Four Seasons

14 XI - Jogos Voláteis


Notas iniciais
Olá meus anjinhos, espero que estejam bem, para que saibam este é o décimo primeiro capitulo , mesmo que aqui diga que vá décimo quarto, não se esqueçam que temos "capítulos" que não são capítulos.

“Chega-te aos bons, serás um deles, chega-te aos maus, serás pior do que eles.” – Proverbio chinês

Um grande sino tocava, decerto que dava início a algo que nem todos os convidados esperavam. A lua estava suficientemente alta para iluminar os cantos que as velas não chegavam, e as vozes sussurravam em conversas confusas de risos.

A porta abriu-se lentamente, a sala calou-se num profundo silêncio. A cálida noite perfurou as paredes dando a um espaço antes alegre algo que não se comparava a um nevoeiro de emoções nem a um frígido punhal a penetrar num peito ardente.

Os passos delicados mas mudos levavam um corpo esbelto coberto por um manto negro, os olhos azuis inundavam as mentes dos que tinham a coragem de olhar, um gélido sorriso mas discreto estava a embelezar aquela doce treva.

Atrás vinha um príncipe defendendo a sua rainha, vinha um amante a proteger a sua amada, vinha um sádico que tirava prazer em matar. Entre um olhar sombrio e um olhar irónico, todos recuavam um ou dois passos, o Sádico protegia a sua Senhora, e não se importaria de matar na frente dela.

Num passo mais distante vinha uma capa preta forrada a vermelho por dentro, o corpo esculpido de um homem erguia-se das sombras, este não era tão medonho, mas merecia cautela e uma cortesia especial. Sua face estava coberta de um pavor tão denso que não se iria distinguir se ele ficasse com raiva.

O trono foi preenchido, o vestido longo de uma senhora foi espalhado pelo chão, três cálices voaram até estes. O odor a sangue fresco pairava no ar, poder-se-ia dizer que a matança ainda estava-se a realizar atrás da cozinha, e isso era bom, servir sangue fresco a uma Senhora que estava prestes a começar uma outra matança era assombroso para as suas presas, e bastante gratificante para a predadora.

O príncipe levantou-se com a permissão da sua Senhora, “Sejam bem-vindos à celebração da Lua Vermelha” o príncipe olhou a senhora, um sorriso sádico surgiu “A Senhora deseja falar-lhes”.

Observava toda a ampla sala, a face inexpressiva analisava o medo, o massacre parecia próximo, o jogo sedutor perigoso e sádico estaria para rebentar.

Levantou-se lentamente, o príncipe fez uma vénia e todos o seguirão. “Meus irmãos e minhas irmãs sejam bem-vindos à minha humilde casa… Deveram-me conhecer – sorriu maldosamente – Olívia Bieber, vossa nova soberana – retirou o manto para trás num gesto sedutor, deixando ver um vestido bordo, realçando a pele naturalmente pálida – Fui criada e submetida a desejos do vosso príncipe Ivan, fui castiga e torturada por vos, não levais a mal o que vos digo, apenas quero que saibam quem fui para saberem quem sou… – pousou, balançou a taça, o sangue rodou formando uma espiral – Este é o vosso príncipe Alexandre, meu querido irmão e amante, julgado por vos e trazido a este mundo por vos – suspirou – Oh! Não, ele não foi sacrificado nem algo do género, mas é o Príncipe Imperium – o odor a pavor instalou-se rapidamente por toda a Catedral. O sorriso sádico no rosto de Drew expressava a satisfação ao ver Satã aterrorizado, ainda nem metade do baralho estava lançado e ele já morria de medo. “Príncipe controle-se” sussurrou na mente de Drew, este assentiu e afastou-se do seu Eu.

– Irmãs e Irmãos peço calma a Senhora ainda não acabou – pediu Imperium, olhando a senhora intrigado, por ter pedido algo naquela ocasião. A jarra oscilava no ar, o líquido vermelho contido nela balançava numa dança ritmada, o olhar da Senhora alterou-se, oh não estava satisfeita com a oferta. – Lamento – pediu quando se apercebeu do seu erro, pegou no cálice, de cristal, e cortou o seu pulso. O líquido vermelho quente jurava para dentro do vidro, o espanto pelo devoção e entrega do Sádico perante aquela Senhora chocou a todos, Renesmee, a antiga Senhora das Trevas, era a amada e a propriedade do Sádico.

O sorriso afável de agradecimento da Senhora pegando no cristal entre os dedos surpreendeu alguns – Aqui está a verdadeira devoção à vossa soberana, o verdadeiro amor puro de um povo que foi destruído por vos… Eu vossa Senhora, apresento-me como Renesmee Foy – a mistura de sentimentos expandiu-se num raio maior do que o esperado, o pânico estava instalado, a mentira que Imperium só obedecia aquela Senhora por ser tão parecida com a Senhora estava desmentida.

O cabelo longo caio sobre o manto, os olhos reluziram, e todas as trevas perceberam, a Senhora voltara, voltara para ficar.

Dominick entrou devagar, o felino era seguido pelo Ansião Hunter, dos Sabbat, por Hades e Poe, Renesmee sorriu vendo eles admirarem a primeira jogada. Dom andava com indiferença, como sempre fazia, para ele não era nada de mais. – Senhora – fizeram uma vénia – Vai começar? – Renesmee sorriu maliciosamente, sentou-se olhando a sala bebeu um trago do sangue quente de Imperium saboreando – Sim vai.

Imperium sentou-se apreciando a nuvem emocionar que preenchia a sala, o cheiro a sangue excitava-o, impelia-o a matar, já Dom aconchegou-se aos pés da Senhora observando o pânico e as alterações de desespero das bestas que tentavam fugir. Hunter, Hades e Poe observavam à direita do Príncipe, pareciam entretidos enquanto a carniçaria começava entre ordens e até mesmo entre clãs. Já Satã estava aterrorizado, o conselho estava-se a destruir a si próprio, e até mesmo ele queria fugir e tudo que conseguia fazer era ficar ali, sentado horrorizado e sem se conseguir mexer. – Imperium, por favor – pediu a Senhora, sorriu, oh como agora estava satisfeito, a sua justiça iria ser feita pelas suas próprias mãos.

Os corpos estavam espalhados, e só restavam os Anciãos, Imperium sorria enquanto ainda brincava com o corpo de Satã que estava-se a transformar em areia. – Senhora permite-me fazer a honra? – Hunter sussurrou perto dos ouvidos da Senhora

– Oh meu querido, do que estás à espera, vinga a tua dor – sorriu afável para o seu servo. Como homem bem-mandado segui o rastro do ancião que matara sua esposa e seu filho restando apenas Poe, sua filha mais nova.

Já Dom olhava a besta impassível, oh! Rosnava sim, mas a besta, coitadinha da pequena fera, se não toma-se precauções seria morta em segundos. – Dominick para de rosnar e levanta esse rabo do chão – Renesmee ronronou sínica. – Hades protege a Poe por favor, irei resolver o resto sozinha.

A neblina estava montada sobre eles, e os sobreviventes olhavam-nos. Então o Ansião Cain iria ser o último que estaria ali, vivo-morto. Renesmee desceu devagar as escadas do altar, deslizando entre o sangue que cobria o chão de pedra sujando seu vestido bordo e seus saltos negros. Dois punhais dois movimentos duas forças dois olhares e um morto, rápido e eficaz. – Concelho destruído, e novo triangulo.

– Nomeio, aqui, Senhor das Trevas Imperium, Príncipe das Trevas Dominick, Príncipe do Conselho Ancião Hunter, Caçador de Baphomet Hades e Coração e Senhora das Trevas Renesmee.