Notas iniciais
Pois é gente... Eu me odeio. Logo saberão o motivo e provavelmente vão querer me matar. E como sempre estou postando de noite. Certo... Olá seus lindos e bem vindos a mais um capítulo de "Forgotten Roses". Gente estou muito feliz em ver que tem várias pessoas acompanhando a fanfiction. Muito obrigada! ;-; LOL, finalmente um capítulo grande. Silver venceu na vida. Fan service aqui e ali e... é. Só isso que tenho a declarar. Não achei nenhuma música que combinasse com esse capítulo. Então coloquem qualquer música estilo Ib (ou não) e curtam a leitura.

Garry se ajoelha ao seu lado, acariciando levemente os cabelos da menor. Aquilo só a fez chorar mais. Ib abraça o rapaz ao seu lado, escondendo o rosto em seu peito.

– Me desculpe Garry. Por favor mr perdoe! Eu, eu...

– Está tudo bem Ib, não foi sua culpa. — Garry enxugava as lágrimas que corriam pelo rosto da menor.

Os outros três apenas assistiam a cena quietos.

– É claro que a culpa foi minha! Se eu não tivesse me descuidado você não teria ficado preso aqui!

– Ib, não tinha como saber que Mary era um quadro. Muito menos que teria a capacidade de fazer o que fez. — Ele secou uma última lágrima que escapou dos olhos da jovem e continuou. — Não me arrependo do que fiz, e faria de novo se precisasse. Vou tirar vocês daqui, eu prometo.

O homem de capelos roxos encarou o grupo e sorriu. Jennyfer sorriu de volta, Chris estava confuso mas assentiu, e Joshua...

Bom, Joshua chorava que nem uma criança enquanto Jennyfer o abraçava.

– Então você esteve mesmo aqui antes Ib? — O jovem de cabelos negros finalmente pergunta.

– Sim, um dos quadros da galeria nos enganou e pegou minha rosa. Garry deu a dele em troca da minha e ele ficou preso aqui... — Outra vez o mais velho acariciava os cabelos de Ib tentando confortá-la.

– Entendo.

– G-Gente, desculpe p-p-por interromper, mas não é m-melhor irmos andando? — Joshua gaguejava, estava com os olhos vermelhos e inchados depois chorar tanto. Jen e Chris se encaram como se dissessem: esse cara é realmente muito esquisito.

– Hãã... Tem razão. — Garry se levanta e ajuda a menor a se levantar. — Sei onde é a saída, vamos.

O grupo segue o homem em silencio. Garry os guiou até uma porta onde havia uma longa escadaria.

– Garry. — Chamou a morena.

– Ah, sim?

– Como você se tornou um quadro?

– Eu não me lembro, quando acordei apenas sabia que era um quadro. Não interagia muito com os outros quadros. Sentia sono o tempo todo, até que ouvi falar em "novos visitantes" e por algum motivo sabia que tinha que ajudá-los.

– Hm.

Mesmo depois de tanto tempo ele continua se preocupando com os outros mais que com ele mesmo. Isso a fez se sentir feliz, e ao mesmo tempo com raiva dela mesma.

Deixando um pouco esses pensamentos de lado, olhou para os outros: Chris estava muito pensativo, e Joshua parecia finalmente ter se recuperado da crise de soluços. É verdade, ela ainda não tinha o agradecido por salvá-la.

– Ei Joshua.

– Oh, sim querida?

– Obrigada por me salvar mais cedo.

– Sem problema, somos uma equipe. Você faria o mesmo não é?

– Claro. — Ela sorri para ele.

Joshua pode parecer uma criança, mas é um cara legal.

A jovem volta a olhar para o amigo de olhos de olhos negros. Por que será que ficou assim de repente? Queria falar com ele, mas sentia que não era a hora e continuou em silencio. Sem saberem exatamente quanto tempo se passou chegam até o fim da escada, onde havia uma pequena sala com apenas uma cadeira e um quadro de um rosto espichando a língua.

– Certo vamos para...

O retrato cuspiu na frente de Garry fazendo ele, Chris e Joshua darem o gritinho mais feminino possível enquanto Ib e Jennyfer davam um facepalm.

– Urgh, odeio esses quadros. — Resmunga Garry enfim abrindo a porta.

Assim que entraram uma mensagem em azul apareceu diante deles:

TRAIDOR

Os quatro olharam para Garry que engoliu em seco, logo se recompondo.

– Se me lembro bem aquela porta ali pode levá-los direto até a entrada.

– Então você quer dizer...

– Isso mesmo, em outras palavras vocês poderão sair daqui.

Joshua e Jennyfer se entreolharam felizes, o mesmo não podia ser dito de Chris e Ib. Se sentiam aliviados, claro, mas...

– Mas e você Garry? — Pergunta Chris.

– ...

– Você vem com a gente não é? — Dessa vez foi Ib quem perguntara.

– ...Claro, agora que sei quem sou vou sair daqui com vocês.

A garota sorri aliviada e abraça o amigo, que cora um pouco.

– Hã, como estava dizendo, aquela porta está trancada. Mas se não me engano deve existir uma chave por aqui.

O quinteto se espalha pela sala, vasculhando livros, caixas, em tudo. Sem Ib perceber Chris vai até Garry:

– Garry, você não pode sair daqui. Não é?

– É verdade...

– Então por que não contou para ela?

– Tive medo que ela quisesse fazer alguma bobagem.

O rapaz olha para a jovem de olhos vermelhos.

– Não há nada que eu possa fazer para te ajudar?

– Infelizmente não. Um quadro só pode sair se tomar o lugar de um dos visitantes, e Ib sabe disso. Posso te pedir um favor?

– Sim?

– Quando chegar a hora de nos separarmos, seja o que acontecer cuide para que eles estejam do outro lado. Cuide para que Ib não faça nenhuma bobagem. Pode me prometer isso?

Chris assentiu. — Claro.

Christopher olha uma última vez para a moça, ela parecia ter acabado de conferir um dos livros em que estavam na prateleira. Em seguida volta a procurar a chave.

...

Enquanto Chris e Garry conversavam, Ib se deparara com um livro cujo título por algum motivo chamou sua atenção:

"Os irmãos na galeria" Estava escrito em branco na capa negra.

Ela abriu o livro. O livro continha figuras que pareciam ser desenhadas por uma criança. Começou a ler:

Era uma vez, dois irmãos gêmeos curiosos. Uma garota e um garoto.

Eles foram para uma galeria de artes e se perderam.

"Vai ficar tudo bem" disse a menina "Vamos conseguir sair daqui juntos".

A garota era valente, o garoto era inteligente. Juntos chegavam cada vez mais perto da saída.

Finalmente acharam a saída.

A garota estava com medo, então o irmão atravessou primeiro.

Quando foi a vez da irmã, um monstro surgiu e levou-a embora.

O garoto tentou voltar, mas era tarde. Não havia como retornar.

Por fim, o garoto em luto continuou seu caminho e saiu sozinho.

Nunca mais iria ver a irmã.

Mas não fique triste, ele não vai mais se lembrar dela.

E provavelmente ela está se divertindo muito agora.

Fim.

Ela fechou o livro. Tinha a impressão de que sabia quem era o irmão.

Será que...

– Encontrei! — Jennyfer tinha em mãos uma cave prateada.

O grupo deixa a sala.

– A saída está logo adian-

Garry não conseguiu terminar a frase. Quadros saltaram das paredes e pegaram Joshua, arrastando-o para longe.

– JOSHUA!

Chris sentia fortes dores de cabeça. O quadro que Jennyfer e Chris viram mais cedo, o homem com uma rosa no lugar da cabeça corria na direção deles.

– The Guilty! Corram!

Sem terem outra alternativa correm até uma porta que estava aberta. bloqueiam a porta com um armário, correndo até a próxima passagem.

Outra vez estavam na sala onde Ib quase foi estrangulada. Conseguiram despistar o quadro.

– Acho que já foi...

– E o Joshua? — Jennyfer olha para Chris.

– ...

Jennyfer abraça o mais velho, molhando a camisa dele com lágrimas. A morena sentia seus olhos lacrimejarem e Garry fitava o chão com os punhos cerrados.

Como pude deixar isso acontecer?! Perguntava-se Garry com raiva.

A garota ao seu lado coloca a mão em seu ombro. Ele a olha de canto e dá um sorriso fraco, pousando sobre aquela que estava em seu ombro e acariciando-a de leve.

– Vamos, conheço outro caminho.

Infelizes pela perda do companheiro deixaram a sala, tomando outra rota.

Notas finais
Joshua... ;___; "COMO ASSIM SILVER??! E O JOSHUA???" ;_______________; Podem me xingar que estou merecendo. E que venham as ameaças de morte de uma certa leitora... Mas não me matem se não não vai ter mais fic! E falando em fic, anúncio que o final de "Forgotten Roses" está se aproximando. Certo, qualquer dúvida, crítica, sugestão ou qualquer coisa do tipo é só deixar nos comentários que a titia Silver responde. Até a próxima! Fui!