Fotografada
1 Chapter l – Prazer, Jeniffer
Notas iniciais
▼ Jeniffer Phoeby▼
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O pássaro fazia os seus pios buliçosos e execrados; minhas pálpebras tentavam resistir a tentação da deliciosidade de continuar a ficar naquela posição, deitada com os cabelos amarelados espalhados pelo lençol quente. Encostei na superfície macia do cobertor e o levei para o lado, saindo de meu ninho. O clima estava álgido, como se não bastasse minhas vestes não passava de uma camisola fina enquanto minhas meias ficaram espalhadas pela cama, já que quando eu adormecia automaticamente elas estravam para um portal que daria resultado a Nárnia.
A língua deslizou pelos meus lábios, notei que nenhum líquido estava presente neles, droga odiava quando os mesmos secavam. Ignorei e com passos leves e múrmuros de raiva e indecifráveis por ter que levantar fui em direção ao banheiro. Ele era o pequeno, mas era o suficiente para algum ser poder ao menos se arrumar, a sorte era que lá tivera uma banheira, o problema que demorava demasiadamente para enche-la.
–– Ah, filha já acordas-te? –– A voz reconhecível da minha mãe ecoou pelos meus ouvidos docemente –– Bom, sendo assim obrigada por me poupar do imenso trabalho que é te acordar –– Ela soltou uma breve risada pelo nariz –– Mas, enfim, desce logo que o café da manhã está pronto, fiz panquecas –– Ouvi o barulho da porta fechar-se.
Um esboço alegre surgiu repentinamente pela minha face, panquecas era algo tão esplêndido que quase atravessava as barreiras do macarrão instantâneo, ou da batata palha pura. Não, não era para tanto.
Minhas mãos juntaram-se criando uma espécie de pote assim para de dizer para a água gélida ficar em minhas mãos, inúmeros pingos caíram para fora do meu não sucedido pote, porém jorrei a água no meu rosto e aquele tanto já era o suficiente para me acordar e tirar todas as sujeiras que lá tivera. O cheiro já expandia-se pelo ar, apesar da cozinha ser no primeiro andar já era notável a presença do cheiro, apenas o mesmo já deixava-me com água na boca.
–– Delicioso –– Disse ao ver a mesa arrumada; dois pratos ficavam em cima da mesa, ganhando o luxo de fazer par com garfos de prata. As facas a minha mãe estava a por na mesa. O café estava ao lado dos pães franceses, porém a atração principal era as panquecas que estava em cima de um pequeno prato azulado.
A minha mãe era uma mulher que já tivera os seus quarenta anos. Ela tinha a pele bem esbranquiçada, porém a do rosto era um pouco avermelhada como alguns típicos alemães, os seus cabelos chegavam a altura do ombro, porém ela sempre amarrava-os em um rabo de cavalo mal feito com fios a se estender para fora do amarrador enegrecido, os mesmos eram louros. Sempre estava com a sua camiseta da Janis Joplin e seu avental que usava para fazer as comidas.
–– Bom café da manhã, irei ir para o salão de beleza agora minha filha –– Disse nem sequer comendo alguma coisa –– Guarde um pouco para mim –– Sorriu retirando o avental e pegando uma bolsa que estava em cima da mesa de centro da sala.
–– Salão de beleza, o que irás fazer no cabelo agora? –– Disse colocando um pedaço de pão na boca –– Alguma de suas maluquices básicas? Seu cabelo está mais com química do que outra coisa, mãe –– Repreendi e olhei em direção a mesa –– Vais sair com estômago vazio? Volta aqui que você não é cosplayer do Kaneki para não poder comer!
–– Vou fazer um branco platinado, está na moda agora, ué! –– Cessou um sorriso amarelo –– Ei, ei, pelo que eu saiba a mãe aqui sou eu! –– Indagou colocando o seu casaco –– Cos oquê?! Fale a minha língua, please–– Direcionou-se a porta –– Bem, tchau.
O barulho nauseante dos pássaros havia cedido novamente. Bufei, mas a arte de ignorar fazia parte constante da vida das pessoas, portanto praticar este ato não seria algo difícil. Larguei toda a comida que depositei no meu prato e fui em direção ao meu quarto – não estava demasiadamente bagunçado, porém o necessário para o meu TOC aguçar-se – e fechei a porta.
Não daria tempo para cessar a organização daquele cubículo infernal. Devo confessar que ele era até que bonitinho para mim, minha mãe tinha medo da minha estante que carregava vários bonecos que imitavam voodo's e ursos fofos costurados. Não sabia o motivo dela ter medo, afinal ela tinha um boneco Fofão, e nada superaria o pavor que o boneco trás as crianças.
Joguei-me na minha cama e soltei alguns suspiros. Faltava pouco tempo para que o tão esperado dia do intercâmbio chegasse. Mordi o lábio inferior com força pensando como seria lá, era só esperar.
Notas finais
-> Comentem, realmente ajuda demasiadamente para a divulgação e para a minha alegria :) Sério, por favor só um comentário eu peço, nem que seja apenas dizendo um 'Continua', fazer algo sem apoio não é algo atrativo, portanto ajude-me colaborando com a sua presença ^^
-> Tentarei postar semanalmente, ou pelo menos de acordo com o tempo livre.
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