Força De Um Amor

4 Essa era a verdade


Notas iniciais
Nossa só percebo os erros depois que posto. Tenso! A estrutura do texto está indo toda louca, acho que é porque eu digito no word e colo aqui. Enfim... Este capítulo trata da decisão da Elena, eu recomendo a vocês escutarem Gravity - Sara Bareilles lendo ele, verão o proquê. Beijos, boa leitura!



(Elena)



Eu
estava pronta. A casa dos Salvatore estava lotada pelos nossos familiares e
“amigos”. Toda aquela manhã tinha sido um mero efeito colateral da noite do
jantar de treinamento de ontem. Damon e Rebekah eram nossos padrinhos, eu
odiava essa ideia, eu odiava a Rebekah, ela era uma vaca aproveitadora. A dois
anos quando Damon resolveu vir novamente morar em Londres coincidiu com a época
que ela surgiu na minha vida, eu a tinha conhecido num mesmo evento que
organizei em prol de um abrigo de menores, a firma de Stefan e a minha, assim
como a do pai de Rebekah, eram os principais contribuintes. De cara ela deu em
cima do Stefan na maior cara limpa, era incrível. O que me irritava era que
Stefan tinha muita afinidade com ela, eu tremia de raiva só de pensar que eles
tinham tanto em comum, principalmente porque ela era muito fútil e eu odiava
gente assim. Tudo ficou pior quando ela mudou o foco. A cara de pau logo avaliou
a situação. Stefan era comprometido e meio que chato e previsível demais, daí o
irmão gato-maravilha dele volta, viúvo ainda por cima, ela não pensou duas
vezes, voou pra cima de Damon. Que ódio.



Aquele
almoço estava me cansando, todas aquelas pessoas que me irritavam. Tá, eu já
podia prever minha vida inteira, isso já é fato. O problema é que eu não me
agradava dela. Festas, reuniões, bailes, festas, bailes, mais reuniões, coisas
totalmente sem conteúdo, mesmas conversas, mesmas pessoas, um tédio. Eu me
sentia sufocada, a cada hora que se passava quanto mais se aproximava o momento
do sim, mais eu via que aquilo não tinha nada haver comigo, que eu não seria
feliz. Eu precisava fazer alguma coisa. Principalmente depois do que houve
ontem, do que eu senti, do que eu descobri.



Na
noite passada...



Chegou
a hora da dança. Eu e Stefan dançaríamos, depois com nossos pais e por fim
padrinhos. A noite inteira eu tive que aguentar a Rebekah pra cima e pra baixo
se exibindo com meu cunhado, fora suas piadinhas relacionadas a mim e Stefan e
é claro o discurso que ela fez, nada discreto e cheio de ironia. Argh! Que nojo
dela.



A
música mudou bem na hora que dançaríamos com os padrinhos, não podia ser mais
romântica. Raiva. Rebekah estava adorando aquilo.



-Não
vá criticar demais – a voz de Damon me tirou de meu foco visual, ele riu
desconcertado – sou péssimo nisso.



As
mãos trêmulas dele envolveram minha cintura, me fizeram tremer também ao seu
toque. Eu apenas ri, eu não era muito boa também.



-Bem
vindo ao clube então. –Falei pra ele.



Algo sempre me
traz de volta a você. E isso não demora muito.



Não importa o que eu diga ou faça, ainda sinto você
aqui, até o momento que vou embora.”





Nós
estávamos nos encarando agora e ele tinha um riso torto irresistível na face,
não conseguia parar de olhar pra ele, eu esqueci onde estava. Só havia nós
dois.



“Você me segura sem me tocar. Você me prende sem
correntes



Eu nunca quis tanto algo quanto afundar no seu amor
e não sentir sua chuva”





Nós não nos
mexíamos muito, quase não saíamos do lugar, nosso contato visual era intenso
demais.





-Você está linda
Elena! – Ele disparou do nada me deixando sem chão.





“Me liberte, me
deixe ser



Eu não quero cair outro momento na sua gravidade



Aqui estou, e permaneço tão confiante, exatamente
como deveria estar



Mas você está em mim e por toda parte de mim”





-Obrigada! –
finalmente consegui dizer e ele sorriu.





“Você me amou
porque sou frágil, quando eu pensei que eu era forte.



Mas você me toca por um pequeno instante, e toda a
minha força frágil se vai.”





Ele então arriscou
um movimento, nos distanciando brevemente, me girando e então me puxando pra si
de novo, desta vez entrelacei minhas mãos em seu pescoço e ele as dele em minha
cintura, estávamos rindo.



-Muito bom senhor
Salvatore. – eu brinquei.



-Obrigado
senhorita Gilbert.



Ainda ríamos então,
aos poucos, eu senti seu cheiro entrando em meu ser, inebriando a minha mente,
me deixando leve demais, não resisti inclinei minha cabeça para sentir melhor,
ele percebeu, num movimento meio assustado ele virou a cabeça em direção da
minha, nos encaramos intensamente, ele tinha uma expressão confusa, o senti
tenso junto a mim, tenso demais.





Eu vivo aqui de joelhos tentando fazer você
ver que você é



Tudo que eu penso, que eu preciso aqui no chão



Mas você não é aliado nem inimigo, embora eu não
consiga te deixar ir.”





Damon ainda me
encarava, uma interrogação fixa na expressão, ele estava chegando perto demais,
sua respiração acendiava minha face, cada vez mais perto, nossas bocas a
centímetros. Ele ia me beijar ali? Na frente de todo mundo? Sério? Bem... Eu
admito. Não resistiria.





E a única
coisa que ainda sei é que você está me mantendo no chão ...



Eu fechei meus olhos, eu esperava seus lábios nos
meus.



Você está em mim, você está em mim e por toda
parte...”





Então eu perdi a
sensação do seu hálito em meu rosto, ele virou o rosto e se afastou
bruscamente, me deixando sozinha no meio da pista de dança.



“Algo sempre me traz de volta á você. Isso
nunca leva muito tempo.”





Qual era o
problema dele afinal? Ele me deixa neste estado e simplesmente sai? O que era
aquilo, um teste? Que raiva dele. Não ia ficar assim. Eu o segui, ele estava
indo em direção à piscina. Ignorei todos ao meu redor, Damon teria que me
explicar o que tinha sido aquilo afinal. Senti alguém me seguindo, mas não
reparei quem era.



-O que foi?
– atirei após alcançá-lo.



-Eu não
estou me sentindo bem, só isso. Sinto ter saído assim.



-Damon, por
favor... O que aconteceu lá dentro?



-Apenas ele
se afastando do seu oferecimento querida, algumas pessoas não se dão ao
desfrute.



A voz
irritante de Rebekah respondeu ao invés da dele, isso me irritou. Eu virei para
encará-la.



-Você não
cansa de correr atrás do Damon não é? – ela continuou cinicamente.



-Primeiro
não falei com você, segundo não me iguale a você, ambas sabemos quem aqui é a
desfrutável sem noção, e com certeza não sou eu quem dá em cima de noivos
alheios.



-Rebekah,
por favor... – Damon interveio, ele parecia sentir o perigo.



-Calado! –
ela respondeu, ele apenas a olhou incrédulo.



-Escute
Elena, eu sei que o fato de eu estar com o irmão mais interessante te irrita, é
uma pena de verdade você não ter sido prometida ao irmão mais velho. Aposto que
você já parou pra pensar nisto e deduziu que não faz sentido, o irmão mais
velho conseguir uma noiva primeiro certo? Errado. Ele estava no meu caminho
desde sempre. Conforme-se!



Não sei o
que mais me irritava, suas palavras, seu jeito esnobe, ou seu risinho. A única
coisa que sei foi que uma fúria enorme se abateu sobre mim. Eu estava com raiva
dela, de Damon por ficar calado e não dizer nada e também por ter feito o que
fez antes, só acrescentou mais lenha a fogueira, num gesto totalmente impulsivo
avancei em direção a ela e a atirei na piscina. Só então notei que eu tinha uma
pequena plateia, Maria começou a rir compulsivamente, assim como Stefan e
Caroline que a seguiam, já Damon me olhava totalmente assustado,
interrogando-me com o olhar.



-Elena por
que fez isto? –Ele me perguntou. Ah vá Damon Salvatore.



Avancei pra
cima dele desta vez e dirigi várias tapas em seu peito.



-Você é um
... Ah eu ... como... te odeio! — minhas frases eram soltas. Senti as mãos de
Stefan em minha cintura.



-Ei tigresa,
calminha. –Ele ria enquanto me afastava do irmão. Rebekah se debatia na piscina
esbravejando algo que eu não ouvia bem. Surda de ódio.





Agora...



Era tudo tão
óbvio agora, eu estava totalmente, perdidamente e indiscutivelmente apaixonada
pelo meu futuro cunhado. Problema número um, eu me casaria dali a cinco horas,
problema número dois, se eu desistisse de tudo compraria uma briga horrível com
minha família e a de Stefan, problema número três, se eu decidisse encarar a
briga não tinha garantias nenhuma de que valeria a pena, Damon não ligava à
mínima pra mim, eu estaria sozinha. Mas essa era a verdade, e mesmo agora, ao lado
de Stefan, em meio a este almoço comemorativo, eu não tirava os olhos dele com
ela, não parava de desejar que fosse eu no lugar dela. E mesmo que depois de
desistir tudo eu não o tivesse, eu só sabia de uma coisa agora, eu queria ser
feliz, e com Stefan eu jamais seria.





















Notas finais
Bem agora a fic está entrando no início do relacionamento delena, um já reconheceu, falta o outro. Até o próximo cap. Beijos a todos.
P.S estou adorando os comentários. Obrigada!