Forte mas Apaixonada
4 Trusting Me
Notas iniciais
♥Quarto Capítulo♥
“Esforço nunca será demais para aquilo que acreditamos
O trabalho incondicional trara bons frutos
E serás reconhecido em cada detalhe
Em cada toque feito com carinho!”
Fazia exatos quatro dias que não a via, ficar a espera de um sinal na sacada após as aulas, virou o novo habito de Adrian Agreste. Na escola, os murmúrios sobre a mestiça ainda repercutiam pelos corredores da Escola Françoise Dupont, não falara mais com Chloé depois da suspensão da amiga, Nino o tentara incentivar várias vezes para que procura-se por Marinette, e todas as vezes, negou, daria tempo a ela, mesmo que fosse com outra pessoa, assistir Luka ir visitá-la no dia anterior, fez algo dentro de seu peito se contrair.
Voltava para casa mais uma vez só, o capuz cobria os cabelos loiros da fina garoa trazida pelas nuvens escuras, os fones em volume considerável para alguém andar sem preocupações, freou em cima de uma poça d’água a ponto de ver Marinette andar encapuzada ao lado do mais novo amigo em direção oposta, quis chamar seu nome, gritar para então pedir desculpas, mas não fez, voltou a caminhar para casa, e então esperar sua chegada.
♦ ♦ ♦
—Já vai!
Gritou ao correr pela casa, sabia quem a esperava, e reconhecia estar um tanto nervosa, parou em frente a porta, abriu revelando-se mais uma vez Luka, que sorria em baixo do guarda-chuva.
—Pronta? -Perguntou enquanto a fitava.
—Só preciso pegar minha mochila e vamos.
Andou em passos rápidos em direção ao sofá onde pegou a mochila jogando sobre os ombros, conferiu os cardaços bem amarrados e retornou até o moreno o empurrando para trás para fechar porta em seguida.
—Não precisa disso.
Apontou para o guarda-chuva que Luka estendia sobre sua cabeça para protegê-la também da fina chuva.
—Vai pegar um resfriado.
—Nunca pego. -Puxou o capuz do moletom preto para cobrir os cabelos. -Isso. -Apontou para a própria cabeça.-Já basta.
—Não diga que não avisei. -Retrucou.
Marinette sorria distraída enquanto pisava nas poças formada pela água que caia fazia algumas horas, parecia uma criança aos olhos do rapaz, ainda se perguntava como aquela menina, que para si, parecia tão doce se transformou naquela que muitos temem na escola, do outro lado da rua Luka observou o loiro seguir em frente após encará-los, suspirou.
—Vamos mais rápido.
Apressou a garota quando notou as gotas se tornarem mais grossas. Andaram mais alguns minutos, Marinette o seguia mais atrás, ergueu as sobrancelhas aos pararem em frente a um barco.
—An? -Deixou escapar de forma involuntária.
—Não comentei antes, bem-vinda a minha casa.
Andou na “prancha” seguido pela mestiça, passaram pelo convés para logo seguirem uma escada dando para o interior do barco, deixou uma exclamação de surpresa sair por seus lábios ao chegar dentro da “casa”, o primeiro cômodo consistia em uma cozinha média separada por uma bancada de madeira, do outro lado, a sala de estar composta por um sofá azul no canto, alguns equipamentos músicas e vasos de plantas descansavam por perto, o assoalho pintado de várias cores dando um ar mais calmo, seguiram para a porta de cor amarela, Luka entrou se jogando na cama, os lençóis claros a deduravam ter sido arrumada a poucos minutos, um tapete claro cobria boa parte do chão, ao lado esquerdo da cama uma escrivaninha preta e em cima um notebook rosa e mais algumas quinquilharias, Marinette se aproximou do enorme pôster do cantor de rock Jagged Stone.
—Gosta?
—Claro. -Respondeu sem ao menos notar a aproximação do dono do quarto.
—Algo que somos parecidos. -Sussurrou em seu ouvido, e sorriu ao notar suas bochechas corarem.
—Atrapalhamos?
Marinette de súbito empurrou o moreno para longe com certa forma e fazendo tropeçar nos próprios pés.
—Não!
Luka soltou uma risada anasalada enquanto afagava o peito dolorido pelo empurrão “Que força” ele pensou.
—Deve ser a Marinette, desculpe pelo meu irmão, ele é um tanto inconveniente, prazer, Juleka.
—E bota inconveniente nisso. -Sorriu ao apertar a mão da garota.
Mirou a garota por alguns segundos, os cabelos eram do mesmo tom dos de Luka dendo a diferença de serem mais compridos e as mechas serem roxas, toda sua roupa era preta dando um ar mais gótico a garota.
—Acho que já te vi na escola. -Voltou sua atenção para a garota de estatura mais baixa, ao contrário da outra, os cabelos loiros cortados curtos davam-lhe um tom angelical junto a roupa extremamente rosa.
—Provável que já nos esbarramos, Marinette.
—Rose. -Sorriram.
—Luka onde esta aquele cabo que me falou ontem?
Marinette apurou os ouvidos ao escutar a voz grossa, estreitou os olhos, os cabelos negros repicados em várias camadas, gargantilha preta e jaqueta vermelha berrante, os olhos que tanto conhecia a miraram, verdes.
—Já chegou.
—Marc?! -Quase gritou.
—Achei que estaria feliz em me ver depois de tanto tempo. -Sorriu docemente.
—Claro que senti. -Sussurrou constrangida.
Marc de primeira estranhou o comportamento da amiga, sempre a viu de forma impiedosa com todos não dando brechas para expressões desnecessárias. Sorriu e encurtou a distância entre eles, rodeou os braços pelos ombros da mestiça a puxando para perto, Marinette estranhou mas logo passou os braços pela cintura do rapaz e pousou a cabeça em seu ombro, não tendo muita diferença de altura entre ambos.
—Se conhecem? -Perguntou Juleka.
—É aquela garota de quem falei a alguns dias. -Respondeu sem retirar o braço dos ombros dela.
—Não parece ser tão brava quanto comentou com a gente.
—A irritem para ver o que te acontece, não é Marinette?
—Cale a boca! -Esbravejou. -Por que não me contou antes que estava em uma banda?
—Ninguém da galera sabe, é a primeira e digamos que você mais me da bronca do que conversa comigo.
—Tava bonzinho demais comigo, desencosta peste.
—Ela voltou. -Riu ao massagear o braço que levara um soco.
—Marinette. -Luka chamou sua atenção. -Não vale recuar agora.
—Que se exploda, eu faço isso.
—Fazer o que? -Marc arqueou as sobrancelhas.
—Esta garota, será nossa estilista para as roupas do baile de fim de ano. -Puxou Marinette para si, enfatizando a frase.
—As roupas do show?
—Isso ai maninha.
—Desde quando essa criatura entende de algo assim. -Arqueou uma das sobrancelhas.
—Se não fechar o bico, juro que pulo no seu pescoço Marc!-Ralhou entredentes.
—Trouxe o que pedi?
—Espera. -Colocou a mochila no chão para então retirar uma pasta. -Aqui estão.
—Quero que vejam isso, se gostarem, deixaremos que tire nossas medidas.
Marc foi o primeiro a colocar as mãos nas folhas, um por um, revisaram o conteúdo deslumbrados.
—Foi você?
—Claro Marc, minha assinatura esta ai. -Revirou os olhos.
—Então por quê se veste assim? -Apontou para o grande moletom.
—Gosto do que desenho, mas preso pelo meu conforto, e os outros duvidariam assim como você.
—Nem o A…
—Nem ele. -Cortou. -Posso fazer as roupas ou não? Sim, também costuro antes que alguém pergunte.
—Aprovadíssima. -Cantarolou Rose.
—Ao trabalho então. -Luka bateu palmas para então lhe lançar um sorriso confiante.
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