Fotografias

45 Revelação


Notas iniciais
Oi, meus amores sz Prontos para saber o que a Sarah tanto está escondendo? Como prometido, estou trazendo o capítulo hoje e bem cedo *-* Boa leitura a todos sz

Sem sombra de dúvidas, aquela foi a pior noite que Manu passou desde a morte de seu pai. Tinha passado por momentos difíceis, mas nem um deles lhe fez chorar tanto. E o que mais doía era saber que Sarah concordava com aquilo sem demonstrar que também estava triste, sem insistir para que ficassem juntas, como realmente esperou que acontecesse. Agora chegava realmente a duvidar das palavras de seus amigos, que diziam que ela nunca a trairia. Será que ela a amava mesmo, como todos, e ela, diziam sempre?

Foi essa pergunta que ecoou por sua mente durante todos os minutos da noite, enquanto rolava sem parar na cama, implorando para que o sono cedesse. Não aguentava mais chorar, não aguentava mais ficar ali. Por que diabos tinha que ter terminado assim? Será que havia sido a única a pensar que seria para sempre?

Dormiu quando o sol já estava surgindo no horizonte, com o rosto molhado pelas incessantes lágrimas. Infelizmente, pareceu apenas ter fechado os olhos, quando na verdade passaram-se quatro horas inteiras. Indiferente ao cansaço de seu corpo, tanto por causa da noite mal dormida, quanto das bebidas alcoólicas tomadas na festa do pequeno Lucas, foi até o banheiro para tomar um banho demorado.

Enquanto sentia a água quente lavar sua alma, pensava em como faria para avisar as meninas que em breve voltaria para casa. Também pensou no que faria quanto ao seu emprego e também como levaria todas as suas coisas para Fortaleza. Recusava-se a deixá-las ali. Os móveis poderiam ser utilizados por sua mãe, na pequena casinha em que havia nascido. A maioria havia sido dada por seus amigos, então não podia simplesmente deixar tudo para trás.

Quando saiu do banheiro, enrolada numa toalha curta e branca, assustou-se ao ver a ruiva sentada sobre sua cama. Ela estava com o olhar perdido em algum ponto que não conseguiu identificar. Não conseguiu evitar o aperto em seu coração, que martelava forte contra o peito. Amava-a tanto que era impossível não sentir novamente uma imensa vontade de chorar, apenas por imaginar como seria passar a vida sem tê-la por perto.

Entrou devagar no cômodo, ainda não sendo notada por ela. Ao se aproximar um pouco mais, os olhos verdes desviaram do ponto invisível para olhá-la. Manu percebeu que ela havia ficado tensa, com certeza por estar apenas de toalha. Sabia que, não importava as circunstâncias, aquele sempre seria o ponto fraco de Sarah. Mas ao baixar seus olhos para as mãos dela, arfou automaticamente. Havia dois envelopes, que logo identificou.

Passagens de avião.

– Você já comprou as passagens? – Sentiu-se obrigada a perguntar, franzindo levemente as sobrancelhas claras. Ainda estava muito chateada, mas aquilo...

– Partiremos para Fortaleza hoje à noite – ela avisou, levantando-se devagar da cama. A frieza no tom de voz feriu sua alma.

– Você não pode decidir isso por mim – Manu segurava com força a toalha contra o corpo, como se aquela fosse a única forma de se proteger de uma rajada intensa de emoções. – Eu ainda tenho muita coisa para resolver. Preciso falar com as...

– Nós vamos hoje à noite – a ruiva repetiu e jogou um dos envelopes sobre a cama. – Você terá tempo para resolver tudo por telefone – o queixo da fotógrafa caiu quando Sarah virou as costas e saiu do quarto.

Pensou muito em deixá-la ir embora, mas simplesmente não conseguiu. Com o sangue fervendo nas veias, partiu como um furacão quarto a fora. Alcançou-a quando estava prestes a passar pela porta do apartamento. Antes que ela saísse, puxou-a com força pelo braço, sem deixar de segurar o tecido felpudo contra o corpo. Por mais que ela fosse mais forte, conseguiu empurrá-la contra a parede com força.

– O que você pensa que está fazendo? – Sarah indagou com rispidez, tentando não baixar os olhos para o corpo da mulher seminua a sua frente.

– Eu é que pergunto! – A fotógrafa pressionou o corpo dela contra a parede. – O que diabos está acontecendo com você? Cadê aquela mulher pela qual me apaixonei perdidamente? – Tentava ao máximo não voltar a chorar. – Porque ela desapareceu! Ela... – Se interrompeu ao notá-la sorrir de lado, de uma forma tão triste que Manu sentiu seu coração despedaçar.

– Eu não tenho nada a dizer. Só estou decepcionada – os olhos verdes não a encaravam.

– De verdade? Eu é que estou – ao dizer, deu dois passos para trás e suspirou longamente, dando espaço para ela fazer o que bem entendesse.

– Venho te buscar à noite – foi a última coisa que Sarah disse, antes de sair do apartamento, sem olhar para trás.

Mais uma vez, Manu ficou para trás, ainda sem entender o que realmente estava acontecendo em sua vida. Qual foi o real motivo para que tudo chegasse àquele ponto. Mesmo que passasse o ano inteiro pensando, nunca encontraria um momento em que havia falhado como namorada e, mais ainda, como amiga. Sempre esteve junto com ela, fazendo suas vontades, indo a lugares que ela sempre preferia. Não que fosse ruim, muito pelo contrário, era o que mais gostava de fazer. E, sem mais nem menos, uma tempestade indestrutível chegou, acabando com tudo de uma só vez.

(...)

Por mais que tivesse batido o pé, dizendo que não iria de jeito algum, estavam agora dentro de um carro alugado, indo em rumo a cidadezinha em que morou desde pequena. Durante todo o percurso, do Rio até ali, elas não trocaram uma só palavra, o que deixava tudo ainda mais tenso. Mas Manu não daria o braço a torcer, por isso repassava um mantra em sua cabeça: Verei minha família novamente, isso é o que importa.

Então apenas esperou até que a ruiva finalmente estacionasse o carro em frente a sua casa, não se importando em parar no barzinho dos pais de Fábio, no caminho. Mas não tinha problema, mais tarde passaria lá, quando ela fosse embora. Não sabia o que faria de agora em diante. Precisava voltar ao Rio, pois tinha que dar baixa na sua carteira de trabalho e resolver algumas pendências a mais. Como aluguel, carro, móveis, entre outras coisas.

Mas, só por hora, bastava abraçar sua mãe e seu irmão por incontáveis minutos. E foi isso que fez ao sair do carro correndo. Desde Janeiro que não os via e estava morrendo de saudades. Por mais que o clima estivesse pesado entre ela e Sarah, não poderia simplesmente deixar de curtir o momento que mais amava, que era estar em família. Abraçou-os apertado, tentando ao máximo não transparecer toda a tristeza que estava sentindo. Não os tinha avisado que voltaria, nem que dessa vez seria para sempre.

Ao se afastar, dona Helena a olhou, antes de fazer o mesmo com Sarah. Evidentemente ela havia percebido que alguma coisa estava errada.

– Que surpresa. Não esperava que vocês fossem aparecer tão cedo – Miguel falou primeiro, atrapalhando o raciocínio da mãe. Os cabelos dourados estavam arrepiados, como sempre, e a calça surrada denunciava que ele estava prestes a ir para o trabalho. – Pena que não vou poder ficar muito com vocês agora. Mais tarde nós vamos até o bar do Fábio beber uma – dando um tapinha na mão da ruiva e um beijo na bochecha da irmã, ele caminhou até o cavalo, que o esperava sob a única árvore em frente a simples casinha.

– Mãinha, eu vim para ficar – a loira disse, assim que seu irmão sumiu de seu campo de visão. Sem deixar que ela respondesse, pegou sua pequena mala do carro e entrou dentro de casa, deixando as duas para trás.

– O que aconteceu? – Dona Helena tinha o semblante confuso ao indagar. – Vocês brigaram?

– Ela brigou comigo – Sarah deu de ombros e suspirou. – Eu devo voltar para o Rio hoje à noite ainda – explicou, finalmente aproximando-se para abraçar a mulher mais velha. – Estava com saudades da senhora.

– Eu também estava, minha menina. Mas, por mais que Manuela esteja muito brava, eu nunca deixaria você ir embora no mesmo dia. Vá lá, pegue sua mochila e venha tomar café – deu um tapinha no ombro da ruiva e sorriu daquele jeito que só ela conseguia. – O resto, você deixa comigo.

E tinha como negar algum pedido daquela mulher? Obedecendo-a, Sarah pegou sua pequena mochila no banco de trás e também entrou dentro de casa. Nem se preocupou em procurar por Manu, pois sabia que ela estava no quarto, esperando que o tempo passasse para que finalmente fosse embora. Entendia-a completamente, embora aquilo não diminuísse tudo que também estava sentindo. Seu coração estava apertado, pois, apesar de sua escolha, desmoronava aos poucos desde o momento em que ela havia acabado com tudo.

Por ordem de sua mãe, Manu se viu obrigada a se sentar na mesma mesa que a ruiva. Tomaram café da manhã em silêncio, por mais que quisesse engajar numa conversa com dona Helena. Mantinha seus olhos azuis perdidos no céu daquela manhã, que estava começando a ficar nublado. Como seu namoro, o sol estava sendo coberto por nuvens escuras e pesadas. Não queria parecer dramática, mas aquele parecia ser o clima certo para o que estava acontecendo na sua vida. Provavelmente, aquela seria a última vez que veria Sarah como namorada.

Ao terminar de comer seu bolo de fubá, bebeu um imenso gole do café fumegante. Dona Helena mexia na lenha do fogão, tentando fazer com que o fogo pegasse. Provavelmente, ela faria o feijão e a carne ali. Manu quase conseguia sentir o cheiro de algum ensopado que ela provavelmente faria.

– Vamos dar uma volta? – Sarah quebrou o irritante silêncio, chamando a atenção da loira. Antes de continuar, trocou apenas um olhar com a mulher mais velha. – Queria me despedir de você antes de ir embora – sem esperar que ela respondesse, levantou da cadeira e saiu da casa. Nas costas, carregava a pequena mochila da Adidas.

Mais uma vez queria não ir, mas apenas um olhar de sua mãe lhe disse que era preciso. Por mais que quisesse ficar sozinha pelos próximos dias, sabia que devia isso à ruiva de olhos verdes, por tudo que passaram juntas. Ao sair de casa, notou-a parada próximo ao carro preto. Caminhou devagar até onde ela estava e, só por um momento, imaginou que tudo estava bem, que nada de ruim tivesse acontecido. Seria muito bom se fosse verdade. Assim que chegou próximo a ela, caminharam juntas pelas estradas de terra.

A brisa constante fazia os pelos de Manu se arrepiarem. Pelo cheiro, ela tinha certeza que logo começaria a chover. Mas nada importava mais, afinal, tudo que desejava iria embora em poucas horas. Estava tão absorta em pensamentos que não prestou atenção no caminho que estavam percorrendo. Só caiu na real quando o comprido e úmido túnel de árvores chegou ao fim, dando lugar a uma vista vasta de toda a cidade. Estavam em cima da colina.

– Esse não era o momento pelo qual eu esperava – Sarah enfiou as mãos nos bolsos traseiros da calça jeans ao dizer. – Mas você não me deu outra oportunidade.

– Do que você está falando? – A loira a olhou, o semblante confuso. – Como assim, eu não te dei outra oportunidade?

– Vem comigo – foi a unica coisa que a jogadora de vôlei disse, caminhando na frente. Manu nem percebeu que o pasto que sempre se mantinha alto agora estava aparado. – Vou te contar toda a verdade.

– Por que me trazer aqui para isso? Por...

– Todo mundo já sabe que namoramos... – Sarah se interrompeu, mordendo os lábios com firmeza, forçando-se a corrigir a palavra. – Namorávamos.

0s olhos azuis se arregalaram de imediato, não acreditando nas palavras da ruiva. Manu deu um passo para trás, tentando imaginar como aquilo havia acontecido. Mas nada vinha à sua mente. Nada. Tudo que pôde fazer foi deixar que ela continuasse.

– Vem cá um pouco – a ruiva puxou-a devagar pelo pulso, finalmente saindo da sombra das árvores. Mais uma vez, os olhos de Manuela se arregalaram.

Bem próximo à pedra em que fizeram amor pela primeira vez, havia uma estrutura enorme. Era uma casa em construção, Manu reconheceu de cara. Só havia o esqueleto montado em tijolos, mas algumas partes já estavam cobertas, deixando claro que logo terminariam de colocar o telhado. Era grande, dando mais ou menos umas duas da casa em que havia crescido. Notou que havia terra revirada, como se o solo tivesse sido aplanado para que os alicerces pudessem ter sido feitos de maneira correta. Não havia janelas ainda, nem portas, mas Manu a achou perfeita mesmo assim. Ao lado, havia uma pequena casinha improvisada, onde tinha sido colocado todos os materiais: Tijolos, pedra, areia, cimento, etc.

– Toda vez que eu sumia, eu vinha pra cá – Sarah finalmente explicou, voltando a colocar a mão no bolso de trás. – Eu sabia que era seu sonho voltar a morar aqui, por isso tive a ideia de fazer uma casa.

– Mas esse lugar é privado... – Por um momento, Manu se esqueceu de tudo. Estava muito surpresa para pensar em qualquer coisa coerente. – Meu Deus, Sarah... – Ela levou uma mão até a boca, ainda não acreditando.

– Eu o comprei – a ruiva deu de ombros e sorriu de lado. – Toda vez que eu atendia ligações escondida de você, era com Fábio que eu estava falando. Ele me fez jurar que faria o possível para que você não desconfiasse de nada.

– Mas nós viemos aqui no comecinho do ano e...

– E todos fizeram o possível para que você não subisse ou olhasse para a colina – Manu abriu a boca, tentando argumentar, mas desistiu no meio do caminho. Não era a toa que todos estavam agindo de um jeito estranho. – Eu queria te trazer aqui quando tudo estivesse pronto, mas, como eu disse, você não me deu outra opção. Foi por isso que eu quis vir logo aqui, para poder te mostrar isso. Em nenhum momento eu traí você – Sarah engoliu em seco, mostrando-se evidentemente ofendida.

Ao ouvi-la dizer aquelas palavras, todos os acontecimentos dos últimos meses passaram como um filme por sua cabeça. Os momentos em que ela esteve ausente, as omissões da verdade, as brigas, tudo passou lentamente, lembrando-a de cada detalhe, até chegar ao dia anterior, onde terminou o relacionamento. Havia afirmado com todas as letras que ela a havia traído. Por mais que seus amigos tivessem dito que era improvável, por mais que Sarah tivesse negado prontamente, continuou dizendo que ela estava com outra pessoa.

– Eu sei que dei motivos para você pensar nisso tudo, mas eu pensei que você fosse confiar em mim, acima de qualquer coisa – Sarah olhou para o chão remexido e suspirou. – Foi por isso que eu fiquei mais abalada que o normal, mesmo sabendo que chegaríamos onde estamos agora.

– Sarah... – A loira deu um passo na direção dela e parou ao notá-la balançar a cabeça negativamente.

– Espera eu terminar – pediu, voltando a morder os lábios de um jeito nervoso. – Eu queria que essa fosse uma surpresa agradável, sem essa tensão toda. Queria que eu não tivesse sido obrigada a fazer isso tão de qualquer jeito. Sei que você ainda está muito chateada comigo, por conta de tudo que eu fiz, por ter estado tão ausente e sempre mentindo descaradamente. Sei também que eu poderia ter sido uma namorada melhor, como eu estava sendo no inicio de tudo. Mas eu quero que saiba que, em nenhum segundo desde o dia em que te conheci, nenhuma pessoa ocupou o seu lugar. Como amiga e como namorada. Eu só queria que você não... Ai, ai... isso dói – a ruiva reclamou ao receber uma sequência de tapas nos braços, ombros. Tentou se proteger, mas não precisou, pois ela parou os movimentos para lhe abraçar apertado.

– Você não poderia ter me deixado terminar com você – Manu a apertava contra seu corpo, embora as mãos dela ainda estivessem dentro dos bolsos da calça jeans. Naquele momento, não se importava mais com o frio que estava fazendo. – Eu estou me sentindo a pessoa mais idiota do mundo, Sarah... – Escondeu o rosto no peito dela, deixando as lágrimas escorrerem livremente. – Me sinto idiota por não ter confiado em você... e eu estraguei tudo.

– O que você estragou? – Quando a loira levantou os olhos marejados, Sarah sorriu de lado. – Eu ainda não acabei minha surpresa precipitada.

– Não?

– Ainda não – Sarah a afastou gentilmente, em seguida tirando a mochila preta das costas. Notou as sobrancelhas dela franzidas e mais uma vez sorriu fraco. Do bolso maior, tirou uma sacola de plástico com um logotipo que a loira não conseguiu identificar. – Toma – entregou o objeto para ela.

Manu pegou e abriu a sacola, sem esconder sua curiosidade. De dentro, tirou uma camisa azul-marinho com detalhes em branco. Observou-a atentamente, tentando entender do que se tratava. Ao virá-la, viu que atrás havia o nome da ruiva escrito em letras de forma, também na cor branca. Em baixo, a numeração três. Buscando por respostas, ergueu os olhos azuis para ela.

– O Flamengo está fechando um acordo com o time grande daqui de Fortaleza – ela deu de ombros, como se aquilo não fosse nada de mais. – Em uma das vezes em que eu sumi, vim fazer um jogo treino e eles aprovaram minha performance. De quebra, pagaram o triplo para que Roberta viesse também. Mas, a princípio, isso será apenas depois que o campeonato acabar. Foi o que o Flamengo combinou com a Unifor.

– Espera, espera – Manu a interrompeu, olhando-a incrédula. – Você vai se mudar para cá?!

– Esse era meu plano – a ruiva novamente deu de ombros, rindo um pouco sem graça. Desviou momentaneamente os olhos para a vista e depois voltou a olhá-la. – Tem mais uma coisa – Sarah tornou a colocar a mão no bolso de trás e tirou de lá um anel. – Você se importaria se eu colocá-lo de volta no seu dedo? Afinal, eu estou gastando muito dinheiro nisso aqui e agradeceria muito se não fosse a toa – passou a mão no pescoço e sorriu, sem deixar um minuto de olhá-la.

– Oh, meu Deus... Claro que eu não me importo – a voz de Manu saiu embargada, juntamente com uma enxurrada de lágrimas que decidiram por si só escorrerem de seus olhos. – Mas você vai ter que me explicar tudo direitinho – disse, vendo-a colocar a aliança de volta em seu dado. Não imaginou que ela a tivesse pegado de cima da mesinha de centro, na sua sala de estar.

– Conto tudo que você quiser, mas primeiro... – assim que terminou de colocar o anel, Sarah segurou a mão delicada e puxou a loira com força, obrigando-a a bater contra seu corpo. – Eu quero que você me beije. Esse será o primeiro beijo na nossa futura casa.

Manu não pensou duas vezes ao ouvi-la. Ergueu levemente os pés e selou os lábios frios com os seus, num beijo intenso e cheio de sentimentos. Se milagres aconteciam? Manu não tinha a mínima ideia, mas a certeza era que Sarah era o seu milagre, sempre e sempre. Só Deus sabia o quanto estava aliviada por ter sido um mal engano.

Beijaram-se por tanto tempo e sem se importar com nada, que nem perceberam que as nuvens pesadas terminaram de fechar o céu. Foi só quando uma chuva forte começou a cair que ambas se separaram bruscamente. Entre risos e gritos, elas se refugiaram dentro da casa construída pela metade. Sua futura casa.

Por mais que ainda estivesse chateada por tudo que foi obrigada a passar, Manu não poderia simplesmente negar que estava imensamente feliz pelo rumo que tudo acabou tomando.

Continua...

Notas finais
E então, o que acharam? Sei que muita gente já esperava por isso e sinto muito pela discórdia que eu propositalmente causei asuhhuashu Nunca na minha vida iria deixá-las separadas sz Vão, podem me xingar u.u Beijos, meus amores. Terça ou quarta o próximo? u.u