Notas iniciais
Aloha, primeiramente desculpa ainda nao ter respondido os comentarios. Eu juro que ate o proximo post eu respondo todos! Segundo: Capa nova / favor darem uma olhada e me dizerem o que acham!

9-Entendimento

Fazia-se três dias desde que eu havia chegado no meu quarto no hotel, mais que satisfeita, por fim. O sangue respingado de vários corpos manchavam meu rosto e corpo. Eu estava exatamente deitada na mesma posição de quando cheguei, caída sobre a cama olhando para o teto.

Ouvi baterem a porta, pensei ser novamente a camareira, porém era o entregador. Pedi para que deixasse a entrega ali mesmo, assim que ele se afastou eu entre abri a porta e a peguei. Joguei sobre a cama e me guiei ate o banheiro abrindo o chuveiro e entrando de roupa e tudo.

As lembranças me fizeram sentir me como se fosse uma viciada em uma crise de abstinência.

As sensações que ele provocou em mim.

A forma como ele me olhou após…

Terminei meu banho depois de alguns minutos. Coloquei um jeans de lavagem escura escarpim preto e um blazer com decote e muito bem fechado, sem nada por baixo, porém bastante tentador. Meus cabelos ainda estavam levemente molhados, peguei o quadro e uma bolsa de couro preta, simples de tamanho médio. Desci por fim ate a garagem e logo que peguei o carro dirigi-me ate a torre.

Parei, por sorte talvez, no mesmo lugar daquele dia. Qualquer referência e rápida indução a tal fazia meu corpo se arrepiar minimamente. Retirei meus sapatos os colocando dentro da bolsa e me preparei para escalar a torre usando apenas uma mão.

Achei que seria um pouco mais difícil porém consegui, mas não sem antes quase deixar o quadro cair. Me sentei na janela e deixei a bolsa cair para o lado de dentro chamando a atenção dos dois ali, Bruce e Clint. Coloquei o quadro no chão e abri minha bolsa colocando os sapatos.

–Olá meu docinho de coco! Estávamos falando de você… –Me delimitei apenas em olhar rapidamente a Clint, logo olhando para Bruce que desviou o olhar imediatamente para o chão já acostumado com o jeito cuja eu que eu entrava na torre.

–Já disse para não me chamar de docinho!– Resmunguei colocando minhas coisas sobre a bancada.

–Então, Bruce estava falando que vocês se beijaram… –Sorriu um pouco forçado.

–A-acho que eu vou… –Começou Bruce sem jeito ate mesmo para levantar o olhar, apontando para sua mesa logo se afastando.

Olhei feio para Clint, o culpando por Bruce estar retraído.

–Hum, tá rolando alguma coisa entre vocês?! Ou você só me usou mesmo para ter certeza que ele e o verdão?

–Eu não sabia quem ele era, e nunca saberia se você não tivesse me contado… –Murmurei de maneira tediosa me sentando sobre a bancada.

–Você disse que ela leu sua mente…

–Não, eu apenas ameacei entrar na mente dele e o força a me contar, mas não o fiz, ele contou por livre e espontânea vontade.

–Não foi por livre e espontânea vontade, eu apenas não queria que mais ninguém controla-se minha mente…

–Olha eu realmente não me importo, com a discussão de vocês dois, cuja formam um lindo casal, só não me coloquem no meio dela. Eu já pedi desculpas pro Clint pelo que você fez e volto a pedir a você para parar de me perseguir…

–Obrigada Clint, agora retornei ao zero! –Resmunguei revirando os olhos.

–Você realmente acha que damos um bom casal? –Franziu o cenho questionando a Bruce. – Enfim, não to a fim de relacionamento serio agora…

–Clint será que você poderia fazer a grande gentileza de nos dar licença?

–Se vocês quiserem eu dou licença e… –Começou Bruce sem jeito.

–Bruce, você é surdo? –Murmurei massageando a ponte dentre os olhos dando um suspiro cansado. Eu peço pra Clint e quem vai sair e o Bruce?! –Clint por favor! –Voltei o olhar a ele após vê-lo ainda parado com as mãos no bolso.

–Eu hein, ate parece que tá entrando na TPM… –Murmurou saindo por fim.

Percebi Bruce manter a cabeça baixa.

–Bruce…

–Me desculpe… Aquilo foi um erro…

–Se soubesse o quando suas mentiras e escapes estão me irritando você não as faria! Você está parecendo uma criança birrenta não querendo admitir seus desejos apenas com medo da mamãe sociedade, ou seja la que é o que lhe impede, quando você nem mesmo faz parte dela! –Rosnei descendo da bancada e o fitando com irritação.

–Criança birrenta?! Olhe para você! Você tem 20 anos e está me perseguindo… mesmo eu pedindo e ameaçando você.

–Isso leva ao fato de você está sendo a criança aqui. Quando você vai se torna um homem de verdade e admitir seus sentimentos e desejos?!

–Sentimentos?! Pelo amor de deus! Você precisa de tratamento!

–Quer ver o olhar que me deu aquele dia, pois eu posso entrar em sua mente e lhe mostrar!? E não ouse se fazer de bobo, pois você sabe muito bem as sensações que sentiu e as que eu senti! Se você realmente não quisesse ou realmente não sentiu nada vá em frente e chame a polícia! –Cruzei os braços na frente do corpo.

Ele, com passos decididos, foi ate o telefone logo digitando o número rapidamente. Porem as linhas estavam ocupadas e ele teve que esperar. Mas quando a atendente o atendeu ele se manteve em silêncio olhando para mim.

Sua desistência logo veio o fazendo bater o telefone no gancho em seguida de maneira fraca apoiar as mãos sobre a mesa mantendo sua cabeça baixa.

–O que você fez comigo?! Por que eu…

–Eu também lhe faço as mesmas perguntas. Acha que você não me pegou de surpresa? Você me deixou… estranhamente extasiada… confusa… e após, bom… eu… –Me silenciei desviando o olhar.

–Você me enlouquecesse… –Murmurou se sentando.

–Você está me fazendo ser uma fora da lei, ao menos perante minha raça.

Sorri minimamente sem humor escorando-me contra a bancada e apoiando minhas mãos nela, de costas para mesma e olhando para janela. Acho que ficamos bons minutos em silêncio. Sabia que ele deveria estar envolto de mil pensamentos.

–Você e a primeira que… –começou. Aparentemente fora um pensamento alto que ele reprimiu a tempo. –Eu não entendo o que eu sinto por você… mas você parece me puxar para você! –Admitiu por fim.

Dei um rápido sorriso e me aproximei rapidamente ficando atrás de sua cadeira. Coloquei minhas mãos em seu ombro com certo cuidado. Delicadamente acariciei seu rosto sem vê-lo e o senti se arrepiar. Ele se desfez de meu toque se colocando de pé e virando-se para mim.

Sua mão quente e máscula guiou-se em direção ao meu rosto tocando-me com suavidade. Eu sorri a ele. E quando se inclinou em minha direção com o intuito de me beijar, eu temi que meu autocontrole poderia falhar. Levei minhas mãos de imediato em seus ombros o parando.

Ele engoliu a seco e me olhou confuso.

–Desculpe-me. E-eu… E complicado para mim.

–Não entendo… você… –Sorri gentil a ele e acariciei seu rosto.

–Temos que ir devagar, garotão. Eu não quero… machucar você por acidente. Qualquer deslize meu pode custar sua vida.

–Não é tão fácil assim me matar ou machucar… –Murmurou desviando o olhar e se sentando novamente. Eu sorri indo ate o quadro. –O que é isso? –Se interessou.

–Um retrato meu que e de 1634, foi feito por um pintor chamado Rosembald. Fui sua última e mais preciosa musa, isso antes dele falecer! –Murmurei dando um sorriso cúmplice. –Se quiser pode levar a um especialista que ele lhe confirmará o tão velho é…

–E incrível o quanto é arrogante e presunçosa, na maior parte das vezes. –Eu sempre me deleitava com a cara que ele fazia, era como se fosse um forma dele dizer explicitamente mas de maneira oculta “É eu sei o quanto e bonita, não precisa esfregar isso em minha cara!”

–Bruce… –Chamei-o de maneira suave após alguns segundos, onde ele se dispôs a admirar o quadro. –O que você sentiu quando nos beijamos? Diga-me com todas as palavras…

–Esta me perguntando se seu beijo foi ruim ou… algo do tipo?! –Fez uma careta confusa.

–Você esta realmente surdo, não? –Ele suspirou desviando o olhar para o quadro.

–Se parece com você…

–Mas sou eu! –Sorri. –E não mude de assunto! Se não me contar eu vou ler sua mente… –Ele suspirou e pôs pensativo se mantendo em silêncio. –Se assim o quer! –Sorri triunfante começando a ler sua mente.

Olhei-o acusatoriamente por um segundo ao ver dezenas de cálculos em sua mente. Eu não pude conter a risada que logo se tornou audível. Ele ao ver-me sorrindo acabou pensando nisso. Ele gostava da minha risada e sorriso.

–Rá! Você gosta da minha risada! –Ri apontando o dedo a ele que negou sorrindo enquanto desviava o olhar. –Mas é sério, porque não quer me contar?

–Existe algo chamado privacidade… –Começou caminhando para a saída do laboratório, me fazendo o seguir.

–Bruce! –Resmunguei com um leve sorriso de maneira manhosa segurando sua mão. –Você sentiu algo quando nos beijamos não sentiu?

Ele suspirou e me olhou demoradamente por um tempo. Suas mão veio ate meu rosto começando o acariciar. Sorri serenamente a ele, porém entrei em alerta quando ele se inclinou em minha direção.

–Eu não posso! –Murmurei levando uma mão em seus lábios. –Eu queria poder te explicar o porque… para as coisas ficarem mais claras, mas eu realmente não posso ficar muito próximo de você… isso me… É perigoso. –Sorri com pesar acariciando seu rosto.

–Você gostaria de uma xícara de chá? –Apontou após uns segundos, tentando achar algo para amenizar o momento.

–Adoraria! –Sorri relaxando minimamente.

Ele escorregou sua mão de meu rosto logo procurando minha mão e começou a me guiar ate o corredor para onde dava o seu apartamento. Ele entrou e retirou o jaleco jogando-o sobre uma das poltronas e foi direto ate a cozinha. O segui parando na copa e o observando começar a preparar o chá.

–Onde você se formou? –Puxei assunto.

–Bom, eu frequentei Harvard por um tempo, também a Universidade da Pensilvânia, Mas obtive meu doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia. E você, está em alguma universidade ou vai frequentar uma?

–Eu nunca frequentei escolas ou universidades…

–Estudou em casa?

–Sim, na verdade tenho conhecimento em diversas áreas. Lá no castelo há todo tipo de livros existentes, mesmo não sendo legalmente formada, poderia ate mesmo trabalhar perfeitamente e lecionar devido ao meu extenso saber.

–Castelo? –Deu um riso escapado pelo nariz. –Então, estou diante a uma princesa ou uma rainha? –Riu voltando o olhar para mim. –Pois só princesas vivem em castelos.

–Na verdade está, eu sou realmente uma princesa. –Disse polidamente.

Ele arqueou as sobrancelhas um pouco incrédulo.

–Eu sou a princesa da minha raça. –Murmurei com um sorriso já não tão animado.

–E qual a sua raça? –Se interessou voltando-se a mim.

–A mais antiga do mundo.

–Mesmo? –Sorriu. –Mas então, vossa alteza, como é ser uma princesa? –Riu.

–O fato de eu ser uma verdadeira princesa não e motivo para seus sarcasmos.

–Eu não fui sarcástico!

–Claro, ate porque você acredita mesmo que eu tenha mais de dois mil e cem anos.

–Vossa alteza… –Murmurou com um breve sorriso em resposta colocando o chá na caneca e me entregando, não se atendo o que eu havia dito.

Revirei os olho brevemente. Ele se serviu tomando um gole vindo e apoiando os cotovelos sobre a bancada, me pus ereta evitando muita proximidade. O silêncio reinava e ele hora ou outra voltava o olhar para mim seguindo por um sorriso sem jeito.

–Então, porque dos óculos? –Questionei enquanto me dispunha a brincar com a caneca a rodando sobre o balcão. Seu suspiro cansado trouxe uma névoa pensativa sobre ele, o fazendo aparentemente se demorar a falar a respeito.

–E uma forma deu me sentir mais humano. –Admitiu cabisbaixo, com uma voz apreensiva.

Dei um breve sorriso contornando o balcão e parando na sua frente. Retirei com cuidado seus óculos o colocando sobre a superfície gélida ao lado. Observei sua expressão cansada e sem jeito evitando contato visual. Suas pequenas marcas de expressões, as olheiras, a pele mal cuidada… Era um tanto cômico estar atraída por ele mesmo que não fosse exatamente agradável olhar para ele. Via cada imperfeição em seu rosto com clareza, porém isso não diminuía meu desejo e sentimento de ficar perto dele.

–Você me acha humana? Mesmo vendo o que eu fiz aquele dia? Eu lhe informando incansavelmente, mesmo você se fazendo de surdo, o tão velha eu sou? Pense um pouco Bruce, você parece perfeitamente humano para mim, mesmo eu sabendo quem você é…

–Você não entende… ninguém entende o que é ser eu

–E claro que não, meu amor. –Sussurrei levando uma mão ao seu rosto quente. Toquei com o polegar seus lábios. –Mas você não viveu o suficiente para entender, ver ou achar o verdadeiro mal presente na terra. Você e apenas um garotinho assustado devido um momento, um surto de adrenalina. –Ele me olhava como um cão olha insaciavelmente para um belo pedaço de um bife suculento. Ele estava naturalmente (ou quase) hipnotizado por mim.

–Não se desfaça… das… destruições causadas… – Ele parecia não estar concentrado o suficiente no assunto, sua voz parecia preguiçosa e desacostumada.

Ele deu um passo discreto ficando mais próximo, aquilo me deixou em alerta total. Senti sua mão tocar minha cintura com certa timidez, porém ao alcançá-la por fim seu aperto se demonstrou ágil e firme.

Então, mais um singelo passo…

Minha garganta não se conteve em deixar um rosnado escapar, meus olhos se voltaram para seu pescoço e vi seu aperto firme em minha cintura tremular um pouco. Não! Eu não perderia o controle!

Me afastei de imediato correndo ate as janelas, todas elas presente na sala e abri-as ficando próximo da última tomando todas as levadas de ar que conseguia para tentar dissipar e aguentar seu cheiro.

Virei meu rosto brevemente em direção a ele quase me escondendo entre minha cortina de cabelo. Porem seu coração disparou ao encontrar meu olhar.

–Seus… Seus olhos… –Sussurrou um pouco alarmado. Voltei meu olhar para o lado oposto, apertando firme a janela. Fechei os olhos tentando me controlar. –A-aquele dia… no aeroporto… por que eles… –Ele soava um pouco confuso, porém ainda sim contido. –Por eles ficam assim?

–Eu não posso falar a respeito. Não insista, por favor!

–Você me intimida a falar sobre mim, mas quando quero alguma resposta sua você…

–Você não entende! –Resmunguei me virando de costas para a janela e olhando o teto. –Eu… seu cheiro… me atrai tanto… –Eu havia praticamente rosnado aquilo dentre os dentes. –A-ao mesmo tempo que eu quero você vivo, ficar ao seu lado, fazer sexo com você por meses a fio sem para uma hora se quer… eu simplesmente quero matá–lo com todas as minhas forças. –Eu prosseguia dizendo quase rosnando enquanto ia apertando com mais força a armação da janela as minhas costas. –Hum… só de pensar e-eu… –Sussurrei apenas imaginando a sensação de seu sangue em meus lábios ou senão estar… me fundindo a ele da maneira mais carnal e selvagem possível! Fechei os olhos fortemente deixando minha cabeça pender para trás enquanto friccionava minhas coxas uma contra a outra.

Tratei de me contentar o mais rápido que pude ao lembrar de sua presença.

–Me perdoe… Não deveria ter dito isso! –Murmurei sem jeito, ainda sem o fitar. –Acho melhor eu ir, obrigado pelo chá!

Sai pela sua janela logo escalando em direção a janela do laboratório pegando minha bolsa e saltando indo ate o carro depois.

Notas finais
E ai o que acharam? bjs '3'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.