Fotografias
40 Última Barreira
Notas iniciais
Depois de tudo finalmente ter se acalmado, Débora voltou para Minas dois dias depois e extremamente aliviada por ter saído daquela situação sem ter matado alguém, apesar de que não seria nada mal ter mandado aquele idiota para o inferno de uma vez por todas. Mas tudo acabou voltando a ser como sempre deveria ter sido. E foi dessa forma que os meses passaram, rápidos e cheios de emoções. Era muito bom poder viver sem se preocupar com nada, saber que nada mais de perigoso as estava rondando.
Devido aos ferimentos, Manu havia ganhado uma semana de licença médica para se recuperar. Sarah também pediu alguns dias em casa ao técnico para cuidar dela, porém conseguiu poucos. As meninas também ajudavam, enquanto precisava mesmo ir treinar. Então, assim que tudo realmente tinha normalizado, Sarah finalmente voltou para sua casa, apesar do sacrifício que aquela decisão lhe causou. Sabia que não acordaria todo dia com a visão maravilhosa de sua namorada dormindo tranquilamente. Mas todo mundo precisava de espaço, tinha ciência disso. Namoravam há pouco tempo para terem um avanço tão significativo quanto aquele.
Junho e Junho passaram com suas respectivas festas caipiras. Apesar dos pesadelos constantes de Manu, ela curtiu o máximo que pôde da época do ano que mais gostava. Foram às festas e dançaram muito forró. Todos eles. Em todo momento, Sarah se manteve por perto, sempre a abraçando e beijando, como se há muito não o fizesse. A galera já estava começando a implicar com isso, dizendo que estavam tão juntas que a diabete estava se espalhando entre eles.
Então os meses de Agosto, Setembro e Outubro passaram depressa, sem muitas mudanças. O time de Sarah mais uma vez ganhou o campeonato, a final dessa vez sendo contra o Vasco da Gama, numa disputa equilibradíssima que levou a ruiva de olhos verdes ao título de melhor jogadora em quadra, posteriormente Roberta sendo a melhor como levantadora. Logo Novembro também passou, seguindo por Dezembro e todo o seu preparativo para o Natal e virada de ano.
Cada um passou com sua família e Manu quase teve um infarto ao saber de última hora que passaria com a família da sua namorada. Infelizmente não teve como ir passar com a sua em Fortaleza, mas prometeu viajar dois dias depois, para pelo menos celebrarem a virada de ano juntos. Se tivesse um momento na vida que Manu tivesse ficado tão nervosa, ela não se recordava. Não tinha noção de como, mas sua sogra já sabia do relacionamento delas e também disse que não via problema, pois estava feliz em saber que Sarah estava finalmente livre de Júnior. O restante da família também a adorou. Com certeza, aquele seria um Natal inesquecível.
Na manhã do dia 25, todos se encontraram na casa de Claudia e festejaram o restante do dia. Beberam muita cerveja e brindaram a vida, que por sua vez estava fazendo um trabalho excelente. Então, dois dias depois, ambas embarcaram rumo à Fortaleza, onde passaram duas semanas maravilhosas. Pareciam estar em lua de mel, mesmo estando apenas a pouco mais de oito meses namorando. A galera continuava divertidíssima, como sempre, daquele jeito protetor e hospitaleiro, deixando tudo ainda mais perfeito do que já era.
Já era final de Fevereiro quando toda a rotina de fim de ano, férias e Carnaval tinha infelizmente acabado. Haviam curtido muito, porém com moderação, pois precisavam vigiar uma barriguda Lia, que por sinal estava cada vez mais linda... e estressada.
(...)
Quando a japonesa de cabelos longos passou para a sala, a passos lentos, parecia que tinha em suas costas todo o peso do mundo. Já não aguentava mais aquela gravidez, não aguentava mais as dores que sentia nas pernas e nos pés, não aguentava mais não conseguir sentar e nem deitar direito. Só queria que aquela criança nascesse logo, nada mais que isso.
Mas, por mais que sua vontade fosse de nunca ter engravidado, não podia negar que se sentia um pouco ansiosa para a hora do parto. Sentia-se gorda e mais lenta, mesmo Ju sempre dizendo o quanto ela estava linda e perfeita. Queria mesmo acreditar, mas era quase impossível. Apesar de estar magra e com uma bola enorme e oval de futebol no lugar da barriga, sentia-se como se tivesse engordado uns cem quilos.
Ainda assim, ansiava por ver o rosto de seu filho, ou filha. Juliana e ela decidiram por saber o sexo do bebê apenas na hora do nascimento. Queriam surpresa. E com certeza, seja lá qual fosse o resultado, ele seria amado na mesma proporção. Havia aprendido a amá-lo com o tempo, apesar de todos os surtos durante cada período da gestação. A todo tempo, Ju sempre se mostrou paciente, carinhosa e sempre o mais cuidadosa possível. Apesar de tudo, era muito bom ser mimada por todos.
Ah, vale ressaltar as vezes em que sentiu desejo de comer abóbora com molho parmesão quando estavam fazendo amor, de comer jaca pau as seis da manhã e, pior de todas, quando sentiu desejo de comer sorvete com feijão, o que deixou sua mulher enjoada por semanas. Mas, por Deus! Aquilo estava muito gostoso. Lia sabia que estava dando muito trabalho, embora Ju não demonstrasse nenhum pingo de irritação. Muito pelo contrário, a cada dia que passava, ela ficava ainda mais doce e gentil. Por isso a amava mais que tudo na vida.
– Vamos, amor? – A mulata indagou, levantando prontamente para ir até onde ela estava. Ao chegar, passou protetoramente o braço pela cintura saliente e a guiou até a porta, voltando só para buscar a bolsa com os documentos do pré-natal e as chaves do carro.
– Por que temos que ir de novo pra essa coisa? – Ju já estava acostumada com aquela normal irritação da japonesa. – Não falta só um mês, afinal?
– É a ultima vez, meu amor. Só vamos nos certificar se o bebê está realmente bem. Você não quer vê-lo de novo? – Sorriu ao ver os olhos negros brilharem de leve. Sabia que ela estava ansiosa. – Depois nós podemos comer alguma coisa, mas nada de sorvete com feijão, por favor.
– Você vai jogar isso na minha cara para sempre, não é? – Lia franziu as sobrancelhas negras, embora risse baixinho. Ambas passaram pela porta e, quando Ju a trancou, seguiram para o elevador.
– Mari ainda está formulando novos pratos para você provar – ambas riram.
Não demorou muito para que chegassem ao consultório. Durante esse tempo corrido, Juliana sentiu-se obrigada a tirar uma carteira de motorista, então sempre levava sua japonesa ao médico. Ao chegarem, esperaram por menos de cinco minutos na sala de espera. Logo Mari apareceu com a doutora de Lia. Como prometido, a pediatra tinha acompanhado todos os pré-natais. De acordo com ela, queria estar por dentro de tudo que acontecia com o bebê, sempre analisando minuciosamente cada detalhe dele, para ter absoluta certeza de que era forte e saudável.
As quatro mulheres entraram no consultório e, como de costume, Lia fez todo o procedimento inicial para enfim deitar na maca. A doutora, que se chamava Laura, já deveria ter seus 40 anos e era dona de uma simpatia incrível. Os cabelos eram curtos e alguns fios grisalhos começavam a aparecer em alguns pontos. De alguma forma, Lia se sentia segura com ela. Principalmente sabendo que Mari sempre estaria por perto, caso precisasse.
Quando doutora Laura despejou o gel gelado sobre a saliente barriga, Lia arfou de leve. Nunca se acostumaria com aquilo. Enquanto seguia os afazeres, a profissional fazia perguntas necessárias. Se continuava se alimentando direito, se não estava fazendo esforço, se estava tomando as vitaminas direitinho. Apesar de toda sua fama de louca rebelde, a japonesa respondeu todas as respostas de forma obediente e automática, tendo algumas notas dadas por Juliana, que a dedurava em algumas coisas. Maldita.
Só que não estava se importando muito com o que acontecia a seu redor. Queria ver seu bebê novamente. E seu coração falhou uma batida ao vê-lo naquela imagem distorcida em preto e branco. Por todas as vezes que tinha feito aquele mesmo procedimento, Lia sabia exatamente onde estava a cabeça e conseguia também identificar os bracinhos. Ainda assim, a médica mostrou cada detalhe pacientemente.
– O bebê está na posição adequada para o parto. Ele só está esperando pela hora de sair daí de dentro – Laura desviou os olhos da tela para a barriga alva de Lia, puxando um pouco do gel com o aparelho para em seguira pressioná-lo um pouco abaixo do umbigo. – Aqui os pezinhos — como se respondesse ao que ela disse, o bebê chutou e a mão da médica estremeceu de leve. – Está ficando rebelde.
– Como a mãe – Mari comentou, em pé ao lado dela, vendo o sorriso bobo das duas mulheres a sua frente.
– Vocês tem certeza que não querem saber o sexo?
– Temos – foi Ju quem respondeu. – E acho bom você ficar quieta – ela apontou para Mari, que riu e levantou as mãos em sinal claro de rendição.
– Meu presente já está comprado – a loira deu de ombros e se aproximou de Lia. – Fica calma que tudo vai ficar bem, viu? – Notou-a assentir. – Vou atender meus pacientes, mas daqui a pouco doutora Laura vai levar o relatório dessa consulta para mim. Analisarei com maior prazer e mais tarde lhes digo os resultados mais apurados – ao terminar de dizer, beijou ambas as meninas do rosto e, antes de sair da sala, virou para olhá-las. – Tenho certeza que o bebê de vocês será lindo demais.
E finalmente saiu. Era lindo como Mari se dedicava aos amigos da maneira que podia. Não só ela, mas todos os outros também. Mas era ela quem geralmente usava sua profissão e sabedoria para ajudar a todos. Quando Clara se acidentou, ela havia feito os primeiros socorros; ajuda até hoje os meninos no projeto deles de escolinha de futebol; examinou Manu quase um ano atrás depois de toda aquela confusão com Júnior; e todo mês, desde que engravidou, deixava seus pacientes esperando para que pudesse acompanhar cada passo da gestação.
Além dela, todo mundo sempre fazia o possível para ajudar. Era bom demais ter amigos como aqueles.
(...)
Por mais que Claudia tivesse negado durante quase uma semana, sabia que não teria como prolongar por muito mais tempo. Então se sentiu encurralada quando sua esposa chegou o trabalho pedindo para trocasse de roupa. Não precisava perguntar para onde iriam e não teve como negar mais, pois ela estava irredutível. Os cabelos ondulados caíam como cascatas de ouro, sendo que os olhos muito expressivos parecia um céu sem nuvens de tão azul. Sem dúvidas, era impossível negar qualquer coisa que ela quisesse, por mais que o sacrifício fosse enorme.
No momento, ambas estavam dentro do elevador, a caminho do sétimo piso de um apartamento na Barra da Tijuca. O condomínio era enorme, com direito a diversas formas de lazer e descanso. Ainda assim, preferia não estar ali. Não depois de tudo que aconteceu em sua vida.
– Sua mão está gelada – Clara comentou quando as portas do elevador se abriram, revelando um corredor luxuosamente decorado e piso brilhante.
– Eu não entendo como você pode estar tranquila com tudo isso – a morena franziu as sobrancelhas e saiu junto com ela. Seu coração estava acelerado e seu estômago embrulhava de tanto nervosismo.
– Só estou tentando encarar de uma maneira boa nossa última barreira – os olhos dela brilhavam em expectativa. – Eu sei que é mais fácil para mim do que para você, mas precisamos enfrentar isso juntas.
– E se ela nos repudiar de novo?
– Ela não vai, tenho certeza. Vamos? – Clara segurou a mão dela e a puxou pelo corredor, deixando claro que não tinha outra opção de escolha.
Ao chegarem, ela apertou logo a campainha, mal dando tempo para Claudia se preparar física e espiritualmente. Quando a porta abriu, tudo que quis foi sair correndo. Parada, de frente para as duas, estava uma cópia mais velha de Claudia. Os olhos tinham a mesma tonalidade de azul e os cabelos negros eram escorridos e, diferente de antes, agora batiam na altura dos ombros. Apesar da idade, ela não deixava em nenhum momento de ser bonita e charmosa. A cara de surpresa denunciava que, de todas as pessoas do planeta, não imaginava que seriam logo as duas ali.
Claudia engoliu em seco.
– Que... surpresa – a mulher parecia desconfortável. Ela vestia um conjunto moletom cinza e azul marinho folgado, que Claudia logo identificou ser de seu pai. Será que ele estava ali?
– Oi, mãe – Clara disse, soltando a mão da morena para se aproximar e abraçá-la. Felizmente, foi prontamente correspondida. – Eu senti tanto a sua falta.
– Também senti a sua – apesar das palavras, o tom de voz era hesitante.
– Você se importa se nós entrássemos? – Se afastou para olhá-la.
– Claro que não. Por favor – Clarisse abriu espaço para que elas passassem. – Oi, Cláudia – o corpo da jogadora de vôlei ficou tenso.
– Oi... – Do que chamá-la? -... Clarisse – ao dizer, olhou em volta. – Meu pai está aqui?
– Deve ter reparado as roupas dele em mim, não é? Ele está trabalhando, mas dormiu aqui ontem – não sabia porque, mas Claudia achava meio estranho vê-la sorrindo. Não estava acostumada com aquilo. – O que devo a honra dessa visita?
– Mãe, – foi Clara quem começou dizendo, já que sabia que a morena permaneceria calada. – nós queríamos fazer um reconcilio com a senhora. É tão chato ficar sem nos falarmos e sei que não é só conosco que acontece isso.
– Não fale por mim.
– Fique quieta – semicerrou os olhos azuis para Claudia, ao mesmo passo em que a cutucava com o cotovelo. – A senhora não precisa dos aceitar, entendo muito bem o seu lado. Apenas queria que entendesse o nosso. Nós precisamos da senhora. Eric nos aceitou e até foi ao nosso casamento, a senhora não imagina o quanto aquilo significou para nós. Precisamos da nossa mãe, assim como tenho certeza que a senhora precisa de suas filhas.
– Ninguém precisa saber de mim – Claudia palpitou novamente.
– Claudia, você não está ajudando. Mãe, – a loira voltou-se para a mulher mais velha. – precisamos só da sua decisão para seguir com planos que eu tenho em mente.
– Que planos?
– O que a senhora me diz? – Clara a ignorou.
Murmurando um “já volto” quase inaudível, Clarisse saiu do cômodo a passos lentos, em direção ao que deveria ser um corredor.
– Que planos são esses? – A morena voltou a indagar, embora dessa vez quase sussurrasse.
– Também quero engravidar – um sorrisão tomou conta dos lábios da musicista.
– O quê?! Como você toma... – Ela se autointerrompeu ao notar Clarisse entrando novamente na sala de estar com uma caixa embrulhada em papel prateado nas mãos. – Eric não queria entregar por mim no dia do casamento de vocês. Que fique claro que eu ainda não aceito o relacionamento de vocês e que não permito nenhum tipo de afeto na minha frente, mas não posso mais ficar sem minhas filhas. Vocês me perdoam pela cena que eu fiz naquele dia?
– Você está falando sério? – Claudia a olhou de forma desconfiada. Não sabia se deveria confiar nela.
– Estou – respondeu a mulher mais velha, estendendo a caixa retangular mediana. – Pegue.
Ainda hesitante, Claudia pegou a caixa e rasgou o embrulho, revelando um jogo de talheres de prata. O designe do cabo era redondo e com filigranas de ouro. Os olhos de Clara brilharam. Claudia não achou nada tão impressionante, nunca foi ligada à parte da culinária em casa. Então qualquer coisa estava bom.
– É lindo, mãe – a loira agradeceu, cutucando Claudia logo em seguida.
– Obrigada pelo presente.
– Tenho outra coisa para vocês. Venham comigo.
Entregando a caixa vermelho vinho nas mãos de Clara, a morena seguiu Clarisse até o quarto principal daquele apartamento. Era bem luxuoso, apesar de não ser muito grande. Enquanto observava a cama box de casal forrada com um lençol azul florido, Claudia tentou não prestar muita atenção na animação de sua mulher por causa de colheres e garfos. Era um absurdo não terem ganhado um vídeo-game de presente de casamento. Só utensílios para casa, mais nada. Aquilo era um saco.
Foi nessa hora que ficou paralisada ao lado de Clarisse, ao passo em que Clara ainda admirava a caixa idiota. Na parede pintada de bege tinha um quadro grande e com cores vivas. Na fotografia, dois bebes estavam deitados um ao lado do outro. Um de cabelos loiros, vestido numa roupinha rosa, e outro de cabelos negros, como ébano, vestido numa roupinha amarela. Dava para ver que, apesar das diferenças físicas, elas eram muito parecidas em alguns aspectos. Os olhos eram enormes e de uma cor azul quase surreal. Claudia não soube dizer se era edição, mas acreditava que não, pois sabia que a foto era antiga. O nariz, o queixo, os dedinhos das mãos, também eram iguais.
No segundo seguinte, a morena tirou a mochila das costas e pegou sua carteira. Dela tirou uma fotografia pequena, mas que era idêntica a do quadro. No verso, estavam os dizeres: Clara e Claudia. 9 de Agosto de 1991. A mamãe ama vocês. Era a mesma imagem que tinha achado no dia em que descobriu toda a verdade que por um triz não destruiu seu relacionamento para sempre.
– É de vocês – Clarisse enfim disse. – É a minha forma de me redimir. Claudia, — chamou pela morena, que desviou os olhos azuis da pequena fotografia para olhá-la. – será que eu posso te dar um abraço?
– C-claro – ainda meio sem jeito, Claudia se aproximou e a abraçou apertado.
Não sabia o que sairia daquela conversa, embora tivesse sido bem melhor do que esperava. Apesar de todas as desavenças do passado, todo mudo merecia uma segunda chance. Era por uma chance dessas que estava casada com Clara e, mesmo que Clarisse tivesse deixado claro que não as aceitaria em momento algum, aquele já era um excelente começo. E também sabia que aquela reação mansa, completamente diferente de algum tempo atrás, era porque Eric, seu pai, conseguiu fazer com que ela visse as coisas de um jeito diferente. Era por isso que o amava tanto.
(...)
Já era quase oito da noite quando Sarah fechou a porta, antes de se despedir de Manu com um beijo avassalador. Haviam passado o dia inteiro juntas, namorando e assistindo a uma maratona de filmes de diversos gêneros. Só depois de se certificar que ela tinha chegado em casa, foi que correu até seu celular e procurou por um número na lista telefônica. Ligou e esperou que atendessem.
– Oi, meu anjo. Você queria falar comigo? – Ela disse assim que ouviu a voz do outro lado da linha. – Eu não tenho como ir agora, mas vou fazer o possível para nos encontrarmos em breve. Não, eu prometo que vou fazer o possível para que Manu não saiba do nosso envolvimento.
Continua...
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