Four Things And a Half That I Hate About You
5 Eu odeio quando você faz...
Eram exatamente onze horas da noite quando Gerard voltou da reunião com os produtores da banda, ele realmente achava isso uma perda de tempo, mas sabia que não havia nada a se fazer uma vez que ele mesmo era o frontman da banda, mesmo que ele não fosse mentalmente equilibrado, nem o melhor encarregado a estas tarefas, afinal, valores e datas nunca foram o forte de Way.
Ele cruzou a porta de entrada do apartamento fechando-a em seguida, caminhou até o quarto tirando sua camisa social, colocou-a sobre uma das cadeiras e notou que seu pequeno Frankie já estava deitado na cama, aparentemente mergulhado em um sono profundo.
Way subiu na cama e engatinhou na mesma, aproximando-se de Frank, levou suas mãos até a cintura dele por cima dos lençóis, escorregando-as pelas coxas, lentamente. Gerard aproximou seus lábios gelados do ouvido de Frank e sussurrou ternamente um pedido para que ele acordasse, não que ele não soubesse que Frank estava acordado, ele apenas queria sentir o efeito de arrepio que causava em Frank quando sussurrava desse jeito, tocando-o deste jeito.
Frank tentou — sem sucesso, conter os arrepios que Gerard sabia que ele não poderia conter, apenas desistiu de lutar contra a sensação boa que as mãos de Gerard causavam quando estavam em seu corpo, cedo demais. Ele sussurrou um manhoso “Eu estou acordado, Gee” e virou seu rosto lentamente ao encontro do outro, para tocarem seus lábios da maneira mais desejosa que já haviam tocado. Frank roçava os lábios nos de Gerard sutilmente enquanto as mãos do maior apressavam-se em tocar cada parte de sua pele descoberta pelo lençol, arrancando suspiros silenciosos do menor.
Frank o empurrou no colchão e sentou-se sobre o quadril do maior, deixando escapar um breve ofego ao notar um –já crescente, volume entre as pernas dele; levantou os braços em um pedido mudo que foi atendido por Gerard que tirou a camiseta do menor, jogando-a pelo chão do quarto. O menor debruçara-se nele, os lábios unidos mais uma vez e as línguas acariciando-se entre si em um ritmo lento e sensual, as mãos tocavam o corpo de Frank despudoradamente, os dedos movendo-se como fantasmas pela pele branca, recoberta de tatuagens do menor que ofegava contra os lábios finos de Gerard, que tomavam um tom ruborizado.
A troca de posições desta vez veio de Gerard, empurrou-o contra a cama, abrindo o zíper de sua própria calça com pressa enquanto o outro apenas observava com atenção cada movimento dos dedos dele pelo tecido da roupa, tirou a calça e sua boxer de uma vez só, já ofegante e impaciente. As calças de Frank foram facilmente arrancadas por Gerard, os lábios do maior tocando a pele fria do menor, trilhando um longo caminho de beijos e mordidas até bem próximo à sua virilha, o menor se contorcia na cama bagunçando mais ainda os lençóis e ofegava alto.
A última peça de roupa de Frank caíra no chão no exato segundo em que os dentes de Gerard morderam a pele macia do menor, arrancando-lhe um gemido manhoso e pedinte. Os lábios do maior descendo cada vez mais pela pele parcialmente desenhada, os olhos do mesmo levantaram-se sem mover o rosto, buscando os olhos do menor e suas expressões contorcidas em puro prazer.
“N-não me torture mais, Gee...”.
Sorriu enviesado, sussurrando de volta,
”Seria maldade até para mim.”
A boca a meio passo de distância da ereção de Frank enchia-se d’água. Queria prová-lo novamente, de novo e de novo. As mãos despudoradas de Gerard tocavam o topo do membro de Frank, deleitando-se com a textura da pele macia, seus lábios passaram a roçar-lhe suavemente para dar passagem à língua, que o contornava, sem pressa alguma. Os lábios agora pressionavam-se ao redor do menor, que gemia pausadamente em um tom não muito alto, as mordidas nas laterais vieram de graça e os lábios ruborizados e sedentos de Gerard passaram a mover-se para cima e para baixo no mesmo passo dos gemidos vindos de Frank que à essa hora eram bem mais altos do que no começo do ato. As mãos seguravam os ombros de Gerard com força, deixando os nós dos dedos do mesmo, brancos. Os lábios do maior apertavam o redor de seu eixo, arrancando-lhe grunhidos e gemidos muito mais altos.
Mais pelo maior não querer acabar com a brincadeira recém começada, do que por maldade, os lábios sugaram a ereção de Frank demoradamente, soltando-a em seguida. Frank abriu os olhos buscando o olhar de seu amado, que se mantinham fixados no dele e sorriu enviesado; Puxou o queixo dele para si e uniu os lábios mais uma vez. A mão percorrera o tórax do maior em busca sedenta pelo prêmio, agarrou o membro de Gerard fazendo-o gemer contra seus lábios. Frank segurou-o, fechando os dedos ao redor de seu eixo e passou a movimentar a mão para cima e para baixo ao mesmo instante.
A troca de posição partiu novamente de Gerard, puxou Frank pela cintura e o virou de costas, os olhos do menor fecharam-se mordendo os lábios e prevendo o que estava por vir.
Os joelhos tocavam os de seu amante e Gerard guiou a ponta de seu membro até a entrada contraída de Frank, que grunhiu alto ao senti-la pressionada.
Os lábios a milímetros do ouvido do parceiro sussurravam;
“Rápido e impetuoso?”.
A resposta veio entre ofegos pesados;
“Como sempre”.
Rapidamente Gerard o penetrou, recebendo um longo e alto gemido do menor como resposta do ato. Movimentava seu quadril rapidamente contra o do outro, alternando entre penetrá-lo raso e profundamente, suas coxas colidindo contra a parte interna das do menor bruscamente.Uma das mãos acariciava a cintura de Frank sem carinho, a outra o masturbava seguindo a linha de velocidade de suas investidas, longos gemidos escapavam da garganta de Gerard, misturando-se com os gemidos do menor que revirava os olhos a todo instante.
Não demorou muito e o orgasmo viera do maior, seguido de Frank.
“Aw... Gerard”.
Deixou escapar sem ter forças para continuar a sentença.
Exaustos, os dois corpos caíram um ao lado do outro na cama ofegantes e suados pelo ato anterior. As mãos tatuadas seguiram pelo tórax do maior que mantinha os olhos fechados e um sorriso satisfatório no rosto. Estava exausto demais, mas pode ouvi-lo grunhir um manhoso “Eu te amo” e só conseguiu retrucar o mesmo antes de desfalecer automaticamente, sendo abraçado pelo seu pequeno Frankie, aquele que sentia tudo por ele, menos ódio.
Notas finais
Obrigada aos que leram até aqui, e até a (Quem sabe?) Próxima, na no da!
^^
Fale com o autor