu sorrindo.

Viktor... Claro, só podia ser aquela montanha búlgara. O odeio ele perto dela.

Gina começa a cortar o bolo e discutir com Blásio alguma coisa sobre a maneira correta de cortar, o tipo de coisa estúpida que só os dois poderiam discutir, Hermione ria da cena, já eu não estava escutando nada.

Como em um filme, não ouço nada, não sinto nada... Apenas observo as três pessoas distintas se relacionarem ao seu modo sobre um bolo de chocolate... Isso não esta acontecendo. Como isso aconteceu na minha vida? Em menos de uma semana eu evoluí de “Weasley fêmea” para Gina e de “rata da biblioteca” para Hermione e pela primeira vez vejo Blásio se relacionar com alguém do sexo oposto – claro que não um romance, mas vê-lo com qualquer amigo que não seja eu é indiscutivelmente único.

Não... Como pode ser real?

Minha mãe sempre me disse que não há males que não venham para o bem, isso sempre pareceu besteira, mas acho que eu nunca havia entendido o significado dessa frase, por mais que o motivo que nos uniu seja ruim, algo bom surgiu disso.

Hermione... Eu me sinto uma bomba relógio perto de você, em um momento eu estou feliz, calmo, então estou com raiva, sendo maldoso e até... Enfim, eu não sei o que você fez comigo e não sei como você consegue parecer tão calma e feliz quando eu estou prestes a explodir.

Caramba eu dei um fora em você ontem e hoje você estava sorrindo com o Krum no jardim e se ofereceu para ir comigo no hospital, então me vê com Astoria e volta com o buquê de rosas de outro cara? Qualquer outra garota que se envolveu comigo estaria se debruçando em lágrimas até agora. EI, olha pra mim, você não esta vendo o que esta fazendo comigo?! Será que você esta sendo forte ou simplesmente não se importa?

Eu não quero ser ignorado, não quero ser feito de otário, eu sou o cara mais desejado de toda a escola, não é possível que você esteja tão alheia ao que eu quero.

Você me deixa louco, Hermione, e desse jeito vou acabar perdendo a linha com você e quando isso acontecer Merlin me ajude a parar de agarrar você.

Visão de Pansy Parkinson

Eu não posso ser domada. Eu sou louca.

Ponha-me de castigo, suspenda, expulse, tente me matar, dane-se, nada que façam vai mudar meu comportamento e se tentarem me segurar vão levar uma boa surra. Fala sério, ser mandada para a sala da diretora por que usei um feitiço besta em uma patricinha escrota que merecia coisa muito pior? Minerva McGonagall já esta mais que acostumada comigo e sabe que não é agora que ela vai me transformar em uma dama.

O que poucos sabem é que Minerva McGonagall também é formada em psicologia, isso poderia ser ignorável se ela não tivesse mania chata de tentar bancar minha psicóloga por todos esses anos em que fui posta de castigo por besteiras diversas, ela me vê como seu projeto social adolescente.

Não sou uma boa pessoa, não sou uma má pessoa, eu sou Pansy Parkinson, eu sou essa aberração divertida, não espere que eu não seja espontânea, eu gosto do jeito que eu vivo minha vida, sem arrependimentos, sem planejar, apenas viver um dia de cada vez. Não uso auréola, mas também não acho que eu vá para o inferno.

Estou mascando meu chiclete a tempo demais esperando sentada no banco do corredor esperando a diretora permitir que eu entre em sua sala. A velha esta toda ocupada com o que anda acontecendo de assassinatos no castelo, até eu fui raptada, mas não foi a pior coisa que já pensei... Bom, dane-se não importa.

Balanço a cabeça tirando esses pensamentos da cabeça. Depois de um tempo sentada ninguém menos que Harry Potter aproxima-se para bater na porta da diretora.

—Ela esta ocupada – eu aviso antes que se punho alcance a madeira

—Com o que?

—O detetive e seus patifes

O eleito-Potter suspirou pesadamente e se sentou no mesmo banco que eu em uma distância considerável.

—O que você fez de errado? – eu pergunto

—Eu? – ele aponta para si mesmo surpreso então arruma os óculos, não sei se ele esta surpreso com minha pergunta ou com o fato de eu estar falando com ele – Eu não fiz nada, eu quero conversar a respeito de Quadribol, sou o capitão da Grifnória.

—Ah sei... – eu respondo cruzando as pernas, inquieta com a demora, estou louca para voltar para meu mundinho.

—E você?

—Usei cara de lesma em Dafne Greengrass, ela humilhou minha melhor amiga que por acaso é sua irmã.

—Ok...

Silêncio estranho.

—Por que esta falando comigo? – Harry pergunta de repente virando-se para mim – Você me odeia.

—Eu nunca disse que te odeio – eu reviro os olhos me arrependo de ter iniciado a conversa

—E precisava? Você ia deixar Voldemort me matar, zombou de mim e meus amigos por todos os anos em Hogwarts.

—Isso não quer dizer que eu te odeio, — eu o olho nos verdes e me delicio com sua reação atônita – isso quer dizer que eu tenho um apetite aguçado em ser maldosa provocativa e zombeteira, eu não me lembro de já ter dito as palavras “eu te odeio”. E quanto a Voldemort, eu achei que ia morrer.

—Você é louca, – Harry concluiu e eu apenas ri descruzando as pernas e sentando mais perto do rapaz grifnório – você é preconceituosa com nascidos trouxas...

—Eu? Que nada, adoro minha cozinheira sangue-ruim, Dona Verônica. Não me importo com isso de sangue, nunca me importei, eram só piadinhas, eu já disse, eu tenho um apetite aguçado.

—Não acredito nisso.

—Eu não preciso que ninguém acredite em mim, – eu respondo enquanto analiso minhas unhas, parece que a do mindinho precisa ser cerrada, quando o moreno não respondeu, eu decido olhá-lo, ele parece confuso – fala alguma coisa.

—Você é estranha – ele concluiu assentindo com a cabeça para si mesmo.

—Você precisa conhecer o Blásio – eu ri

Harry Potter... Olhando de perto, seus olhos são até bem bonitos para um mané.

De repente Blásio, Gina Weasley, Hermione Granger e Draco andam pelo corredor em nossa direção, Blásio e a Weasley estão de mãos dadas e elas passam por nós sem nem ao menos nos dirigir o olhar, a tristeza nos olhos de Harry Potter ao ver os dois passando é notável.

Granger e Draco param perto da porta ao mesmo tempo em que o detetive e alguns homens saem com a diretora, o memento fica tenso, o detetive olha duramente para os dois, principalmente para Draco, mas não é dito nenhuma palavra.

—Entrem garotos, eu já estava à espera de vocês, – Minerva McGonagall abriu a porta para os dois, deixou que eles entrassem e olhou para mim – você não tem jeito.

—Essas patricinhas me perseguem.

—Eu vou atender você Potter assim que eu terminar com eles.

—Diretora? – é a caveira loura que aparece do nada recuperada do meu feitiço, Dafne Greengrass.

—Oh sim, Srta. Greengrass. Contem-me rapidamente o que aconteceu.

Então a patricinha me transformou em um monstro dizendo que eu a ataquei. Da pra acreditar? Se eu tivesse atacado ela não estaria aqui agora, estaria desesperada atrás de um cirurgião plástico, é claro que McGonagall me conhece o suficiente para saber que eu não atacaria ninguém dessa forma se eu não tivesse um motivo, por mais estupido que ele possa ser, sempre tem um.

—Acho que você se esqueceu de contar que jogou tinta no vestido da Astoria para humilhá-la hoje.

—Isso é um insulto, eu não faria isso com minha irmã caçula.

Filha da puta fingida, eu quero voar no seu pescoço.

—Se eu fiz mesmo isso, — ela pôs as mãos na cintura – por que ela não esta aqui?

—Astoria é boazinha demais.

—Retribuir o mal com o mal é errado – claro, essas palavras só podiam ser da velha.

—Licença... Desculpe, – Harry Potter diz levantando timidamente a mão enquanto se levanta do banco e se aproxima de nós – eu não quero ser intrometido, mas acho que seria resolvido mais rápido se a terceira pessoa da história estivesse aqui.

Não diga isso idiota, não posso trazer Astoria vir aqui testemunhar, ela vai ter um enfarte.

—Eu tenho uma ideia bem melhor, se eu pedir desculpas vou ouvir logo qual é meu castigo e ir embora daqui sem ter que chamar a Astoria que eu nem sei onde estar?

—Claro – a diretora concorda com a cabeça

Dafne sorriu... Um sorriso falso e digno de maldições imperdoáveis.

—Nossa querida diretora de Hogwarts Minerva McGonagall esta certa, — eu uso o melhor tom cordial que posso olhando para a velha, respiro profundamente e direciono os olhos para a caveira loira – eu não fui justa com você. Justiça incluiria esfregar brasas queimando no seu rosto, jogar piche no seu perfeito cabelo loiro e usar tantos cruciatos em você que você perderia a voz de tanto gritar para eu parar, mas eu só estaria começando...

—Parkinson! – O Potter me interrompeu chamando minha atenção

—Cala boca Potter, eu estou tentando me desculpar com a caveira loira, – eu o olho de maneira mortal e continuo disparando palavras – mas em vez disso eu não fui justa com você, eu só usei uma merda de cara de lesma. Eu sinto muito, eu sinto profundamente que você seja de dar tanta pena. Aproposito querida é muito feio cobiçar o noivo da sua irmã, por que você não pega a porra da sua inveja e enfia no seu...

—Chega Parkinson! – a diretora me interrompeu antes que eu dissesse coisa pior – Você foi longe demais, será castigada por uma semana, todas as noites você vai limpar o estabulo dos cavalos alados atrás do castelo.

—Você é uma grande... Eu odeio você, vai se arrepender dessas palavras – a loira esta vermelha de tão furiosa.

—Não tenho medo de ameaças.

—Você nunca ouviu uma ameaça até eu dizer, você e minha irmãzinha esperem. Aproveite a sua estadia limpando dejetos dos cavalos, é o lugar perfeito para ralé da Sonserina.

Dafne me olhou uma última vez, jogou cabelo e seguiu seu caminho do outro lado do corredor. Vagabunda...

—Sem discurso, por favor, — eu peço quando olho para McGonagall – tem gente esperando lá dentro.

—Não pense que vai escapar de mim.

—Eu nunca escapo.

Então McGonagall entra na sua sala

—Você precisava dizer tudo aquilo? – o Potter pergunta

—Sim, isso desviou a atenção da sua ideia brilhante de trazer Astoria – eu sou sarcástica.

—Você humilhou a Greengrass de graça.

—Ela mereceu, eu vinguei minha melhor amiga. Agora vá resolver seus próprios problemas, até um cego veria o quanto você paga pau para a Weasley, você teria mais chance se para-se de agir feito otário – eu tento seguir meu caminho, mas ele me segura pelo braço.

Olho para ele e para sua mão no meu braço duas vezes com o olhar mais assassino que eu tenho e ele me larga.

—Eu acabei de me ferrar para ajudar minha melhor amiga, eu quero descontar em alguém, então não encosta em mim.

—Ok, – ele concordou com a cabeça – você sabe alguma coisa... Sobre...

—O casalzinho? Não, não sei, mas também posso dizer que não sou burra e não engulo de jeito nenhum. Invista na ruiva logo, para com essa cara de coitadinho. Garotas gostam de caras com atitude, acredite em mim, eu sei tudo sobre isso.

—É mesmo?

—Eu pareço puritana? Tive todos os tipos de relacionamentos. Vai na fé.

Sem despedidas eu começo a andar para longe do Potter

—Ei! – ele me chamou, paro no caminho e me viro esperando que ele continue a falar – Obrigado eu acho.

—Sabe Potter, — eu sorri – você tem olhos bonitos, me procura se cansar da garota ruiva – pisquei para ele.

Harry Potter ficou vermelho como nunca o vi antes e não respondeu. Dei meu recado. Dou de ombros e sigo meu caminho.

Visão de Hermione Granger

Tudo bem Hermione, você esta indo bem. Espere e mantenha os olhos abertos.

—Estou de pleno acordo – a diretora McGonagall responde quando Draco faz seu pedido de visitar sua mãe no hospital fora da Ilha Pégaso.

—O que é isso? – eu pergunto

Estou curiosa sobre os vários objetos dispersos em cima de um lençol branco no canto do escritório, eles pareciam completamente alheios à organização do lugar.

—Bom, Srta. Granger, estes são objetos recuperados do incêndio, – a senhora levantou-se de trás da sua mesa e deu alguns passos em direção aos objetos no lençol branco – nada de valor para a investigação se salvou, talvez o único dos homens que detetive possa ter visto algo antes do lugar pegar fogo esta internada em estado grave.

— A secretária Srta. Kate Mc Garvey? – Draco pergunta aproximando-se dos objetos e sendo segurado pela diretora antes que mais um passo fosse dado – Ela não tem consciência.

—Não, ela esta mais morta do que viva, é um milagre que seu coração ainda bata.

—Acha que ele pode ter visto algo?

—É possível, Sr. Malfoy, mas não posso afirmar isso.

—Ela vai acordar? – eu pergunto receosa

—Talvez um dia. Como diretora de Hogwarts, eu não deveria estar falando de um caso em investigação, — ele cruzou as mãos na frente do corpo com um semblante sério – porém honestamente, eu não acredito que você Hermione, esteja por trás dessas mortes, é claro, que não estou tão certa sobre você, Sr. Malfoy.

Draco bufou

—Eu não matei ninguém, eu não tenho o que ganhar em cima disso.

—Eu posso assegurar que ele é inocente – eu digo com confiança trocando um olhar com o loiro de advertência.

—Adam O' hanoly esta enlouquecido com a situação da secretaria, mais um passo do assassino e ele os levará para julgamento.

—Não tenho medo desse careca, — Draco deu de ombros esbarrando na mão da diretora e chegando mais perto dos objetos, ele agachou-se no chão e começou a revirar – não estou nem aí, eu não sou Crudelis.

—Você devia ligar, isso pode acabar muito pior pra você do que pra mim.

—Hermione, — ele virou-se para mim para dizer – eu estou entalado até o pescoço de merda, a única coisa pior que pode vir a seguir é eu, ou minha mãe morrer, isso eu asseguro que não vou deixar acontecer, esse idiota vai morrer antes disso.

—Ata, e o que vai fazer? – sou sarcástica incomodada com o fato do garoto simplesmente estar ignorando o perigo.

—Comecemos com isso – Draco levantou mostrando um objeto pequeno dourado e parte torrado pelo fogo

—O que é isso?

—Um relógio de bolso – McGonagall me respondeu – no que isso seria útil?

—Este relógio de bolso é um símbolo, Voldemort presenteou os comensais da morte mais importantes da guerra com isso, é uma piada interna de “a hora esta chegando”.

—Como sabe disso?

—Eu tenho um igual, – Draco diz e pausa quando percebe o que o mesmo disse – eu nem sempre trabalhei com os mocinhos, Granger. Eu fui parte importante durante o meu sexto ano.

—Pode identificar de quem é? – eu pergunto enquanto Draco me entrega o relógio para que eu possa tocá-lo

—Não, é enfeitiçado, não vão arrancar informação nenhuma disso, tem magia negra de alto calibre. Eu também não sei o nome de todos que ganharam o relógio, Voldemort não compartilhava seus planos com todo mundo, era um chefe bem odiável, mas sei que a maioria que ganhou o presente esta morta ou presa.

—O assassino foi um comensal da morte.

—Esta não é a melhor parte.

—E qual é?

—Abra o relógio.

Com muito cuidado, abro o relógio dourado e além dos ponteiros encontro uma pequena fotografia, uma mulher. Pele clara, quase pálida, olhos negros, longos cabelos pretos, lisos, com algumas ondas no fim dos fios. Não me parece familiar, na verdade, um rosto nunca me pareceu tão comum.

—Essa é a dona?

—Não... – McGonagall respondeu – Esta não é... Talvez... Não pode ser...

—Eu tenho a honra de lhes apresentar Mérope Gaunt, mãe de Voldemort.

Notas finais
PRÓXIMO CAPÍTULO TEM PRIMEIRO BEIJO DRAMIONE. É OFICIAL! U.U