Forgiveness Black: A Herança
1 P R Ó L O G O
Notas iniciais
Naqueles tempos, a mansão Black era uma herança que passava de século a século abrigando as famílias que não podiam pagar muito em mansões grandiosas que se localizavam ao sul da Armênia. A mansão era a maior da cidade, mas por incrível que pareça era a mais barata.
A mansão tinha um lago de água cristalina que perto dele havia um balanço preso à duas árvores de cerejeiras; Um gigantesco bosque com forma de jardim. A fazenda tinha a aparência bela, porém a mansão que lá habitava era tenebrosa, gigantesca e sombria. Havia quinze quartos, seis banheiros, e uma pequena e confortável casa para serviçais; Na frente da casa havia uma fonte, e ao lado um celeiro. Também havia uma cozinha grande, sala de estar, sala de repouso; e um quarto onde não havia modo de entrar, pois era trancafiado com madeiras e ferros. As paredes da casa eram estragadas e havia infiltrações por todos os lados. Talvez seja pelo estado em que a casa se encontrava, o motivo de ser tão barata.
Numa bela manhã de sábado, o senhor James estava sentado do lado de fora da mansão tentando, sem sucesso, ler o seu jornal. Havia crianças na rua brincando de esconde-esconde e alguma delas se escondiam em seu jardim. James odiava quando as crianças brincavam em seu jardim, ele regava todos os dias e tinha um cuidado enorme com as suas mudas de cerejeiras.
— Saiam do meu jardim, suas pestes! – berrou o senhor james ao ver que uma delas havia se escondido perto do lago.
A criança correu assustada tropeçando de próposito nas mudas que via pela frente.
Já era exatamente 12h40 quando o senhor James se levantou da cadeira apanhando a sua bengala, e se dirigiu para dentro da casa, porém algo o chamara a atenção. Ele avistou pela janela, uma criança pulando amarelinha em seu quintal. Ficou furioso, a ponto de explodir de raiva. Ele abriu a porta ás pressas, porém quando avistou pela segunda vez, já do lado de fora, a criança havia sumido. Ele ficou espantado, como podia uma criança desaparecer em frações de segundos? Ele pensava.
Quando já havia desistido de procurar, e se caminhava devolta para a casa, ele a viu, a criança correndo para o bosque que ficava praticamente do lado da mansão. Ás pressas, se equilibrando em sua bengala, ele a seguiu. Ela era mais rápida, e acabou desaparecendo floresta à dentro. O senhor James exausto pelo esforço que fez, acabou recostando-se em uma árvore e ficou alí um bom tempo até se recuperar para poder voltar.
Assim que se levantou, James se espantou ao ver a criança sentada no pé de uma árvore chorando, não dava pra ver o rosto dela, mas usava um vestido amarelo meio anos 60, uma sapatilha preta, e uma meia suja de vermelho que ele tinha certeza de que era sangue.
James foi diminuindo aos poucos a distância entre ele e a criança, até que ela se levantou e correu.
— Não fuja, não vou te machucar – falou ele segurando o braço dela, e a impedindo de se mover. – Como se chama? – continuou ele.
A criança se virou, fazendo James soltar o braço dela imediatamente pelo susto que havia levado. Ela não possuia olhos, somente um espaço vazio em uma escuridão profunda que nada habitava.
James soltou a bengala e caiu no chão horrorisado. Ela não tinha olhos, mas o enchergava, pois o acompanhou quando ele caiu no chão. A criança se aproximou dele e se agachou, pegou a bengala que James havia derrubado e cravou no estômago dele, fazendo suas entranhas saltarem para fora. Como se já não bastasse, a criança enfiou os dois dedos indicadores em seus olhos, os estourando como se fossem bolas de massa. James caiu morto no chão. Por fim ela foi embora, pulando amarelinha floresta à dentro.
Fale com o autor