Four Seasons

12 X - Feels like a home


Notas iniciais
Olá meus anjos, como vocês estão? Espero que bem. Aqui está mais um capitulo, com vocês não disseram se preferiam a Olívia ou a Renesmee tive eu de fazer uma escolha, espero que gostem anjos, um beijo.

“Alguma coisa nos seus olhos,

faz com que eu queira perder-me,

faz com que eu queria perder-me,

nos seus braços.” — Chantal Kreviazu

Vesti o negro roupão de cetim depois de um banho relaxante na banheira, depois daquele dia, a casa parecia estranhamente diferente, como se não fosse a minha casa. Nunca mais vi Ivan nem sequer Rosalie, e por essa mesma razão Alexandre veio viver comigo, sua casa ficava no seio da cidade no entanto a minha ficava um pouco mais afastada, e concordamos que era melhor a minha.

– Liv? – ouvi sua voz da porta de entrada, Doces Trevas, como era bom ouvi-lo chamar por mim depois de um dia inteiro sem o ver. Apareci na porta da biblioteca, sorri olhando-o, ele tirava a gravata enquanto procurava-me, seus olhos fundiram-se com os meus, “Estas ai…” Assenti, mostrei o livro que estava a ler antes de ele chamar-me, ele riu-se, “É a terceira vez que te encontro a ler esse livro depois de um dia estafante” pensei na última semana, “Bem, acho que é o que gosto mais em todos os livros que temos na biblioteca” encolhi os ombros, ele assentiu.

– Drew? – sussurrei, ele olhou-me do sofá, pensei no que dizer, mas no momento a seguir desisti – Nada, esquece – murmurei indo em direção à cozinha, abri o congelador com a intenção de ir buscar um cálice de sangue, “O que vais fazer?” sua voz lunar interrompeu a minha ação, olhei em seus olhos, Drew estava apenas de calças sociais pretas, engoli em seco, não queria lhe pedir tal favor só por ser sua ama. “O sangue dos humanos é melhor que o meu?”, ri-me ele realmente estava-se a comparar com os humanos? – Olha para a minha cara querido, e vê se estou satisfeita em beber sangue humano – falei irónica, logo ele recompôs-se sabendo que estava a pisar a linha

– Sinto muito Senhora – sussurrou num pedido de desculpas

– Venha aqui por favor – esperei que ele chega-se perto de mim o suficiente – Permite que beba o seu sangue quando me apeteça? Porque eu realmente prefiro o seu sabor ao de sangue de humanos inúteis – ele sorriu concordando – Eu lhe darei o tempo suficiente para recuperar-se de seguida, eu preciso realmente de sangue agora e – interrompeu-me com os seus lábios, fiquei furiosa não gostando do seu ato, mas logo rendi-me ao seu cheiro, “encontrai-me no altar das Trevas por favor” sussurrei e desapareci.

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Sentei-me na alcofa, os meu aposentos estavam aconchegantes agora, suspirei, a ceda envolvia-me com caricia, como eu gostava. Vi de leve um vulto aparecer, sorri, logo ele encontrava-se ajoelhado aos meus pés, pedi que se aproxima-se, seu cheiro invadiu-me, o quão bom era aquela sensação. Lambi seu pescoço, ajoelhei-me na sua frente, crendo ficar mais próxima do seu corpo, raspei os meus dentes na sua pele pálida, senti suas mãos na minha cintura, “vai doer” avisei antes de penetrar os dentes na pele fresca do seu pescoço, suguei com urgência, estava com fome, bastante até. Apertou-me contra si, gemeu, estava a magoa-lo, eu sabia disso, mas neste momento eu precisava realmente do seu sangue.

A poltrona ao meu lado esquerdo era ocupada por Imperium, e infelizmente a do lado direito estava vazia, deveria ser ocupada pelo Príncipe do Conselho, que naquele momento estaria morto e enterrado como deveria ser desde à séculos atrás. O altar estava incompleto, e também o triângulo de Baphomet. Senhor das Travas na base, Príncipe das Trevas à esquerda, Príncipe do Conselho à direta e no centro do triângulo estaria a Senhora das Trevas que governava todo o reino. No entanto não era bem assim, Satã tinha o poder sobre o conselho, e para o deter tinha de eliminar todo o conselho e o triângulo, não poderia eliminar-me nem ao Príncipe das Trevas, pois era meu amante. Então era como se eu não tivesse outra escolha, eu iria simplesmente enfrentar o Senhor das Trevas, o que não era nada simples, mas não tinha outra escolha.

– Tereis algo em mente, Senhora? — olhei-o, seu corpo estava relaxado mas apreensivo, sua mão estava pousada na minha cocha, enquanto seus olhos pairavam sobre mim.

– Poderei dizer que sim — murmurei pensativa — Reúne todo o conselho, iremos dar uma pequena festa — sorri satisfeita com a pequena ideia que tive, OH! Era uma bela ideia, se não era.

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Entrei de leve no apartamento, era de madrugada e provavelmente Drew já adormecera. O escritório estava uma bagunça, não devia ter dormido por tanto tempo, ou faltar tantas vezes. Compensei pelo menos quatro meses, fiz de tudo nestas duas noites, assinar contratos, organizar eventos, de tudo um pouco. Lara ficara comigo nestas duas noites, apesar de ter dormido um pouco no sofá do meu escritório enquanto eu fazia alguma coisa.

A cama estava desfeita, e Drew não estava lá, fui até à varanda, nem um pequeno rastro, suspirei. O som de um piano suou baixinho como se não quisesse despertar quem já dormia num sono leve, segui até à biblioteca repleta de livros de romance ou literatura fantástica, com um piano de cauda preto que poderia contar a história mais bonita que alguma vez ouvira.

Espreitei, lá estava ele, descoberto de roupas com o seu cabelo húmido e bagunçado, balançava o corpo de acordo com a melodia criada pelas suas mãos fortes. Estava tão serio, mas tão tranquilo. Seu odor impregnava nas paredes e eu poderia ficar ali o resto da noite, inconstada à ombreira da porta ouvindo a suave melodia vinda daquele piano.

A ceda aconchegava-me, estava agora pousada na alcofa, as velas embriagavam o ar enquanto o som suave envolvia o altar. Drew balançava tocando a sinfonia, balancei o meu corpo, como se a melodia envolve-se-me e dança-se comigo. Senti-me por instantes livre do mundo, senti, que aquela era a minha casa, junto a Drew numa melodia graciosa.