Forte mas Apaixonada
6 Impulsos
Notas iniciais
♥Sexto Capítulo♥
“Siga seu coração
Aqueles próximos de você hoje
Podem não ser quem estará ao seu lado no futuro”
Alongou o corpo ao sair da cama, dores circulavam cada parte do corpo devido ao treinamento pesado de dois dias para o campeonato, resolveu dar um tempo com as roupas para a banda que já estão na fase de costura e decidiu treinara no quarto em silêncio até tarde da noite gerando uma boa noite de sono, antes de dormir avisou tanto Luka quanto Marc que faltaria as aulas na parte da manha para se aquecer para o torneio que se iniciaria no período da tarde.
Abriu as cortinas e sentiu os raios de sol lhe alcançarem a despertando por fim, uma onda de calor foi prevista em Paris em meio ao outono a fazendo se sentir desconfortável, usar roupas curtas sempre foram para passar o dia em casa ou ir a padaria de última hora. Fez sua higiene pessoal, vestiu os trajes íntimos e optou por uma legging preta e uma camiseta comprida, prendeu os cabelos e preparou a mochila com a roupa para o campeonato.
—Já vai? -Perguntou o pai que lia o jornal.
—Claro, preciso me preparar. -Mostrou os músculos fazendo graça.
—Boa sorte campeã, desculpe não poder ir.
—Tudo bem papai. -Beijou a bochecha.
—Tome cuidado filha.
Sabine apareceu na cozinha com um cesto de roupas que depositou no chão para se aproximar da menina.
—Sim mamãe.
Retribuiu o abraço da matriarca, mesmo não gostando do esporte que considerava violento para sua menina, Sabine apoiava e cuidava de todos os machucados adquiridos.
—Estaremos torcendo por você daqui.
Pegou uma maça em cima da mesa no momento em que a campainha tocou, jogou a mochila nos ombros e correu para a entrada calçando o tênis, abriu a porta dando de cara com Marc, Juleka, Rose e Luka, todos sorriam.
—Não era para estarem na escola? -Estranhou.
—Luka avisou que você não ira participar das aulas, então viemos dar um apoio antes da competição. -Explicou a irmã do rapaz.
—Não deviam faltar a aula por isso. -Brigou.
—Deixa quieto. -Marc passou o braço pelos ombros da mestiça e a arrastou para fora. -Quer comer alguma coisa antes de ir pro ginásio?
—Por agora só essa maça, na escola compro algo antes de começar.
—Então vamos.
Marinette acompanhou o grupo estranhando não ser a única menina, Juleka e Rose a incluíam em vários assuntos femininos, sentindo-se acanhada com o papo e não reconhecendo a si mesma correu para o meio dos rapazes que andavam mais a frente em uma conversa sobre filmes.
—Ué, não está se divertindo com as meninas? -Pergunto Luka.
—É que…
—Deixe-me adivinhar, prefere estar aqui com a gente. -Concluiu o moreno.
—Acertou...fala sério papo sobre roupas não é a minha cara. -Cruzou os braços.
—Devia imaginar. -Riram. -Quem é mais forte, Capitão América ou Homem de Ferro.
—Nem vem com essa Luka. -Reclamou Marc.
—Não sei o que as damas preferem, mas o Hulk é melhor. -Sorriu travessa.
—Tá de brincadeira. -Gritaram ambos.
—Não mesmo, Hulk ganha de lavada daqueles dois assim como ganho de vocês com uma mão atrás das costas.
—Tampinha de meia tigela. -Xingou Luka.
—Vai dizer que é mentira?
—Resolvemos isso mais tarde tampinha, vou te deixa de bico fechado.
—Que medo dele. -Zombou.
—Não vai falar nada Marc?
—Pra que Luka, Marinette já ganhou de mim mesmo. -Fingiu decepção.
—Como assim?
—Já viu essa menina em competições, é pior que um cachorro furioso.
—Idiota. -Gritou Marinette o socando no braço. -Não me compare a um animal.
—Tem razão, você ainda é mais baixinha.
As garotas que até então se mantinham em um mundo fora do deles começaram a rir quando perceberam um emaranhado de cabelos azuis correr atrás dos dois rapazes que gargalhavam perante o ataque de fúria da mestiça.
♦ ♦ ♦
Pensar em sua vizinha virou rotina para Adrian, depois das aulas escondia-se para ver o treino que ocorreu nos dois dias, inventando desculpas para os amigos apenas para ver os movimentos repetitivos e graciosos, observou a interação de Luka com a garota e sentiu o peito arder como nunca, acompanhar os treinos era sua função, acalmá-la com brincadeiras e comidas gordurosas antes de entrar.
—Anda logo loiro, o ginásio tá quase cheio! -Gritou Nathan da porta. -A aula já terminou.
O Agreste sacudiu a cabeça jogando os materiais de qualquer jeito na mochila, andou em passos rápidos ao encontro dos amigos.
—Parece estar nas nuvens cara.
—Não é nada Nino. -Resmungou e seguiu o caminho em silêncio.
As arquibancadas estavam cheias, desde alunos do fundamental, acompanhados por professores até o ensino médio, Adrian reconheceu algumas escolas diferentes onde alunos seguravam bandeiras e faixas, algumas com balões e camisas, afinal o campeonato de Jiu Jitsu é conhecido como um modo “pacífico” de resolver os problemas entre escolas, e local para grandes olheiros e patrocinadores para uma carreira no esporte.
O trio foi a procura de um lugar para sentar até avistarem Marc que acenava indicando sua localização e um espaço suficiente para todos, Adrian olhou relutante quando os amigos subiam os degraus até o quinto banco, Luka e mais duas meninas encaravam o loiro, procurou com os olhos por mais um espaço sem sucesso decidiu acompanhar a multidão.
—Puff só aqui mesmo pra ela ter torcida. -Uma garota comentou rindo.
—Ta mais pra Mario do que Marinette. -Comentou a amiga com um enorme decote.
Adrian fechou as mãos em punhos ao escutar os risos maldosos.
—Por que não ficam quietas.
Olhou em direção a voz e viu Luka virado para trás encarando a dupla, faíscas pareciam sair de seus olhos, assustadas as garotas apenas fingiram não escutá-lo.
—Boa tarde Alunos. -Todos fizeram silêncio ao verem o diretor no meio da quadra. -Esse anos seremos cede do campeonato de Jiu Jitsu, para isso peço a colaboração de todos aqui, lembrem-se estamos aqui para nos divertirmos e torcemos por nossos colegas de turma, Plagg nosso professor de Educação Física e treinador será o juiz. -Anunciou.
—Vamos logo com isso. -O moreno apareceu com sua típica pose preguiçosa vestindo um quimono branco e faixa preta. -Chega de blá blá blá, não quero brigas dentro do meu ginásio.
Burburinhos iniciaram após as palavras de Plagg, gritos e mais gritos ecoaram quando foram anunciados os primeiros competidores da categoria masculina.
♦ ♦ ♦
As lutas ocorreram por duas horas, Marinette avançava de forma invicta, a categoria masculina encerrou com a vitória de um rapaz da escola do interior de Paris, a etapa final feminina seria realizada após a breve pausa para as competidoras descansarem.
—Incrível, Marinette chegou na final. -Comemorou Marc.
—Os poucos dias de treinamento foram suficientes.-Refletiu Nino.
—Aposto que será uma carreira a ser seguida, não é mesmo Adrian?
—Ah...claro Nathan. -Saiu de seus devaneios, em todas as lutas Adrian prestou atenção no tatame com medo da amiga se machucar.
—Agora o que todos estavam esperando, a final do torneio feminino, nossas competidoras se esforçaram muito para chegar até aqui, do colégio Françoise Dupont, Marinette Dupain-Cheng. -Anúncio Plagg.
Marinette saiu do vestiário onde descansava, os cabelos presos em um rabo de cavalo desarrumado, o kimono branco com a faixa de cor igual e um top preto por baixo, andou até o centro do tatame e fez uma leve reverencia para o publico, procurou os amigos que acenavam em sua direção exceto pelo loiro que apenas encarava.
—Da escola Papillon Violet, Lila Rossi.
A garota de longos cabelos castanhos apareceu com uma trança e quimono azulado, acenou como uma celebridade gerando aplausos e assovios.
Plagg deu o sinal para começarem após o cumprimento, Marinette sabia o estilo de luta da oponente, preferiu ficar na defensiva e espera o primeiro movimento, a morena ser aproximou na intenção te puxá-la pelo colarinho do kimono, com um movimento rápido Marinette bloqueou com o braço a puxando pela manga e derrubando no chão, Lila aproveitou a situação e ficou por cima imobilizando a perna direita, Marinette soltou um grunhido ao escutar o joelho estralar.
—Essa rixa acaba hoje. -Sussurrou a morena no ouvido da rival.
Rangeu os dentes pelo comportamento infantil, Lila levou para o lado pessoa. Em sua primeira competição, Marinette encontrou Lila e a enfrentou ganhando o campeonato e uma nova rival.
—Ahh! -Gritou por impulso ao escutar mais um estralo.
Algumas pessoas na arquibancada gritavam incentivando a agressão enquanto os amigos da mestiça estavam horrorizados.
—Parem isso!! -Gritou Marc.
—Plagg isso é proibido! -Foi a vez de Luka gritar.
Ao ouvir os apelos, o juiz aproximou-se das competidoras e notou ser um golpe proibido.
—Essa luta acabou. -Declarou.
—Grrr.
—Solte-a Lila.
Plagg a puxou de cima da garota que deitou-se no chão aliviada.
—Lila Rossi está desclassificada por aplicar uma chave que torça o joelho.
Em meio aos uivos e aplausos, espalmou as mãos no chão e deu impulso para ficar de pé e encarar a rival.
—Lila, você me dá nojo.
—Marinette…
—Calma Plagg, me dá nojo por se rebaixar a tanto, aqui é um lugar para representarmos nossas escolas, se tem problemas venha e me encare, olhos nos olhos, não transforme esse esporte em uma oportunidade para uma vingança tão trivial com essa. -Sorriu friamente. -Treine, no próximo ano quero enfrentá-la novamente.
Acenou ao vê-la sem reação, cumprimentou Plagg que entendeu a situação e a deixou ir para o vestiário em passos lentos, perceptivo que mancava em cada passo dado. Os amigos notando a situação saíram da arquibancada esbarrando em quem estivesse em sua frente.
—Marinette!
A Dupain se assustou quando escutou o grito próximo a si.
—O que raios fazem aqui? Isso é o vestiário feminino. -Olhou reprovadora para os rapazes presente.
—Estamos preocupados, saiu mancando da quadra. -Justificou Luka.
—O que aconteceu?
—Nada demais Nino, estou bem pessoal. -Sorriu para aliviar a tenção
—Mas…
—Não é algo que pudesse me derrubar com facilidade. -Levantou-se. -Podem ir, tenho que voltar.
—Nos chame se precisar. -Anunciou Nathan.
—Ok ok.
Despediu-se da turma e voltou-se a sentar no banco massageando o joelho.
—Mentiu.
Elevou a cabeça se deparando com Adrian encostado no batente da porta.
—Do que está falando?
—Seu joelho esta machucado, mentiu para eles.
—Não é preciso a verdade sobre mim, esqueça.
—Teimosa.
—Não venha me dar lição de moral Adrian, não me acha invencível, então não se preocupe, estou ótima e mesmo se não estivesse não seria da sua conta!
—Estou preocupado.
—Você e sua preocupação que sumam da minha frente, fez isso por uma semana, continue.
Passou a caminhar para fora mas foi parada pela mão autoritária do loiro.
—Sem esforço. -Pediu.
—Tire isso da cabeça, sei o que posso ou não fazer. -Livrou-se do aperto. -Mas mesmo assim, obrigada Adrian.
Sem olhar para trás mas com um aperto no coração, o deixou sozinho.
A premiação ocorreu sem mais problemas, tendo Marinette como a campeã do time feminino, alguns aplaudiram outros protestaram e fofocavam, ela ao menos se importou, trocou as roupas de luta pelas normais e saiu da escola sem ser vista a fim de ir para casa descansar.
—Onde acha que vai? -A voz grossa e conhecida perguntou.
—Pra casa? -Riu sem jeito ao ver os amigos a encararem, exceto Adrian.
—Nem pensar, vamos comemorar. -Nathan retornou a falar.
—Valeu ai mas prefiro ir para casa.
Pronta para partir deu as costas ao grupo, no impulso, Nathan que estava mais perto a puxou bruscamente a fazendo girar e cair sobre o joelho lesionado anteriormente.
—Poxa cara! -Gritou furiosa ao sentir uma dor alucinante.
—Você tá bem?
—Não chega perto ruivo, me deixa ir pra casa logo. -Custosa poise de pé sobre os olhares atentos. -Tchau.
Pisou em falso ao tentar dar um passo, se não fosse por Luka teria caído mais uma vez.
—Valeu.
—Deixe-me ver isso. -Abaixou o tronco chegando o estrago. -Esta inchado, como pretende andar assim? -Brigou.
—Por isso vou pra casa. -Devolveu a resposta no mesmo tom.
—O que vamos fazer? -Pergunta Juleka preocupada.
—Ligue pros seus pais Marinette.
—Eles não estão em casa Rose, foram fazer uma entrega e só voltam mais tarde.
—Marc deixe a Rose em casa para mim, prometi que a levaria.
—Pode deixar Luka. -Fez um sinal de positivo e saiu com a loira. -Melhoras Marinette. -Acenou de longe.
—Juleka pode ir com o Nathan, avise a mamãe que vou demorar pra chegar.
—Claro. -Lançou um olhar para o irmão antes de puxar o ruivo para o lado oposto.
—Vou levar a Marinette em casa, vem junto Nino?
—Foi mal ai, não vai dar.
—Por que?
—Vou sair. -Desviou o olhar envergonhado.
—É uma garota?
—É Marinette, uma garota. -Ela riu. -Algum problema, ciúmes por caso? -Sorriu pretensioso.
—Hahaha, nem vem cara, boa sorte ai, não assuste a garota.
—Pode deixar. -Saiu.
—Que história é essa de me levar para casa?
—Nem consegue ficar de pé, como pretende chegar em casa?
—Me viro sozinha.
—Teimosa você eim.
Pegou a mochila do ombro da mestiça e segurou, abaixou-se e de forma rápida enlaçou sua cintura, passou o braço por debaixo das pernas a erguendo no ar estilo princesa.
—Me solta! -Revoltou-se com o ato.
—Vai cair assim, fique quieta.
—Grrr, idiota.
—Quem fala. -A puxou mais para si a fazendo encostar o rosto em seu peitoral.
—Anda logo então. -Respondeu envergonhada ao escutar as batidas frenéticas do coração do mais velho.
Adrian jogou a mochila na parede quando chegou no quarto, o impacto soou alto e agradeceu pelos pais não estarem em casa. Decidido a não ver a premiação chegou em casa para minutos depois presenciar pela janela Luka carregar Marinette em seus braços para dentro da casa ao lado.
Sentia-se egoísta em todo os aspectos, por ver a proximidade de ambos, dos sorrisos cúmplices trocados, do carinho de Marinette transmitido a outra pessoa sem ser ele mesmo, Adrian antes sorridente, agora se mantinha calado observador, de mãos atadas não havia o que fazer a não ser deixar o tempo concertar as coisas.
Escutou gargalhadas extremamente altas vindo da casa ao lado, passou a mão nos cabelos de modo furioso e chutou a cadeira giratória da escrivaninha.
♦ ♦ ♦
Deitada em sua cama com um saco de gelo sobre o joelho levemente inchado, esse é o estado em que Marinette se encontra, Luka estava sentado na beira da cama por cima de uma das pernas conversando coisas do dia a dia, entretida com o momento, a mestiça pulou de susto quando escutou o próprio estômago clamar por comida, as bochechas ficaram vermelhas para depois gargalhar juntamente a Luka.
—Quer comer alguma coisa?
—Não precisa se incomodar Luka, mais tarde meus pais chegarão.
—Que nada, já trago um sanduíche pra você.
Desistiu ao notar que seria uma briga perdida contra o rapaz, minutos depois ele volta com um prato com dois sanduíches e um copo de suco.
—Foi o que deu de fazer, não conheço sua cozinha.
—Que isso, nem se preocupa. -Deu uma mordida. -Ta ótimo isso aqui.
—Valeu.
—Come um também, sou bem pesadinha pra ser carregada.
—Aceito só porquê é verdade.
Alguns minutos se passaram, ambos imersos em pensamentos.
—Ei. -Luka foi o primeiro a cortar o silêncio. -Fim de ano tá chegando, o que vai fazer sobre o baile.
—Vou me focar nas provas finais e nas roupas da sua banda. -Deu de ombros.
—Não vai ao baile?
—Acho que não, me sinto deslocada em lugares assim.
—Vamos, estarei lá.
—Igual o Adrian. -Resmungou baixo.
—Esquece aquele cara. -Deixou o prato de lado e aproximou-se ficando sentado do lado da cama.-Vai ser legal, tem seus outros amigos, o pessoal da banda, suas roupas estarão expostas para todos verem.
—Mais um motivo pra não ir, vou ter que me produzir toda para um bando de fofoqueiros falarem de mim.
—E desde quando Marinette liga para o que falam? É uma menina extremamente forte e de gênio difícil, vai tirar de letra esse baile.
—Acha mesmo?
—Estarei lá com você caso algo dê errado. -Afirmou seguro.
—Sua acompanhante não vai gostar de te ver comigo.
—Ela não vai ligar, sabe por quê? -Sorriu ladino.
—Por que?
—Marinette aceita ser meu par no baile?
—Luka…
As bochechas adquiriram tons róseos o que agradou o rapaz, a imagem que antes tinha da garota destemida ainda existia, mas ter os muros quebrados revelando uma gentil moça envergonhada o fez sentir-se confiante e feliz. Devagar para não assustá-la, debruçou-se sobre o cotovelo e com a mão livre acariciou a face tímida, olhos azuis se encontraram para Luka ter a certeza- ou quase- que ela queria. Roçou os lábios em um gesto de carinho transformando-se em um selinho para depois aprofundar o beijo, o rapaz continuava com a mão sobre a bochecha em um leve afago, Marinette percebendo o caminho que se rumava, o empurrou bruscamente fazendo-o se desequilibrar e cair no chão, os olhos arregalados.
—O que pensa que está fazendo? -Gritou.
—Apenas te beijei, achei que queria. -Levantou-se e encontrou os olhos furiosos da garota.
—Não pense errado, não dei permissão para me beijar, acha que sou o que? Só porquê estou aqui na cama com a porcaria do meu joelho estourado pode fazer o que quiser, pois está muito enganado, nos abraçamos muitas vezes e quer saber, ainda é estranho. -Respirou fungo notando que o rapaz não ousaria se pronunciar. -Não sei como, e nem por quê de virarmos amigos agora, amizade é uma coisa, agora achar que pode me beijar é outros quinhentos.
—Marinette me desculpe. -Levou as mãos próximo ao rosto da garota que as espalmou.
—Não se aproxime de mim. -Respondeu ríspida.
—Não fiz por maldade. -Tentou mais uma vez.
—Vai embora, estou cansada e quero dormir um pouco. -Apontou para a porta. -Sabe o caminho.
Luka saiu dando um último olhar em direção a garota que encarava a parede do quarto, fechou a porta suavemente e saiu da casa sem o costumeiro sorriso.
Marinette bufava no quarto, o dia havia começado bem para terminar de maneira imprevisível, os dedos correram até os lábios que ainda formigavam, havia dado seu primeiro beijo e ao menos sabia o que sentia. Deixou os pensamentos de lado quando escutou o celular anunciar uma nova mensagem.
—Que ótimo. -Resmungou com ironia ao ler a mensagem.
Sabendo que os pais não chegariam devido ao carro ter quebrado na cidade vizinha, se ergueu com dificuldade e decidiu tomar banho, mancando puxou a primeira camisa e saiu em direção ao banheiro.
Voltou ao quarto após dez minutos, sentia-se mais calma e descansada, com o joelho ainda inchado deitou-se pronta para dormir.
♦ ♦ ♦ ♦
O vento soprava ao lado de fora com a chegada do inverno, árvores balançavam com brisa forte fazendo as poucas folhas voarem, a madrugada perfeita para um verdadeiro predador atacar sua vítima, poucos eram os seres que se aventuravam nas noites frias e sombrias de Paris, a lua brilhava com sua máxima intensidade deixando as sombras evidentes. Marinette dormia tranquilamente, alheia a porta no andar de baixo que se abria com total cuidado, e por ela uma figura encapuzada sorria maldosamente.
Fale com o autor