Notas iniciais
Eu tentei, juro, mas não consegui terminar a historia do one-shot como estava, com Jeller num momento quase feliz, então, resolvi fazer um bônus pra voces ;) Leiam, divirtam-se e comentem! Espero que gostem desse bônus tanto quanto eu gostei de escrever ❤

Jane recebeu alta no dia seguinte. Ela não estava pronta para sair do hospital ainda e por causa disso, acabei criando um caso com o diretor da penitenciária. Ele alegou que estavam agindo da mesma maneira que agem com qualquer detento e eu discordei. Eles estavam agindo como se ela fosse uma criminosa perigosa, que poderia aproveitar o tempo fora da cela para fugir. Ela ainda estava muito fraca para voltar para a prisão.

Propus então que ela ficasse sob os meus cuidados. Foi uma solução não muito convencional, mas eles sabiam que ela corria perigo ao voltar para a prisão nesse estado, debilitada, e como não estavam afim de lidar com a morte de uma detenta, aceitaram.

De jeito nenhum eu deixaria Jane desprotegida, correndo perigo de vida. Só em pensar nisso, o desespero ameaçava tomar conta de mim.

* *

− Como você conseguiu isso? — pergunto a Kurt assim que entramos na casa dele.

− Quando se é diretor de um escritório do FBI, conseguimos alguns privilégios. — diz ele com um meio sorriso.

− Certeza que não está abusando do seu poder? — pergunto sorrindo.

Kurt faz uma cara confusa como se estivesse pensando e depois sorri.

− Acho que não.

− Acho que não? — repito o que ele disse.

− Se aceitarem o que eu pedi, talvez. — diz ele olhando o celular e o guardando logo em seguida. − Mas o que importa é que você precisa de cuidados.

− Não quero você em problemas por minha causa. Eu posso me cuidar. — digo soltando o braço dele, que estava me sustentando, e tentando caminhar sozinha. Quando faço isso, sinto uma pontada na barriga e perco o ar. Kurt me ampara, sustentando meu peso novamente.

− É mesmo? — diz ele abrindo um sorriso presunçoso.

− Eu serei capaz em alguns dias. — digo com uma careta embora esteja sorrindo levemente.

Kurt me ajuda a chegar até o sofá e me acomoda la, em meio a travesseiros e almofadas.

− Você deveria ficar na cama. — diz ele contrariado.

− Eu vou passar a noite inteira na cama, não esta bom? — digo sorrindo, brincando com ele.

− Alguém está de bom humor ou é impressão minha? — diz ele refletindo o meu sorriso.

Fico constrangida na hora. Não estou conseguindo esconder a felicidade por ter Kurt novamente comigo. Desde aquela noite em que ele me confrontou e depois fui presa, eu pensei que nunca mais teríamos qualquer contato. Ter ele assim, cuidando de mim, é mais do que eu poderia esperar.

− Ou você está com febre ou está morrendo de vergonha, porque suas bochechas estão pegando fogo.. — diz ele se aproximando e colocando a mão na minha testa.

− Kurt! — pego uma almofada que estava nas minhas costas e jogo nele de leve, fazendo uma careta de dor pelo esforço, mas rindo. Kurt, depois de se certificar que eu estava bem mais duas vezes, vai pra cozinha preparar alguma coisa para o jantar.

*

No dia seguinte, amanheci com febre e ela persistiu por boa parte do dia, se recusando a sair da casa dos 38°. Kurt a controlou a base de analgésicos, e por conta disso, dormi quase o dia inteiro. A noite, eu estava faminta.

− Tem alguém com fome aqui? — diz Kurt entrando no quarto com uma bandeja. Ele entra e a coloca na cama, em cima das minhas pernas.

− Sim! Morreeendo de fome! — digo, me sentando devagar. − Hmmm que cheiro delicioso. De que restaurante é? — digo para provocá-lo, porque sei que foi ele que fez.

− Assim você me ofende. — diz ele fingindo uma expressão ofendida.

Kurt se aproxima de mim e coloca a mão em minha testa, bochecha e pescoço.

− Ah, sem febre! Ainda bem! — diz ele aliviado. − Eu estava prestes a te levar para o hospital pra ver se tinha algo errado. — Ele se senta ao meu lado e pega a colher, se preparando para me dar comida na boca.

− Kurt, eu fui ferida na barriga. Meus braços estão bons. — mexo meus braços e estico a mão para pegar a colher. − Eu posso perfeitamente comer sozinha.

− Não. — diz Kurt afastando a colher de mim. − Faz parte do pacote de recuperação pós esfaqueamento com bônus para quem teve febre durante o dia.

− Ah, existe um pacote? E o que mais esta incluso? — pergunto sorrindo, me divertindo com a situação.

− Várias coisas. Agora pare de fazer perguntas e abra a boca, antes que a sopa esfrie. — pede Kurt, tentando soar sério, mas falhando, já que está sorrindo.

Faço o que ele pede, e ele me da comida na boca, como se eu fosse uma criança que estivesse resfriada. Não consigo deixar de sorrir para a cena. Nunca havia imaginado que um dia, Kurt Weller cuidaria de mim dessa maneira.

− E então? — pergunta ele, esperando que eu fale sobre a sopa.

− Esta razoável. — digo fazendo uma careta. Kurt fecha a cara para mim e eu rio. − Esta maravilhosa, Kurt! — digo com sinceridade, pois está realmente uma delicia.

− Minha comida é sempre ótima. Abre a boca.. — diz ele me servindo mais uma colher.

Não consigo não rir do convencimento dele. E ele ri comigo.

− Jane, você vai me fazer derrubar. Para de rir e come logo. — ele tenta soar sério, mas também está claramente se divertindo com a situação.

Ele vem com mais uma colherada em direção a minha boca, mas quando coloca a colher em minha boca, parte da sopa escorre para fora, caindo no meu queixo e pingando no meu pescoço.

− Kurt! — digo rindo, tentando limpar meu queixo.

− Eu falei que você ia derramar! — diz ele rindo. − Espera, eu vou pegar uma toalha para te limpar. — Ele tira a bandeja do meu colo, coloca na mesinha ao lado da cama e vai ate o banheiro pegar uma toalha.

Ele volta com uma toalha pequena e começa a limpar meu pescoço.

− Como enfermeiro você é um excelente agente do FBI, Kurt Weller. — digo sorrindo e olhando fixamente para ele.

− É que quando a paciente é bonita demais, o enfermeiro se desconcentra.. — diz ele enquanto me limpa, retribuindo meu olhar e conseguindo deixá-lo ainda mais intenso.

Num ato de reflexo, passo a língua nos lábios, lambendo a sopa que ainda estava ali. O olhar de Kurt alterna entre meus olhos e meus lábios, fazendo com que minha respiração e meus batimentos cardíacos se acelerem.

Kurt continua a fazer seu trabalho sem tirar os olhos dos meus um momento sequer. Ele está limpando o canto da minha boca, quando seu polegar roça meu lábio inferior.

No momento em que sinto seu toque em minha pele, um arrepio percorre meu corpo. Kurt respira fundo e pressiona os lábios. Ele também sentiu. Nos encaramos por alguns momentos, a eletricidade pulsando entre nós, a tensão cada vez mais palpável. Estamos a menos de um palmo de distância, e estou prestes a romper essa distância quando Kurt o faz. Ele coloca a mão delicadamente no meu pescoço e me beija.

Sua mão segura meu rosto delicadamente, me trazendo para mais perto e as minhas vão para a sua nuca. Nossas línguas se tocam timidamente a princípio, mas logo se encaixam, encontrando seu ritmo e reivindicando espaço na boca um do outro. É um beijo calmo, mas intenso, carregado de sentimentos e de palavras não ditas.

Não sei por quanto tempo nos beijamos, mas Kurt nos separa cedo demais.

− Pronto. Acho que já limpamos tudo. — diz ele ainda olhando para os meus lábios, com a testa colada na minha, a respiração alterada e um sorriso nos lábios.

− Na verdade, agora tem um pouquinho de sopa aqui.. — digo dando vários beijos curtos nele, chupando levemente seu lábio inferior.

Kurt consegue se soltar de mim e se afasta um pouco, sorrindo. Apenas nos olhamos durante alguns instantes, saboreando o que acabou de acontecer. Ele se levanta ainda sorrindo e pega a bandeja.

− Se precisar de qualquer coisa, esterei no quarto ao lado. É só chamar. — diz ele.

− Qualquer coisa? — pergunto sorrindo.

Kurt já na porta, me lança um sorriso travesso.

− Boa noite, Jane.

− Boa noite, Kurt. — digo também sorrindo.

Kurt fecha a porta e me deixa com meus pensamentos e a lembrança de seus lábios nos meus. Com certeza, hoje é realmente uma boa noite. Na verdade, uma ótima noite.

*

3:37 a.m

Eles estão vindo. Vão pegar o Kurt. "NÃO! eu faço tudo o que vocês quiserem, mas por favor não machuquem ele, por favor.." Eles não podem fazer isso.. Estou implorando, mas eles não cedem. Eles pegam Kurt. "NÃO! DEIXEM ELE EM PAZ! NÃO MACHUQUEM ELE!" Eu corro, tento lutar, mas é em vão. Estou presa em uma cela, vendo Kurt ser levado de mim. Ele grita, eu grito.

− JANE! JANE! — ouço uma voz distante me chamar. Continuo lutando, mas a imagem parece desfocada, meus olhos não conseguem enxergar direito.. Sinto meu corpo ser sacudido levemente, mãos em meu rosto. − JANE, ACORDA JANE! — a voz soa mais próxima. É a voz do Kurt.

Abro os olhos e o vejo. Ele está aqui, na minha frente, segurando meu rosto com as mãos. Seus olhos azuis estão fixados em mim, e ele esta com uma expressão preocupada.

− Kurt? É você? — digo confusa com a voz embargada.

− Sim, foi só um sonho. Eu to aqui. Sou eu. — diz ele com os olhos fixos nos meus, tentando me convencer de que ele está ali comigo e é real.

Por alguns instantes não sou capaz de dizer nada. Apenas o encaro, absorvendo sua presença aqui, comigo, e bem. Fixo meus olhos nos dele, o azul dele em contraste com o meu verde. Eu queria abraçá-lo, sentir seu cheiro e o calor de seu corpo, só para ter certeza de que ele está realmente aqui e não é uma miragem. Mas não sei se devo. Não sei se como ele reagiria..

Sem conseguir mais me segurar, eu o abraço e começo a chorar.

Kurt é pego de surpresa e num primeiro momento, fica sem reação com o meu abraço e meu choro inesperado.

Eu o abraço forte, chorando sem nenhum controle. Todas as emoções que eu vinha guardando, estão nessas lagrimas. Instantes depois, sou surpreendida ao sentir Kurt me abraçando de volta, acariciando minhas costas, me tranquilizando enquanto choro, ensopando o ombro de sua camiseta.

− Foi só um sonho, um pesadelo.. — diz ele em uma voz calma, que poderia acalmar a mais brava das tempestades.

De repente me dou conta do que eu estava fazendo. Eu estava abraçando Kurt como antigamente. Como se nada entre nós tivesse mudado. E por um momento, tudo pareceu ser como era antes. Mas eu tinha que me acostumar que não. Muita coisa aconteceu entre nós..

− Desculpa, Kurt, eu.. eu tive um pesadelo e.. — digo me afastando dele, tentando me explicar, mas Kurt me interrompe.

− Está tudo bem.. — diz ele.

− Desculpa por ter te abraçado de repente. É que.. — hesito antes de continuar. − ..no meu sonho, eles estavam te levando e eu não pude fazer nada.. então que quando eu te vi aqui, comigo, bem..

− Jane. Não precisa se explicar. Você não fez nada de errado. — diz ele me interrompendo. − Está tudo bem.

Não sei dizer o motivo pelo qual começo a chorar novamente.

− Ei, Jane, o que foi? — pergunta Kurt preocupado.

− Desculpa.. — digo em meio a lágrimas. − Desculpa, por tudo..

Sem dizer nada, Kurt se senta ao meu lado e me puxa para seus braços, me aninhando enquanto choro. Choro em seus braços por um tempo que não sei dizer com exatidão. Depois de um tempo, me afasto e olho pra ele. Ele está me encarando, seus olhos fixados nos meus. Ele não diz nada, apenas limpa minhas lagrimas com o polegar, acariciando meu rosto levemente.

− Por que você está fazendo isso por mim? — eu o questiono. − Você não precisava ter me trazido para a sua casa, não precisava estar cuidando de mim.. Você não precisava ter feito nada disso.. Mas você fez. — digo olhando em seus olhos.

− Eu fiquei desesperado só em imaginar você voltando para a prisão nesse estado. — admite ele. − E você precisa se recuperar, precisa de cuidados. E eles não te dariam isso lá..

− Depois de tudo o que eu fiz.. Eu não mereço nada disso.. — digo abaixando a cabeça, as lagrimas voltando aos meus olhos novamente.

Kurt coloca a mão em meu queixo e levanta meu rosto, me fazendo olhar para ele.

− Uma vez alguém me disse que quando alguém em quem confiamos nos decepciona, nós devemos perdoar, se for perdoável. — ele faz uma pausa, mas logo continua. − Essa pessoa também me disse que eu deveria tentar ver o outro lado da historia.. Porque o que quer que a pessoa tenha feito, ela é mais do que apenas um erro.

Minha expressão é um misto de choro e sorriso. Kurt está aplicando as palavras que uma vez eu disse a ele, a mim. A nós. Ele está tentando me perdoar. As lagrimas agora correm livremente pelo meu rosto, mas dessa vez, é um choro bom.

− Não podemos mudar o que aconteceu, Jane. Mas podemos tentar seguir em frente e reconstruir o que foi quebrado. Acho que somos capazes disso. — diz Kurt abrindo um sorriso de lado e secando minhas lagrimas pela milésima vez essa noite.

− Acho que somos sim. — digo com um sorriso que poderia iluminar a casa inteira.

Ainda há esperanças para nós. Mesmo com toda a tempestade que enfrentamos e que provavelmente ainda vamos enfrentar, Kurt está disposto a tentar seguir em frente.E isso é mais do que eu sequer pude imaginar nos meus melhores sonhos.

* *

Os dias com Kurt foram tão maravilhosos que mal os vi passar. Todos os dias, ele procurava algo para nos distrair: filmes, jogos, comidas. Ele me ensinou a fazer panquecas e seu famoso sanduíche de manteiga de amendoim e geleia, que é de longe o melhor que já comi.

Tudo o que eu queria era que esses dias durassem para sempre. Mas infelizmente, eles não podem, e hoje é meu ultimo dia da licença médica. Terei que voltar para a prisão.

*

8:30 p.m.

Hoje apenas assistimos TV na maior parte do tempo. Kurt mantém seus braços ao meu redor, me confortando. Meus nervos estão a flor da pele. Estou tão inquieta que não consigo me concentrar no filme, de modo que não sei nem que filme estamos assistindo. O celular de Kurt toca e ele novamente sai pra atender. Desde cedo, ele tem estado misterioso. Recebeu e fez milhares de ligações, e sempre que seu celular toca, ele vai atender longe de mim. Será que aconteceu alguma coisa?

Cerca de meia hora depois, Kurt volta, trazendo chocolate quente, numa tentativa de me acalmar.

− O que você acha de fazermos isso todo final de semana? — pergunta Kurt ao me entregar uma caneca de chocolate quente e indicar com a cabeça o filme que estamos assistindo.

− Esta pensando em me visitar todo fim de semana? — pergunto tensa, segurando a caneca tão forte que os nós dos meus dedos ficam brancos.

Kurt concorda com a cabeça tomando um gole de seu chocolate.

− Acho difícil nos deixarem assistir um filme na minha cela. — Digo fazendo uma careta.

− E se.. — Kurt pega minha caneca e a dele e a coloca na mesa de centro. − essas visitas forem feitas em uma casa-segura?

− Kurt.. Eu ainda tenho que voltar para.. — minha voz vacila − .. para a prisão. Do que você está falando? — começo a ficar agitada, o coração disparado.

Kurt se vira e pega um envelope do encosto do sofá.

− Abra. — diz ele me entregando o envelope.

Eu o pego e abro devagar. Dentro, há uma pasta com a etiqueta: Caso: Jane Doe | Juridição: SIOC FBI NY — Diretor Kurt Weller.

Assim que leio essas palavras, minha vontade é de gritar. Sinto como se eu fosse explodir de felicidade. Eu leio mais duas vezes para ter certeza de que li corretamente. Meu caso voltou para o FBI. Para Weller.

− Isso.. é serio? Você.. Kurt? — digo sem conseguir formar frases corretamente, minhas emoções indo da vontade de chorar à euforia.

− Fiz. E como você é novamente um recurso do FBI, seu regime foi alterado de semiaberto para domiciliar. — diz ele.

Domiciliar.

− Eu não vou precisar voltar para a prisão. — digo quase que para mim mesma, sem conseguir acreditar.

− Você não vai precisar mais voltar para àquele lugar. — diz Kurt sorrindo para mim. — Você vai usar um rastreador o tempo todo. Deve estar em casa entre 11H da noite e 5H da manhã. Nos fins de semana e feriados, exceto quando houver algo do FBI, você deve passar o dia todo em casa, e o resto do tempo, estaremos trabalhando.

Como nos velhos tempos.

− Eu vou poder voltar pro FBI. — digo cobrindo a boca com as mãos, sem acreditar.

− Vai. Agora você é oficialmente meu caso. — diz ele me encarando com seus maravilhosos olhos azuis e abrindo um enorme sorriso.

− Ah, é? — digo abrindo um sorriso com o duplo sentido das palavras dele.

− É.. Mas, como eu já disse uma vez.. — Kurt vai se aproximando de mim e me empurrando com cuidado, me fazendo deitar no sofá e colocando seu corpo por cima do meu. − Você nunca foi apenas um caso para mim.. — e dizendo isso, ele se aproxima e me beija.

Naquele momento, eu poderia jurar que eu nunca havia sido tão feliz.

* *

Epílogo.

Quando chegamos no escritório do FBI, não vejo nossa equipe. Pergunto a Kurt onde eles estão mas ele não responde, apenas diz que temos uma reunião agora e me leva para sua sala, que esta com todas as cortinas fechadas. Ele abre a porta e se afasta, dando passagem para que eu entre primeiro.

Assim que entro, dou de cara com uma faixa atras da cadeira de Weller escrito: "Bem-vinda de volta, Jane!" e no canto direito, um pouco menor, é possível ler "Jeller esta de volta " Tasha, com certeza. Um enorme sorriso se forma em meus lábios. Como eu senti falta daqui, deles..

Estou quase me virando para a porta, quando ouço um estouro, e confetes caem em cascata na minha cabeça. Me viro sorrindo, já sabendo do que se trata. Tasha, Patterson e Reade aparecem atrás do Weller, cada um segurando um lança-confetes e sorrindo. Não consigo não abrir um sorriso ainda maior ao vê-los.

Eles me envolvem em um forte abraço coletivo e Kurt sussurra em meu ouvido, fazendo eu me arrepiar e meu coração bater mais forte: − Bem vinda de volta, Jane. Ao FBI e à minha vida. ❤

Notas finais
E é isso! Gostaram? Espero que sim! Comentem, expressem suas reações e sentimentos quanto a esse casal lindo e maravilhoso que é Jeller ❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!