Fotos Trocadas, Destinos Entrelaçados
5 Capitulo 5
Notas iniciais
[No capitulo anterior]
_Marina Meirelles, é um prazer finalmente conhecer a morena das fotos trocadas – disse a fotografa estendendo a mão e se apresentando ao mesmo em que abria um sorriso torto que deixou o corpo de Clara quente.
_Clara Fernandes, o prazer é todo meu – se apresentou a bióloga, cumprimentando também com um sorriso a moça de olhar sensual.
Assim que as mãos das morenas se encontraram uma corrente percorreu ambos os corpos, fazendo com que a tensão existente entre elas aumentasse, assim como a temperatura do corpo de Clara e a intensidade do olhar de Marina. Aquela realmente seria uma noite de grandes surpresas.
_Então Clara, a que devo a honra de ter minha ladra pessoal visitando a minha exposição? – questionou a fotografa após desconectarem as mãos, mas não os olhos.
_E a que devo a honra de ter a estrela da noite me importunando? – rebateu de nariz em pé a bióloga.
_Língua afiada, gostei disso. Mulheres abusadas são sempre mais interessantes – comentou Marina abrindo seu matador sorriso torto e deixando Clara com graves problemas de raciocínio
_Devo dizer então que você é interessantíssima então. – retrucou a bióloga olhando Marina de cima a baixo e pensando no porque daquela mulher linda e irritante estar mexendo tanto com ela
_Concordamos então que ambas somos interessantes – falou a fotografa dando um passo a frente e ficando a um palmo de distancia de Clara – E você esta gostando da exposição Clara?
_Si..sim – gaguejou a morena quando o hálito de menta de Marina tocou sua pele – Mas devo admitir que me surpreendi ao notar que você era a responsável pelas fotos. –completou a bióloga se recompondo
_E eu posso saber o por quê?
_Imaginei que fosse um homem o dono das fotos
_Só porque as fotos retratam mulheres nuas? – indagou a fotografa arqueando a sobrancelha direita em desafio
_Não! Quer dizer, sim! Ai, mais ou menos! – exclamou Clara se embolando com os próprios pensamentos e fazendo a fotografa rir. Culpava mentalmente a maldita proximidade da fotografa pela sua fala desconecta – É mais pelo olhar sensual e diferente que as fotos dão a beleza da mulher, por isso achei que fosse um homem, nunca imaginei que uma mulher poderia trazer essa intensidade dessas fotos.
_ Deixa eu te contar um segredo – disse a fotografa aproximando-se e sussurrando ao pé do ouvido da morena – Não ser homem nunca me atrapalhou com as mulheres.
_Clara?! – antes que a bióloga sequer pensasse em como reagir à provocação, o clima de tensão que pairava no ar foi cortado pelo som de uma voz que transmitia curiosidade e surpresa ao chamar à morena.
_Oi? – respondeu Clara se virando na direção da voz ao mesmo tempo em que se afastava da fotograva e percebia o rosto dessa ir da expressão de pura sensualidade até a de seriedade.
_A bebida que você pediu – disse Cadu entregando uma taça a Clara e agarrando sua cintura de protetorarmente
_Obrigada – agradeceu a bióloga ao pegar a taça – Cadu, essa é Marina, a estrela da noite. Marina, esse é Cadu, meu...meu... – enrolou Clara, e sem saber o porquê algo a impedia de apresentar o amigo como namorado.
_Carlos Eduardo Castellar Lugon, namorado dessa bela morena aqui, muito prazer – falou Cadu estendendo sua mão para cumprimentar e se apresentar a fotografa já que a amiga estava tendo dificuldades para fazer isso
_O prazer é meu de enfim conhecer algum membro da família que está abrigando minha exposição. – disse Marina apertando a mão de Cadu e soltando rapidamente – E sua família esta gostando da exposição?
_ Não sei dizer, mas devo te parabenizar, as fotos são lindas! E você não esta perdendo nada em não conhecer pessoalmente minha família, até porque já conheceu o membro mais bonito e legal – disse rindo e apontando para si mesmo.
_Devo dizer o mais humilde também! – respondeu Marina rindo e entrando na brincadeira — Confesso que tinha planos de convida-los para o jantar que vai ocorrer após a exposição, mas vejo que não vai ser necessário já que você é um dos anfitriões.
_Certamente – respondeu o chef
_Se me dão licença, tenho que resolver alguns detalhes com minha assistente – disse Marina anunciando sua saída por não aguentar mais observar a proximidade dos pombinhos – Aguardo vocês no jantar.
_PIPIPIPIPIPI! – exclamou Cadu assim que a fotografa saiu
_Que isso Cadu? – perguntou Clara soltando o ar que nem percebeu ter prendido ao ver Marina se afastar
_Isso é o meu gaydar apitando pra essa fotografa! O que é ótimo já que ela abalou minha solida opção sexual! Fiquei 5% heterossexual perto dela!
_Tem certeza Cadu? Eu sei que o seu gaydar nunca falha, mas sei lá, ela não parece ser sapa– perguntou a bióloga torcendo que resposta do amigo fosse negativa já que a fotografa tinha mexido com ela então Marina ser homossexual tornaria as coisas complicadas.
_Certeza absoluta! Essa dai, beija moças! O que eu ainda não sei é se ela também beija rapazes. – disse o chef soltando a cintura da amiga e ficando frente a frente com a amiga – E menina, fiquei de cara com ela! Eu achando que estava abalando com o meu cabelo de sexo e ela transpira sexo! Do tipo que te despe com o olhar!
_Eu percebi. A sensualidade em pessoa! Ela se move como uma tempestade de furacões – comentou Clara ao se lembrar de como se sentiu um castelo de cartas perto da tempestade que era Marina.
_Né menina! Abalou minha homossexualidade, mas muito me espanta você falando isso Clarinha! A fotografa furacão abalou suas estruturas também? Vai passar para o time purpurinado? – perguntou o chef brincando e dando um empurrão de leve na amiga
_Logico que não Cadu! – negou rapidamente a morena apesar de sua mente a lembrar do quanto à proximidade e o hálito da fotografa tinham lhe desestabilizado
_Olha Clarinha, nunca achei que chegaria o dia que eu disputaria uma mulher com você!
_Para com isso Cadu! Pera ai, você realmente gostou dela? Digo, quer ter algo? Você não pode! Ta doido? Todo mundo acha que nos namoramos! – tagarelava a morena que temia que o amigo realmente estivesse interessado na fotografa e não entendendo o porque calculava mentalmente as possibilidades dela ganhar de Cadu em uma disputa pela fotografa
_Logico que não querida! Meu negocio é homem! Apesar da fotografa abalar minha sexualidade! Mas eu só queria ver a sua cara de desespero mesmo – declarou rindo o chef – agora pode confessar que a fotografa mexeu com você!
_Okok – se rendeu a bióloga quando viu que tinha caído na armadilha do amigo – talvez ela mexa um pouco comigo...
_Eu sabia desde o começo que você beijava moças! Meu gaydar nunca falha!
_Para com isso viado! Eu não beijo moças! Meu negocio são os rapazes! Ela mexe comigo assim como eu aposto que mexe com qualquer um, fora que tem tempo que eu não trepo com ninguém! Então no meu caso é tesão acumulado associado o fato da Marina ser uma sedutora nata! – discursava a bióloga tentando se enganar – A mulher é tão boa que esta ate convertendo viado em hetero! Quero ver você negar isso Carlos Eduardo!
_Não nego! Ela é boa! Mas também tenho que associar isso ao fato de que não transo a anos também!
_Você? Não transa tem anos? Faz me rir! – disse a morena quase chorando de tanto rir – acorda Cadu! Se anos pra você significa uma semana então nossas noções de tempo são muito diferentes!
_Você esta vigiando minha vida sexual agora Clarinha? -perguntou o chef com um ar divertido
_Obvio que não, mas eu não tenho culpa se eu divido apartamento com um depravado que não consegue ficar uma semana sem estar se agarrando com alguém diferente no sofá de casa! – respondeu a bióloga rindo e entrando no jogo do amigo
_Isso tudo é recalque?
_Isso é preocupação com a sua saúde! Qual foi a ultima vez que você fez um exame de DST? Cuidado besha! – disse Clara se segurando pra não rir
_Deus me livre! Sou limpinho! E pretendo morrer puro! Ao contrario de você que adoraria perder a pureza com uma certa fotografa! – retrucou o amigo deixando a morena vermelha da cabeça aos pés – só espere pelo menos a exposição acabar pra se jogar nos braços dela porque ainda somos namorados para o resto da sociedade – completou o chef rindo
_ Não tem graça Cadu! Já disse que meu negocio é outro ela só mexe comigo porque, ah! Nem sei o por quê! Agora para de me encher com essas bobagens e seja um bom namorado – disse a morena enquanto enganchava o braço no braço do amigo e os dois prosseguiam desfilando pelo salão
O resto da exposição prosseguiu com grande sucesso e sofisticação. Durante vários momentos os olhares de Clara e Marina se cruzaram de longe e sempre que isso acontecia uma tensão inexplicável tomava conta do ar. E foi assim que a noite prosseguiu até que a hora do jantar do chegou e todos os convidados foram se dirigindo para o salão em que o esse seria servido
_Pelo que eu estou vendo, você sentara ao lado de sua mais nova obsessão – disse Vanessa ao observar a disposição dos lugares logo que chegaram ao amplo salão que dispunha de uma enorme mesa de jantar que aparentemente abrigaria todos os convidados.
_Perdão? – perguntou Marina se fazendo de boba e rindo internamente ao saber que sentaria ao lado da sua morena
_Pensa que eu sou idiota Marina? Eu vi você comendo essa tal de Clara com os olhos a exposição inteira! O que é uma grande surpresa já que ela não faz o seu tipo – comentou a ruiva com sarcasmo e uma ponta de ciúmes
_Surpresa Vanessinha? Então me diz você que se mostra tão conhecedora dos meus gostos, qual é o meu tipo? – questionou a fotografa no mesmo tom que a sócia – seria uma bela ruiva de cabelos cacheados? Bem assim como você?
_Talvez – respondeu Vanessa saindo em direção ao lugar destinado a ela na longa e sofisticada mesa.
Conforme os minutos passavam a mesa ia enchendo de forma que somente quando Clara e Cadu chegaram à sala de jantar perceberam que sentariam separados, já que o chef se sentaria na ponta da mesa junto com seus pais e anfitriões sobrando então o local ao lado de Marina para a bióloga.
_Devo ficar feliz em ter uma ladra sentada ao meu lado? – perguntou Marina assim que Clara se sentou.
_E eu devo me preocupar em ter uma mulher que ao que parece adora me irritar sentada ao meu lado? – retrucou à morena
_Definitivamente não, pretendo tornar sua noite muito agradável – respondeu a fotografa abrindo seu sorriso torto – se você me permitir é claro! – completou Marina olhando pela primeira vez nos olhos da bióloga
_Claro, claro! – disse Clara esboçando um sorriso travesso ao mesmo tempo em que se perdia no olhar da fotografa – até porque não pretendo passar o jantar todo trocando farpas com você! Prefiro trocar outras coisas! – completou a morena enquanto o jantar começava a ser servido.
_Tipo o que? –perguntou Marina num tom baixo e sensual dando continuidade ao jogo de sedução que ambas estavam jogando com maestria
_Tipo as fotos que foram entregues por engano
_Sem duvidas devemos marcar um encontro para destrocar as fotos – disse rindo a fotografa – mas me fala mais de você, estou louca pra saber como é a excitante rotina de uma ladra!
_Minha rotina é bem corrida, de segunda a sexta eu roubo joalherias e bancos e nos finais de semana eu costumo roubar fotografas ricas e irritantes! – falou a bióloga brincando
_Então foi assim que você conseguiu esse colar de golfinho?
_Você não deveria estar mais preocupada com o fato de ser meu próximo alvo?
_Não me importaria de ser roubada se a ladra fosse você – respondeu Marina lançando sobre Clara um olhar tão intenso que deixou a bióloga desconcertada – mas confesso que sempre tive uma queda por golfinhos!
_Todos têm – disse rindo a bióloga – até descobrirem que orca, a baleia assassina, também é um tipo de golfinho!
_O que? MENTIRA! – exclamou a fotografa com uma cara de criança abandonada que arrancou gargalhadas de Clara – Não ri! Você acabou de arruinar minha infância!
_Não se preocupe, todos reagem assim! –disse Clara ainda rindo da cara que Marina fazia
_Minha vida foi uma mentira!
_Calma Marina – falou ainda rindo – a orca não é tão ruim assim!
_Ela come golfinhos! Ela come os próprios irmãos! Eu acho que não vou comer o peixe de hoje! – exclamou a fotografa parecendo ainda com uma criança assustada.
_Assim como os golfinhos cometem estupros coletivos! – rebateu Clara com um sorriso doce se encantando com o lado doce e criança da fotografa
_Para de falar mal deles! – disse Marina com seus olhos já cheios de lagrimas – além de ladra e destruidora de infância você é uma sabe tudo de golfinhos?
_Não, é só o meu trabalho! Sou bióloga marinha! Olha não precisa chorar tá? Os golfinhos são agradáveis e legais – tagarelou Clara desesperada ao ver os olhos brilhantes de Marina – não precisa ficar tão mal! Olha se você se sentir melhor, você pode mergulhar com os golfinhos lá no aquário que eu trabalho e ver que eles não são monstros! – ofereceu clara quando percebeu que suas explicações não estavam adiantando e vendo a expressão de Marina mudar em 3 segundos
_Serio? Nossa isso é tão legal! – disse a fotografa quicando na cadeira igual uma criança que ganhou o presente que tanto queria – seu trabalho é muito mais legal que ser ladra! Quando podemos marcar nosso mergulho?
_Ai meu deus! Serio que você quer?
_Logico! Vai ser demais! – comemorou a fotografa batendo palmas silenciosas parecendo cada vez mais uma criança animada – Me passa logo o seu celular para nos combinarmos o dia! – pediu Marina entregando seu celular à Clara
_Ok! Esse é um lado seu que eu não esperava existir! – comentou a bióloga rindo timidamente ao mesmo em tempo que digitava seu número no celular da fotografa – Marina Meirelles fotografa internacional e amante dos animais! – completou Clara enquanto estendia o celular de volta à Marina.
_Tem muitos lados meus que você não conhece. – e lá estava novamente a Marina sedutora, trazendo consigo a tensão entre as duas. Assim que as mãos das morenas se encontraram, devido à devolução do celular, novamente uma corrente passou pelo corpo das duas tornando o evidente desejo quase insuportável.
_Clara – chamou Cadu se aproximando das morenas e quebrando o clima instalado entre elas – estou indo embora, vou pegar o carro e te espero na porta do salão! – completou e saiu rapidamente nem dando chances da amiga falar alguma coisa.
_Bom, acho que eu vou indo então. – disse Clara à Marina se levantando da cadeira com claras intenções de ir embora, apesar de estranhar o comportamento do amigo que sempre fora educado e agora se mostrava rude e autoritário – Foi um prazer conhece-la Marina! – falou a bióloga estendendo sua mão para cumprimentar Marina.
_O prazer foi todo meu! – disse a fotografa ignorando a mão estendida de Clara e a puxando para um abraço – Aguarde minha ligação... – sussurrou lenta e suavemente ao pé do ouvido da morena
_Aguardarei – respondeu Clara com a respiração irregular – Te vejo em breve então! – completou a morena saindo com as pernas bambas do salão
Marina estava radiante por finalmente ter conhecido a moça das fotos e essa ter superado todas as suas expectativas. Enquanto observava Clara sair do salão, Marina decidiu naquele momento que a conquistaria e não estava nem ligando para o fato dela ter um namorado rico, bonito e aparentemente legal. Clara seria dela!
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