Fotografia

2 Black and White


Notas iniciais
Segunda de três ficlets, Aoi POV ^^

Eu te fiz a promessa de te guardar nas minhas fotografias, nee, uru-chan... E isso é a coisa mais linda que eu poderia te prometer.

Seu casamento foi tão perfeito e minunciosamente pensado, cada palavra que foi dita e ecoou pelo espaço, cada expressão de sua esposa se referindo à você... E um sorriso tímido, selado no canto dos seus lábios.

Por que não deixou que ele ficasse livre? É tão bonito...

Minha câmera pegou cada momento do dia. E isso foi interessante, seus convidados — nossos amigos entre eles, é claro — estavam felizes também. Acho interessante poder fotografar as pessoas se divertindo (alguns bêbadas, outras nem tanto) em festas de casamento ou de aniversário, sempre tem um que parece estar gostando mais, e as crianças sempre parecem estarem entediadas.

Já reparou nisso?

Eu comecei a prestar atenção nisso ontem, quando revelei as fotos da valsa. Enquanto eu em isolava naquele estúdio escurecido com luz vermelha, eu conseguia lembrar perfeitamente da melodia que ecoava no salão enquanto via transparecer no papel-fotográfico a sua imagem... Segurando a cintura e a mão de sua esposa tão delicadamente, que parecia querer fazê-la voar... Talvez tenha sido uma concepção errônea, mas foi isso que apreceu transmitir aquela foto...

Estranho, não acha? Ruki e Reita estavam tão feliz, mas sua esposa não parecia a vontade quando eu tirei uma foto sua com eles e ela. Nenhum pouco. Ela não gosta deles? Por quê?

Bem... Acho que está tudo bem, nee... É normal as pessoas não gostarem de uma pessoa ou de outra quando se trata dos convidados apenas de uma das partes que compõe o casal...

Ah, fotografando seu casamento, eu consegui ótimas fotos. E cada uma delas se encaixa nas regras que compõe as fotografias...

Tirei uma muito bonita de textura. Já que a função dessa regra é capturar a sensação que transmite, tirei uma foto de uma das rosas que faziam parte do buquê de sua esposa. Parecia tão aveludada... como os seus lábios, sabe? Macia... Rosada...

Moldura? Tirei sim. Moldura é quando cortamos uma foto usando uma moldura inventada na hora... e consegui fotografar no instante que seu rosto estava entre as velas que ficaram no altar, bem na hora do sim. Muito bonita.

Consegui, ainda, uma de linha, quando você e ela saíram do altar, quase perto da porta de saída, ao fim do tapete vermelho. Mas essa eu considerei desgastante e... Deletei. Da minha câmera e da minha memória, não quero lembrar disso, nem fazer apologias ao que aconteceu...

Depois, consegui uma de forma. A forma da sua taça de champanhe junto com a minha. É, a minha! naquela foto bem extrovertida que tiramos sabe? Eu e você, segurando a maquina, como adolescentes fazem. Além de todas aquelas outras que fomos lá fora conversar e você sorriu decente, para eu tirar uma foto.

Então, por fim, a foto de padrão. Que foi a forma que cada mesa estava decorada. Igualzinha, sabia? Rosas vermelhas e brancas dentro de um vasinho pequeno de vidro... Muito bem feito.

Enfim, Uru-chan... quero te entregar logo essas fotos e me livrar do peso que tudo iss tem pra mim. Não vou cobrar nada por tê-las tirado, será meu presente de casamento pra você, com desejos de muitas felicidades na sua vida, que você seja feliz acima de tudo.

Talvez... Sua esposa também.