Formas breves, cenas curtas.
1 Formas breves, cenas curtas
O ar condicionado do aeroporto gelava a pele de Luciana. As lágrimas, por insistência dos olhos, não paravam de descer. A última chamada para o voo de Marina foi dada e as amantes se despediram pela décima vez; maldita hora que o trabalho de Marina mandara esta para Tóquio por um ano. Todos os planos tiveram que ser adiados: Casamento, viagens, adoções de crianças...
Luciana ,a enfermeira que ficaria no Brasil, fica cada vez mais insegura: Há meses tinha a sensação de que seu relacionamento era como uma faca: Gelado e mortal. Entre soluços, a jovem disse:
— Me liga quando chegar?
— Você vai ser a primeira— Marina também tentava não chorar, com um pouco mais de sucesso que a parceira. — Não chore, vai ficar tudo bem.
—Tem certeza?
Aquele assunto de novo não...
Marina abriu a boca e repetiu o mesmo discurso pela milésima vez:
—Luciana, meu amor por você existe desde quando fiquei internada no hospital, há sete anos. Eu sei que é complicado, mas um relacionamento que fique firme por muito tempo é como uma barragem; uma simples rachadura já é o suficiente para levar tudo por água abaixo.
Com essas palavras, Marina entrou na sala de embarque. Em silêncio, Luciana voltou para o estacionamento e entrou no carro. O amor das duas tinha que sobreviver.
Mal sabia ela que era apenas o começo
Notas finais
Fiquem livres para imaginar o que quiserem depois disso. Inventem o final de vocês. Poderia até compartilhar o meu final particular com vocês, mas vocês iriam querer me matar por que sou mal com meus personagens (Dizem isso muito)
Fale com o autor