Forte mas Apaixonada

12 Nasce uma Nova Amizade?


Notas iniciais
Boa Leitura!!

Décimo Segundo Capítulo

Sexta-feira havia chegado novamente, Marinette não fez esforço para se levantar, não iria á escola novamente. Virou para o lado abraçando seu bichinho de pelúcia, sempre ocorria da mesma forma, após os transtornos de raiva o sentimento de solidão a invadia, sentia-se abandona e inconsolável. Sabia das dificuldades dos pais, o modo como a tratava era perceptível ao, seu ver, tentavam ser os mais compreensíveis possíveis, mas, não era isso que desejava, queria sua irmã de volta, sendo isso impossível.

Ao todo, o que lhe incomodava eram pessoas como a filha do prefeito de Paris, que não media escrúpulos para atormentar aqueles que desejavam deixar o passado para trás, como apenas uma triste lembrança. Com esses pensamentos voltou ao mundo dos sonhos, no qual não desejava mais sair.

Sonhou com muitas coisas, como não acontecia á tempos, com o sorriso da irmã, de como furtavam biscoitos saídos do forno feitos pelo pai. As brincadeiras com a mãe. E o vizinho, por quem ainda de modo inconsciente era apaixonada.

—...nette, Marinette!!

—Que?! — Respondeu ao chamado da mãe, que gritava por trás da porta.

—Não vai almoçar? Um amigo seu está aqui.

Saltou da cama aos tropeços, levando as cobertas juntos aos pés a medida que tentava se mexer no quarto.

—Diga que estou descendo! -Pediu e logo ouviu a mãe se afastando. -Acho que dormi demais. -Caminhou até o espelho pendurado em uma das paredes e se olhou alguns machucados, ainda eram visíveis. -Normal que ainda apareçam pelo menos as olheiras sumiram. -Comentou para si enquanto trocava de roupas.

Desceu as escadas enquanto amarrava de forma desengonçada os cabelos, parou ao ver o pai no batente da porta, encarando quem quer que fosse dentro da cozinha.

—Bom dia papai. -Cumprimentou sorrindo.

—Bom dia filha.

Respondeu com o mesmo sorriso, aprovando as vestimentas costumeiras da filha, nada que revelasse demais, seu corpo.

—Podia ter se vestido melhor não acha?

—Bela hora para as ironias Dona Sabine. -Respondeu no mesmo tom que a mais velha.

—Receba seus amigos enquanto eu e seu pai iremos ao mercado, falta alguns ingredientes.

—Espera amigos? Achei que era só um.

—Perdão. -Sorriu, empurrando o marido que ainda impedia a visão de Marinette.

Esperou a porta da frente se fechar, então se encaminhou para os seus convidados não chamados para estarem ali, a esperavam. Respirou fundo uma, duas, três fezes enquanto sentia a testa franzir, mordeu a língua para não chamar todos os palavrões existentes na terra. Sentados em sua mesa, Adrian ao lado de Nino, em frente aos dois, Marc e Nathan, na ponta entre Nino e Nathan estava uma garota de cabelos castanhos com pontas avermelhadas, e na outra, Luka sentado confortavelmente como se estivesse acostumado a estar ali.

—Vou contar até três, e quero uma boa explicação para estarem todos aqui! Seu bando de filhas da pu**!

—Moro do lado, posso vir sempre que quiser. Nathanael e o Nino, e ele convidou a Alya. -Declarou Adrian com simplicidade.

—Me arrastaram para cá Marinette, desculpa.

—Tudo bem Alya. E o resto? -Seus olhos pousaram em Luka e Marc.

—Nem me olhe assim, ainda temos coisas a tratar. -Declarou Luka.

—Vou engolir essa de vocês por hoje, mas não acham que uma simples mensagem resolveria, seja lá o que querem aqui. -Esbravejou enquanto caminhava até o fogão.

—Quando cheguei aqui esse ai já estava no maior papo com os seus pais. -Apontou o loiro em direção ao guitarrista.

—Fazer o que, eles me adoram. -Provocou de volta.

—O Sr Dupain não parecia muito feliz.

—Não acham que estão muito à vontade na casa dos outros, olhem bem para a minha cara, não estou com a mínima paciência para lidar com a briga de vocês. Não tenho paciência para nada ultimamente. Se quiserem ficar aqui, façam silêncio então.

—Nos desculpe. –Pediu Nathan envergonhado.

Acenou minimamente com a cabeça e seguiu para a geladeira a procura de algo que pudesse tomar café. Encontrou o último pedaço de bolo que havia guardado na noite passada. Voltou a mesa e bufou ao ver todas as cadeiras ocupadas pelos visitantes. Adrian e Luka trataram de levantar, ao mesmo tempo, dando lugar a garota. Marinette os olhou, desacreditada, de longe se notava a briga interna entre os rapazes. Marc querendo acabar com tudo aquilo se levantou e indicou a ela seu lugar, enquanto se recostava na parede sem ligar para os olhares mortíferos, direcionados a si.

—O que realmente fazem aqui? –Perguntou dando uma garfada em seu bolo.

—Queremos saber se vi volta a escola. –Quem respondeu foi Nino.

—Na verdade, pretendo ficar um tempo em casa, e rever um pouco mais minhas atitudes. –Falou de forma educada.

—Não venha com essa para cima da gente.

—Nathan é sério. E também, se eu for agora não terei paz tão cedo. Já chamo atenção por outras coisas, agora depois dessa briga, serei o centro das atenções, e não de uma maneira muito boa. –Suspirou. –Vou voltar sim, mas vocês não saberão quando.

—Como pode dizer isso? –Bradou. –Nos ficaremos juntos com você quando voltar.

—Só preciso de um tempo para mim. Nesses últimos anos sempre fiquei com vocês, em todos os momentos, sendo aprontando ou estudando. Não quero culpa-los, longe disso, são as pessoas mais legais que conheço, mas é que, andei na sobra de vocês por todo esse tempo, muitos me conhecem por andarmos juntos.

—É verdade.

—Marc!

—É serio Adrian, só você não via a realidade e escutava as ofensas, garotas podem ser más quando querem.

—Eu que o diga. –Alya falou, depois de muito tempo em silencio. –Marinette, não tive a chance de agradecer por me defender naquela hora. Muito obrigada.

—Por favor, não agradeça.

—Não precisa ficar vermelha Marinette.

—Cale a boca Luka!

Ao poucos as conversas tomaram outro rumo. Todos ali sabiam que não adiantaria perguntar mais nada, a mestiça não responderia e faria mistério. Alguns tocaram no assunto do baile e quanto estavam animados para o mesmo, que ocorreria em breve. Reclamações que teriam que usar terno e arrumarem parceiras de dança.

—Ainda nem comprei o vestido. –Reclamou á morena.

Nesse momento, Luka encarou Marinette de modo sugestivo, o que não passou despercebido pelo loiro.

—Acho que ta na hora de todos irem embora.

—Expulsando a gente Marinette?

—Com toda certeza. –Sorriu. –Alya, será que pode ficar mais um tempo?

—Claro, sem problemas.

—Obrigada. Nos vemos mais tarde meninos. E Luka, depois falo com você.

Ao se verem sozinhas, Marinette levou Alya até seu quarto, onde lhe contou toda a história de sua vida. E um pouco mais. Então, lhe ofereceu para que fabricasse seu vestido.

—Por que me contou tudo isso?

—Tenho a sensação que posso confiar em você. –Respondeu com simplicidade.

—Também tenho. Quer saber, aceito, faça o melhor vestido que tiver em mente.

—O baile é em breve, vou tirar suas medidas e hoje mesmo começo a fazê-lo.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! BEIJOS —Mel